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Tutorial sobre Anarede, Manuais, Projetos, Pesquisas de Engenharia de Software

Tutorial sobre Anarede, de propriedade do CEPEL. Ótimo para alunos de graduação.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2019

Compartilhado em 12/11/2019

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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ
DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE ELÉTRICA
CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA
LEONARDO NOTAROBERTO CUSTÓDIO LEÃO NUNES SILVA
DESENVOLVIMENTO DE UM TUTORIAL DO PROGRAMA ANAREDE COM
BASE EM CONFIGURAÇÕES TÍPICAS DE SISTEMAS ELÉTRICOS DE
POTÊNCIA
PATO BRANCO
2016
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO
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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE ELÉTRICA

CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

LEONARDO NOTAROBERTO CUSTÓDIO LEÃO NUNES SILVA

DESENVOLVIMENTO DE UM TUTORIAL DO PROGRAMA ANAREDE COM

BASE EM CONFIGURAÇÕES TÍPICAS DE SISTEMAS ELÉTRICOS DE

POTÊNCIA

PATO BRANCO

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

LEONARDO NOTAROBERTO CUSTÓDIO LEÃO NUNES SILVA

DESENVOLVIMENTO DE UM TUTORIAL DO PROGRAMA ANAREDE

COM BASE EM CONFIGURAÇÕES TÍPICAS DE SISTEMAS

ELÉTRICOS DE POTÊNIA

Trabalho de Conclusão de Curso de graduação, apresentado à disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso 2, do Curso de Engenharia Elétrica do Departamento Acadêmico de Elétrica – DAELE – da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR, Câmpus Pato Branco, como requisito parcial para obtenção do título de Engenheiro Eletricista. Orientador: Jonatas Policarpo Américo Coorientador: Géremi Gilson Dranka

PATO BRANCO

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho de conclusão de curso a minha mãe, Ana Paula, que me deu os melhores conselhos; A minhas irmãs, Fernanda e Carolina, que me apoiaram ao longo da minha jornada; E a minha avó, Ignez, que me motivou a seguir em frente. Amo vocês.

AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus; Ao meu orientador, Jonatas; Ao meu coorientador, Géremi; A minha namorada, Gabriela; Aos professores da banca, Ana e César; Aos meus amigos e professores. Muito Obrigado.

RESUMO

SILVA, Leonardo. Desenvolvimento de um tutorial para o programa ANAREDE com base em configurações típicas de sistemas elétricos de potência. 2016. 144 f. Trabalho de Conclusão de Curso – Curso de Engenharia Elétrica, Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Pato Branco, 2016.

Este trabalho apresenta desenvolvimento teórico, desenvolvimento analítico e simulação de casos típicos de sistema elétrico de potência para as análises de fluxo de potência, utilizando os métodos Newton-Raphson, desacoplado rápido e modelo linear e análise de contingência. Utilizando como base casos típicos de sistema elétrico de potência, foi desenvolvido um tutorial básico do programa ANAREDE, para auxiliar os usuários iniciantes do programa. O tutorial foi focado para inserção de componentes de um sistema elétrico de potência e as análises executada pelo programa.

Palavras-chave : ANAREDE, Fluxo de Potência, Simulação, Sistema Elétrico de Potência, Tutorial.

ABSTRACT

SILVA, Leonardo. Development of a tutorial for ANAREDE software based on power system tipical cases. 2016. 144 f. Trabalho de Conclusão de Curso – Curso de Engenharia Elétrica, Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Pato Branco,

This paper shows the theorical development, analytical development and simulations of tipical cases of power system analisys, using power flow analysis using Newton- Raphson, fast decouple and linear model analysis. Using those typical cases of power system, was developed a basic tutorial to ANAREDE software to help new users. The tutorial was focused on insertion of power system components and some analysis made by the program.

Palavras-chave : ANAREDE, Analysis, Power Flow, Power System, Simulation, Tutorial.

