Docsity
Docsity

Prepara tus exámenes
Prepara tus exámenes

Prepara tus exámenes y mejora tus resultados gracias a la gran cantidad de recursos disponibles en Docsity


Consigue puntos base para descargar
Consigue puntos base para descargar

Gana puntos ayudando a otros estudiantes o consíguelos activando un Plan Premium


Orientación Universidad
Orientación Universidad


Conseptos basicos del lenguaje escultorico, Monografías, Ensayos de Historia

Es sobre los conseptos de la escueltura sobre, caracteriticas

Tipo: Monografías, Ensayos

Antes del 2010
En oferta
30 Puntos
Discount

Oferta a tiempo limitado


Subido el 28/09/2023

zele-vac
zele-vac 🇲🇽

1 documento

1 / 207

Toggle sidebar

Esta página no es visible en la vista previa

¡No te pierdas las partes importantes!

bg1
CONCEPTOS FUNDAMENTALES
DEL LENGUAJE ESCULTÓRICO
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48
pf49
pf4a
pf4b
pf4c
pf4d
pf4e
pf4f
pf50
pf51
pf52
pf53
pf54
pf55
pf56
pf57
pf58
pf59
pf5a
pf5b
pf5c
pf5d
pf5e
pf5f
pf60
pf61
pf62
pf63
pf64
Discount

En oferta

Vista previa parcial del texto

¡Descarga Conseptos basicos del lenguaje escultorico y más Monografías, Ensayos en PDF de Historia solo en Docsity!

CONCEPTOS FUNDAMENTALES

DEL LENGUAJE ESCULTÓRICO

C O N C E P T O S F U N D A M E N T A L E S

DEL LENGUAJE E S C U L T Ó R I C O

París M a t í a M a r t í n

E l e n a B l a n c h G o n z á l e z

C o n s u e l o d e l a C u a d r a G o n z á l e z - M e n e s e s

Pablo de A r r i b a del A m o

José de las Casas G ó m e z

J o s é L u i s G u t i é r r e z M u ñ o z

Í N D I C E

1. Espacio [Elena Blanch González] 7

A p r o x i m a c i ó n al e s p a c i o 7 • C o n c e p t o de e s p a c i o 7 • E t i m o l o g í a del e s p a c i o 8 • La p e r c e p c i ó n h u m a n a del e s p a c i o 9 • El e s p a c i o c o m o e n v o l v e n t e , como c o n t e n i d o 11 • El e s p a c i o e s c u l t ó r i c o 13

  • T r a t a m i e n t o del e s p a c i o por las diferentes c o r r i e n t e s *13 ** E s p a c i o interior y e s p a c i o exterior *16 ** E s c u l t u r a h a b i t a d a 22 • R u p t u r a de l í m i t e s. C o n q u i s t a de n u e v o s e s p a c i o s : arte y n a t u r a l e z a 25 • El e s p a c i o real y el e s p a c i o v i r t u a l 29 • D i m e n s i ó n e s p a c i o - t e m p o r a l 29 • El v a c í o 31 • T r a n s f o r m a c i ó n del e s p a c i o e s c u l t ó r i c o 34.

2. Forma y materia f Consuelo de la Cuadra González-Meneses] 37

H a c i a una definición de la forma y la m a t e r i a , si esto es p o s i b l e... 37 • F o r m a y m a t e r i a según su e t i m o l o g í a 37 • E n t e n d i m i e n t o de la e s c u l t u r a según su c o n c e p t o formal o m a t é r i c o 38 • P e r c e p c i ó n de la forma y la m a t e r i a 40 • I n c l u s i ó n del p r o y e c t o y la i n t e n c i ó n en la p e r c e p c i ó n de la forma y la m a t e r i a 44

