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Trombose venosa profunda, Notas de estudo de Fisioterapia

Texto sobre a doença

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 07/05/2009

luciana-arce-3
luciana-arce-3 🇧🇷

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TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TVP)
DEFINIÇÃO
Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma doença que se caracteriza pela formação aguda
de trombos em veias profundas nos membros inferiores e/ou superiores
Maffei (2002)
A TVP resulta de um processo de hipercoagulação sistêmica, em associação com uma
estase venosa local, decorrente quase sempre de redução da atividade física do paciente
Albuquerque, Vidal (1996)
LOCALIZAÇÃO DO TROMBO
MsIs
TVP proximal: veias poplíteas, femoral ou ilíaca
TVP distal: veias da perna
Observação:
25% das TVP distais podem evoluir para uma TVP proximal
veia femoral F0
E 0 secundária a uma estase venosa (durante a anestesia, na fase de indução e
mesmo durante a cirurgia)
SISTEMA VENOSO PROFUNDO
Baruzzi et al (1996)
MsSs
oclusões de veias umeral, axilar, subclávia ou braquiocefálica
FORMAÇÃO DO TROMBO
endotélio normal F0
E 0 superfície não trombogênica (não aderem plaquetas, nem ocorre
ativação de proteínas coagulantes)
formação do trombo F0
E 0 tríade de Virchow
Albuquerque; Vidal (1996)
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TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TVP)

DEFINIÇÃO

Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma doença que se caracteriza pela formação aguda de trombos em veias profundas nos membros inferiores e/ou superiores

Maffei (2002)

A TVP resulta de um processo de hipercoagulação sistêmica, em associação com uma estase venosa local, decorrente quase sempre de redução da atividade física do paciente

Albuquerque, Vidal (1996) LOCALIZAÇÃO DO TROMBO

MsIs

TVP proximal: veias poplíteas, femoral ou ilíaca TVP distal: veias da perna

Observação:

25% das TVP distais podem evoluir para uma TVP proximal

veia femoral F 0E 0 secundária a uma estase venosa (durante a anestesia, na fase de indução e

mesmo durante a cirurgia)

SISTEMA VENOSO PROFUNDO

Baruzzi et al (1996)

MsSs oclusões de veias umeral, axilar, subclávia ou braquiocefálica

FORMAÇÃO DO TROMBO

endotélio normal F 0E 0 superfície não trombogênica (não aderem plaquetas, nem ocorre ativação de proteínas coagulantes)

formação do trombo F 0E 0 tríade de Virchow

Albuquerque; Vidal (1996)

FATORES DE RISCO

IDADE : aumenta à medida que se avança na faixa etária embolia pulmonar F 0E 0 pacientes hospi- talizados F 0E 1 60 anos maior incidência da TVP e da EP a partir de 65-70 anos

Britto; Merlo (2002) HISTÓRIA ANTERIOR DE TVP :

é o mais importante fator de risco de uma trombose o endotélio venoso lesado anteriormente cria condições para re-trombose

NEOPLASIAS :

alterações hemostáticas induzidas pelo tumor F 0E 0 hipercoagulabilidade + compressão do

tumor sobre as estruturas venosas drogas citotóxicas e o cateterismo venoso (quimioterapia) F 0E 0 agentes trombogênicos

Britto; Merlo (2002) OBESIDADE :

a obesidade moderada representa fator de risco potencial de trombose venosa

Britto; Merlo (2002)

GRAVIDEZ E PUERPÉRIO :

diversas alterações hormonais elevam em cinco a seis vezes o risco trombótico

Britto; Merlo (2002) INFARTO DO MIOCÁRDIO E INSUFICIÊNCIA CARDÍACA

20 a 40% F 0E 0 50% se associado com insuficiência cardíaca e favorecendo a incidência de EP em pacientes já predispostos pela redução de sua reserva cardiopulmonar

