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Manutenção de transformadores
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Uma subestação elétrica é um grupamento de equipamentos elétricos com a finalidade de dirigir o fluxo de energia elétrica num sistema de potência e de possibilitar a operação segura do sistema, provendo um ponto no qual dispositivos automáticos de proteção e meios de desviar o fluxo de energia ao longo de rotas alternativas, podem ser instalados. Uma subestação pode ser associada a uma central geradora, controlando diretamente o fluxo de potência num sistema ou com transformadores de força, convertendo a tensão de fornecimento a um nível mais alto (138000 e 69000 volts), mais baixo (23000 e 13800 volts) ou, ainda, conectar um número de rotas de fornecimento em um mesmo nível de tensão. Algumas vezes a subestação preenche duas ou mais dessas funções. Basicamente, qualquer subestação consiste de um número de circuitos chegando e partindo, conectados entre si através de uma barra ou sistema de barramento comum. Os equipamentos principais que constituem cada circuito são: os disjuntores, os transformadores para instrumentos, chaves seccionadoras, pára-raios e os transformadores de potência (autotransformadores).
Uma subestação é um conjunto de equipamentos de manobra e/ou transformação e compensação usados para dirigir o fluxo de energia em um sistema de potência e possibilitar a sua diversificação através de rotas alternativas, ao mesmo tempo em que permite a instalação de dispositivos de proteção automática capazes de detectar faltas no sistema e de isolar os trechos onde as mesmas ocorrem.
Quanto à função: SE de Manobra. o Permite manobrar partes do sistema, inserindo ou retirando-as de serviço, em um mesmo nível de tensão.
o Conexão e desconexão de partes do sistema elétrico ao restante do mesmo, para orientar o fluxo de energia elétrica e isolar partes defeituosas, garantindo assim a segurança do sistema. SE de Transformação. o Muda os níveis de tensão para adequá-los ao sistema de transmissão ou distribuição que os utiliza. Podendo ser: SE Elevadora - Localizadas na saída das usinas geradoras. Elevam a tensão para níveis de transmissão e sub-transmissão (transporte econômico da energia). SE Abaixadora - Localizadas na periferia das cidades. Diminuem os níveis de tensão evitando inconvenientes para a população como: rádio interferência, campos magnéticos intensos, e faixas de passagem muito largas. SE de Distribuição: o Diminuem a tensão para o nível de distribuição primária (13.8kV, 69kV). Podem pertencer à concessionária ou a grandes consumidores. SE de Regulação de Tensão o Manutenção, dentro das faixas admissíveis, de cada nível de tensão, no sentido de garantir a qualidade da energia que transita entre os sistemas e da que chega aos consumidores. o Emprega equipamentos de compensação tais como reatores, capacitores, compensadores estáticos, etc. SE Conversoras o Associadas a sistemas de transmissão em CC (SE Retificadora e SE Inversora).
Quanto ao Nível de Tensão: SE de Alta Tensão – tensão nominal abaixo de 230kV. SE de Extra Alta Tensão - tensão nominal acima de 230kV.
Quanto ao Tipo de Instalação: Subestações Desabrigadas - construídas a céu aberto em locais amplos ao ar livre.
Fig: Subestação compacta As denominadas subestações compactas utilizam gás isolante, em geral, o SF6 (hexafluoreto de enxofre) em seus dispositivos de manobra, conferido-as um elevado grau de compactação, podendo chegar a até 10% de uma SE convencional.. Ex. Subestação de Itaipu.
Quanto à Forma de Operação. Subestações com Operador. o Exige alto nível de treinamento de pessoal o Uso de computadores na supervisão e operação local só se justifica para instalações de maior porte.
Subestações Semi-Automáticas. o Possuem computadores locais ou intertravamentos eletro-mecânicos que impedem operações indevidas por parte do operador local.
Subestações Automatizadas o São supervisionadas à distância por intermédio de computadores e SCADA ( Supervisory Control and Data Acquisiton ).
Quanto a isolação: as SE´s podem ser do tipo: ¾ isoladas a ar
¾ isoladas a gás – SF (^6)
¾ É preciso delimitar o nível de tensão para se representar as subestações no diagrama unifilar. Assim vemos abaixo um trecho do sistema elétrico de MS em 138kV.
Veja abaixo a subestação Miguel Couto:
Miguel Couto possui 03 transformadores de 138kV/13. kV(16MVA a 20MVA)
Os serviços auxiliares de uma subestação têm por finalidade prover o suprimento em baixa tensão dos dispositivos ou equipamentos essenciais à manobra, controle, proteção e supervisão da instalação.Em uma subestação os serviços auxiliares são de grande importância para a operação adequada e contínua da SE. Os serviços auxiliares são do tipo: ¾ Serviços Auxiliares de Corrente Alternada. o Fonte : Transformador de Serviços Auxiliares - 13.800/380-220 V o Carga: Casa de Comando Iluminação/Tomada do Pátio Retificador, etc. ¾ Serviços Auxiliares de Corrente Contínua o Fonte: Retificador/Carregador e Banco de Bateria - 125 Vcc. o Cargas: Componentes do Sistema Digital (relés, etc.) Funcionais dos equipamentos; Motores dos equipamentos. Iluminação de emergência
As subestações (SE) são compostas por conjuntos de elementos, com funções específicas no sistema elétrico, denominados vãos ( bays ) que permitem a composição da subestação em módulos. As SE distribuidoras, usualmente, são compostas pelos seguintes vãos: entrada de linha (EL); saída de linha (SL); barramentos de alta e média tensão (B2 e B1); vão de transformação (TR); banco de capacitor ou vão de regulação (BC) e saída de alimentador (AL). Cada vão da subestação deve possuir dispositivos de proteção (relés) e equipamento de disjunção com a finalidade de limitar os impactos proporcionados por ocorrências no sistema elétrico tais como: descargas atmosféricas, colisão, falhas de equipamentos, curtos-circuitos, etc.
Fig: Diagrama simplificado de uma subestação típica de distribuição
o USADOS EM SUBESTAÇÕES DE 13,8kV a 34,5kV. o PODEM TER BARRAMENTOS COM CONDUTORES DE COBRE.
o USADOS EM SUBESTAÇÕES DE 138kV a 500kV. o BARRAMENTOS COM CONDUTORES DE ALUMÍNIO. o SUPORTAM GRANDES CORRENTES DE CARGA E DE CURTO-CIRCUITO.
o CRITÉRIO ELÉTRICO Corrente Nominal: a determinação é feita quando há equilíbrio térmico entre o calor gerado pela corrente ao passar pelo condutor por efeito Joule e o calor dissipado.no ambiente. Fabricantes determinam a capacidade de condução dos barramentos através de processos experimentais e ensaios. Tabelas de fabricantes relacionam diâmetro do barramento, corrente nominal e temperatura. o CRITÉRIO TÉRMICO (uso de equações) Evitar recozimento do barramento durante o tempo de curto circuito.