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Vidro: Propriedades, História e Produção no Portugal, Notas de estudo de Química

O vidro é uma substância sólida e amorfa, transparente e de elevada dureza, obtida geralmente por fusão de dióxido de silício, carbonato de sódio e carbonato de cálcio. Sua história remonta aos egípcios e fenícios, sendo que em portugal a indústria vidreira se estabeleceu no século xviii, com destaque para a real fábrica de vidros da marinha grande. Informações sobre as propriedades do vidro, sua história e a produção no portugal.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 23/09/2021

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Vidro
Em ciência dos materiais o vidro é uma substância sólida e amorfa, que
apresenta temperatura de transição vítrea[1]. No dia a dia o termo se refere a um
material cerâmico transparente geralmente obtido com o resfriamento de uma
massa líquida à base de sílica.
Em sua forma pura, o vidro é um óxido metálico transparente, de
elevada dureza, essencialmente inerte e biologicamente inativo, que pode ser
fabricado com superfícies muito lisas e impermeáveis. Estas propriedades
desejáveis conduzem a um grande número de aplicações. No entanto, o vidro
geralmente é frágil, quebra-se com facilidade. O vidro comum se obtém
por fusão em torno de 1.250 °C de dióxido de silício, (SiO2), carbonato de
sódio (Na2CO3) e carbonato de cálcio (CaCO3).
História
Os povos que disputam a primazia da invenção do vidro são os egípcios e
os fenícios. Segundo a Enciclopédia Trópico:
"Os fenícios contam que ao voltarem à pátria, do Egito, pararam às
margens do Rio Belus, e pousaram sacos que traziam às costas, que
estavam cheios de natrão (carbonato de sódio natural, que eles usavam
para tingir ). Acenderam o fogo com lenha, e empregaram os pedaços
mais grossos de natrão para neles apoiar os vasos onde deviam cozer
animais caçados. Comeram e deitaram-se, adormeceram e deixaram o
fogo aceso. Quando acordaram, em lugar das pedras de natrão
encontraram blocos brilhantes e transparentes, que pareciam enormes
pedras preciosas. Um deles, o sábio Zelu, chefe da caravana, percebeu
que sob os blocos de natrão, a areia também desaparecera.
Os fogos foram reacesos, e durante a tarde, uma esteira de liquido rubro
e fumegante escorreu das cinzas. Antes que a areia incandescente se
solidificasse, Zelu plasmou, com uma faca aquele líquido e com ele
formou uma empola tão maravilhosa que arrancou gritos de espanto dos
mercadores fenícios. O vidro estava descoberto."
Esta é uma das versões, um tanto lendária. Mas, notícias mais verossímeis,
relatam que o vidro surgiu pelo menos 4.000 anos a.C.. Julga-se entretanto
que os egípcios começaram a soprar o vidro em 1.400 a.C., dedicando-se,
acima de tudo, a produção de pequenos objetos artísticos e decorativos,
muitas vezes eram confundidos com belas pedras preciosas. Sua
decomposição é de 4000 anos. A cada 1000 kg de vidro leva-se 1300 kg de
areia.
Em Portugal
Foi no século XVIII que se estabeleceu em Portugal a indústria vidreira
na Marinha Grande e ainda hoje esta existe. Anteriormente, há notícia, desde
o século XV, da existência de alguns produtores artesanais de vidro. É conhecido
o labor do vidreiro Guilherme, que trabalhou no Mosteiro da Batalha. O vidro era
obtido através da incineração de produtos naturais com carbonato de
sódio (erva-maçaroca). Houve diversos fornos para a produção vidreira em
Portugal, mas a passagem de uma produção artesanal, muito limitada, para a