Maffei, et al (2002) CIRURGIA E TRAUMA : a tríade de Virchow esta presente no ato cirúrgico

hipercoagulabilidade sangüínea estase venosa redução da atividade fibrinolítica lesão vascular Britto; Merlo (2002) IMOBILIDADE:

estagnação venosa o aumento da coagulabilidade do sangue

DIAGNÓSTICO CLINICO

flebografia cintilografia Ultra-sonografia Tomografia / Ressonância mapeamento duplex F 0E 0 padrão ouro: não invasivo, porém alto custo Modelos de predição clínica Wells et al (1997) Franco et al (2006) F 0E 0 Protocolo preconizado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e

Cirurgia Vascular

Modelo de Predição Clínica - Wells et al (1997)

Características clínicas Escore

  • (^) câncer em atividade
  • paresia, paralisia ou imobilização com gesso dos MsIs
  • imobilização (> 3 dias) ou cirurgia maior (até 4 semanas)
  • á da sensibilidade ao longo das veias do sistema venoso profundo
  • edema em todo o membro
  • edema da panturrilha (> 3cm) em relação a perna normal
  • edema depressível (cacifo) maior na perna afetada (unilateral)
  • veias colaterais superficiais
  • diagnóstico diferencial mais provável (celulite, tromboflebite superficial, alterações osteoarticulares, câimbras, rupturas muscular ou tendínea, alterações linfáticas, cisto de Baker)

CLASSIFICAÇÃO

baixa probabilidade de TVP = menor ou igual a 0 pontos moderada probabilidade de TVP = 1 ou 2 pontos alta probabilidade de TVP = 3 ou mais pontos

Protocolo de profilaxia de TVP- Franco et al (2006)

Nome: Nº. prontuário: Idade: Sexo: Diagnóstico: Data internação: dias internado: Dados de admissão: Eletivo: ( ) sim ( ) não Emergência: Tipo de cirurgia planejada: Fatores de risco: Idade: ( ) 41-60 anos (1p) ( ) 61-70 anos (2p) ( ) > 71 anos ( 3p)

Cirurgia: ( ) tempo cirúrgico > 2 hs.(1p) ( ) trauma (1p) ( ) cir. pélvica ou prótese de quadril (1p) ( ) trauma grave – TRM e PTM (2p) ( ) previsão de cirurgia de grande porte (1p) ( ) grande queimados ( 2p) ( ) laparoscopia com pneumoperitonio e trendelenburg reverso > 1 hora (1p) ( ) infusão EV cristalóide ( > 72 horas) (1p) Historia : ( ) TVP/TEP + 2 anos (2p) ( ) Obesidade> 20% peso ideal (1p) ( ) varizes de membros inferiores (1p) ( ) previsão de imobilização > 72 hs (1p) ( ) edema de MI, ulcera de estase ( 2p) ( ) Repouso > 72 hs (1p)

Clinica: ( ) IAM (1p) ( ) Hist, de frat. De pelve ou ossos longos (1p) ( ) ICC (2p) ( ) Estado de hipercoagulabilidade (1p) ( ) Sepse severa (1p) ( ) Transfusão sangüínea (1p) ( ) DPOC grave (1p) ( ) Trombofilias (1p) ( ) AVC (1p) ( ) Imobilização (2p) ( ) Doença inflamatória óssea (1p) ( ) Neoplasias (2p) Ginecologia e Obstetricia:

( ) Gravidez ou pós parto < 1 mês (1p) ( ) TP hormonal (1p) Ä nome: dose: tempo:

Total de pontos: _____

Indices a considerar: 0-1 pontos à risco baixo; 2-4 pontos à risco moderado; acima de 5 pontos à risco severo.

Extraído de FRANCO R.M., et al Profilaxia para tromboembolismo venoso em um hospital de ensino 2006).

