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transformadores, Notas de estudo de Cultura

apostila que trata bem o assunto

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 21/09/2011

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john-silver-1 🇧🇷

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Prof Jean CURSO-CPCE
1
ELETRICIDADE
AULA 11
TRANSFORMADOR:
Polaridade de um enrolamento
Enrolamento em série e em paralelo
Ensaio a vazio e em curto-circuito
Ligações de um transformador trifásico
Prof.: Jean
WWW.escoladoeletrotecnico.com.br
9 de agosto de 2007
CURSO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS EM
CURSO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS EM CURSO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS EM
CURSO PREPARATÓRIO PARA CONCURSOS EM
ELETR
ELETRELETR
ELETROTÉCNICA
OTÉCNICA OTÉCNICA
OTÉCNICA CPCE
CPCE CPCE
CPCE
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ELETRICIDADE

AULA 11

TRANSFORMADOR:

  • Polaridade de um enrolamento
  • Enrolamento em série e em paralelo
  • Ensaio a vazio e em curto-circuito
  • Ligações de um transformador trifásico

Prof.: Jean

WWW.escoladoeletrotecnico.com.br

9 de agosto de 2007

CURSOCURSO CURSOCURSO PREPARATÓRIOPREPARATÓRIOPREPARATÓRIOPREPARATÓRIO PARAPARAPARAPARA CONCURSOSCONCURSOSCONCURSOSCONCURSOS EMEMEMEM

ELETRELETRELETRELETROTÉCNICAOTÉCNICAOTÉCNICAOTÉCNICA – CPCECPCECPCECPCE

11 - TRANSFORMADOR ELÉTRICO (Trafo)

11.1 – Introdução

Um transformador é uma máquina estática constituído de um núcleo e de 2 ou mais enrolamentos (bobinas). Sua principal função é elevar ou abaixar corrente e tensão. Seu núcleo é de ferro laminado. A laminação do núcleo permite reduzir as correntes de parasitas no mesmo. Os enrolamentos primário (1ário) e secundário (2ário) são alojados sobre o núcleo para assim aumentar o acoplamento do fluxo magnético entre os enrolamentos primários e secundários.

11.2 – Princípio de funcionamento:

Onde,

o V 1 (t) é a tensão aplicada no PRIMÁRIO o I 1 (t) é a corrente no PRIMÁRIO o N 1 é o número de espiras no enrolamento PRIMÁRIO o V 2 (t) a tensão aplicada no SECUNDÁRIO o I 2 (t) é a corrente no SECUNDÁRIO o N 2 é o número de espiras no enrolamento SECUNDÁRIO.

Aplicando uma tensão senoidal V 1 (t) no primário, produzido um fluxo magnético pela corrente primária I 1 (t) que é enlaçado (concatenado) pelo enrolamento secundário e a variação desse fluxo ao longo do tempo induz uma tensão V 2 (t) no secundário do transformador.

11.3- Relação entre as grandezas do primário e do secundário

1

2

2

1

2

1

I

I

N

N

V

V = =

Onde,

a N

N

2

(^1) , é a relação de transformação ou relação de espiras do transformador em vazio.

Se a < 1, o transformador é elevador. Se a > 1, o transformador é abaixador.

S 1 = V 1. I 1

V 1 e V 2 , são as tensões no 1ário^ e no 2ário^ do trafo, respectivamente.

R 1 e R 2 , são as resistências dos enrolamentos do1ário^ e do 2ário, respectivamente.

X 1 e X 2 , são as reatâncias dos enrolamentos do 1ário^ e do 2ário, respectivamente.

RN é a resistência do núcleo

Xm é a reatância de magnetização do trafo

IN é a corrente no núcleo do trafo

Im é a corrente de magnetização do trafo

Ie é a corrente de excitação do trafo

2 2

I e = IN + I m

Z 1 = R 1 + jX 1 e Z 2 = R 2 + jX 2

Onde,

Z 1 e Z 2 são as impedâncias primária e secundária do transformador, respectivamente.

R 1 , R 2 , X1, X 2 são os ELEMENTOS LONGITUDINAIS do trafo

RN e Xm, são os ELEMENTOS TRANSVERSAIS do trafo

11.4.1 – Refletindo as impedâncias de um lado para o outro.

2

2

Z 2 P = a. Z 2

1 1

a

Z

Z S =

Onde,

Z2P é a reflexão da impedância Z 2 do secundário para o primário.