LISTA DE ABREVEATURAS E SIGLAS

SEP Sistema elétrico de potência CA Corrente alternada CEPEL Centro de pesquisa de energia elétrica ANAREDE Análise de redes ANAFAS Análise de faltas simultâneas ANATEM Análise de temporários eletromagnéticos LT Linha de transmissão p.u. Por unidade LCK Lei das correntes de kirchhoff LTK Lei das tensões de kirchhoff i, j Barras do sistema c Constante MVA Mega Volt-Ampera MW Mega Watt Mvar Mega Volt-Ampere reativo

SUMÁRIO

  • Figura 1 - Exemplo de sistema elétrico de potência.
  • Figura 2 - Classes de equipamentos que compõe o SEP.
  • Figura 3 - Barra típica de um SEP.
  • Figura 4 - Exemplo gráfico do método de resolução de Newton.
  • Figura 5 - Modelo simplificado de impedância de um SEP.
  • Figura 6 - Modelo simplificado de admitância de um SEP.
  • Figura 7 - Modelo do estudo de caso 1.
  • Figura 8 - Modelo de SEP do estudo de caso 1 reconfigurado para modelo linear.
  • Figura 9 - Desenvolvimento analítico do fluxo de potência o estudo de caso 1 (em p.u.).
  • Figura 10 - Modelo de três barras a ser desenvolvido no estudo de caso 2.
  • Figura 11 - Modelo de SEP do estudo de caso 2 adaptado para modelo linear.
  • Figura 12 - Desenvolvimento analítico de contingência do Estudo de caso 2 (em p.u.).
  • Figura 13 - Modelo de SEP IEEE 14 barras.
  • Figura 14 - Resultado da simulação no programa ANAREDE do Estudo de Caso 1...........................
  • Figura 15 - Relatório de convergência para método Newton-Raphson - Estudo de Caso 1.
  • Figura 16 - Comparação Analítica de contingência caso C para Estudo de Caso 1.
  • Figura 17 - Comparação Analítica de contingência caso D para Estudo de Caso 2.
  • Figura 18 - Relatório de contingência parcial do estudo de caso 3.
  • Figura 19 - Relatório de convergência de fluxo de potência.
  • Figura 20 - Violação de limite superior do gerador.
  • Figura 21 - Violação de limite inferior da barra.
  • Quadro 1 - Tensões entre fases admissíveis a 60 Hz. LISTA DE QUADROS
  • Quadro 2 - Quadro de dados do estudo de caso 1.
  • Quadro 3 – Estado da rede para caso 1 - Método Newton-Raphson
  • Quadro 4 - Fluxo de potência entre as barras do SEP da Figura 7.
  • Quadro 5 - Perdas nas LTs do SEP da Figura 7.
  • Quadro 6 - Tabela resumo das iterações do método desacoplado rápido.
  • Quadro 7 - Estado da rede para caso 1 - Método desacoplado rápido
  • Quadro 8 - Fluxo de potência entre as barras para caso 1 - Método desacoplado rápido
  • Quadro 9 - Perdas nas LTs - Método desacoplado rápido.
  • Quadro 10 - Dados do estudo de caso 1 para o modelo linear.
  • Quadro 11 - Estado da rede para caso 1 - Modelo linear.
  • Quadro 12 - Fluxo de potência ativa entre as barras para caso 1 - Modelo linear.
  • Quadro 13 - Desenvolvimento analítico - Análise de contingência - Estudo de Caso 1.
  • Quadro 14 - Desenvolvimento analítico - Fluxo de potência - Estudo de Caso 1.
  • Quadro 15 - Perdas nas LTs - Desenvolvimento analítico de contingência - Estudo de caso 1.
  • Quadro 16 - Dados do estudo de caso 2 - Métodos Newton-Raphson e desacoplado rápido.
  • Quadro 17 - Estado da rede - Desenvolvimento analítico Caso 2 - Método Newton-Raphson.
  • Quadro 18 - Fluxo de potência entre as barras Figura
  • Quadro 19 - Perdas nas LTs do SEP da Figura
  • Quadro 20 - Estado da rede - Desenvolvimento analítico - Método desacoplado rápido.
