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vários tipos de T. Térmicos
Tipologia: Notas de estudo
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(Baseado na norma ABNT - NBR 8653 de Novembro de 1984)
Recozimento sucrítico visando a eliminação de tensões internas sem modificação fundamental das propriedades existentes, realizado após deformação a frio, tratamento térmico, soldagem, usinagem, etc.
Gás ou mistura de gases que se encontram em um recinto.
Atmosfera capaz de fornecer carbono às peças envolvidas.
Atmosfera cuja composição é controlada.
Atmosfera que protege contra determinada ação às peças envolvidas.
Tratamento isotérmico composto de aquecimento até a temperatura de autenitização, permanência nesta temperatura até completa equalização, resfriamento rápido até a faixa de formação da bainita, permanência nesta temperatura até completa transformação da austênita em bainita e resfriamento qualquer até a temperatura ambiente.
Constituinte do sistema ferrocarbono formada por solução sólida de carbono e eventualmente outros elementos em ferro grama.
Transformação da estrutura da matriz em estrutura austenítica através do aquecimento. Pode ser parcial (aquecimento dentro da faixa de transformação) ou completa (aquecimento da acima faixa de transformação).
Termo usado para designar os produtos de transformação da austenita, constituídos por agregados de ferrita ecementita e formados numa faixa de temperatura situada entre a de formação da perlita fina e a de formação da martesita. A Bainita tem aspecto de penas de aves, se forma na parte superior da faixa de temperatura (bainita superior), ou acicular, lembrando a martesita revenida, se forma na parte inferior da faixa (bainita inferiror).
Tratamento térmico composto de têmpera seguida de revenimento em temperatura adequada, destinado a obtenção de maior tenacidade combinada com certas propriedades de resistência.
Composto de carbono com ou mais elementos. Em metalografia, o termo é usado preferencialmente como designação genérica de carbonetos complexos de ferro com outros elementos metálicos ou de carboneto que não contém ferro.
Tratamento termoquímico em que se promove o enriquecimento superficial simultâneo com carbono e nitrogênio.
Camada de óxidos formada na superfície de ligas ferrosas em temperaturas elevadas e meio oxidante, normalmente destacável em escamas.
Tratamento termoquímico em que se promove o enriquecimento superficial com carbono.
Cementação realizada em meio gasoso.
Cementação realizada em meio líquido (sal fundido).
Cementação realizada em meio carbonetante sólido, dentro de um recipiente fechado, em cujo interior a peça é levada ao forno.
Designação metalográfica do carboneto de ferro, de fórmula Fe 3 C e de teor de carbono 6,69%. Pode ainda conter pequenos teores de elementos como manganês e outros.
Carbonitretação realizada em meio líquido.
Tratamento térmico de recozimento com a finalidade de se obter os carbonetos sob forma esferoidal. Usualmente é caracterizado por permanência em temperatura ligeiramente superior ou inferior ao ponto A 1 ou oscilação em torno de A 1 e resfriamento lento. Também denominado esferoidização.
Cada uma das fases isoladas ou agregadas que compõem a estrutura de uma liga metálica, por exemplo, ferrita, austenita, perlita, bainita e outros.
Redução de teor de carbono em toda a extensão ou parte do material.
Diagrama que representa os campos de ocorrência de fases em equilíbrio. Nos sistemas metálicos, geralmente se representa a ocorrência de fases em função de temperatura e composição.
Tempo de manutenção em determinada temperatura após equalização da mesma em todos os pontos da peça.
Cristal alotriomórfico de um material policristalino, considerado individualmente.
Manutenção de uma liga a alta temperatura para eliminar ou diminuir, por difusão a segregação química.
Material estranha retido em uma liga metálica que ocorre geralmente sob forma de partículas não- metálicas, tais como silicatos, óxidos, aluminados e outros.
Agregados eutéticos do sistema metaestável ferro-carboneto de ferro.
Tratamento termoquímico realizado em meio gasoso, que promove o enriquecimento superficial, com nitrogênio (ver nitretação a gás).
Em diagrama de equilíbrio, a linha acima da qual o material se encontra totalmente no estado líquido. No diagrama de equilíbrio ferro-carboneto de ferro, a linha "liquidus" corresponde à linha ACD.
Em diagrama de equilíbrio, linha abaixo da qual o material se encontra totalmente no estado sólido. No diagrama de equilíbrio ferro-carboneto de ferro a linha "solidus" corresponde à linha AHJEF.
Aspecto ou reprodução gráfica de superfície devidamente preparada de peça ou amostra metálica, com aumento linear, igual ou inferior à dez vezes. É usualmente empregada para revelar textura de peças deformadas a frio ou a quente, peças fundidas, de irregularidades internas ou externas e outras. O termo é também utilizado para designar a técnica macrográfica.
Tratamento térmico aplicado ao ferro fundido branco, em que o elemento carbono passa a grafita, na forma arredondada, ou é eliminado. Ambos os fenômenos podem ocorrer simultaneamente. O elemento de carbono também pode estar presente em fase ou fases oriundas da transformação da austenita (como por exemplo a perlita).
Tratamento isotérmico composto de austenitização seguido de resfriamento brusco até temperatura ligeiramente acima da faixa de formação de martesita, visando equalizar a temperatura do material e resfriamento adequado até a temperatura ambiente.
Solução sólida metaestável supersaturada da transformação por cisalhamento sem difusão, de uma alotrópica do solvente estável em temperatura elevada. A martensita da rede cristalina. Nas ligas ferro- carbono, é a solução sólida intersticial supersturada de carbono em ferro alfa e possui reticulado tetragonal de corpo centrado, resultante da distorção do reticulado cúbico provocado pelo excesso de carbono. A martensita ds ligas ferro-carbono e ferromagnética.
