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Procedimentos no manejo de ordenha em propriedades leiteiras
Tipologia: Provas
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Não perca as partes importantes!































Paulo José Bastos Queiroz Orientador: Prof. Dr. Luiz Antônio Franco da Silva
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Trabalho de conclusão de curso apresentado à Escola de Veterinária e Zootecnia da Universidade Federal de Goiás como parte dos requisitos para conclusão do curso de graduação em Medicina Veterinária
Prof. Dr. Luiz Antônio Franco da Silva
SUPERVISOR: Med. Vet. Paulo Sérgio Caixeta Moreira
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Agradeço primeiramente a Deus, meu único Senhor e salvador, por ter me fortalecido e capacitado durante toda a graduação, concedendo-me saúde e força para vencer todos os desafios. Agradeço aos meus pais, José Rodrigues de Queiroz e Abilene Antônia de Bastos Queiroz, os quais me ensinaram os verdadeiros valores morais de um homem e nunca mediram esforços para me proporcionarem uma educação de qualidade. Ao meu irmão Isaías Rodrigues Bastos Queiroz que sempre me apoiou em todos os momentos. Aos meus avós, Isaías Antônio de Bastos e Maria Paula de Bastos que sempre se lembraram de mim em suas orações. A todos os familiares que de uma forma ou de outra me apoiaram e me ajudaram durante esta caminhada. À minha namorada Maevy Rocha que me apoiou e torceu por mim durante o estágio curricular e na elaboração deste trabalho. Aos amigos de Alto Araguaia e Santa Rita do Araguaia que sempre tiveram uma palavra de incentivo durante todos esses anos. Agradeço à Escola de Veterinária e Zootecnia (EVZ) por ter me acolhido e me preparado para ser um Médico Veterinário estudando gratuitamente. Agradeço, também, a todos os professores e funcionários desta Escola, em especial ao Prof. Dr. Luiz Antônio Franco da Silva pelos muitos ensinamentos e por mostrar-me o caminho da pesquisa de qualidade, contribuindo de forma significativa com a minha formação. Aos amigos da cirurgia, registro aqui a minha gratidão pelo apoio e colaboração, certamente, aprendi muito com vocês. Agradeço a todos da Família 51 que tornaram essa caminhada mais agradável, sendo impossível citar nomes para não ser injusto. A todos vocês, meus sinceros agradecimentos. Finalmente, agradeço a todos os funcionários da Classivet – Assistência em Veterinária e Agronomia pela receptividade e pelos ensinamentos compartilhados.
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“O Senhor é a minha luz e a minha salvação, a quem temerei?” Salmo 27:
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FIGURA 1 – Lavagem dos tetos com água clorada e de baixa pressão..................
FIGURA 2 – Realização do teste da caneca de fundo preto e/ou telado.................
FIGURA 3 – Desinfecção dos tetos antes da ordenha (pré-dipping) com solução à base de iodo.............................................................................................................
FIGURA 4 – Tetos após imersão em solução desinfetante a base de iodo pós ordenha.....................................................................................................................
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TABELA 1 Casos clínicos acompanhados durante o Estágio Curricular Supervisionado na Classivet – Assistência em Veterinária e Agronomia, Orizona - GO, no período de 06 de agosto a 17 de outubro de 2012...................................................................................
TABELA 2 Procedimentos cirúrgicos acompanhados durante o Estágio Curricular Supervisionado na Classivet – Assistência em Veterinária e Agronomia, Orizona - GO, no período de 06 de agosto a 17 de outubro de 2012...................................................................................
TABELA 3 Atividades de medicina veterinária preventiva acompanhadas durante o Estágio Curricular Supervisionado na Classivet – Assistência em Veterinária e Agronomia, Orizona - GO, no período de 06 de agosto a 17 de outubro de 2012.........................................................................
TABELA 4 Atividades de manejo reprodutivo e produtivo acompanhadas durante o Estágio Curricular Supervisionado na Classivet – Assistência em Veterinária e Agronomia, Orizona - GO, no período de 06 de agosto a 17 de outubro de 2012.........................................................................
TABELA 5 Quantificação dos tipos de sistemas de ordenhas observados durante o Estágio Curricular Supervisionado na Classivet – Assistência em Veterinária e Agronomia, Orizona - GO, no período de 06 de agosto a 17 de outubro de 2012.......................................................................
