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Universidade da amazônia, Notas de estudo de Terapia ocupacional

Com essa insuficiência são pessoas todos os dias morrendo nos corredores dos hospitais, sem ter recebido um atendimento digno para solucionar o problema que os afligem. E só quem utiliza um hospital público sabe o que é passar várias horas com dor e em sofrimento sem ter o mínimo de atendimento. Vejo que o problema se agrava a cada ano que passa e com tudo envolvido mais e mais escândalos são descobertos pela enorme clico corrupto que cerca a saúde. Portanto, aguardemos que os governos se consci

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 01/05/2013

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UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA
CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA
SAÚDE
CURSO DE TERAPIA OCUPACIONAL
IRONILDE B. PIRES
Atenção à saúde
Belém – PA
2013
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UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA

CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA

SAÚDE

CURSO DE TERAPIA OCUPACIONAL

IRONILDE B. PIRES

Atenção à saúde

Belém – PA 2013

UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA

CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE

CURSO DE TERAPIA OCUPACIONAL

IRONILDE B. PIRES

Atenção à saúde

Trabalho referente à disciplina Saúde Coletiva do 1° período do Curso de Terapia Ocupacional. Orientado pelo Profº. M. Sc. Márcio Sá. Realizado pelo(s) Ironilde Brito Pires.

Belém – PA

INTRODUÇÃO

Esta pesquisa apresenta um breve resumo sobre a atenção a Saúde no Brasil, dos antecedentes da ação estatal aos dias atuais, articulando-a as determinações sócio-históricas. Onde, será analisada a Política de Saúde na década de 1990 e a tensão entre os dois projetos em disputa: Reforma Sanitária e Saúde vinculada ao Mercado ou Privatista. Começando pelo histórico da Política de Saúde no Brasil, aproximadamente no período inicial do século XX, que buscou tecer uma análise teórica sobre os aspectos da política pública e do sistema privado de saúde. Com uma reflexão notada de contradição existente entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a iniciativa privada (lucrativa e não lucrativa).

brasileiro cuja separação, ainda representa um desafio para a constituição da saúde em um sistema integrado são eles:

  • O modelo biomédico Estruturado durante o século XIX, que associa doença à lesão, reduzindo o processo saúde-doença à sua dimensão anatomofisiológica, excluindo as dimensões histórico-sociais, como a cultura, a política e a economia e, consequentemente, localizando suas principais estratégias de intervenção no corpo doente. Por outro lado, desde o final do século XIX, o modelo preventivista expandiu o paradigma microbiológico da doença para as populações, constituindo-se como um saber epidemiológico e sanitário, visando à organização e à higienização dos espaços humanos. Com tudo no Brasil, os modelos de atenção podem ser compreendidos em relação às condições socioeconômicas e políticas produzidas nos diversos períodos históricos de organização da sociedade brasileira.
  • O modelo campanhista

Influenciado por interesses agroexportadores no início do século XX – basearam-se em campanhas sanitárias para combater as epidemias de febre amarela, peste bubônica e varíola, incorporando programas de vacinação obrigatória, desinfecção dos espaços públicos e domiciliares e outras ações de medicalização do espaço urbano, que atingiram em sua maioria, as camadas menos favorecidas da população. Esse modelo predominou no cenário das políticas de saúde brasileiras até o início da década de 1960.

  • O modelo previdenciário-privatista

Teve seu início na década de 1920 sob a influência da medicina liberal e tinha o objetivo de oferecer assistência médico-hospitalar a trabalhadores urbanos e industriais, na forma de seguro-saúde/previdência. Nesse sua organização é marcada pela assistência e previdência social, inicialmente, restringindo-se a algumas corporações de

trabalhadores e, posteriormente, unificando-se no Instituto Nacional de Assistência e Previdência Social (INPS).Modelo é conhecido também por seu aspecto hospitalocêntrico, uma vez que, a partir da década de 1940, a rede hospitalar passou a receber um volume crescente de investimentos, e a ‘atenção à saúde’ foi-se tornando sinônimo de assistência hospitalar. Nesse mesmo processo, o modelo campanhista da saúde pública, pelas intervenções na

coletividade e nos espaços sociais, perde terreno e prestígio no cenário político e no orçamento público do setor saúde, que passa a privilegiar a assistência médico-curativa, a ponto de comprometer a prevenção e o controle das endemias no território nacional.

Com todos os acontecimentos anteriores no final da década de 1970, diversos segmentos da sociedade civil – entre eles, usuários e profissionais de saúde pública – insatisfeitos com o sistema de saúde brasileiro iniciaram um movimento que lutou pela ‘atenção à saúde’ como um direito de todos e um dever do Estado. Que ficou conhecido como Reforma Sanitária Brasileira e culminou na instituição do SUS por meio da Constituição de 1988 e posteriormente regulamentado pelas Leis 8.080/90 e 8.142/90, chamadas Leis Orgânicas da Saúde.