  • Quadro 21 - Fluxo de potência - Método desacoplado rápido.
  • Quadro 22 - Perdas nas LTs do SEP da Figura 9 - Método desacoplado rápido
  • Quadro 23 - Quadro de dados do estudo de caso 2 para o modelo linear.
  • Quadro 24 - Estado da rede - Desenvolvimento analítico - Modelo linear.
  • Quadro 25 - Fluxo de potência ativa entre as barras do SEP da Figura 10, através do modelo linear
  • Quadro 26 - Estados da rede - Desenvolvimento analítico de contingência do Estudo de Caso 2.
  • Quadro 27 - Fluxo de potência - Desenvolvimento analítico de contingência do Estudo de Caso 2.
  • Quadro 28 - Perdas nas LTs - Desenvolvimento analítico de contingência - Estudo de caso 2.
  • Quadro 29 - Dados de barra do modelo IEEE de 14 barras.
  • Quadro 30 - Dados das LTs do modelo IEEE de 14 barras.
  • Quadro 31 - Estado da rede obtido através do ANAREDE.
  • Quadro 32 - Comparação do estado da rede - Analítico e ANAREDE.
  • Quadro 33 - Comparação Analítica e ANAREDE de contingência caso C para Estudo de Caso 1.
  • Quadro 34 - Comparação analítico e ANAREDE - Estudo de Caso 2..................................................
  • Quadro 35 -Comparação Analítica e ANAREDE de contingência caso 4 para Estudo de Caso 2.
  • Quadro 36 - Resultados dos métodos de análise de fluxo de potência do ANAREDE.
  • Quadro 37 - Comparação do caso base com o caso de contingência na LT 1-5.................................
  • 1 INTRODUÇÃO
  • 1.1 OBJETIVOS
  • 1.1.1 Objetivo Geral
  • 1.1.2 Objetivos Específicos
  • 2 DESENVOLVIMENTO TEÓRICO
  • 2.1 FLUXO DE POTÊNCIA
  • 2.1.1 Modelo da Rede
  • 2.1.2 Formulação básica do problema de fluxo de potência
  • 2.1.3 Método de resolução numérica de Newton-Raphson
  • 2.1.4 Métodos de resolução do problema de fluxo de potência
  • 2.1.4.1 Matriz admitância, impedância e fluxo de potência entre barras
  • 2.1.4.2 Método Newton-Raphson
  • 2.1.4.3 Método desacoplado rápido
  • 2.1.4.4 Método linearizado
  • 2.2 ANÁLISE DE CONTINGêNCIA E MARGEM DE SEGURANÇA DE TENSÃO
  • 3 ESTUDOS DE CASO
  • 3.1 ESTUDO DE CASO
  • 3.1.1 Método de resolução Newton-Raphson
  • 3.1.2 Método de resolução desacoplado rápido
  • 3.1.3 Modelo linear
  • 3.1.4 Análise de contingência e margem de segurança de tensão
  • 3.2 ESTUDO DE CASO
  • 3.2.1 Método de resolução Newton-Raphson
  • 3.2.2 Método de resolução desacoplado rápido
  • 3.2.3 Modelo linear
  • 3.2.4 Análise de contingência e margem de segurança de tensão
  • 3.3 ESTUDO DE CASO
  • 4 RESULTADOS E DISCUSSÃO
  • 4.1 ESTUDO DE CASO
  • 4.1.1 Métodos de resolução do fluxo de potência
  • 4.1.2 Análise de contingência.....................................................................................................
  • 4.2 ESTUDO DE CASO
  • 4.2.1 Métodos de resolução do fluxo de potência
  • 4.2.2 Análise de contingência.....................................................................................................
  • 4.3 ESTUDO DE CASO
  • 4.3.1 Métodos de resolução do fluxo de potência
  • 4.3.2 Análise de contingência.....................................................................................................
  • 5 CONCLUSÕES
  • REFERÊNCIAS.........................................................................................................
  • APÊNDICE A
  • APÊNDICE B