Hospital Santa Clara – ISCMPA

set e out / 2007

82 prontuários F 0 C 4 F 0 14,64% : risco baixo C 4 F 0 48,78 %: risco médio C 4 36,58% : alto risco

82 prontuários

14 pacientesF 0E 0 restritos ao leito 68 pacientes F 0E 0 sem restrição

Conclusão os pacientes com imobilidade, restritos ao leito, internados no Hospital Santa Clara não foram os que apresentaram maior risco em desenvolver TVP o fator determinante para o risco alto de desenvolvimento de TVP foi caracterizado pela idade avançada associada ou não a restrição ao leito

Independente da classificação de risco, a utilização dos cuidados gerais de profilaxia de TVP – mobilização ativa e passiva no leito, deambulação precoce, alta hospitalar precoce, enfaixamento ou meias de compressão graduada, compressão pneumática intermitente e profilaxia medicamentosa, é indicação ampla e até obrigatória em qualquer paciente internado

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALBUQUERQUE H. P.C., VIDAL P. C.,Trombose venosa profunda: revisão de conceitos atuais. Rev. Bras. Ortop, v.31, n. 10, p.851-6, 1996. BARUZZI et al. Trombose Venosa Profunda, Profilaxia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia. v. 67, n.3,1996.

BRITO, C. j. , DUQUE, A. MERLO, I. et al. Cirurgia Vascular , Rio de janeiro, Revinter, 2002, v.2. BUSSMANN, J. B.; STAM, H. J. Tecniches for measurement and asseaament of mobility in rehabilitation: a theorical approach. Clin Rehabil. v. 12, p. 455-64, 1998. CASSONE, A., VIEGAS, A. C., SQUIZZATTO G. T. et al. Trombose Venosa Profunda em artroplastia total de quadril. Rev. Bras. Ortop, v. 37, n.5, p. 153 -161, 2002. CASSONE, A., VIEGAS, A. C., SQUIZZATTO G. T. et al. Trombose Venosa Profunda em artroplastia total de quadril. Rev. Bras. Ortop, v. 37, n.5, p. 153 -161, 2002. COSTA J. A., FRANCO R. M., SIMEZO V., BORTOLETI R. R., et al., Profilaxia para tromboembolismo venoso em um hospital de ensino. J Vasc Bras. v.5,n.1, p.131-8,2006. DELISA J. Á.,GANS B. M., et al. Tratado de medicina de reabilitação: Princípios e pratica. 3 .ed., São Paulo, Manole, 2002.v. FRANCO R.M., SIMEZO V., COSTA J. A., et al. Profilaxia para tromboembolismo venoso em um hospital de ensino. J. Vasc Bras. v. 5, n. 2,p. 131-8, 2006.

GARCIA A. C. F., SOUZA B. V., VOLPATO D. E., DEBONI L. M. et al. Realidade do uso da profilaxia para Trombose venosa profunda: da teoria à prática. J Vasc Bras. v.4, n.1, p.

35-41,2005. LINARES, M. A.,RODRIGUES, T.E., HIRATO, K.K., et al. Prevalência de neoplasias em 415 pacientes com trombose venosa profunda avaliados em hospital escola. J. Vasc. Bras. v.

3,n.4, p.347-9,2004. MAFFEI F. H. A., LASTÓDIA S., ROLLO H. Á., et all. Doenças Vasculares Periféricas. 3.ed., Rio de Janeiro; Medsi, 2002. OLIVEIRA L. P., SÁ V. W. B,. Risco de Trombose venosa profunda em pacientes traumato- ortopedicos hospitalizados. Fisioterapia Brasil v.7, n.1, p.18-21,2006. PICCINATO C. E., CHERRI J., MORIYA T. Trombose venosa profunda. Medicina Ribeirão Preto, v.28, n.4, p.732-5,1995. PITTA, G.B.B.; LEITE, T.L. et al. Avaliação da utilização de profilaxia da TVP em um hospital escola. J.Vasc.Bras. v.6,n.4, dec.2007.

alteração na composição do sangue

deterioração da parede vascular

alteração do fluxo sangüíneo

RIADE DE VIRCHOW