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Transgênicos, Notas de estudo de Engenharia de Alimentos

Parte escrita do seminário sobre Transgênicos,apresentados a disciplina de Bioquímica Geral, na UFRPE-UAG.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 09/07/2011

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO
UNIDADE ACADÊMICA DE GARANHUNS
JÔNATAS LOPES DIAS
JESSIKA DA SILVA RUFINO
TRANSGÊNICOS: PRÓS E CONTRAS
GARANHUNS
2011
JÔNATAS LOPES DIAS
JESSIKA DA SILVA RUFINO
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Baixe Transgênicos e outras Notas de estudo em PDF para Engenharia de Alimentos, somente na Docsity!

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO

UNIDADE ACADÊMICA DE GARANHUNS

JÔNATAS LOPES DIAS

JESSIKA DA SILVA RUFINO

TRANSGÊNICOS: PRÓS E CONTRAS

GARANHUNS

JÔNATAS LOPES DIAS

JESSIKA DA SILVA RUFINO

TRANSGÊNICOS: PRÓS E

CONTRAS

GARANHUNS

S U M Á R I O

1. INTRODUÇÃO................................................................................

2. REVISÃO DE LITERATURA...........................................................

2.1. CONTRAS..................................................................................

Seminário apresentado a disciplina Bioquímica Geral, no curso de bacharelado em Engenharia de Alimentos – UFRPE - UAG como requisito para obtenção de nota.

Orientação: Professora Dra. Tatiana Souza Porto

1. INTRODUÇÃO

Desde a domesticação de plantas, vários aspectos no modo de plantio, colheita e processamentos de alimentos, sofreram inúmeras modificações e aperfeiçoamentos. A maioria baseados em melhoramento dos processos, tanto para um maior rendimento agrícola, ou para uma maior resistência a pragas. (LAJOLO, 2003).

Após os primeiros trabalhos de Gregor Mendel com ervilhas, no final do século XIV, os estudos baseados na genética dos alimentos tiveram início, e a partir daí houveram grandes avanços na produção de alimentos utilizados pelos animais e pelo homem. Novas variedades de cereais, entre outras classes de alimentos, foram desenvolvidas e caracterizaram a revolução verde no século seguinte. (LAJOLO, 2003).

Durante os anos seguintes e até os dias de hoje, depois dos primeiros estudos com base genética, muitas plantas vêm sendo modificadas geneticamente pelo homem através de cruzamentos controlados, modificando por seleção a constituição genética de indivíduos ou de populações, com o objetivo de obter genótipos superiores. Entretanto, nesse método há grande possibilidade de se obter sementes não férteis, e como não há um controle de qual característica vai ser transferida ao novo organismo, acaba resultando na produção de uma variedade com múltiplas características, e algumas indesejáveis. (MONQUERO, 2005).

Nas últimas décadas, introduziu-se uma nova tecnologia de modificação genética para a produção de alimentos, esta chamada tecnologia de DNA recombinante, que possibilita o isolamento e clonagem de genes de bactérias, vírus, plantas e animais seguidos da possibilidade de introdução e expressão dos mesmos em qualquer outro organismo. Desta forma, a barreira do cruzamento entre espécies e até entre diferentes reinos foi rompida, trazendo inúmeras possibilidades para o melhoramento de plantas, consequentemente de alimentos, e outros organismos. (VERCESI, 2009). Aos alimentos produzidos a partir de plantas de tecnologia de DNA recombinante, deu-se o nome de alimentos transgênicos ou OGM’s. A transgenia é uma técnica que pode contribuir de forma significativa para o melhoramento genético de plantas, visando à produção de alimentos. Mas a técnica tem sido vista com

bastante desconfiança pelo público em geral, segundo Furnival (2008), esta desconfiança deve-se principalmente pelo método ser ainda tão pouco estudado, no que diz respeito as suas possíveis consequências maléficas no futuro.

De modo geral, a história mostra que mudanças nos alimentos sempre causaram preocupação pública, como foi o caso dos enlatados ou pasteurizados. Esse assunto tem gerado polêmica que atinge toda a sociedade, e a qualidade dessas discussões depende da informação, da participação e do diálogo dos vários segmentos sociais, e não apenas da ciência. (LAJOLO, 2003).

O custo para cultivar uma cultura resistente somado ao custo do herbicida não pode ser maior do que o controle convencional de plantas daninhas, a não ser que vantagens sejam observadas, como: controle de plantas daninhas botanicamente relacionadas às culturas e maior número de opções de herbicidas disponíveis. Nos Estados Unidos, agricultores que usaram culturas resistentes a herbicidas relatam que nos dias atuais o custo dessa tecnologia em monocultura é semelhante ou maior que na cultura tradicional. Devido à seleção de biótipos resistentes ou de espécies tolerantes, outros herbicidas deverão ser utilizados para o manejo destas plantas o que aumentará o custo de controle. (MONQUERO, 2005).