TABELA 6 Quantificação das fazendas que realizavam duas ou três ordenhas diárias durante o Estágio Curricular Supervisionado na Classivet – Assistência em Veterinária e Agronomia, Orizona - GO, no período de 06 de agosto a 17 de outubro de 2012.........................................
TABELA 7 Descrição dos níveis de vácuos recomendados para cada tipo de ordenhadeira mecânica.....................................................................
áreas da medicina veterinária, que podem ser usadas para maximizar a produção leiteira de uma fazenda. Assim, acredito ter justificado a escolha do campo de estágio.
3.1. Descrição do local de estágio
A Classivet – Assistência em Veterinária e Agronomia está localizada no município de Orizona - GO e oferece aos produtores rurais daquela região e de outras localidades do Estado, assistência técnica especializada aos criatórios que exploram a bovinocultura leiteira. A empresa atua especialmente nas áreas de reprodução de bovinos, clínica médica e cirúrgica de bovinos, nutrição animal, manejo de bovinos de aptidão leiteira, sanidade de rebanhos leiteiros, gerenciamento e gestão de propriedades rurais. A Classivet foi fundada pelos médicos veterinários Leonardo Marçal da Silva e Antônio Carlos Cordeiro Veríssimo no ano de 2002, com o intuito de prestar assistência técnica aos produtores de leite associados à COAPRO (Cooperativa Agropecuária dos Produtores Rurais de Orizona). Hoje, a empresa é comandada pelo médico veterinário Marcelo Fernandes e conta com uma equipe de dez médicos veterinários, uma engenheira agrônoma, uma tecnóloga em irrigação, três técnicos agrícolas e três secretárias. A empresa atua em 140 propriedades rurais distribuídas em 34 municípios do estado de Goiás e acompanha uma produção mensal de 4,5 milhões de litros de leite. O estágio dividiu-se em duas partes, a primeira parte teve início em 06 de agosto de 2012 e o término ocorreu em 14 de setembro de 2012. Nessa etapa tive a oportunidade de acompanhar o trabalho desenvolvido pelos veterinários que atendem as fazendas localizadas no município de Orizona e municípios vizinhos, como Vianópolis, Pires do Rio, Silvânia e São Miguel do Passa Quatro. A segunda parte do estágio teve início em 17 de setembro de 2012 e o término aconteceu em 17 de outubro de 2012. Nessa etapa tive a oportunidade de acompanhar as atividades de assistência técnica do veterinário Antônio Carlos Cordeiro Veríssimo, médico veterinário da Classivet que atende fazendas localizadas em cidades próximas a Goiânia, como Bela Vista de Goiás, Cristianópolis, Hidrolândia, Inhumas, Professor Jamil e Mairipotaba. A estrutura física das fazendas visitadas variou bastante durante todo o período de estágio, sendo visitadas fazendas com média de 300 litros de leite por dia, ordenha balde ao pé, empregando dois conjuntos de teteiras e regime de criação semi- extensivo, até fazendas com média de 7.000 litros de leite por dia, sistema de ordenha automatizado, empregando vários conjuntos de teteiras e regime de criação intensivo ( free-stall ). Independentemente da etapa, da atividade desenvolvida e do profissional envolvido no trabalho de assistência técnica e de extensão, os conhecimentos adquiridos
sejam inseminados no próximo cio. As vacas não gestantes que se encontram com mais de 90 dias de paridas e apresentam escore de condição corporal superior a 2,5, numa escala de 1 a 5, são sincronizadas para realização de Inseminação Artificial de Tempo Fixo (IATF) e recebem, portanto, implante de progestágeno intra vaginal e 2 mL, via intramuscular, de benzoato de estradiol. As novilhas diagnosticadas como não gestantes, sobretudo àquelas com idade superior a 15 meses e peso superior a 300 kg, também são sincronizadas para a realização da IATF. Esse tipo de procedimento tem sido adotado em diversas fazendas devido à ineficiência na detecção de cio nas novilhas. As fêmeas diagnosticadas em anestro recebem uma aplicação intramuscular, dose única, de 5 mL de um composto vitamínico comercial contendo as vitaminas A, D e E, as quais, segundo técnicos da Classivet, auxiliam no retorno da atividade ovariana. Após a realização dos diagnósticos de gestação realiza-se a atualização dos dados no Prodap. Durante a visita