Z1S é a reflexão da impedância Z 1 do primário para o secundário.

o Refletindo Z 2 para o primário

o Refletindo Z 1 para o secundário

Exemplo: Reflita a impedância secundária do transformador abaixo para o primário.

Solução:

2

1 2

V

V

N

N

a

Z2P = a^2. Z 2 = (0,5)^2. (2 + j4) = 0,5 + j1 Ω

A nova impedância primária será:

Z 1 = 1 + 0,5 + j(2 + 1) = 1,5 + j3 Ω

a) A impedância, a reatância e a resistência equivalentes referidas ao lado de ALTA tensão. b) A impedância, a reatância e a resistência equivalentes referidas ao lado de BAIXA tensão.

Solução:

a)

Zeq p = Vcc/Icc = 50/8,7 = 5,75 Ω Req p = 3 , 3 ( 8 , 7 )

cc

cc I

W

Xeq p = Zeq.sen θ; θ = ) 55 ( 55 ) 0 , 82 5 , 75

cos −^1 ( )= cos−^1 ( = °⇒ sen ° = Z

R

eq

eq

Xeq p = 5,75. 0,82 = 4,71 Ω ou Xeq p = ZeqP^2 − R eqP^2 = 4 , 71 Ω

b) Zeq S = Zeq p / a^2 ; a = V 1 /V 2 = 2300/230 = 10 => Zeq S = 5,75/10^2 = 0,0575 Ω

Req S = Req p / a^2 = 3,3/10^2 = 0,033 Ω; Xeq S = Xeq p / a^2 = 4,71/10^2 = 0,0471 Ω

o Ensaio em vazio: para determinar as perdas no Ferro: no Rn

Perdas no ferro = Wo 0

2 0 W

V

Rn = n

n (^) R

V

I = 0 I (^) m = I 02 − In^2 m

m (^) I

V

X =^0

Onde, W 0 é a potência lida pelo wattímetro com o trafo em vazio. Neste ensaio, a tensão V 0 aplicada no 1ário^ do trafo é igual à tensão nominal 1ária^ do trafo.

Exemplo: Um transformador de distribuição de 500 kVA, 2300/208 V, 60 Hz, teve seus testes de aceitação constando de um ensaio a vazio e um de curto-circuito, antes de ser colocado em serviço como transformador abaixador. A partir do ensaio em vazio, pede-se o valor de Rn, In, Im e de Xm.

A vazio: V 0 = 208 V, I 0 = 85 A, W 0 = 1800 W

Solução:

Rn = (V 0 )^2 /W 0 = 208^2 / 1800 = 24 Ω In = V 0 /Rn = 208/24 = 8,7 A

I (^) m = I 02 − In^2 = 85 2 − 8 , 72 = 84 , 6 A = = = 2 , 5 Ω 84 , 6

m

m (^) I

V

X

11.6 – Rendimento (eficiência) do transformador ( ηηηη )

e

S P

P

η =

Onde,

Ps é a potência de saída P 1 é a potência de entrada

Ps = Pe – Perdas

Perdas: perdas no Cobre + perdas no Ferro

o Perdas no cobre = Req1.I 12 ou = Req2.I 22 o Perda no ferro = W 0 – Req1.I 02 ≈ W 0

e e

e P

Perdas P

P Perdas = −

η=

11.7– Regulação do transformador (R)

2

20 2 N

N V

V V

R

Onde,

V 20 é a tensão secundária do transformador em vazio. V2N é a tensão nominal secundária (em plena carga) do transformador.

S 3 φ = 3.S 1 φ

S 3 φ: potência aparente trifásico

S 1 φ: potência aparente monofásico

11.9.1 – Tipos de ligações

a) Ligação ∆∆∆∆ - ∆∆∆∆

Na ligação delta (∆), a tensão de linha (VL) é igual à tensão de fase (VF)

b) Ligação Y – Y

Na ligação estrela (Y), a corrente de linha (IL) é igual à corrente de fase (IF)

c) Ligação Y - ∆∆∆∆

d) Ligação ∆∆∆∆ - Y

Onde,

VL1 é a tensão de linha no primário do trafo VL2 é a tensão de linha(entre duas fases) no secundário do trafo VF1 é a tensão de fase(entre uma fase e o neutro) no primário do trafo VF2 é a tensão de fase no secundário do trafo

IL1é a corrente de linha no primário do trafo IL2 é a corrente de linha no secundário do trafo IF1 é a corrente de fase no primário do trafo IF2 é a corrente de fase no secundário do trafo

a: é a relação de transformação do trafo ou a relação de espiras