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Trecho do Yellow Book - ambulatório
Tipologia: Resumos
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Não perca as partes importantes!
































COLABORADORES
AGRADECIMENTOS
"Por não saberem que era impossível, eles foram e fizeram". Não se sabe ao certo se quem escreveu esta frase primeiro foi o drama- turgo Jean Cocteau ou o famoso Mark Twain, mas o que não deixa dúvida é quanto ela representa a força do empreendedorismo e do trabalho de equipe. Nós, autores, Clístenes Queiroz e Marconi Cedro, agradecemos aos devota- dos colaboradores e coautores que fizeram este livro ser possível:
Aos médicos, residentes e ex-residentes do Hospital Santo Antônio pelo total apoio e empolgação e à sua equipe e preceptoria de Clínica Médica, pela excelência. À Helena Cerqueira, que sempre é lembrada pelo seu amor ao que faz. À Dra Uda Lima e a Dr. Paulo André Jesuíno, que acreditaram quando mais precisávamos. À Escola Bahiana de Medicina, nosso suporte científico, na competente pessoa de Maria Luisa Soliani. Ao Hospital Santo Antônio, sua diretoria, funcionários e corpo clínico pelo amparo de sempre. À Maria Rita Lopes Pontes por toda a sua importância para nós e para a saúde da nossa população. À Editora Sanar, nas pessoas de seus donos, editores e diagramadores pelo excelente trabalho realizado.
Eu, Clístenes Queiroz Oliveira, além de a todos acima, agradeço aos meu parceiro autor: Marconi Cedro, que sonha os mesmos sonhos que eu. Agradeço aos meus queridos pais, Cleusa e Vandernei, por todo o amor dedicado a mim. Aos meus avós, Domingos e Judite , a meus irmãos Danillo e Paulo Diogo e a todos os meus tios, sobrinhos e primos - meus alicerces de dignidade e amizade. E a Áurea Virgínia que me deu o pequeno Leonardo e ambos me dão alegria de viver. Eu, Marconi Cedro, continuo a acreditar que a vida é uma construção de sonhos e o Yellow é um deles, um sonho compartilhado por centenas de pessoas e à todas elas o meu agradecimento. À minha mãe, Sandra Cedro, meu anjo e inspiração, que em sua presença espiritual guia os meus passos. Para meu pai, Marconi Macedo, meu orgu- lho e maior exemplo. À Patrícia Prado, meu amor, por toda alegria que me proporciona. Aos meus irmãos, Hugo Cedro, André Cedro e Gustavo Cedro, meus melhores amigos. À Edna, minha segunda mãe, por toda dedicação e amor de sempre. Para toda minha família, minha base e bem maior. Aos colegas de residência em Clínica Médica no Hospital Santo Antonio e da Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da FMUSP, amigos que levarei por toda a vida em meu coração. À Helena Cerqueira e aos meus mestres e grandes amigos Carlos Geraldo, Clístenes Queiroz e Carlos Antonio, por serem os mais sábios incentivado- res que a medicina me fez conhecer.