15 Em 1917 nos Estados Unidos da América os sistemas elétricos ainda funcionavam como unidades individuais, ou seja, não havia uma interligação de sistemas elétricos. Porém com a inserção de grandes cargas e a necessidade de maior confiabilidade na continuidade de fornecimento de energia elétrica conduziram a interligações a sistemas vizinhos. Um dos motivos que torna a interligação vantajosa é a redução na quantidade de máquinas em reserva de operação, o que supre a demanda em picos de carga. Tal economia é proveniente da possibilidade de trabalho em conjunto para suprir a demanda de todo o sistema, já que tais necessidades são intermitentes. Porém tais interligações trouxeram novos problemas como o aumento do nível de corrente de curto-circuito no sistema, a necessidade de sincronizar as frequências dos sistemas, a manutenção da fase entre todos os geradores e havendo uma falha isolada em um dos sistemas poderá afetar diretamente todos os sistemas interligados (STEVENSON, 1986, p. 2). A energia elétrica chegou ao Brasil no final do século XIX, implementada pelo imperador Dom Pedro II para substituir o querosene e o gás utilizado na iluminação pública. Devido a uma crise no suprimento energético nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, em 1957 foi criada a empresa federal Central Elétrica de Furnas, tendo entrado em funcionamento em 1963 (CUNHA, 2010). De 1967 a 1990 houve um período de transição, no qual foram criadas comissões e departamentos ligados ao Ministério de Minas e Energia (MME), os quais tinham como propósito planejar e coordenar o setor. O início dos anos 2000 marca o estabelecimento dos valores normativos, trazendo as condições para distribuidores e geradores estabelecerem contratos de longo prazo. E para tentar evitar as interrupções intempestivas no suprimento de energia elétrica no Brasil o governo adotou medidas emergenciais como a criação da Câmara de Gestão da Crise de Energia (CGCE), em 2001 (GASTALDO, 2009), (CUNHA, 2010). Um dos órgãos responsáveis por desenvolver soluções tecnológicas para o SEP brasileiro é o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL), criado em 1974 sendo vinculado a Eletrobrás.

O Cepel exerce a Secretaria Executiva de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D+I) e Tecnologia da Comissão de Política Tecnológica das empresas Eletrobras. É o executor central de suas linhas de pesquisa, programas e projetos, e provê consultoria e assessoramento na avaliação de resultados, na gestão do conhecimento tecnológico e sua aplicação. (CENTRO DE PESQUISAS DE ENERGIA ELÉTRICA, 2015)

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Contando com um quadro de profissionais altamente qualificado e unidades multidisciplinares, o CEPEL é responsável por diversos laboratórios de teste e desenvolvimento de programas para análise de sistemas elétricos de potência como o Análise de Redes (ANAREDE), Análise de Faltas Simultâneas (ANAFAS) e o Análise de Transitórios Eletromecânicos (ANATEM) (CENTRO DE PESQUISAS DE ENERGIA ELÉTRICA, 2015). O ANAREDE, é um sistema integrado para análise de regime permanente de sistemas elétricos de potência podendo ser utilizado tanto para estudos em tempo real quanto para ambientes de planejamento (simulações de operação), sendo composto por dez programas computacionais que abrangem vários tipos de análise (fluxo de potência, análise de contingência N-1, análise de sensibilidade de tensão e de fluxo de potência, segurança de tensão, entre outros). Possui ainda ferramentas de pós processamento de análise como o PlotCepel, que formula curvas de estudo de segurança de tensão e curvas de geração reativa das máquinas, e o FormCepel, o qual permite a geração e edição de tabelas personalizáveis (OPERADOR NACIONAL DO SISTEMA ELÉTRICO, 2009, p. 6). Devido ao ANAREDE ser o programa de análise de redes utilizado por importantes empresas que compõem o sistema elétrico brasileiro, torna-se fundamental a inserção desta ferramenta durante a graduação de um engenheiro eletricista com formação em território brasileiro e tendo como objetivo auxilia-los no início de sua jornada ao utilização do programa. No presente trabalho será desenvolvido um tutorial simplificado do programa ANAREDE, para auxiliar no primeiro contato com o mesmo, para análise do fluxo de potência, análise de contingências e análise da sensibilidade de tensão priorizando a montagem gráfica do circuito, de modo que seja de fácil entendimento, que mitigue parte das dúvidas, e que possua uma leitura agradável e completa. Como base, serão utilizados modelos de exercícios propostos nas disciplinas de análise de sistemas elétricos de potência 1 do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Câmpus Pato Branco e configurações típicas de sistemas elétricos de potência. Os estudos de caso 1 e 2 foram resolvidos analiticamente, simulados e analisados pelos métodos similares ao de resolução do ANAREDE, já o estudo de caso 3 somente foi simulado. Os resultados analíticos foram comparados com os