técnica, também, são realizados atendimentos clínicos e cirúrgicos de acordo com a necessidade da fazenda. Além dessas atividades, uma vistoria geral na propriedade é realizada, a fim de se identificar problemas. Durante essa vistoria observa-se nos animais: escore de condição corporal, escore de claudicação, infestação por carrapatos e outros problemas que atraiam a atenção. Quanto ao ambiente, observa-se manejo, área de sombra, espaçamento dos cochos, higiene dos bebedouros, presença de fezes e/ou lama nos locais de descanso dos animais, dentre outros. A verificação da higiene do bezerreiro e da saúde das bezerras também é uma atividade realizada durante a visita. Caso seja identificada alguma bezerra com sinais clínicos característicos de doenças, esta recebe tratamento imediato. A vacinação das bezerras com idade entre três e oito meses contra Brucelose, assim como a marcação com ferro quente no lado esquerdo da face também é de responsabilidade do técnico. Em algumas fazendas a mochação das bezerras também é realizada durante a visita. Quanto ao manejo nutricional, são utilizados os softwares Spartan Ration Evaluator/Balancer v. 2.0 e NRC v. 1.0 para a formulação das dietas. A verificação das análises de qualidade do leite enviadas pelo laticínio também fazem parte da rotina da visita. Caso níveis elevados de Contagem de Células Somáticas (CCS) e Contagem Bacteriana Total (CBT) sejam observados, o veterinário conversa com os ordenhadores e acompanha a ordenha, a fim de identificar os problemas e corrigi-los. Por fim, é feita a coleta dos dados econômicos, sendo esses lançados em planilhas do Excel que auxiliam na avaliação dos custos de produção. Esses custos são apresentados e discutidos com o produtor, sendo fundamentais nas decisões quanto à redução de gastos e investimentos futuros. Os dados reprodutivos, produtivos e as recomendações também são apresentados e discutidos com o produtor,
de forma que as decisões sejam tomadas em comum acordo entre o proprietário e o técnico. As recomendações são deixadas por escrito em um caderno e, geralmente, incluem: protocolo a ser realizado nas fêmeas sincronizadas, tratamentos para animais doentes, modificações necessárias na propriedade, vacas para secagem, vacas para receber Somatotropina Recombinante Bovina (BST) e a data da próxima visita. Durante o estágio supervisionado acompanhou-se dois dias de cursos técnicos realizados na sede da Organização das Cooperativas Brasileiras em Goiás (OCB-GO), com os seguintes temas: manejo de pastagens e assistência técnica em fazendas leiteiras. Também acompanhou-se o torneio leiteiro e o julgamento de bezerras e novilhas da raça Holandesa, os quais ocorreram durante a Festa do Leite no município de Orizona-GO.
TABELA 2 – Procedimentos cirúrgicos acompanhados durante o Estágio Curricular Supervisionado na Classivet – Assistência em Veterinária e Agronomia, Orizona - GO, no período de 06 de agosto a 17 de outubro de 2012. Cirurgias Número de Cirurgias Relativo (%) Cirurgia podais 8 33, Descorna plástica 6 25, Herniorrafia umbilical 3 12, Exérese de tumor de 3ª pálpebra 2 8, Desmotomia patelar medial 2 8, Redução de prolápso uterino 2 8, Castração de bezerro 1 4, Total 24 100 Fonte: Arquivo pessoal, 2012.
As atividades relacionadas à medicina veterinária preventiva realizadas durante o período de estágio curricular estão relacionadas e quantificadas na Tabela 3. Dentre essas atividades destacaram-se a realização de 52 exames de Brucelose e Tuberculose, dos quais dois deram reagente para Brucelose e nenhum para Tuberculose.
TABELA 3 – Atividades de medicina veterinária preventiva acompanhadas durante o Estágio Curricular Supervisionado na Classivet – Assistência em Veterinária e Agronomia, Orizona - GO, no período de 06 de agosto a 17 de outubro de 2012. Atividade Número Atividades Relativo (%) Vacinação contra Leptospirose, IBR e BVD 86 32, Vacinação contra Brucelose 78 29, Exames de Brucelose e Tuberculose 52 19, Vermifugação 25 9, California Mastitsi Test (CMT) 16 6, Casqueamento preventivo 6 2, Total 263 100 Fonte: Arquivo pessoal, 2012.
Por fim, estão relacionadas e quantificadas na Tabela 4 as atividades de manejo reprodutivo e produtivo acompanhadas durante o período de estágio curricular.