OTORRINOLARINGOLOGIA AMIGDALITE _____________________________________________________________ 589 RINOSSINUSITE AGUDA __________________________________________________ 601 OTITES AGUDAS ________________________________________________________ 615
OFTALMOLOGIA OLHO VERMELHO E DOLOROSO __________________________________________ 633 DROGAS EM OFTALMOLOGIA ____________________________________________ 643
DERMATOLOGIA ERITEMA POLIMORFO ___________________________________________________ 659 ERUPÇÃO FIXA A DROGAS _______________________________________________ 667 PUSTULOSE EXANTEMÁTICA GENERALIZADA AGUDA _____________________ 685 HANSENÍASE ____________________________________________________________ 703
NEUROLOGIA SEMIOLOGIA NEUROLÓGICA _____________________________________________ 713 CEFALEIAS ______________________________________________________________ 727 ESCLEROSE MÚLTIPLA __________________________________________________ 735
NEFROLOGIA INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO ___________________________________________ 743 DOENÇA RENAL CRÔNICA ________________________________________________ 761
REUMATOLOGIA VISÃO GERAL DA REUMATOLOGIA _________________________________________ 781 DERMATOMIOSITE E POLIMIOSITE ________________________________________ 787
YELLOWBOOK: FLUXOS E CONDUTAS - AMBULATÓRIO ▏ 43
PREVENÇÃO PRIMÁRIA
CARDIOVASCULAR
Uma das origens conhecidas do termo polissêmico “Saúde” provém do latim salus , que significa “inteiro/íntegro” e que tem como derivada, a palavra salvus , cujo significado remete à “superação de ameaças à integridade física”. É aceito, ainda, que o termo tenha se incorporado ao latim clássico a partir da palavra grega holos , que, por sua vez apresenta uma noção de totalidade, estando de acordo com o conteito apresentado atualmente pela OMS de que saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Este concei- to traz consigo duas considerações:
Neste contexto, surge a necessidade de que, na boa prática médica, medi- das preventivas sejam direcionadas para as condições que mais levam à mor- te ou ao desenvolvimento de agravos que interfiram na qualidade de vida. A doença cardiovascular aterosclerótica (DCV) é, segundo relatório da American Heart Association divulgado em 2019, a principal causa de mortalidade nos Estados Unidos e manteve-se como principal causa de mortalidade no Brasil entre os anos 2007 e 2017. São doenças cardiovasculares ateroscleróticas: DOENÇA CARDÍACA CORONARIANA DOENÇA CEREBROVASCULAR, INCLUINDO ACIDENTE ISQUÊMICO TRANSITÓRIO DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA ATEROSCLEROSE OU ANEURISMA DE ARTÉRIA AORTA (ABDOMINAL OU TORÁCICA) É estimado que o risco de ocorrência de evento cardiovascular ateroscleró- tico seja de 49% para homens e 32% para mulheres para aqueles que aos 40 anos ainda não manifestaram qualquer sinal de doença. Fica claro, portanto, que medidas que possam prevenir tais eventos devem ser sempre buscadas e desenvolvidas com o propósito de identificar pacientes com maior probabili- dade de desenvolvimento da doença, e em posse dessa informação, fornecer
A ausência de doença catalogada no CID-10 não pre- diz, necessariamente, um estado de boa saúde A presença, isoladamente, da doença não impossibilita o indivíduo de sentir-se saudável, especialmente quando o controle otimizado da sua condição gera benefícios bem estabelecidos em literatura científica
44 ▏ CUIDADOS EM SAÚDE
as intervenções específicas para a redução do risco atribuído. A partir dos riscos já bem conhecidos, são sugeridos pela American Heart Association e American College of Cardiology medidas dentro de 7 parâme- tros (Risco Cardiovascular, Pressão Arterial, Glicemia, Colesterol, Tabagismo, Dieta, Exercício Físico), e sugerimos um parâmetro adicional (Fator emocional), que são facilmente triados ambulatorialmente, o que permite ao médico a ins- tituição de intervenções significativas, com potencial para redução da morbi- -mortalidade. Para esta tarefa essencial, propomos a memorização do seguinte mnemô- nico que, como a ordem alfabética, norteará sistematizará a abordagem: AB- C2D2E.
A AVALIAÇÃO DO RISCO CARDIVASCULARAVALIAÇÃO DO RISCO CARDIVASCULAR
B BLOOD PRESSURE (Pressão Arterial)BLOOD PRESSURE (Pressão Arterial)
C COLESTEROLCOLESTEROL
C CIGARROS (Tabagismo)CIGARROS (Tabagismo)
D DIETADIETA
D DIABETESDIABETES
E EXERCÍCIO FÍSICOEXERCÍCIO FÍSICO
E EMOCIONALEMOCIONAL