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VANESSA BARROS GALZERANO ANÁLISE DO PROGRAMA ..., Provas de Construção

Análise do Programa Supernanny e a repercussão nas famílias /. Vanessa Barros Galzerano. - Rio Claro : [s.n.], 2010. 41 f. : il., quadros.

Tipologia: Provas

2023

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VANESSA BARROS GALZERANO
ANÁLISE DO PROGRAMA SUPERNANNY E A
REPERCUSSÃO NAS FAMÍLIAS
LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
“JÚLIO DE MESQUITA FILHO”
INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS - RIO CLARO
Rio Claro
2010
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VANESSA BARROS GALZERANO

ANÁLISE DO PROGRAMA SUPERNANNY E A

REPERCUSSÃO NAS FAMÍLIAS

LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

“JÚLIO DE MESQUITA FILHO”

INSTITUTO DE BIOCIÊNCIAS - RIO CLARO

Rio Claro 2010

VANESSA BARROS GALZERANO

ANÁLISE DO PROGRAMA SUPERNANNY E A REPERCUSSÃO NAS FAMÍLIAS

Orientador: Profª Sílvia Marina Anaruma

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - Câmpus de Rio Claro, para obtenção do grau de licenciado em Pedagogia

Rio Claro 2010

Dedico a todos aqueles que estiveram ao meu lado durante toda essa trajetória, me dando forças e apoio necessários

AGRADECIMENTOS

A Deus, por mais essa conquista. À minha família, pelo apoio incondicional e pelos momentos de ausência. Aos professores do curso de Pedagogia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, pelos conhecimentos adquiridos e experiências compartilhadas. À Profª. Sílvia Marina Anaruma, por toda paciência, atenção e dedicação na orientação deste trabalho.

ABSTRACT

In the modern world it is common to witness the family or the school complaining about the behavior of children. Parents have lost control of how to educate their children, who have difficulty in following rules, boundaries and discipline. In the short time they stay with their children, their parents feel desperate in how to educate and seek the help of experts who apply techniques inspired by behavioral therapy. A recent phenomenon is the search of the family by the media, so that helps to set limits for their children. The main objective of this study is to identify intervention techniques used in television show called Supernanny, verifying the concept of education and its effects on family. The methodology is exploratory research, using technical analysis as a specific program for television, video- recorded. Data analysis was performed by a video recording of the three programs shown, which were compared using frames. Contact that currently, the parent-child relationship is permeated by a lack of boundaries, which causes families to seek guidance from experts and the media - which is one of the most powerful means of dissemination and communication. The program presents Supernanny behavioral techniques that seem to work with a simple sleight of hand, but in real life translates into a long-time adjustments, challenges and frustrations. Moreover, many of them induce the conditioning, to achieve something by means of strengthening and heteronomy, which leads the viewer to take a more critical eye on those programs.

Keywords: Education. Family. Media. Behaviorismo. Program Supernanny.

LISTA DE QUADROS

Quadro 1. Características principais do programa e das famílias assistidas............ Quadro 2. Principais técnicas utilizadas no programa Supernanny.......................... Quadro 3. Lousinha educacional (Quadro de incentivos).......................................... Quadro 4. Técnicas comportamentais aplicadas no Programa Supernanny............

1 INTRODUÇÃO

Falar da relação pais-filhos na atualidade é falar de uma complexa questão que envolve fatores políticos, econômicos, sociais. É falar dos avanços científicos e tecnológicos que influenciaram o modo de produção e o modo de ser e estar no mundo. Enfim, é falar de uma sociedade que se transformou ao longo dos séculos, e que conseqüentemente, transformou também a família. Na sociedade globalizada a família não se apresenta mais dentro do modelo patriarcal e a relação pais-filhos mudou vertiginosamente. Pais que precisam trabalhar se vêem cada vez mais distantes da educação de seus filhos, que ficam a cargo de outrem e buscam um modelo de educação que não se fundamente nem no autoritarismo e nem na permissividade. Dentro desse contexto, a criança perde referências e apresenta dificuldades em ter limites, regras e disciplina e os pais em lidar com essa situação, o que fazem buscar a ajuda de especialistas, tanto em consultórios como por meio da mídia. Reconhecendo a importância da família sobre a educação dos filhos, justifica- se a importância da realização deste trabalho, tendo em vista que o modo como os filhos são educados - pela família ou pela influência da mídia, repercutirá sobre a formação de sua personalidade. Nesse sentido, discutir as técnicas empregadas pelos programas de televisão, que servem como manual de auto-ajuda para os pais lidarem com os filhos merece maiores reflexões. O principal objetivo deste trabalho é identificar as técnicas de intervenção psicopedagógicas utilizadas na educação familiar por um programa televisivo - do tipo reality show – Programa Supernanny, verificando o tipo de paradigma presente e de concepção de educação e como refletem a família atual.