Martensita obtida diretamente da têmpera, sem qualquer tratamento subseqüente. No sistema ferro- carbono, apresenta reticulado tetragonal de corpo centrado.
Produto de decomposição resultante do aquecimento da martensita em temperatura abaixo do A 1 , em ligas ferro-carbono. Por extensão o termo usado para ligas não ferrosas.
Estudo da constituição, estrutura e textura dos metais, ligas e produtos metálicos e de seu relacionamento com propriedades e processos de fabricação.
Aspecto ou reprodução gráfica de uma amostra metálica devidamente preparada, com aumento linear maior que dez vezes. O termo é também utilizado para designar a técnica micrográfica.
Tratamento termoquímico em que se promove enriquecimento superficial com nitrogênio.
Nitretação realizada em meio gasoso.
Tratamento térmico caracterizado por aquecimento acima da zona crítica e por equalização nesta temperatura seguida de resfriamento uniforme ao ar, sem restringi-lo ou acelerá-lo, até a temperatura ambiente.
Tratamento térmico de arames e tiras, empregado em aços de alto e médio carbono, caracterizado por aquecimento acima da zona crítica e por resfriamento ao ar ou banho de sal ou chumbo, com a finalidade obter-se uma microestrutura adequada para as deformações subseqüentes.
Constituinte eutetóide do sistema metaestável ferro-carboneto de ferro, apresentando-se como uma agragado lamelar de ferrita e cementita. O termo também é usado para designar constituintes eutetóides de outros sistemas.
Tratamento térmico de transformação da austenita em perlita. Termo largamente usado em tratamento de ferros fundidos.
Temperatura em que, no aquecimento, o ferro perde suas propriedades magnéticas ou as adquire, no resfriamento.
Em um diagrama de equilíbrio binário, é o ponto representativo da reação eutética, segundo a qual, no resfriamento, uma fase líquida se solidifica isotermicamente, produzindo um agregado de duas fases sólidas (constituinte eutético), de composições diferentes entre si e diferentes da composição original. A liga e a temperatura que definem o ponto eutético denominam-se, respectivamente, liga eutética e temperatura eutética. A liga eutética possui o mais baixo ponto de solidificação do sistema a que pertence. A reação eutética é reversível. No diagrama de equilíbrio ferro carbono, o ponto eutético é definido pelos seguintes pelos seguintes valores aproximados:
Recozimento realizado em condições tais que evitem oxidação da superfície metálica.
Recozimento caracterizado por uma austenitização seguida de transformação isotérmica da austenita na região da formação da perlita.
Ver Alívio de tensões.
Recozimento caracterizado por permanência em temperatura significativamente acima da zona crítica; resfriamento lento até temperatura abaixo do ponto A 1 e subseqüente resfriamento arbitrário até a temperatura ambiente, destinado a produzir crescimento de grão.
Recozimento caracterizado por um aquecimento até uma temperatura consideravelmente acima do ponto AC 3 , longa permanência nessa temperatura e resfriamento adequado ao fim em vista, para eliminação de variações locais de composição do material.
Recozimento caracterizado pela permanência em temperatura dentro da faixa de recristalização, após deformação realizada abaixo dessa faixa.
Recozimento em conseqüência do qual um ou mais constituintes entram na solução. Geralmente caracterizado por um resfriamento rápido destinado a retenção daqueles constituintes em solução na temperatura ambiente. Também denominado solubilização.
Recozimento caracterizado por um resfriamento lento através da zona crítica, a partir da temperatura da austenitização, geralmente acima de AC 1 para os aços hipoeutetoides e entre AC 31 e AC (^) cm para os hipereutetóides.
Diminuição do tamanho do grão.
Tratamento térmico de uma peça temperada ou normalizada, caracterizado por reaquecimento abaixo da zona crítica e resfriamento adequado, visando ajustar as propriedades mecânicas.
Concentração de elementos sob forma de solução sólida ou de compostos em regiões específicas de uma peça metálica.
São as dimensões dos grãos ou cristais em um metal policristalino, excluindo as regiões maciadas e os subgrãos, quando presentes. O tamanho do grão é usualmente estimado ou medido na seção média de um agregado de grãos. As unidades mais comuns são:
a) diâmetro médio;
b) área média;
c) numero de grãos por unidade linear;
d) numero de grãos por unidade de área;
e) numero de grãos por unidade de volume.
Tratamento térmico caracterizado pelo resfriamento em velocidade superior à velocidade crítica de têmpera de uma liga ferro-carbono, a partir de uma temperatura acima da zona crítica para os aços hipoeutetóides e geralmente dentro da zona crítica para os aços hiporeutetóides, resultando em transformação da austenita em martensita.
Têmpera em que o agente de resfriamento (meio de têmpera) é a água.
Têmpera em o agente de resfriamento (meio de têmpera) é um óleo.
Têmpera em que o agente de resfriamento (meio têmpera) é uma salmoura.
Têmpera em que o aquecimento é produzido por chama.
Propriedade do aço que determina a profundidade e distribuição da dureza pela têmpera.
Tratamento realizado abaixo 0 oC. Particularmente, resfriamento de um aço a uma temperatura abaixo de 0 oC para transformação da austenita retida em martensita.
Operação ou conjunto de operações realizadas no estado sólido que compreendem aquecimento, permanência em determinadas temperaturas e resfriamento, realizados com a finalidade de conferir ao material determinadas características.
Conjunto de operações realizadas no estado sólido que compreendem modificações na composição química da superfície da peça, em condições de temperatura e meio adequados.