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Anatomia e fisiologia das veias. Válvulas das veias e como funcionam para o retorno venoso.
Tipologia: Esquemas
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As veias do corpo humano são vasos sanguíneos que fazem parte do sistema circulatório do organismo e se ramificam por todo nosso corpo. Elas possuem calibre variado localizados por todo o corpo com a função de retornar o sangue proveniente dos órgãos e tecidos para o coração. A grande maioria das veias transporta sangue venoso, sem oxigênio e repleto de dióxido de carbono, com exceção das veias pulmonares e umbilical, que transportam sangue rico em oxigênio. Cerca de 3 dos 5 litros totais de sangue de um adulto ficam contidos nas veias. As veias são tubos cilíndricos formados por válvulas venosas que impedem o fluxo inverso do sangue. Elas possuem a capacidade de contração, (porém não com a mesma capacidade das artérias, sendo auxiliada pelas contrações da musculatura) e expansão de seu tamanho de acordo com a quantidade de sangue disponibilizado, por isso ela serve de reservatório. Para controlar o fluxo de sangue da maneira correta, as veias possuem válvulas que ajudam na manutenção da pressão sanguínea, assim como previnem o acúmulo de sangue. A parede das veias e formada por três camadas, que são:
Elas também são conhecidas por serem parte da circulação sistêmica (ou grande circulação).
principais artérias, e as superficiais, que ficam no tecido subcutâneo. Essa veia percorre toda a perna e atua de forma conjunta com outras veias que promovem a circulação e drenagem do sangue dos músculos. É pela veia femoral que o fluxo de sangue da perna passa.
Enquanto as artérias transportam sangue do coração para o corpo, as veias transportam o sangue pouco oxigenado de retorno ao coração – contra a gravidade. Esta função é auxiliada pela chamada “ bomba muscular” ou “bomba venosa” nos músculos das pernas e nas válvulas venosas. Como uma válvula, estas impedem que o sangue tenha um fluxo de retorno para a perna. Se este sistema começar a falhar, o sangue se acumula nas pernas, podendo desenvolver telangiectasias, veias varicosas (varizes), inflamação venosa e, em estágios muito avançados, úlceras venosas nas pernas.
Se as veias não tivessem válvulas, o efeito da pressão gravitacional faria com que a pressão venosa nos pés fosse sempre de +90 mmHg, no adulto em posição ortostática (ereta ou em pé). Entretanto, cada vez que as pernas são movimentadas, a contração dos músculos (Gastrocnêmio) comprime as veias localizadas no interior ou adjacentes aos músculos, o que ejeta o sangue para adiante
As válvulas do sistema venoso podem ficar “incompetentes”, chegando às vezes a ser destruídas. Isso é, de modo especial, muito frequente quando as veias são excessivamente distendidas por alta pressão venosa que dure semanas ou meses, como ocorre na gravidez ou quando a pessoa passa a maior parte do tempo em pé. A distensão das veias aumenta suas áreas de seção transversa, mas os folhetos das válvulas não aumentam de tamanho. Portanto, os folhetos das valvas não mais se fecham completamente. Quando ocorre essa falta de encerramento completo, a pressão nas veias das pernas aumenta muito em virtude da falência da bomba venosa, o que aumenta ainda mais o calibre das veias e, por fim, destrói de forma total a função das válvulas. Assim, o indivíduo desenvolve “veias varicosas”, caracterizadas por grandes protrusões bolhosas das veias sob a pele de toda a perna, principalmente nas regiões mais inferiores. Sempre que pessoas com veias varicosas permanecem em pé por mais de alguns minutos, as pressões capilares e venosas ficam muito altas, e a saída de líquido dos capilares provoca edema nas pernas. Esse edema, por sua vez, impede a difusão adequada de nutrientes dos capilares para as células musculares e cutâneas; assim, os músculos ficam doloridos e fracos, e a pele pode chegar a gangrenar e ulcerar. O melhor tratamento para essa condição é a elevação contínua das pernas em nível no mínimo tão alto quanto o do coração. Compressas apertadas ou meias largas de “compressão” sobre as pernas podem contribuir consideravelmente para a prevenção do edema e suas sequelas.
Algumas doenças são relacionadas às veias e a circulação, a seguir alguns exemplos:
A flebite, também chamada de trombose venosa, é caracterizada pela inflamação que ocorre na parede das veias, causando inchaços, dores e sensação de peso nas pernas. Vale destacar que há dois tipos de flebites: a flebite superficial, caracterizada por veias visíveis; e a flebite profunda, marcada por veias mais profundas.
As varizes são veias dilatadas devido a um aumento de pressão e com circulação ineficiente que marcam a pele, ocorrendo mais comumente nas pernas pois o fluxo de sangue retornando para o tronco ocorre contra a gravidade, o que causa um desgaste maior das válvulas que impedem o refluxo de sangue, causando dores, inchaços, deformações e perda de sensibilidade. Embora seja mais comum nas mulheres (70%), os homens (30%) também possuem varizes. O principal problema é quando perdem a elasticidade, as paredes das veias se tornam fracas. Uma veia enfraquecida dilata sob pressão da sustentação de uma coluna de sangue contra a gravidade. Isso resulta no surgimento de varizes, veias anormalmente distorcidas e dilatadas, principalmente observadas nas pernas. As veias varicosas têm um calibre maior que o normal, e as válvulas venosas são incompetentes ou foram destruídas por inflamação. Assim, a coluna de sangue que ascendente em direção ao coração é contínua, aumentando a pressão sobre as paredes enfraquecidas e agravando o problema de varicosidade. O bombeamento muscular, impulsiona o sangue de volta ao coração, a musculatura (Musculo Gastrocnêmio) da panturrilha é o nosso “ coração periférico” , pelo fato das veias possuírem válvulas, assim elas impedem que o sangue retorne para as pernas, quando essas válvulas ficam doentes, surgem as varizes. Vários fatores podem afetar as válvulas: Genética (hereditário), número de gravidez, profissão, uso de hormônios, obesidade, sedentarismo, idade, tabagismo e etc.
Callam, M. J. (1994). Epidemiology of varicose veins. British journal of surgery , 81 (2), 167-
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