TABELA 4 – Atividades de manejo reprodutivo e produtivo acompanhadas durante o Estágio Curricular Supervisionado na Classivet – Assistência em Veterinária e Agronomia, Orizona - GO, no período de 06 de agosto a 17 de outubro de 2012. Atividade Número de Animais Relativo (%) Avaliação ginecológica (palpação retal) 344 53, Sincronização de estro 128 19, Seleção de animais para descarte 50 7, Pesagem de bezerras e novilhas 47 7, Mochação com ferro candente 42 6, Marcação auricular (brincos) 35 5, Total 646 100 Fonte: Arquivo pessoal, 2012.
adequados, podem prejudicar a eficiência dos tratamentos térmicos efetuados no laticínio. Diante disso, a adoção de boas práticas de ordenha pode interferir positivamente na obtenção do produto final ao consumidor. Esta parte do Relatório de Estágio Curricular Supervisionado teve como objetivo relatar e comparar com a literatura o manejo de ordenha observado nas propriedades rurais visitadas entre o período de 06 de agosto de 2012 a 17 de outubro de
6. DESCRIÇÃO DOS CASOS E DISCUSSÃO
6.1. Tipo de ordenha
A ordenha ou retirada do leite pode ser realizada de forma manual ou mecanizada, sendo que o número de vacas em lactação, a capacidade de investimento do produtor, a disponibilidade de pessoas capacitadas para realizar a ordenha e o nível de produção das vacas são os principais fatores que influenciam o produtor quanto à escolha pela ordenha manual ou mecânica. Embora, nem todas as fazendas visitadas utilizassem as tecnologias de ordenha mais modernas, a maioria utilizava esse recurso de forma bastante racional. Segundo ROSA et al. (2009), existem seis tipos de sistemas de ordenha mecânica disponíveis, os quais são: ordenha balde ao pé, espinha de peixe, fila indiana (Tandem), lada-ao-lado, carrossel e robotizada. Todas as 35 fazendas visitadas possuíam ordenhadeira mecânica, sendo que as mais observadas foram espinha de peixe e fila indiana (tandem). Entretanto, em algumas propriedades com menor produção era utilizada a ordenha balde ao pé. Na Tabela 5 estão quantificados os tipos de sistemas ordenhas observados durante o estágio curricular.
TABELA 5 – Tipos de sistemas de ordenhas observados durante o Estágio Curricular Supervisionado na Classivet – Assistência em Veterinária e Agronomia, Orizona - GO, no período de 06 de agosto a 17 de outubro de 2012. Tipo de ordenha Nº de Fazendas Relativo (%) Espinha de peixe 21 60 Fila indiana (tandem) 9 25, Balde ao pé 5 14, Total 35 100 Fonte: Classivet – Assistência em Veterinária e Agronomia, 2012.
6.2. Linha e número de ordenhas
Segundo ROSA et al. (2009), deve-se seguir uma linha de ordenha a fim de evitar que vacas que apresentem ou já apresentaram problemas de mamite contaminem animais com úbere sadio pelo uso de utensílios ou pelas mãos do ordenhador. Esses autores sugeriram a seguinte sequência de animais a serem ordenhados. 1º - Vacas primíparas, sem mamite. 2º - Vacas pluríparas que nunca tiveram mamite. 3º - Vacas que já tiveram mamite, mas foram curadas. 4º - Vacas com mamite subclínica 5º - Vacas com mamite clínica Apesar de ser uma medida higiênico-sanitária bastante eficiente, essa linha de ordenha sugerida pela literatura não era seguida em sua plenitude nas fazendas visitadas. As vacas que apresentavam mastite clínica ou subclínica eram ordenhadas ao final da ordenha, entretanto a ordem das vacas saudáveis seguia a ordem dos lotes, que eram divididos de acordo com a produtividade de cada vaca e o seu tempo de lactação, a fim de fornecer quantidades de ração adequada para cada lote. Quanto ao número de ordenhas diárias, a grande maioria das propriedades visitadas realizava duas ordenhas (Tabela 6). Todavia, o intervalo entre as ordenhas variava bastante entre as fazendas. Procurava-se manter o intervalo entre as ordenhas o mais próximo possível de 12 horas, seguindo as recomendações de GONÇALVES (2007). Apesar de SILVA et al. (2002) citarem aumentos de até 25% na produção de vacas ordenhadas três vezes ao dia, a maioria dos produtores não tem condições financeiras para realizar essa mudança, devido ao aumento dos gastos com mão-de- obra, alimentação, energia, produtos de ordenha, dentre outros. Além disso, muitos produtores não possuem um tamanho de rebanho e/ou um potencial produtivo por vaca