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Vidro Em ciência dos materiais o vidro é uma substância sólida e amorfa, que apresenta temperatura de transição vítrea[^1 ]. No dia a dia o termo se refere a um material cerâmico transparente geralmente obtido com o resfriamento de uma massa líquida à base de sílica. Em sua forma pura, o vidro é um óxido metálico transparente, de elevada dureza, essencialmente inerte e biologicamente inativo, que pode ser fabricado com superfícies muito lisas e impermeáveis. Estas propriedades desejáveis conduzem a um grande número de aplicações. No entanto, o vidro geralmente é frágil, quebra-se com facilidade. O vidro comum se obtém por fusão em torno de 1.250 °C de dióxido de silício, (SiO 2 ), carbonato de sódio (Na 2 CO 3 ) e carbonato de cálcio (CaCO 3 ). História Os povos que disputam a primazia da invenção do vidro são os egípcios e os fenícios. Segundo a Enciclopédia Trópico: "Os fenícios contam que ao voltarem à pátria, do Egito, pararam às margens do Rio Belus, e pousaram sacos que traziam às costas, que estavam cheios de natrão (carbonato de sódio natural, que eles usavam para tingir lã). Acenderam o fogo com lenha, e empregaram os pedaços mais grossos de natrão para neles apoiar os vasos onde deviam cozer animais caçados. Comeram e deitaram-se, adormeceram e deixaram o fogo aceso. Quando acordaram, em lugar das pedras de natrão encontraram blocos brilhantes e transparentes, que pareciam enormes pedras preciosas. Um deles, o sábio Zelu, chefe da caravana, percebeu que sob os blocos de natrão, a areia também desaparecera. Os fogos foram reacesos, e durante a tarde, uma esteira de liquido rubro e fumegante escorreu das cinzas. Antes que a areia incandescente se solidificasse, Zelu plasmou, com uma faca aquele líquido e com ele formou uma empola tão maravilhosa que arrancou gritos de espanto dos mercadores fenícios. O vidro estava descoberto." Esta é uma das versões, um tanto lendária. Mas, notícias mais verossímeis, relatam que o vidro surgiu pelo menos 4.000 anos a.C.. Julga-se entretanto que os egípcios começaram a soprar o vidro em 1.400 a.C., dedicando-se, acima de tudo, a produção de pequenos objetos artísticos e decorativos, muitas vezes eram confundidos com belas pedras preciosas. Sua decomposição é de 4000 anos. A cada 1000 kg de vidro leva-se 1300 kg de areia. Em Portugal Foi só no século XVIII que se estabeleceu em Portugal a indústria vidreira — na Marinha Grande — e ainda hoje esta existe. Anteriormente, há notícia, desde o século XV, da existência de alguns produtores artesanais de vidro. É conhecido o labor do vidreiro Guilherme, que trabalhou no Mosteiro da Batalha. O vidro era obtido através da incineração de produtos naturais com carbonato de sódio (erva-maçaroca). Houve diversos fornos para a produção vidreira em Portugal, mas a passagem de uma produção artesanal, muito limitada, para a

produção industrial foi lenta. Uma fábrica existente em Coina veio a ser transferida para a Marinha Grande, em consequência da falta de combustível. Estava-se no reinado de D. João V. A proximidade do Pinhal de Leiria, teria aconselhado a transferência da antiga Real Fábrica de Coina. Depois, o Marquês de Pombal concedeu um subsídio para o reapetrechamento desta fábrica vidreira na Marinha Grande. Em 1748 estabeleceu-se na Marinha Grande John Beare, dedicando-se ali à indústria vidreira. A abundância de matérias primas e de carburante aconselhavam o fomento dessa indústria naquela região. Em 1769 o inglês Guilherme Stephens beneficiou de importante protecção do Marquês de Pombal e estabeleceu-se na mesma localidade: subsídios, aproveitamento gratuito das lenhas do pinhal do Rei, isenções, etc. A Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande desenvolveu-se a ponto de ser Portugal, a seguir à Inglaterra, o primeiro país a fabricar o cristal. Actualmente, o Palácio Nacional da Ajuda, possui uma valiosa colecção encomendada aos irmãos Stephens, adquirida na altura pelo rei D. Luís I e pela sua mulher, a rainha Dª. Maria Pia.