  • F o r m a y m a t e r i a , ¿ r e l a c i ó n n e c e s a r i a? L u g a r e s en la e s c u l t u r a 46 • La m a t e r i a m e d i a d o r a - la m a t e r i a c r e a d o r a. La a c c i ó n : e n c u e n t r o entre forma y m a t e r i a 49 • T r a d u c c i ó n de l e n g u a j e s. E n t e n d i m i e n t o s en la e s c u l t u r a con r e l a c i ó n a la m a t e r i a : m a t e r i a l i z a c i ó n - d e s m a t e r i a l i z a c i ó n 50 • M a t e r i a o m a t e r i a l e s 53 • La m a t e r i a e s c u l t ó r i c a 55 • M a t e r i a física 56 • De la idea g e n e r a d o r a a la m a t e r i a c r e a d o r a 59 • N u e v o trato con la m a t e r i a : la v i r t u a l i d a d 61 • De la forma y la m a t e r i a al p r o c e s o y la a c c i ó n 62 • ¿Pero sigue siendo real la r e a l i d a d? 64 • D e s m a t e r i a l i z a c i ó n de la forma 66.

3. Tiempo [París Matía Martín] 67

E l f a n t a s m a d e p i e d r a 6 7 • C o n c e p t o d e t i e m p o 6 8 • T i e m p o a b s o l u t o y t e o r í a r e l a c i o n i s t a 6 8 • T i e m p o cíclico y t i e m p o lineal 71 • T i e m p o h u m a n o y t i e m p o científico 75 • El t i e m p o en la o b r a a r t í s t i c a 77 • A c e l e r a c i ó n 80 • T i e m p o d e l a r t i s t a 81 • T r e s d i m e n s i o n e s , c u a t r o d i m e n s i o n e s 83 • T i e m p o del escultor ( r e a l i z a c i ó n ) 86 • E d a d de la obra, t i e m p o de los m a t e r i a l e s 88 • T i e m p o del o b s e r v a d o r 92

  • Lo e t e r n o y lo e f í m e r o 97 • De la d i m e n s i ó n i n t e m p o r a l a la t r a n s i t o r i e d a d 97 • M e m o r i a y olvido 101.

4. M o v i m i e n t o [Pablo de Arriba del Amo] 103

R e p r e s e n t a r el c a m b i o , e x p r e s a r la v i d a 103 • R e p r e s e n t a c i ó n y m o v i m i e n t o 104

  • S e n s a c i ó n - p e r c e p c i ó n 107 • La p e r c e p c i ó n del m o v i m i e n t o 107 • P e r c e p c i ó n de m o v i m i e n t o en a u s e n c i a d e u n e s t í m u l o m ó v i l 108 • E l m o v i m i e n t o y l a s i m á g e n e s e s t á t i c a s. L a d i n á m i c a v i s u a l 110
  • El b i n o m i o e s p a c i o - t i e m p o en las r e p r e s e n t a c i o n e s p l á s t i c a s 110 • El m o v i m i e n t o y los r e c u r s o s para s u r e p r e s e n t a c i ó n e s c u l t ó r i c a 110 • E l m o v i m i e n t o r e a l e n l a e s c u l t u r a. L a e s c u l t u r a c i n é t i c a 124.

f

5. Lenguaje [José de las Casas Gómez] 135

A r t e c o m o l e n g u a j e 135 • E x p r e s i ó n : c o n t e n e d o r y c o n t e n i d o 146 • I d e a , p r e s e n t a c i ó n y r e p r e s e n t a c i ó n 160

6. Comunicación ¿fosé Luis Gutiérrez Muñoz] 170

E s c u l t u r a m o d e r n a y e s p a c i o p ú b l i c o 170 • La no c o m u n i c a c i ó n 186