2 EDUCAÇÃO, PAIS E FILHOS

Para a compreensão da influência da família na educação dos filhos, à priori se faz necessária uma sucinta abordagem sobre a trajetória histórica vivida pelas famílias brasileiras, tendo em vista que elas sofreram a influência dos determinantes político e sócio-econômico do país. Sendo assim, as transformações sociais repercutiram sobre o modelo familiar, influenciando a maneira de se educar as crianças.

2.1 Histórico da família no Brasil

De acordo com Almeida (1987), na época da Colônia, o Brasil era caracterizado pela produção rural visando a exportação para a metrópole. Esse trabalho era realizado pelos escravos. Nesse cenário, o modelo de família era a tradicional e patriarcal, ou seja, a figura do pai era determinante e autoritária. Os casamentos fundamentavam-se em interesses econômicos, onde a imagem da mulher estava ligada apenas à castidade, fidelidade e cuidado com os filhos. Já aos filhos cabia a tarefa de dar continuidade ao patrimônio familiar e, desde cedo, não recebiam os cuidados da mãe, pois estes eram cuidados pelas amas de leite. Constata-se que o modelo familiar se concentrava na mão do patriarca, que mandava em todos e cuidava dos interesses da família. A relação pai-filho era distanciada e caracterizada por certa “frieza”. Freyre (1987), em sua clássica obra “Casa Grande e Senzala”, descreve que no engenho predominava a chamada “grande família”, onde as relações estabelecidas se fundamentavam na afetividade, confiabilidade e relações de poder. Porém, este modelo passou por mudanças gradativas com o fim do século XIX:

A Proclamação da República, o fim do trabalho escravo, as novas práticas de sociabilidade com o início do processo de industrialização, urbanização e modernização do país constituem terreno fértil para a proliferação do modelo de família nuclear burguesa, originário da Europa (ALMEIDA, 1987, p.33).

Verifica-se que as mudanças político-econômicas influenciaram toda sociedade, inclusive o modelo familiar, inspirado no ideal burguês europeu. Nesse

Pereira (1995, p.27) aponta as conseqüências desse fenômeno sobre as atuais condições familiares: x queda da taxa de fecundidade, devido ao acesso aos métodos contraceptivos e de esterilização; x tendência de envelhecimento populacional; x declínio do número de casamentos e aumento da dissolução dos vínculos matrimoniais constituídos, com crescimento das taxas de pessoas vivendo sozinhas; x aumento da taxa de coabitações, o que permite que as crianças recebam outros valores; menos tradicionais; x aumento do número de famílias chefiadas por uma só pessoa, principalmente por mulheres, que trabalham fora e têm menos tempo para cuidar da casa e dos filhos. Em decorrência dessas inúmeras transformações é que Moreira (2009, p.1) revela:

Lidar com as famílias hoje é lidar com a diversidade; famílias intactas, famílias em processo de separação, famílias monoparentais, famílias reconstruídas, famílias constituídas por casais homossexuais, famílias constituídas com filhos adotivos, famílias constituídas através das novas técnicas de reprodução. A família intacta, tal qual nos acostumamos a pensar como sendo o modelo de Família, é hoje em dia, uma das várias formas de se viver à família.

Então, o modelo de família tradicional, nuclear – pai, mãe e filhos - já não forma a grande maioria da sociedade. Com o crescimento científico e tecnológico em meio à sociedade globalizada, a família passa a ser uma nova instituição, organizada de maneira diferenciada, permeada por novas relações, conhecimentos e valores. A mulher passa a fazer parte do concorrido mercado de trabalho e, nesse contexto, pouco tempo tem se destinado à educação dos filhos, aliás, muitas delas sustentam o lar, com ou sem a ausência do marido e são obrigadas a inserir seus filhos cada vez mais cedo em instituições educacionais, como creches e pré-escolas. Dentro desse contexto, a relação pais-filho torna-se prejudicada, tendo em vista que os pais não sabem como lidar com a educação de seus filhos. Sabendo que o papel da família é essencial na formação da personalidade dos filhos, cabe

fazer um aprofundamento acerca de como vem sendo a relação pai e filhos em tempos de modernidade.

