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BASE SOBRE A TUBERCULOSE, SEU TRATAMENTO E SUA TRANSMISSÃO
Tipologia: Notas de estudo
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DEFINIÇÃO E AG.
DEFINIÇÃO E AG.
ETIOLÓGICO
ETIOLÓGICO
MANIFESTAÇÕES
MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS
CLÍNICAS
SÍNDROMES CLÍNICO-
SÍNDROMES CLÍNICO-
RADIOLÓGICAS
RADIOLÓGICAS
Tb primária típica:
Tb primária típica: mais comum em
mais comum em
crianças entre 2 e 12 anos – qualquer
crianças entre 2 e 12 anos – qualquer
segmento pulmonar acometido.
segmento pulmonar acometido.
Tb primária progressiva:
Tb primária progressiva:
ainda mais
ainda mais
comum em crianças, o foco primário
comum em crianças, o foco primário
evolui para área de inflamação
evolui para área de inflamação
granulomatosa e exsudativa, e então
granulomatosa e exsudativa, e então
evolui para pneumonia tuberculosa; 1/
evolui para pneumonia tuberculosa; 1/
médio e inferior do pulmão.
médio e inferior do pulmão.
DIAGNÓSTICO
DIAGNÓSTICO
Diagnóstico - Exame
Diagnóstico - Exame
radiológico
radiológico
Para o diagnóstico de tuberculose, o exame radiológico será
Para o diagnóstico de tuberculose, o exame radiológico será
utilizado nos seguintes casos:
utilizado nos seguintes casos:
sintomáticos respiratórios negativos à baciloscopia direta;
sintomáticos respiratórios negativos à baciloscopia direta;
comunicantes de todas as idades sem sintomatologia
comunicantes de todas as idades sem sintomatologia
respiratória;
respiratória;
suspeito de tuberculose extrapulmonar; e
suspeito de tuberculose extrapulmonar; e
portadores do HIV ou pacientes com AIDS.
portadores do HIV ou pacientes com AIDS.
O exame radiológico nesses grupos permite a seleção de
O exame radiológico nesses grupos permite a seleção de
portadores de imagens suspeitas de tuberculose, sendo
portadores de imagens suspeitas de tuberculose, sendo
indispensável submetê-los a exame bacteriológico para se
indispensável submetê-los a exame bacteriológico para se
fazer um correto diagnóstico, já que não é aceitável,
fazer um correto diagnóstico, já que não é aceitável,
exceto em crianças, o diagnóstico de tuberculose
exceto em crianças, o diagnóstico de tuberculose
pulmonar sem investigação do agente causal pela
pulmonar sem investigação do agente causal pela
bacteriologia..
bacteriologia..
Em suspeitos radiológicos de tuberculose pulmonar com
Em suspeitos radiológicos de tuberculose pulmonar com
baciloscopia direta negativa, deve-se afastar a
baciloscopia direta negativa, deve-se afastar a
possibilidade de outras etiologias, recomendando-se,
possibilidade de outras etiologias, recomendando-se,
quando possível, a cultura para bacilo de Koch.
quando possível, a cultura para bacilo de Koch.
TRATAMENTO
TRATAMENTO
Esquemas de Tratamento
Esquemas de Tratamento
Esquemas de tratamento
Esquemas de tratamento
Situação Esquema Indicado
Sem tratamento anterior I
Com tratamento anterior:
IR
Meningite tuberculosa II
Falência dos esquemas I ou IR III
Esquema IR**
Esquema IR**
Observações: a) Os recidivantes de esquemas alternativos por toxicidade ao esquema I
devem ser avaliados para prescrição de esquema individualizado.
b) Havendo alteração visual durante o tratamento, o paciente deverá ser encaminhado
para um serviço de referência, com o objetivo de avaliar o uso do Etambutol.