Notas al texto 201

Bibliografía 209

6

E S P A C I O

1 y2. Rebecca Horn, M e b k a s t e n ,

1970. • Heidegger considera dos ámbitos
del espacio; el exterior, consecuencia de
la relación de unos objetos o cosas con
otras; y el interior individualizado que se
integra en el espacio que lo envuelve
(figs. Iy2).
Los seres humanos utilizamos el
espacio para orientarnos y ubicar nuestras
acciones. Como dice Christian Norberg-
Schulz: «La mayor parte de las acciones
encierran un aspecto "espacial", en el sen¬
tido de que los objetos orientadores están
distribuidos según relaciones tales como
interior-exterior; lejos-cerca, separado-uni-
do y continuo-discontinuo. El espacio,
por consiguiente, no es una categoría par¬
ticular de orientación, sino un aspecto de
una orientación cualquiera»^2.
De una manera innata, aprendemos
a orientarnos y a expresar así nuestra
posición en el mundo y el universo.
Para distinguir entre los términos de
espacio, lugar y sitio, cabe decir que el es¬
pacio es absoluto y envuelve los concep¬
tos de lugar y sitio. El lugar lo entende¬
mos como porción de espacio que es y
puede ser ocupado por un cuerpo cual¬
quiera. El sitio es una posición relativa
dentro de un lugar.

E t i m o l o g í a del espacio

El término de espacio procede del latín

spatium, que derivaba del griego anábiov

o oráSiov (spadion o stadion). Significa el primero una longitud determinada y el

A p r o x i m a c i ó n a l e s p a c i o

segundo el lugar que ocupa, respectiva- mente (fig. 3). El Diccionario de la Real Academia Española, define espacio como:

  • Extensión que contiene toda la materia existente.
  • Parte que ocupa cada objeto sensible.
  • Capacidad de terreno, sitio o lugar.
  • Transcurso de tiempo entre dos sucesos.
  • Tardanza, lentitud.
  • Distancia entre dos cuerpos.
  • Separación entre las líneas o entre letras o palabras de una misma línea de un texto impreso.
  • Programa o parte de la programa¬ ción de radio o televisión. Espacio infor- mativo.
  • Pieza de metal que sirve para sepa¬ rar las palabras o poner mayor distancia entre las letras.
  • Conjunto de entes entre los que se establecen ciertos postulados. Espacio vectorial.
  • Distancia recorrida por un móvil en cierto tiempo.
  • Separación que hay entre las rayas del pentagrama.
  • Recreo, diversión.
  • Región del universo que se encuen¬ tra más allá de la atmósfera terrestre. - Mil. En las fortificaciones, el que, no siendo visto por los defensores, no puede ser batido por los fuegos de éstos, y, por tanto, queda indefenso. - Astr. El que ocupan las órbitas de los planetas en su movimiento alrededor del Sol.
  • Ámbito territorial que necesitan las colectividades y los pueblos para desarro¬ llarse.
  • Irreal, fingido por la fantasía.

La p e r c e p c i ó n h u m a n a del

espacio

Para el ser humano el espacio es una forma de percepción sensitiva, necesaria ' para el reconocimiento de otros concep-

3. Joseph Kosuth, Una y tres tos, y que realiza de una manera personal. s i l l a s. 1965 De este m o d o , los humanos aprehenden el entorno y toman conciencia del lugar que ocupan, de lo que les rodea. El espacio percibido de modo natu¬ ral está subjetivamente centrado y el indi¬ viduo colocado en su centro del que es re¬ ferencia. Cuando t o m a m o s conciencia de esa ubicación es cuando somos capaces de orientarnos. Esta posición nos ayuda a ampliar nuestros propios límites. Sin duda, hay algo de ancestral en este hecho. Bajo esta concepción, Gilbert Durand vio que el cambio en el ser humano del bipe- dismo a su posición erguida supuso tam¬ bién un cambio de su perspectiva visual, haciendo que su línea de horizonte se elevara. Esto implica que cada una de las especies, incluida la humana, puede desarrollar un diferente modo de conce¬ bir el entorno debido a la perspectiva visual a la que esté habituado. De esta forma, una persona que viva en una zona desierta o de mar, es decir, con una línea de horizonte muy lejana, tendrá una muy distinta concepción del espacio de aquella que habite en un paisa¬ je urbano, en el que las líneas de horizonte