2.2 A família moderna e a educação dos filhos

A atual sociedade sofreu profundas transformações com o avanço científico e tecnológico, mudando o modo de produção, o acesso à informação e comunicação, com mudanças de valores, das relações sociais e familiares:

A invasão de elementos ou objetos resultantes do avanço tecnológico, que fazem parte do quotidiano das famílias é intensa. Computadores, laptops, Internet, email, telefones celulares, NET, e tantos outros, contribuem para desafiar e modificar o relacionamento e a comunicação familiares. As pessoas têm que reformular seus significados e valores, o tempo despendido no convívio familiar, fazer novas escolhas de lazer, rituais diários, interação entre pais e filhos e, inclusive, reformular sua privacidade e intimidade (HINTZ, 2001, p.12).

O autor destaca que o avanço tecnológico possibilitou a maior comunicação entre as pessoas, porém mediado pelas máquinas e, os pais que trabalham a semana inteira longe dos filhos, quando chegam em casa, utiliza o computador, a internet , o telefone para comunicar-se com outras pessoas. Os filhos também usufruem desses recursos e são distraídos pela televisão, vídeo-game, internet. O tempo livre para o convívio familiar, o diálogo e as atividades de lazer são substituídos pela tecnologia. Então, há um distanciamento entre os pais e os filhos, sobretudo, na maioria das famílias nas quais os pais trabalham, onde esse distanciamento é maior, pois as crianças ficam sob os cuidados geralmente dos avós ou da creche, “A educação das crianças passa, então, a ser exercida não somente pelos pais, o que pode ser fonte de conflitos” (HINTZ, 2001, p.12). Nem sempre pais, avós e educadores possuem o mesmo modo de pensar e educar uma criança – que recebe, muitas vezes, influências educativas contraditórias, já que pais querem isso e os avós fazem aquilo ou a creche educa assim e em casa é assado. Essa condição age negativamente sobre a educação da criança, que passa a não ter referenciais. A família pós-moderna sente dificuldades em zelar pela educação dos filhos, em decorrência do distanciamento nessa relação, da falta de tempo, diálogo e

A perda da referência educativa é que desencadeia comportamentos indisciplinados, a falta de regras e limites em crianças e nesse contexto, os pais não sabem lidar com os filhos, sentem-se perdidos. Agravando ainda mais essa situação, muitos pais, para compensar a sua ausência, deixam os filhos fazerem o que querem, comem o que querem, tem o que querem e não sabem dizer não. Os filhos então, aprendem a ouvir apenas o sim e dizem não para os pais, não para os amigos, não para o professor, não para o diretor, não para chefe, enfim, aprendem a não ter limites. É importante frisar que

As crianças não nascem com limites. Elas interiorizam os limites por meio de relações externas e da disciplina. Para que aprendam pelo que são e não são responsáveis, os pais precisam ter limites bastante claros e se relacionar com elas de uma forma que as ajude a aprender a ter seus próprios limites (CLOUD, 2001, p.23).

Compreende-se que o limite somente é conquistado por meio da interação entre os pais e filhos e da disciplina – na qual sua origem está relacionada a discípulo. É por meio dos discípulos, do exemplo e da interação com os pais, que as crianças passam a ter referências, ter limites, disciplina. E, como a família pós- moderna possui pouco contato e interação com os filhos, as regras, os limites, a disciplina, são difíceis de serem conquistados. Nesse sentido, destaca a importância da família na educação dos filhos, como bem colocado por Bettelhein (1988, p.13):

As maneiras de os pais criarem seus filhos têm enorme influência sobre seu desenvolvimento e sobre o tipo de pessoa em que se transformarão. É compreensível, portanto, que os pais procurem o aconselhamento de especialistas, principalmente quando não conseguem decifrar o significado do comportamento de seu filho ou estão ansiosos a respeito de seu futuro, quando não sabem ao certo se devem agir e como devem agir, ou quando seus esforços para corrigir o comportamento do filho o tornam infeliz e despertam sua resistência.

Como os pais sentem-se perdidos na forma de educar os filhos, de estabelecer regras e controlar seus comportamentos, acabam recorrendo a especialistas, a fim de que estes profissionais possam orientá-los na melhor maneira de agir com seus filhos, o processo de terapia familiar. De acordo com Tondo (1998) a terapia familiar iniciou-se na década de 50, mas ganhou impulso apenas na metade da década de 90, caracterizada como um

tratamento psicoterápico que objetiva tornar mais funcional o relacionamento familiar por meio da utilização de diversas técnicas. A terapia familiar comportamental é realizada no caso de pais que buscam auxílio dos especialistas para lidar com os comportamentos dos filhos, por meio de técnicas de reforço e punição, como explica Tondo (1998, p.68): “Como outros behavioristas, os terapeutas ligados a esta abordagem compreendem os sintomas emocionais como respostas aprendidas, involuntárias e que são reforçadas nas interações diárias”. Então, o tratamento centraliza-se nos sintomas e a mudança do comportamento é conquistada porque os fatores que os reforçam, desaparecem. Muitas famílias, no entanto, não possuem condições financeiras de arcar com o tratamento de uma terapia familiar comportamental e, com a falta de limites de seus filhos, acabam recorrendo às mídias, que assumem no mundo globalizado, grande poder de comunicação às pessoas.