Peso do Doente
Fases do
Tratamento
Drogas Até 20kg Mais de
20kg até
35kg
Mais de
35kg até
45kg
Maid de
45kg
MG/KG/DIA MG/DIA MG/DIA MG/DIA
R 10 300 450 600
H 10 200 300 400
Z 35 1000 1500 2000
1ª Fase (
meses)
E 25 600 800 1200
R 10 300 450 600
H 10 200 300 400
2ª Fase (
meses)
E 25 600 800 1200
Esquema II
Esquema II
Observações:
a) Nos casos de concomitância de meningite tuberculosa com qualquer outra localização de
tuberculose, usar o esquema II. b) Nos casos de meningite tuberculosa, em qualquer idade,
recomenda-se o uso de corticosteróides por um prazo de 2 a 4 meses, no início do tratamento.
c) Na criança, a prednisona é administrada na dose de 1 a 2 mg/kg de peso corporal, até a dose
máxima de 30 mg/dia. No caso de se utilizar outro corticosteróide aplicar a tabela de equivalência
entre eles. d) A fisioterapia na meningite tuberculosa deverá ser iniciada, com orientação, o
mais precocemente possível.
Peso do Doente
Fases do
Tratamento
Drogas Dose para todas as
idades MG/KG de
peso/dia
Dose Máxima
em MG
R 20 600
H 20 400
1ª Fase (2 meses)
Z 35 2000
R 10 a 20 400
2ª Fase ( 7 meses)
H 10 a 20 600
Efeitos Adversos
Efeitos Adversos
PROFILAXIA
PROFILAXIA
Prevenção (Vacina BCG)
Prevenção (Vacina BCG)
BCG, sigla decorrente da expressão Bacilo de Calmette-Guérin, é o
BCG, sigla decorrente da expressão Bacilo de Calmette-Guérin, é o
nome da vacina antituberculosa preparada com uma subcepa derivada
nome da vacina antituberculosa preparada com uma subcepa derivada
de uma cepa de Mycobacterium bovis, atenuada por repicagens
de uma cepa de Mycobacterium bovis, atenuada por repicagens
sucessivas. Estudos evidenciam que, em crianças, a aplicação do BCG
sucessivas. Estudos evidenciam que, em crianças, a aplicação do BCG
diminui a incidência de formas graves de tuberculose, como a
diminui a incidência de formas graves de tuberculose, como a
meníngea e a miliar.
meníngea e a miliar.
Dose e administração da vacina
Dose e administração da vacina
A vacina BCG será administrada sem prova tuberculínica prévia, na
A vacina BCG será administrada sem prova tuberculínica prévia, na
dose de 0,1 ml. No Brasil, a vacina BCG é prioritariamente indicada
dose de 0,1 ml. No Brasil, a vacina BCG é prioritariamente indicada
para as crianças da faixa etária de 0 a 4 anos, sendo obrigatória para
para as crianças da faixa etária de 0 a 4 anos, sendo obrigatória para
crianças menores de um ano, como dispõe a Portaria nº 452, de
crianças menores de um ano, como dispõe a Portaria nº 452, de
06/12/76, do Ministério da Saúde.
06/12/76, do Ministério da Saúde.
Recomenda-se vacinar
Recomenda-se vacinar
os recém-nascidos, sempre que possível nas maternidades, desde que
os recém-nascidos, sempre que possível nas maternidades, desde que
tenham peso igual ou superior a 2 kg e sem intercorrências clínicas; tenham peso igual ou superior a 2 kg e sem intercorrências clínicas;
os recém-nascidos e crianças soropositivas para HIV ou filhos de mães
os recém-nascidos e crianças soropositivas para HIV ou filhos de mães
com AIDS, desde que não apresentem os sintomas dessa síndrome. Os
com AIDS, desde que não apresentem os sintomas dessa síndrome. Os
vacinados nessas condições deverão ser acompanhados pela vigilância
vacinados nessas condições deverão ser acompanhados pela vigilância
epidemiológica nas unidades de referência para AIDS e
epidemiológica nas unidades de referência para AIDS e
trabalhadores de saúde não reatores à prova tuberculínica que
trabalhadores de saúde não reatores à prova tuberculínica que
atendem, habitualmente, tuberculose e AIDS.
atendem, habitualmente, tuberculose e AIDS.