Aproximación al espacio

espacio y, por tanto, en el Universo. Espa- cialidad que, dependiendo del lugar de origen del individuo, se percibe de dife¬ rente forma. Según el país o la orografía, un lugar puede transmitir una diferente concepción espacial a quien lo ha vivido desde niño. Pero el concepto de espacio no se limita a un territorio de desplazamientos o movimientos, forma parte también de nuestro pensamiento, en el que fijamos nuestras experiencias reales y simbólicas (figs. 4 y 5). Mediante un proceso de abstracción mental establecemos los códigos de per¬ cepción del espacio. Así, tendemos a con¬ siderar como más lejanos aquellos objetos que están donde convergen las líneas de la perspectiva; los objetos más grandes los consideramos como más cercanos a noso¬ tros que los más pequeños; las figuras más claras las percibimos en primer término y las lejanas más difuminadas y oscuras. La psicología de la Gestalt ha estudia¬ do en profundidad las relaciones entre las figuras y los objetos, facilitando la com¬ prensión de los procesos de abstracción mental que han servido para comprender el espacio y sus elementos ocupantes. Con sus leyes de la percepción ha mostrado ciertos mecanismos mentales que hacen que la mayoría de las personas coincida en la forma de asimilar el espacio. Podemos estructurar la forma en que el hombre percibe el espacio en siete cate¬ gorías especificadas en orden creciente de abstracción^4 :

  • El espacio pragmático, que integra al hombre con su ambiente «orgánico» natural. Lo percibe de una forma innata físicamente.
  • El espacio perceptivo, que es esen¬ cial para su identidad como persona, le si¬ túa y orienta.
  • El espacio existencial, que le hace pertenecer a una totalidad social y cultural.
  • El espacio cognoscitivo, que signi¬ fica que es capaz de pensar acerca del espacio.
  • El espacio expresivo o artístico, que es el creado por el hombre para expresar la estructura de su mundo.
  • El espacio estético, que es la des¬ cripción teórica del espacio expresivo o artístico, y por último
  • El espacio lógico, que nos ofrece los instrumentos para describir los otros espacios de una forma abstracta.

E l e s p a c i o c o m o e n v o l v e n t e , c o m o c o n t e n i d o El espacio lo relacionamos también con la capacidad de contener cuerpos, lo que obliga a considerar el vacío como objeto de estudio, ya sea como envolvente o como contenido. El espacio como envol¬ vente o continente es el lugar donde colocar los volúmenes, organizado de acuerdo a las tres coordenadas básicas. Percibimos la espacialidad, vinculándo¬ nos con los volúmenes que en ella habi¬ tan, generadores, a su vez, de espacio. Lle¬ no y vacío no son sino modos de nombrarlo. Para percibir realmente esta espaciali- dad debemos introducirnos en el espacio, recorriéndolo, contemplándolo así desde todos sus puntos de vista. Sólo a través del desplazamiento comprendemos su esencia, es decir, sólo a través del cambio y del tiempo se nos hace asequible. El término volumen es un sustantivo latino, volumen, que significa «todo objeto enrollado, cosa que se dobla y da giros». El término procede también del verbo latino volvo, volvere, «rodar, hacer rodar». Geométricamente, el volumen lo definimos como espacio ocupado por un cuerpo. Pero realmente lo que percibimos será su forma y a través de ella intuimos el espacio ocupado. Este espacio ocupado se denomina espacio positivo y el que rodea a los objetos, espacio negativo. El volumen no sólo comportará espacio exterior a las figuras, ya que en ocasiones éstas poseen un espacio interior (fig. 6).

E S P A C I O

6. Susana Solano, Naixement de

Valentina, 1988. Y así aparece el vacío, vacío en el
interior de los volúmenes, dentro de los
límites de la propia masa. Pero éste tam¬
bién puede ser exterior, configurador
de los cuerpos en las fronteras de las
formas, en la unión visual de diferentes
huecos.
La escultura ha trabajado con los
valores de lleno y vacío fundamentalmen¬
te a lo largo del siglo XX, ya que fue una
preocupación primordial para ella desen¬
trañar los misterios del volumen. Mostrar
su interioridad, su espacio interior, siendo
capaz de crear una forma a partir del
vacío que estructura el interior de la
pieza. Al observar, por tanto, una escultu¬
ra percibimos, por un lado, su volumen
ocupando una porción de espacio y,
simultáneamente, el vacío que genera a su
alrededor. Pero también percibimos un
espacio interior, hueco o lleno, que inevi¬
tablemente habla de los límites, los lími¬
tes del volumen.
No es un problema nuevo de la
escultura, pero a lo largo de la historia se
ha abordado de modos muy diferentes.

12

E S P A C I O

9. Afrodita de Melos, conocida normalmente como Venus de Milo, 110 a.C.

nal, de distancia y proporciones enormes
pero medibles.
Con respecto a la escultura, el escul¬
tor griego supera la superficie del plano,
pero todavía su espacio sigue estando
condicionado por el bloque cerrado (no
obstante, en determinados momentos,
como en el periodo helenístico, se observa
una inquietud por integrar en la obra el
espacio envolvente) (fig. 9).
La Edad Media supuso un cierto
salto atrás con relación a la tendencia
marcada por griegos y romanos. La
escultura románica aportó figuras no
naturalistas sino simbólicas, marcando a
los «cristianos» el camino de su salva¬
ción, creando una espacialidad jerarqui¬
zada y subordinada a la idea religiosa,
pero muy expresiva. La escultura pierde
la independencia de etapas anteriores y
pasa a integrarse en la arquitectura,
adaptando su tamaño y formas a los
espacios que le permite ocupar la arqui¬
tectura (fig. 10).

10. Santa María Magdalena, iglesia de Vézelay, 1140.

14

E l e s p a c i o e s c u l t ó r i c o

11. Michelangelo Buonarroti, David (fragmento), 1502-1504, Florencia.

Durante la etapa gótica, la escultura
continúa formando parte de la arquitec-
tura; sin embargo, comienza a recuperar
un sentido propio. Las figuras recobrarán
cierto naturalismo y serán cada vez más
realistas. Se busca la belleza ideal de las
formas naturales con sencillez y predomi¬
nio del carácter narrativo. Pero aún no ha
desarrollado un lenguaje completamente
independiente.
En el Renacimiento se vuelve a un
espacio lógico y medible. Por tanto, se
dejan atrás las supersticiones y los valores
sobrenaturales. La escultura establece
como nuevos objetivos la proporción, el
canon y la simetría. En su modelo de
espacio, la geometría pasa a ocupar un
primer lugar con el descubrimiento de la
perspectiva. Del mismo modo, el cuerpo
humano, ese espacio propio vivido y sen¬
tido, se convierte en objetivo de estudio,
su conocimiento, su naturaleza y su fun¬
cionamiento propiciaron la creación de
una escultura figurativa como meta, en la
que el estudio de sus proporciones fue
esencial (fig. 11).
Con el Barroco da comienzo la aper¬
tura del concepto de espacio cerrado que
se tenía hasta ese momento. El bloque
cerrado empieza a abrirse al entorno
circundante y las figuras representadas
comienzan a proyectarse espacialmente
hacia afuera. Es el triunfo del movimiento
y el fin del equilibrio y la serenidad
anteriores. Las composiciones se liberan
de la simetría, y los brazos y manos de las
esculturas se abren, intentando atrapar el
espacio exterior. Las esculturas invitan al
espectador a que se adentre en su espacio,
comunicándose con él de una forma diná¬
mica, a través de composiciones retorcidas
y dramáticas que obligan al público a
rodearlas (fig. 12).
En el Neoclasicismo se frena la aper¬
tura que se produjo con los escultores
barrocos, debido al desarrollo de la
arqueología, por un lado, y a las teorías de
contención de las expresiones de Lessing^5 ,
por otro. En el segundo tercio del
siglo XIX, el escultor romántico vuelve a
querer expresar las emociones de los seres
humanos, y esto lo transmite con un mo¬
vimiento intenso y dramatizado con
composiciones complejas y agitadas. La
escultura vuelve a estar vinculada a la ar¬
quitectura y, por tanto, se ubica en ese

12. Frangois Girardon, Rapto de Proserpina, **_1677-1699, mármol.

  1. Frangois Pude,_** La partida de los voluntarios de 1 792 o La Marsafcca. 1833-1836.

15

El espacio escultórico
investigación en el campo del espacio.
Esto ha provocado una mezcla de ten-
dencias que requiere de lecturas más
complejas sobre la obra de autores de
m u y diversa índole.
Una de las inquietudes de los artistas,
a principios de siglo, fue liberar a la escul-
tura de la forma cerrada y densa. El blo-
que cerrado que comenzó a abrirse con el
Barroco, se abre ahora rotundamente,
dejándonos ver su interior y mostrando
espacios inaccesibles hasta el momento y
modos de interpretarlo que rompen con
los límites tradicionales (fig. 16).
Los artistas cubistas fueron los pre-
cursores de este nuevo camino de la
escultura. Se centraron en abrir las for-
mas y liberar así la composición de tal
modo que la luz y el aire pudieran circu-
lar a través de ella. Conviven en esta épo-
ca formas abiertas y cerradas, que hacen
que varíen las relaciones hasta entonces
existentes entre escultura y espacio.
Con ellos, el interior se convierte en
un nuevo exterior, en el que concavidad
y convexidad tienden a equilibrarse. Jue-
gan con las transparencias, utilizan líneas
y planos, sustituyendo las formas sólidas.
Asimismo, dejan atrás las reglas de la
perspectiva y buscan la estructura o
esqueleto de los objetos y muestran su
multiplicidad de puntos de vista. Rom-
pen con los modos y leyes anteriores y
desarrollan una fórmula esquemática,
aunque todavía apoyada en la figuración.
La penetración en el volumen,
creando planos contrapuestos e incorpo-
rando el hueco, les facilita jugar con las
luces y las sombras, variando así la
relación existente hasta entonces entre la
masa y el vacío. Siegfried Giedion afir-
mó: «Considera los objetos relativamen-
te, esto es, desde varios puntos de vista,
ninguno de los cuales tiene predominio
absoluto. Y en esta disección de objetos,
llega a verlos simultáneamente desde to-
dos los lados, desde arriba y desde abajo,
desde dentro y desde fuera. Su contem-
plación gira en torno a los objetos,
penetrando en su interior»^6. Y continúa:
«La representación de objetos desde
varios puntos de vista introduce un prin-
cipio que se halla estrechamente ligado
con la vida moderna: la simultaneidad».
El contorno de la pieza no queda
definido, ya que puede pertenecer tanto
al espacio positivo como al negativo crea-
do. Desaparece la barrera hasta entonces
existente entre pieza y espacio, y las for-
mas de la escultura ya no son contenidas
sino que invaden su entorno, dividiéndo-
lo y cruzándolo, abriéndose hacia él.
Alexander Archipenko fue el primer
artista, en 1909, que comenzó a introdu-
cir el hueco en la escultura. Con ello se
convirtió en uno de los pioneros en
reconsiderar los límites exteriores, dando
paso a un nuevo camino: el de la abstrac-
ción. Ésta comenzó apoyándose en los
temas hasta entonces tradicionales para,
poco a poco, liberarse del corsé de la
realidad hasta acabar prescindiendo total-
mente de ella.
Archipenko, mediante la excavación
de los volúmenes sólidos, creando formas
cóncavas, introdujo el espacio circundan-
te a la escultura y lo transformó en un
elemento escultórico más. Lo expresa
muy bien Sigfried Giedion^7 : «En sus
figuras de bronce, lo sólido y lo vacío, lo
de dentro y lo de fuera, fluyen continua-
mente entre sí. Archipenko describe esto
como la modulación del espacio y lo
cóncavo. Sus continuas transiciones
intangibles desde volúmenes convexos
firmemente modelados hasta interiores
cóncavos simbolizan esta modulación».
Valora tanto el hueco como el lleno
jugando así con el espacio definiéndolo
mediante líneas sólidas. «Desarrolló su
propia teoría sobre las formas comple-
mentarias, basadas en la máxima de que
cada espacio vacío produce su contraima-
gen imaginaria»^8 (fig. 17).
Boccioni siguió desarrollando esta
línea de investigación y en 1910, en el
teatro Chiarella de Turín, presentó su
«Manifiesto Técnico de la Escultura

16. Alexander Archipenko, M u j e r s e n t a d a , 1911. «[...] He unificado en una forma lo intangible; el espacio, la transparencia, la luz y el reflejo.»

E S P A C I O

17. Humberto Boccioni, Desarrollo de una botella en el espacio, **_1912.

  1. Naum Gabo,_** D i a g r a m a d e c u - b o s c o n s t r u i d o s , 1937.
Futurista» en el que dice: «Hay que partir
del núcleo central del objeto para descu¬
brir formas nuevas que lo atan, invisible
y matemáticamente, al infinito plástico
aparente y al infinito plástico interior».
Para él existen fuerzas que atraviesan los
objetos en el espacio y «fusionan los blo¬
ques de atmósfera con la realidad»'.
Rompe con los contornos de las escultu¬
ras y crea una prolongación dinámica
con el espacio. Él mismo formula: «Mi
conjunto escultórico se desarrolla en el
espacio formado por la profundidad del
volumen y muestra la densidad de cada
aspecto y no un simple número de
aspectos inmóviles en forma de silueta».
Los futuristas, de este modo, continúan
la senda abierta, promocionando un
espacio abierto y dinámico.
Los constructivistas avanzaron en las
mismas ideas desarrolladas por los cubis¬
tas, pero abandonando toda referencia
figurativa.
«Espacio y tiempo han renacido hoy
para nosotros. Espacio y tiempo son las
únicas formas sobre las cuales la vida se
construye y sobre ellas se debe edificar el
arte»'^0.

Para N a u m Gabo & Antoine Pevs¬ ner, la escultura debe ser capaz de recibir el espacio desde cualquiera de sus lados y nos dicen como llevarlo a c a b o : « [... ] t o m a m o s cuatro planos y configuramos el m i s m o volumen que con una masa de cien kilos. Mediante este sistema restitui¬ mos a la escultura la línea en tanto que dirección, cosa que un prejuicio secular había ocultado. Por este medio afirma¬ mos en ella la profundidad, única forma de espacio»" (fig. 18). N a u m Gabo no sólo nos lo explicó sino que en 1937 realizó un diagrama dibujando un cubo cerrado compuesto por cuatro planos. Posteriormente dibujó el m i s m o cubo abierto, sin las caras late¬ rales, atravesado por dos planos diagona¬ les. Su escultura Cabeza n° 2 (1916) se apoya en el mismo principio (fig. 19). Son planos que radian del centro, creando espacios vacíos. Un armazón que es estructura de la pieza y que el ojo

19. Naum Gabo, C a b e z a n.° 2, 1916. «Espacio y tiempo son las únicas formas sobre las cuales la vida se construye, y sobre ellos se debe edificar el Arte."

18

E S P A C I O

  1. Eduardo Chillida, Elogio de la luz XX, 1990. «El gran espacio creado dentro de ella no sería visible desde fuera, pero los hombres que penetraran en su corazón verían la luz del sol, de la luna, dentro de una montaña volcada al mar, y al horizonte, inalcanzable, necesario, inexistente [...].»
comenzaran a ver el interior de las piezas
como un elemento más, configurador de
la obra, y a aplicarlo en sus creaciones. Se
abrieron así dos vías de trabajo; una de
ellas sería la que tomaron escultores como
Henry Moore y Barbara Hepworth, que
comenzaron a perforar sus volúmenes
creando un vacío y planteándose el pro¬
blema de los límites. A pesar de que el ojo
humano atraviesa el centro de la pieza,
éste, instintivamente, dibuja la figura
completando la percepción de la obra. El
trabajo de estos escultores analiza el volu¬
men yuxtaponiéndolo al hueco. Las
formas envuelven al vacío, que es la ver¬
dadera esencia de la composición. Henry
Moore comenta de su propia obra: «la
escultura aérea es posible: la piedra o ma¬
dera se limitan a rodear el hueco, que es la
forma principal de la figura» (fig. 21).
En nuestro país, Chillida se introdu¬
jo dentro del espacio de la escultura hasta
encontrarse con su vacío, siempre respe¬
tando al máximo las propiedades específi¬
cas de los materiales escultóricos. Su
último gran proyecto (1994) fue el diseño
(sin construir) de una gran escultura en el
interior de la montaña de Tindaya (Fuer-
teventura). Ideó la creación de un cubo
de 50 metros de lado con tres comunica¬
ciones con el exterior: una simbolizaría el
Sol, otra la Luna y otra el horizonte. Este
proyecto pretendía llevar al espectador al
interior de la roca para que en esta especie
de templo comulgara con un nuevo espa¬
cio vacío. Es un homenaje al hombre
como parte de la Tierra. La idea surgió de
las piezas realizadas en 1965, Elogio de la

luz, Elogio de la arquitectura y Homena-

je a Kandinsky, que eran bloques de ala-

E l e s p a c i o e s c u l t ó r i c o

bastro en los que realizó una serie de pene¬
traciones. Quería trabajar la escultura des¬
de dentro, desde su interior, para construir
en ella con el vacío (fig. 22).
Oteiza, del mismo modo, trabajaba
en la búsqueda del espacio vacío, para ello
debía de eliminar la materia que éste ocu¬
paba. A base de excavar en el interior del
bloque llegó a penetrar en su totalidad,
mediante un proceso que llamó «desocu¬
pación del espacio». «El vacío es por des-
ocupación del espacio... un silencio espa¬
cial abierto.. .»1 4. Oteiza lo define de este
modo, vacía el interior del cuerpo y man¬
tiene el volumen a base de planos que
constituyen la escultura (fig. 23).
Otro grupo de escultores, partiendo
de la herencia de los artistas cubistas y
constructivistas, reclaman una mayor
implicación por parte del espectador. Así,
por ejemplo, los artistas del «minimal
art»'^1 rompieron los límites de la escultura
desplazando el centro de la obra y situán¬
dolo en torno al observador, de modo
que recaba de éste una posición activa.
Los artistas minimalistas defienden
el reencuentro con las estructuras prima¬
rias, eliminando todo lo accesorio, en una
búsqueda del orden y la claridad estética.
La descentralización de la obra escultóri¬
ca, con su efecto asociado de desborda¬
miento del contorno, va a ser el paso más
decisivo para que la escultura rapte el
espacio que se encuentra a su alrededor y
lo incorpore a la propia obra»1 6 (fig. 24).
Para ellos, el espacio es un elemento
muy importante, ya que es configurador
de la propia obra. La escultura ocupa un
espacio que a su vez es parte de la pieza.
  • El espacio puede pensarse como un área
cúbica ocupada por un volumen tridi¬
mensional. Cualquier volumen va a ocu-
rar espacio. Es aire y no puede ser visto.
El el intervalo entre las cosas que pueden
ser medidas. Los intervalos y mediciones
pueden ser importantes para una obra de
irte. Si ciertas distancias son importantes,
se harán obvias en la pieza. Si el espacio
riene una importancia relativa, puede ser
regularizado e igualado (cosas ubicadas a
distancias iguales) para mitigar cualquier
interés en los intervalos. El espacio regu¬
lar puede también devenir en un elemen¬
to para medir el tiempo, una especie
de pulso regular. Cuando el intervalo se
mantiene regular todo lo irregular gana
en importancia»1 7.
Estos artistas incorporaron la figura
del módulo al campo de la escultura,
formando parte de ella como estructura
  1. Jorge Oteiza, Homenaje a Mallarmé, 1958. «El vacío es por desocupación de espacio [... ] un silencio espacial abierto [...].»
  2. SolLeWitt, Estructura n° 11,
    «Usar repetidamente una forma simple reduce el campo de la obra y concentra la intensidad en la distribución de la forma.»

21