Então, o pressuposto básico das terapias comportamentais e também da cognitiva-comportamental é a de que promovendo mudanças ambientais é possível mudar comportamentos e emoções das pessoas, a mesma base do Behaviorismo, proposto pelo psicólogo Burrhus Frederic Skinner, que analisou o comportamento humano em meio às modificações ambientais. Skinner (2000), em seus estudos e pesquisas, direcionou-se na interferência do meio sobre as condutas do homem e chegou à conclusão de que o ambiente condiciona o comportamento humano, daí sua famosa frase: “Sou livre à medida que controlo as condições que me controlam”. Desse modo, é possível interferir no comportamento por meio de mudanças no ambiente e essa situação é facilmente percebida, por exemplo, quando uma mãe desliga a televisão para que a criança realize a tarefa de casa. A ação da mãe (interferência do meio) mudou o comportamento da criança, que estava assistindo televisão, e passou a fazer a lição de casa. Essa mudança é chamada de comportamento operante. O comportamento operante é um comportamento voluntário, realizado de maneira consciente e que sofre a interferência do meio, se modelando a ele, por meio de um estímulo externo (do meio), que pode ser positivo ou negativo – que age diretamente sobre a pessoa, que dá uma resposta, uma reação ao estímulo recebido. O Behaviorismo se fundamenta em alguns princípios, as quais sucintamente se apresentam:

x Reforço O reforço é o resultado proveniente do fortalecimento de um comportamento, que tende a aumentar a sua incidência. De acordo com Skinner (2000), um reforço é considerado positivo quando se reforça um comportamento no acréscimo de alguma coisa. Quando uma pessoa está com má digestão e toma um remédio, este se torna um reforçador positivo na medida em que em situações semelhantes à pessoa adotará o mesmo comportamento. Do mesmo modo, o reforço negativo também visa fortalecer o comportamento, mas na retirada de algo. Tomando o mesmo exemplo, a pessoa que está com má digestão por ter comido demais, pode ter vômito. O vômito, se torna um reforçador negativo na medida em que se retira aquilo que foi comido, mas reforça o comportamento em situações semelhantes, nas quais a pessoa não

hesitará em vomitar quando comer demais e passar mal. Ou seja, tanto o reforço positivo quanto o negativo visam aumentar a ocorrência de um determinado comportamento, só que no primeiro caso, acrescentado-se algo, e , no segundo, retirando-se alguma coisa. É por meio da manipulação dos reforços que se realiza a modelagem do comportamento e se atinge o condicionamento ideal, por meio do controle:

O condicionamento operante modela o comportamento como o escultor modela a argila. Ainda que algumas vezes o escultor pareça ter produzido um objeto inteiramente novo, é sempre possível seguir o processo retroativamente até a massa original indiferenciada e fazer que os estágios sucessivos, através dos quais retornamos a essa condição sejam tão pequenos quanto quisermos. Em nenhum ponto emerge algo que seja muito diferente do que o precedeu. O produto final parece ter uma especial unidade ou integridade de planejamento, mas não se pode encontrar o ponto em que ela repentinamente apareça. No mesmo sentido, um operante não é algo que surja totalmente desenvolvido no comportamento do organismo. É o resultado de um contínuo processo de modelagem (SKINNER, 2000, p.101).

Compreende-se que o mecanismo de modelagem envolve um processo contínuo na qual envolve observações do comportamento a ser condicionado, manipulação dos reforços, verificação dos resultados para análise do comportamento esperado. É um continum que objetiva o condicionamento operante.

x Extinção Constitui a retirada de comportamento e surge na falta de um reforço apropriado. Um exemplo da extinção do comportamento é percebida, quando por exemplo, uma pessoa tenta comprar algo em uma loja, porém todas as vezes que ela realiza esta tentativa, o estabelecimento encontra-se fechado ou cheio de pessoas, o que resulta na desistência, ou seja, a não ir mais naquela loja, o que provocou a extinção do comportamento.

x Punição Corresponde no uso de aversivos após a realização de um comportamento indesejável. Por exemplo, quando a mãe bate no filho após ele xingar uma outra criança. Um outro tipo de punição acontece quando se retira um reforço positivo, por exemplo, quando a mãe deixa a criança sem o horário do computador por ele a ter desobedecido.