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Treponema palidum
Tipologia: Notas de estudo
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Treponema pallidum
Treponema pallidum é uma espécie de bactéria patogênica que pertence ao gênero Treponema, que juntamente com os gêneros Borrelia e leptopira compõem a família dos espiroquitídeos bactérias moveis e helicoidais. O Treponema pallidum ( Sinonímia - Lues, doença gálica, lues venérea, mal gálico, sifilose, doença britânica, mal venéreo, peste sexual ). é o agente infeccioso da sífilis uma doença infecto- contagiosa , sexualmente transmissível podendo também ser transmitida verticalmente, ou seja, da mãe para o feto , por transfusão sanguínea ou por contato direto com o sangue contaminado. Se não for tratado precocemente pode comprometer vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração, cérebro, cerebelo e sistema nervoso. T. pallidum se trata de uma bactéria gram-negativa, anaeróbicas, que se apresentam em forma de espiroscocos é um parasita interno. Esses microorganismos são encontrados na cavidade oral, em secreções sebáceas da região genital e no
cólon. Em geral são consideradas comensais, contudo há evidências de que algumas espécies estão associadas a gengivites e doença periodental.
Diagnostico Clinico
Lesões duras, mas nem sempre doloridas nos órgãos genitais são os primeiros sinais e sintomas da sífilis. Chamadas de cancros, elas geralmente aparecem nos genitais, mas podem ocorrer também no ânus, na pele, na gengiva, na palma das mãos e na plantas dos pés. Mesmo sem tratamento essas lesões costumam desaparecer em alguns dias, mas a doença continua ativa no organismo e pode provocar outros sintomas como manchas avermelhadas na pele e mucosas ( sífilis secundária) e alterações sistema nervoso central (sífilis terciária).
Diagnóstico Laboratorial
Na fase inicial, o diagnostico pode ser confirmado por exames de sangue, imunofluorescência, visualização da superfície da lesão no microscópio de campo escuro.
Em fases avançadas é necessário pedir um exame de líquor para verificar se o sistema nervoso não foi afetado.
Virulência
Os conhecimentos sobre a infecção humana pelo treponema pallidum é relativamente bem conhecida. Porém os seus fatores de virulência da bactéria não o são. Sugerindo, no entanto algumas evidências como: Ação antifagocitária, proporcionada pela ação do ácido hialurônico e de sulfato de condroitina presentes na cápsula de T. pallidum. A facilitação da passagem da bactéria para os espaços extra celulares, proporcionados pela ação da enzima mucopolissacaridase sintetizada pela própria bactéria. Estando associados a esse processo eventos trombolisticos e
obstrução vascular produzindo necrose.
Prevenção
A transmissão da sífilis adquirida é sexual ocorrendo também nas relações anais e orais, na área genital, em quase todos os casos. Na sífilis congênita, há infecção fetal por via hematogênica, em geral a partir do 4° mês de gravidez. O contágio extragenital é raro, havendo poucos casos por transfusões de sangue e por inoculação acidental. Portanto o uso de preservativo é uma das melhores formas de prevenção da doença. As mulheres que pretendem engravidar devem fazer o exame para verificar se são portadoras da doença, se já estiverem grávidas devem fazer o tratamento adequado para que o feto não seja infectado. O enfermeiro observando uma matriz de risco e vulnerabilidade ( presidiários, usuários de drogas injetáveis, profissionais do sexo, caminhoneiros, Garimpeiros) ode atuar com várias medidas de controle como:
maior impacto na redução dessas infecções
Tratamento
No tratamento da sífilis tem- se como antibiótico de primeira escolha a penicilina, uma vez que, alem de ser um antibiótico bastante ativo, não se constatou resistência ao mesmo. Havendo processo alérgico à penicilina podem ser utilizados cefalospirina, tetraciclina ou eritromicina. Deve-se ressaltar que a dosagem a se utilizar vai depender do grau de acometimento da patologia. Vale lembrar que em pacientes tratados, dois anos após o aparecimento da infecção, os testes sorológicos mantêm-se positivo mesmo após acura