Em meio ao movimento de consolidação do SUS, a noção de atenção afirma-se na tentativa de produzir uma síntese que expresse a complexidade e a extensão da concepção ampliada de saúde que marcou o movimento pela Reforma Sanitária: como resultado “Saúde é a resultante das condições de habitação, alimentação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde”.

A partir de então ampliou processo saúde-doença, formando e organizar as políticas e as ações de saúde numa perspectiva interdisciplinar, partindo da crítica em relação aos modelos excludentes, seja o biomédico curativo ou o preventivista.

No âmbito do SUS, há três princípios fundamentais a serem considerados em relação à organização da ‘atenção à saúde’.

▲ Princípio da universalidade

O SUS deve garantir o atendimento de toda a população brasileira.

▲ Princípio da integralidade

A assistência é entendida como um conjunto articulado e contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos.

▲ Princípio da equidade

Esse atendimento deve ser garantido de forma igualitária, porém, contemplando a multiplicidade e a desigualdade das condições sócio-sanitárias da população.

Em relação à universalidade, o desafio à organizaçãoé o de constituir um conjunto de ações e práticas que permitam incorporar ou reincorporar parcelas

saúde que provoca uma lógica para a integralidade, uma vez que favorecem a fragmentação das políticas e das ações de saúde e buscam uniformizar a intervenção por meio de protocolos técnico-científicos pouco permeáveis às especificidades políticas, sociais e culturais.

Numa dimensão ético-política, isto significa afirmar que a ‘atenção à saúde’ se constrói a partir de uma perspectiva múltipla, interdisciplinar e, também, participativa, na qual a intervenção sobre o processo saúde-doença é resultado da interação e dos sujeitos envolvidos: trabalhadores e usuários que produzem e conduzem as ações

de saúde. Com tudo até agora a saúde por ser um pilarpara sobrevivência envolve uma sociedade constituída por inúmeros itens de desigualdade socioeconômica e cultural que abrangem suas distinções.

Exemplos Dessa forma para ofertar uma atenção em saúde mais específica e adequada à saúde foi descentralizada para melhorar os casos e desafogar centros especializados de alta complexidade de casos de menor urgência ou de fácil resolução. Surgiu dessa forma, a oferta de saúde que passou a ser a nível:

▲ Nível Primário :Classificam-se como as Unidades Básicas de

Saúde, ou Postos de Saúde, onde se configura a porta de

entrada do Sistema Único de Saúde. Nesse nível de atenção são

marcados exames e consultas além da realização de

procedimentos básicos como troca de curativos.

▲ Secundário: estão as Clínicas e Unidades de Pronto

Atendimento, bem como Hospitais Escolas. Nesses são

realizados procedimentos de intervenção bem como tratamentos

a casos crônicos e agudos de doenças.

▲ Terciário: como os Hospitais de Grande Porte, sejam mantidos

pelo estado seja pela rede privada, são realizadas manobras

mais invasivas e de maior risco à vida, bem como são realizadas

condutas de manutenção dos sinais vitais, como suporte básico

à vida.

Com alguns hospitais já se enquadrando como de nível Quaternário transplante de tecidos, como Pulmão, Coração, Fígado, Rins, dentre outros. Dessa maneira seccionada, pelo menos em tese, a garantia ao acesso em consonância com a gravidade e urgência ficam garantidos ao usuário.

CONCLUSÃO

Com a pesquisa sobre esse assunto “atenção a saúde” concluir que esse problema não é de hoje, já que vem de vários governos em todos os âmbitos e nenhum até agora ofereceu uma solução efetiva para resolver tal quadro lamentável. Não pondo esperança que a saúde pública irá melhorar, mesmo tendo ações, projetos, promoções que são oferecidas ao beneficio a comunidade, mesmo assim é pouco e insuficiente a demanda. Com essa insuficiência são pessoas todos os dias morrendo nos corredores dos hospitais, sem ter recebido um atendimento digno para solucionar o problema que os afligem. E só quem utiliza um hospital público sabe o que é passar várias horas com dor e em sofrimento sem ter o mínimo de atendimento. Vejo que o problema se agrava a cada ano que passa e com tudo envolvido mais e mais escândalos são descobertos pela enorme clico corrupto que cerca a saúde. Portanto, aguardemos que os governos se conscientizem que é necessário e urgente que a saúde tenha uma atenção especial, para que se evite que mais pessoas percam suas vidas tolamente.