Estudos feitos por Owen, (1998) apud Monquero, (2005), nos anos de 1996 e 1997 mostraram que o cultivo de milho tolerante ao sethoxydin não fornecia o controle ideal das plantas daninhas Panicum miliaceum e Agropyron repens , sendo necessário o uso de outros herbicidas. Nesses estudos também foram comprovados que cultivares de milho resistente causa problemas no cultivo de soja, quando em rotação, fazendo assim com que seja necessário a aplicação de herbicidas com mecanismos de ação diferente do sethoxydin, causando aumento no custo de produção.

2.2. Aspectos nutricionais Alimentos derivados de OGM estão sujeitos a provocar diversas reações adversas, de acordo com os efeitos, os alimentos podem ser classificados em dois grupos: alergênicos e intolerantes. Alergênicos causam hipersensibilidade alérgica. Intolerantes causam alterações fisiológicas como reações metabólicas anormais e toxidade. No caso da variedade Soja Roundup Ready, testes realizados observaram um aumento de 26,7% no teor do inibidor de tripsina em relação à soja não transgênica, o qual foi considerado alergênico. (NODARI, 2003).

Em 2000, nos Estados Unidos e outros países, foram identificados em produtos alimentícios contendo derivados de uma variedade de milho Bt , usada somente para consumo animal devido ao seu potencial alergênico.Um comitê científico do Federal Insecticide, Fungicide, and Rodenticide Act (FIFRA), concluiu que entre 7 e 14 pessoas num total de 34 casos analisados provavelmente manifestariam reações alérgicas a alimentos contendo derivados do milho Bt StarLink. (FEDERAL INSECTICIDE..., 2000, apud NODARI, 2003, p. 108).

Devido ao transgene conferir novas características, a comprovação de que tais características causem malefícios a saúde está presa a estudos nutricionais e toxicológicos de longa duração. (NODARI, 2003).

2.3. Aspectos sociais Quanto à opinião pública sobre os alimentos geneticamente modificados fica claro evidenciar quando observado os resultados de pesquisas de opinião pública em geral, que esses tipos de alimentos são muito conhecidos dos consumidores, e aos que sabem do que se trata não traz segurança no seu consumo. A pesquisa realizada em 2003, pelo IBOPE, deixa claro a desconfiança do brasileiro quanto a esses alimentos, que não acham seguro o seu consumo sem o estudos aprofundado dos seus riscos a longo prazo. Nota-se também que o consumidor brasileiro exige sempre o seu direito de ser informado quando em um produto existe OMGs, e se mostra não convencido que esse tipo de alimento possa vir a diminuir a fome mundial.

2.2. Prós

2.4. Aspectos Ambientais A comercialização de produtos transgênicos é um assunto polêmico no que diz respeito, também, aos impactos ambientais que pode acarretar. Nos vários estudos realizados, a abordagem positiva que apresentam é principalmente voltada para uma menor busca de novos herbicidas, já que essas plantas híbridas são cultivares resistentes a pragas. Por seguinte, há também uma diminuição de prejuízos causados pela deriva de herbicidas para áreas cultivadas com culturas resistentes e diminuição no custo de controle de plantas daninhas. (MONQUERO, 2005). Outro aspecto importante, é que na maioria das culturas resistentes aos herbicidas em desenvolvimento ocorre resistência a herbicidas de aplicação em pós- emergência, facilitando assim o uso de sistemas de semeadura direta, proporcionando maior conservação do solo e consequentemente menor contaminação das águas e do ambiente. (MONQUERO, 2005).

No Brasil, no ano de 2005, foi criada uma instância com o propósito de prestar apoio técnico consultivo e assessoramento ao Governo Federal na formulação, atualização e implementação da Política Nacional de Biossegurança relativa a OGM. O órgão criado através da lei nº 11.105, de 24 de março de 2005, também tem como finalidade o estabelecimento de normas técnicas de segurança e pareceres técnicos referentes à proteção da saúde humana, dos organismos vivos e do meio ambiente, para atividades que envolvam a experimentação, cultivo, manipulação, transporte, comercialização, consumo, armazenamento de OGM e derivados. (CTNBio.gov)

A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, CTNBio, já publicou 20 Instruções Normativas referentes aos diversos temas de sua competência, e vale salientar que todos os passos de desenvolvimento de um OMG, quando efetuados em território nacional, devem ser realizados em estabelecimentos que possuam o CQB (Certificado de Qualidade em Biossegurança) e o CTBIO (Comitê Interno de Biossegurança), estabelecidos pela Instrução Normativa nº1 da CTNBio (LAJOLO,

3. CONCLUSÃO

Os transgênicos são uma alternativa válida em vários aspectos, como diminuição da desnutrição pelo incremento de vários nutrientes em alimentos onde esses nutrientes são escassos, maior aproveitamento dos recursos naturais devido ao aumento da produtividade, geração de empregos entorno da produção dessas culturas. Entretanto precauções devem ser tomadas, estudos dos impactos ambientais, estudos sobre o potencial alergênico e outros. Precauções estas que são descritas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, CTNBio .É também de suma importância uma melhor divulgação para o consumidor acerca dos alimentos transgênicos.

4. REFERÊNCIAS

COSTA, N.B.; Biotecnologia aplicada ao valor nutricional dos alimentos; Biotecnologia Ciência & Desenvolvimento ; n. 32- jan./jun.-