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2 DESENVOLVIMENTO TEÓRICO

2.1 FLUXO DE POTÊNCIA

A análise de fluxo de potência consiste essencialmente, segundo Monticelli (1983, p. 1), “na determinação do estado da rede, da distribuição dos fluxos e de outras grandezas de interesse” de um Sistema Elétrico de Potência (SEP). Entretanto, para tal análise ser consistente, considera-se um sistema trifásico equilibrado, e que as variações com o tempo são suficientemente lentas podendo assim serem desprezadas, possibilitando ao SEP ser modelado através de equações e inequações algébricas. O resultado da resolução do sistema de equações e inequações é a obtenção dos fluxos de potências ativa e reativa e as perdas nos componentes. Tais sistemas são usualmente solucionados com auxílio de métodos computacionais como simuladores de SEP ou programas matemáticos (GLOVER; SARMA; OVERBYE, 2010, p. 325).

2.1.1 Modelo da Rede

Para Monticelli (1983), os elementos que compõem o SEP podem ser separados em duas classes, sendo elas: Dispositivos classe 1 (componentes externos): são elementos conectados a uma barra qualquer e a terra, ilustrado na Figura 2(a). Usualmente são geradores, cargas, motores, impedâncias shunt , entre outros. Dispositivos classe 2 (componentes internos): são elementos conectados entre duas barras, ilustrado na Figura 2 (b). Como exemplo tem-se linha de transmissão, transformadores, defasadores, entre outros.

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Terra

Barra 1

Gerador Barra 2

Transformador

Disposistivo Classe 1

Disposistivo Classe 2

Figura 2 - Classes de equipamentos que compõe o SEP. Fonte: Autoria própria

2.1.2 Formulação básica do problema de fluxo de potência

As equações a serem utilizadas são provenientes das leis de Kirchhoff. Segundo Sadiku (2003, p. 46) “a primeira lei de Kirchhoff é baseada na conservação de carga, a qual prova que “a soma algébrica das cargas em um sistema não pode variar”, ou seja, a potência inserida no sistema é igual a soma das potências de todos os elementos do SEP. A segunda lei de Kirchhoff é baseada no princípio da conservação de energia e, segundo Monticelli (1983, p. 1), “é utilizada para expressar o fluxo de potência nos componentes internos do SEP” como função das tensões de seus nós. A formulação do problema de fluxo de potência é feita através de equações e inequações algébricas para definir o estado operativo do SEP, o qual dependente de quatro variáveis associadas a barras do SEP, sendo elas:  Vk - Módulo da tensão da barra k;

  k - Ângulo de tensão da barra k;

Pk - Potência ativa (gerada ou consumida) na barra k;  Qk - Potência reativa (gerada ou consumida) na barra k. Dada uma barra que compõe o SEP, duas variáveis são constantes e duas são incógnitas, as quais deverão ser determinadas de modo a satisfazer o sistema. Há alguns tipos padrões de barras, sendo as mais comuns: