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Efeitos do Jejum Intermitente e Glucagon na Fecundação e Implantação do Embrião, Resumos de Medicina

Este documento discute o papel do jejum intermitente e do hormônio glucagon na fecundação in vitro e na implantação do embrião no útero. Ele aborda as hipóteses sobre a produção de glucagon durante o jejum e sua influência na fecundação, além de detalhar as funções de glucagon e sua interação com a insulina. O texto também explora a embriologia da fecundação, clivagem e implantação do embrião, e os efeitos psicológicos da pressão familiar sobre o casal em relação à procriação.

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 28/12/2021

fer.maran
fer.maran 🇧🇷

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SP 41
A QUESTÃO DA PROCRIAÇÃO
Janaína, 32 anos, personal trainer, está frustrada por não conseguir
engravidar há 5 anos e procura o quinto especialista em fertilização para fazer
uma nova tentativa. Em consulta com a médica, desabafa que seu marido e
seus pais cobram muito sobre ela a necessidade de ela ter filhos logo. Em uma
busca na internet, encontrou um artigo cujo trecho está representado abaixo:
“A contratilidade uterina excessiva pode interferir com a implantação por
um movimento do embrião no útero. A inibição da contratilidade uterina pode
ter um efeito positivo sobre a taxa de sucesso da fertilização in vitro. É através
da injeção parenteral de glucagon e seu efeito espasmolítico em vários
músculos lisos e, portanto, no músculo uterino, no momento da transferência
de embriões, os investigadores pretendem melhorar as taxas de gravidez
obtidas após a fertilização in vitro”.
Baseado nisso, Janaína questiona a médica se ela fizer jejum
intermitente contribuirá para o sucesso do tratamento.
1. PALAVRAS DESCONHECIDAS:
SEM PALAVRAS
2. PALAVRAS CHAVE:
Janaina, 32 anos;
Fertilização (in vitro);
Glucagon;
Jejum intermitente;
Gravidez;
Implantação do embrião no útero;
Efeitos espasmolítico;
Contratilidade uterina;
Procriação;
Inibição;
Tratamento;
Personal trainer
M. liso e uterino;
Frustrada;
Cobrança familiar;
3. CHUVA DE IDEIAS:
O efeito do glucagon no jejum e nos músculos;
A ação do jejum intermitente na fecundação;
Como ocorre a implantação do embrião do útero;
8Semanas gestacionais;
Fatores que influenciam a procriação;
Pressão familiar e sua influência para uma gravidez;
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SP 41 A QUESTÃO DA PROCRIAÇÃO Janaína, 32 anos, personal trainer, está frustrada por não conseguir engravidar há 5 anos e procura o quinto especialista em fertilização para fazer uma nova tentativa. Em consulta com a médica, desabafa que seu marido e seus pais cobram muito sobre ela a necessidade de ela ter filhos logo. Em uma busca na internet, encontrou um artigo cujo trecho está representado abaixo: “A contratilidade uterina excessiva pode interferir com a implantação por um movimento do embrião no útero. A inibição da contratilidade uterina pode ter um efeito positivo sobre a taxa de sucesso da fertilização in vitro. É através da injeção parenteral de glucagon e seu efeito espasmolítico em vários músculos lisos e, portanto, no músculo uterino, no momento da transferência de embriões, os investigadores pretendem melhorar as taxas de gravidez obtidas após a fertilização in vitro”. Baseado nisso, Janaína questiona a médica se ela fizer jejum intermitente contribuirá para o sucesso do tratamento.

1. PALAVRAS DESCONHECIDAS:  SEM PALAVRAS 2. PALAVRAS CHAVE:  Janaina, 32 anos;  Fertilização (in vitro);  Glucagon;  Jejum intermitente;  Gravidez;  Implantação do embrião no útero;  Efeitos espasmolítico;  Contratilidade uterina;  Procriação;  Inibição;  Tratamento;  Personal trainer  M. liso e uterino;  Frustrada;  Cobrança familiar; 3. CHUVA DE IDEIAS:  O efeito do glucagon no jejum e nos músculos;  A ação do jejum intermitente na fecundação;  Como ocorre a implantação do embrião do útero;  Semanas gestacionais;  Fatores que influenciam a procriação;  Pressão familiar e sua influência para uma gravidez;

4. HIPÓTESE:  O efeito emocional pode influenciar a fertilização e dificultar a fecundação;  O jejum intermitente leva a produção de glucagon, sendo que este influenciará na fecundação; 5. OBJETIVOS:  BIOQUÍMICA/FISIOLOGIA: Compreender o efeito do glucagon no jejum/estado pós absortivo;  EMBRIOLOGIA: Estudar como ocorre a fecundação, clivagem e implantação do embrião;  PSICOLOGIA: Descrever as consequências emocionais causadas pela pressão familiar, sobre o casal, no que diz respeito à procriação; **Resoluções:

  1. BIOQUÍMICA/FISIOLOGIA: Compreender o efeito do glucagon no jejum/estado pós absortivo;** Glucagon: é um hormônio polipeptídico secretado pelas células alfa das ilhotas de langerhans pancreáticas. O glucagon, junto com a adrenalina, cortisol e o hormônio do crescimento, se opõe a muitas das ações da insulina. Ele age na manutenção dos níveis de glicose sanguínea, pela ativação da glicogenólise e da gliconeogenese hepática. É composto por 29 aminoácidos arranjados em uma única cadeia polipeptídica. Ele é sintetizado como uma grande molécula precursora, que é convertida no glucagon por meio de série de clivagens seletivas, similares as descritas na biossíntese da insulina. Ao contrario da insulina, o pré-pró-glucagon origina vários produtos em diferentes tecidos:  Estímulo da secreção de glucagon : a celula alfa é responsável a uma variedade de estímulos que sinalizam uma hipoglicemia real ou potencial, e a secreção do glucagon é aumentada por:  Glicemia baixa: a diminuição na concentração plasmática de glicose é o principal estimulo para liberação do glucagon. Durante o jejum noturno os níveis elevados de glcuagon previnem a hipoglicemia.  Aminoácidos: os que vem de uma refeição contem proteínas e estimulam a liberação de glucagon e insulina. O glucagon impede a hipoglicemia, que ocorreria de outra forma como resultado de secreção aumentada de insulina, depois de uma refeição rica em proteínas.  Adrenalina: níveis elevados de adrenalina circulante, produzida pela medula adrenal ou de noradrenalina, produzida pela inervação simpática do pâncreas, estimulam liberação de glucagon. Então durante estresse, trauma ou exercício intenso os níveis de adrenalina sobem. Nessas situações os níveis de glucagon se elevam, e os níveis de insulina são reduzidos.

Mecanismo de ação do glucagon: ele irá se ligar a receptores de alta afinidade, acoplados a proteína G na membrana celular do hepatócito. Com isso os receptores para glucagon são diferentes. A ligação do glucagon irá resultar na ativação de adenilato-ciclase na membrana plasmática. Causando um aumento no AMPc, que ativa a proteína cinase dependente de AMPc e aumenta a fosforilação de enzimas ou outras proteínas especificas. HARVEY, R.A.; FERRIER, D.R. Bioquímica Ilustrada, 5ª ed., Artmed, 2012.  Hipoglicemia: é caracteriaza por sintomas do sistema nervoso central, como confusão, comportamento atípico ou coma. O nível de glicose sanguínea é igual ou inferior a 40mg/Dl. Ela é uma emergência medica pois o SNC apresenta uma necessidade alta de suprimento continuo de glicose, para servir como combustível para o metabolismo energético.

HARVEY, R.A.; FERRIER, D.R. Bioquímica Ilustrada, 5ª ed., Artmed, 2012. Referência: HARVEY, R.A.; FERRIER, D.R. Bioquímica Ilustrada, 5ª ed., Artmed, 2012. O glucagon e suas funções: Ele é um hormônio secretado pelas células alfa das ilhotas de Langerhans, quando a concentração da glicose sanguínea cai, e tem diversas funções que são opostas a insulina. A mais importante das funções dele é aumentar a concentração de glicose sanguínea, efeito que é oposto ao da insulina. Já uma semelhança com a insulina é que o glucagon é grande polipeptideo, com peso molecular de 3.485 e é composto por uma cadeia de 29 aminoacidos. Com injeção de glucagon em um animal, vamos obter intenso efeito hiperglicêmico. 1mg de glucagon é capaz de elevar a glicose em torno de 20mg em 20 minutos. Efeitos no metabolismo da glicose: Os principais efeitos dele no metabolismo da glicose são: a quebra do glicogênio hepático, e o aumento da gliconeogenese no fígado. O glucagon provoca glicogenólise e aumento da concentração de glicose sanguínea: o efeito mais dramático do glucagon é a capacidade de provocar glicogenólise no fígado, aumentando a concentração de glicose sanguínea em período de minutos. Ocorrendo esses eventos:

  1. Glucagon ativa adenilil ciclase na membrana da celula hepática

 Alterações em qualquer estágio na sequencia dos eventos podem ocorrer a morte do zigoto. O processo da fecundação leva quase 24 horas. Estudos de transgênicos e de genes noceute em animais mostram que moléculas de ligação de carboidratos e proteínas especificas na superfície dos espermatozoides estão envolvidos no reconhecimento espermatozoide-oócito e na fusão deles. Fases da fecundação: A fecundação é uma sequencia de eventos coordenados:  Passagem de um espermatozoide atrás da corona radiata: a dispersão de células foliculares da corona radiata que circunda o oócito e a zona pelúcida parece resultar principalmente da ação da enzima hialuronidase, liberada da vesícula acrossomica do espermatozoide.  Penetração da zona pelúcida: a passagem do espermatozoide pela zona pelúcida é uma das partes mais importantes no inicio da fecundação. Quando ele penetra, ocorre a reação zonal, alteração nas propriedades da zona pelúcida, tornando ela impermeável a outros espermatozoides.  Fusão das membranas plasmáticas do oócito e do espermatozoide: as membranas plasmáticas do oócito e do espermatozoide se fundam e rompem na região da fusão. A cabeça e a cauda do espermatozoide entram no citoplasma do oócito, mas a membrana espermática e as mitocôndrias não entram.  Termino da segunda divisão meiótica do oócito e formação do pronúcleo feminino: quando o espermatozoide penetra o oócito, ele é ativado e termina a segunda divisão meiótica formando um oócito maduro, e um segundo corpo polar. Em seguida, os cromossomos maternos se descondensam e o núcleo do oócito maduro se torna o pronúcleo feminino.  Formação do pronúcleo masculino: dentro do citoplasma do oócito, o núcleo do espermatozoide aumenta para formar o pronucleo masculino, e acauda do espermatozoide degenera.  Logo que os pronucleos se fundem em um único agregado diploide de cromossomos, a oótide se torna um zigoto: os cromossomos no zigoto se organizam em um fuso de clivagem, em preparação para as sucessivas divisões do zigoto.  Fecundação: estimula o oócito a completar a segunda divisão meiótica, restaura o numero diploide normal de cromossomos (46) no zigoto, resulta na variação de espécie humana por meio da mistura de cromossomos maternos e paterno, determina o sexo cromossômico do embrião, causa ativação metabólica da oótide e inicia a clivagem do zigoto.

MOORE, K.L. & PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. Clivagem do zigoto: consiste em divisões mitóticas repetidas do zigoto, resultando em rápido aumento em numero de células. Essas células se tornam menores a cada divisão. A clivagem ocorre conforme o zigoto passa pela tuba uterina em direção ao útero. Durante a clivagem, o zigoto continua dentro da zona pelúcida, e a divisão do zigoto em blastômeros se inicia aproximadamente em 30 horas depois da fecundação. As divisões que seguem uma após a outra, formam blastômeros menores. Depois do estagio de nove células, eles mudam sua forma e se agrupam firme um com os outros, formando uma bola compacta de células. Esse fenômeno, compactação, é mediado por glicoproteínas de adesão. A compactação possibilita uma maior interação celula-celula e é um pré requisito para a separação de células internas que formam o embrioblasto do blastocisto.

Implantação: MOORE, K.L. & PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. Resumo da implantação: A implantação do blastocisto no endométrio uterino se inicia no fim da primeira semana, e é completada no final da segunda semana. Os eventos moleculares e celulares relacionados com a implantação são complexos. Mas, ela pode ser resumida como se segue:  A zona pelúcida se degenera (dia 5), e o desaparecimento dela irá resultar no crescimento do blastocisto e da degeneração causada por lise enzimática, e as enzimas líticas são liberadas pelo acrossoma dos espermatozoides, que rodeiam e parcialmente penetram a zona pelúcida.  O blastocisto adere ao epitélio endometrial (dia 6);  O trofoblasto se diferencia em duas camadas, sinciciotrofoblasto e citotrofoblasto (dia 7);  O sinciciotrofoblasto provoca erosão do tecido endometrial e o blastocisto começa se implantar ao endométrio (dia 8);  Surgem lacunas cheias de sangue no sinciciotrofoblasto (dia 9);  O blastocisto penetra o epitélio endometrial e a falha e preenchida por um tampão (dia 10);  Ocorre a formação da rede lacunar pela fusão de lacunas adjacentes (dia 10 e 11);  O sinciciotrofoblasto provoca erosão dos vasos sanguíneos endometriais, permitindo que o sangue materno entre nas redes lacunares e saia delas, estabelecendo a circulação uteroplacentária (dia 11 e 12);  A falha do epitélio endometrial é reparada (dias 12 e 13);  As vilosidades coriônicas primarias se desenvolvem (dia 13 e 14);

MOORE, K.L. & PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier,

Referência: MOORE, K.L. & PERSAUD, T.V.N. Embriologia Clínica. 8ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 3) PSICOLOGIA: Descrever as consequências emocionais causadas pela pressão familiar, sobre o casal, no que diz respeito à procriação; Na gravidez, a gestante necessita de acompanhamento psicológico, porque a gestação e o parto envolvem inúmeras alterações físicas, hormonais, psíquicas e inserção social, que refletem muito na sua saúde mental. Dizem que “a família engravida junto com a mulher”, que o pai gravido também podem adoecer. Se o casal já tem outros filhos, pode também precisar de ajuda. Muitas vezes, a família coloca muita pressão, tanto antes da gravidez quanto durante, e isso pode acabar prejudicando a gestante, pois já e um período diferente para ela, agora ainda mais sendo pressionada. Com isso, as alterações emocionais (estresse, ansiedade e depressão), se não forem tratadas podem ocasionar prejuízos para o feto, como nascimento prematuro, baixo peso, problemas de comportamento que se estendem até a vida adulta. Há o pré-natal psicológico que deve ser feito, quando fazer:  Deve ser iniciado assim que o casal já esteja pensando na gravidez.  Sempre que possível, deve ser feito pelo casal, juntamente com o homem, pois a mulher precisa muito dele nessa fase.  Nele, são trabalhadas estratégias para o casal lidar com eventos que ocorrerão nesse período.  Irá proporcionar o bem estar físico, mental e emocional do casal.