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Seg Trabalho
Tipologia: Trabalhos
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Ilane Ferreira Cavalcante
C u r s o T é C n I C o e m s e g u r a n ç a d o T r a b a l h o
análise Textual, Temática e Interpretativa
Coordenadora da Produção dos Materias Marta Maria Castanho Almeida Pernambuco Coordenador de Edição Ary Sergio Braga Olinisky Coordenadora de Revisão Giovana Paiva de Oliveira Design Gráfi co Ivana Lima Diagramação Ivana Lima José Antônio Bezerra Júnior Mariana Araújo de Brito Vitor Gomes Pimentel
Arte e ilustração Adauto Harley Carolina Costa Heinkel Huguenin Revisão Tipográfi ca Adriana Rodrigues Gomes Design Instrucional Janio Gustavo Barbosa Luciane Almeida Mascarenhas de Andrade Jeremias Alves A. Silva Margareth Pereira Dias Revisão de Linguagem Maria Aparecida da S. Fernandes Trindade
Revisão das Normas da ABNT Verônica Pinheiro da Silva Adaptação para o Módulo Matemático Joacy Guilherme de Almeida Ferreira Filho Revisão Técnica Rosilene Alves de Paiva
Projeto Gráfi co Secretaria de Educação a Distância – SEDIS
Governo Federal Ministério da Educação
para começo
de conversa...
Caso pretenda desenvolver a capacidade de formar opiniões críticas e chegar a avaliações pessoais, o ser humano precisará continuar a ler por iniciativa própria (bloom, 2001, p. 17).
Quando falamos sobre leitura, logo imaginamos uma série de conselhos e recomendações intermináveis, não é mesmo? bem, não se preocupe, não vou, aqui, chateá-lo com uma infinidade de conceitos acerca da importância de ler ou sobre as nuances conceituais que diferentes teóricos apresentam acerca do ato de ler. Vamos preferir observar, de uma forma mais prática, o que representa a leitura em nosso cotidiano.
paulo reglus
paulo reglus neves Freire (recife, 1921 são Paulo, 1997): Foi um educador brasileiro. destacou- se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. é considerado um pensador notável na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.
o que é ler?
ao longo do tempo, foram construídos inúmeros conceitos para o ato de ler. de uma mera atitude passiva do leitor até uma total responsabilidade sobre o que lê, à responsabilidade de atribuir sentido. hoje, considera-se, de qualquer forma, que o leitor é um ser ativo, que interpreta o mundo a partir de fatores que dependem de sua intenção em relação ao que lê, dos valores e do conhecimento que traz, do tempo e da sociedade em que vive. enfim, considera-se o ato de ler como uma prática social.
paulo Freire (2001), por exemplo, compreende a ação de ler de modo amplo, demonstrando que ela se caracteriza pelas relações entre o indivíduo e o mundo que o cerca. a tentativa de compreender o mundo a partir de uma hierarquia qualquer de significados representa, já, uma “leitura”. o real torna-se um “código” com suas leis, e a revelação desse código traduz uma modalidade de “leitura”. essa “leitura de mundo” começa a ser realizada desde o nascimento e é mediada pelo “outro”, é fruto de interação. assim, a “leitura da palavra” está irremediavelmente ligada à “leitura de mundo”.
assim, precisamos estar atentos ao fato de que não lemos apenas palavras, lemos o mundo, ou seja, estamos constantemente lendo tudo o que ocorre e o que está à nossa volta, pois preenchemos de significados o nosso cotidiano.
Poderíamos dizer que ler é decodificar, compreender e atribuir significado, não é mesmo? mas a atividade de leitura, apesar de englobar especificamente as ações acima, é bem mais complexa do que parece. em primeiro lugar, para decodificar é preciso dominar o código, não é mesmo? o código ou a linguagem em que o texto é construído são elementos importantes na nossa atividade de leitura, pois são capazes de possibilitar inúmeras interpretações, afetando a nossa capacidade de compreensão do que lemos.
se ao caminharmos na rua nosso olhar se fixa em um sujeito mal vestido e mal encarado que caminha em nossa direção, imediatamente sentimos um impulso de autoproteção que nos impele a nos afastarmos daquele indivíduo. na verdade, temos o pré-conceito de que seremos assaltados sempre por alguém mais pobre e com uma cara de mau. será que é assim mesmo? a história parece comprovar que podemos ser assaltados por pessoas aparentemente inofensivas, não é mesmo? senhores elegantes e bem vestidos arrombam prédios, seduzem mulheres, enganam populações inteiras.
assim, muitas vezes, lemos o que queremos ler (ou seja, interpretamos aquilo que queremos) e não necessariamente o que está lá. Quer um exemplo? observe atentamente o texto a seguir:
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praticando...
auto-engano
Fonte:
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acesso em: 9 jul. 2008.
observe as duas imagens expostas na figura ao lado. o círculo central parece maior em qual delas? na verdade, ambos possuem o mesmo tamanho. Vemos um maior que o outro por causa dos círculos em torno. é uma ilusão de ótica. e uma ilusão de ótica nada mais é que um auto-engano, não é mesmo? enganamo-nos porque a nossa percepção visual é mais do que um simples reflexo do que percebemos. o cérebro não vê as coisas diretamente, ele as traduz em representações. ou, de acordo com morin (1994, p.26):
os estímulos luminosos que vêm impressionar nossa retina são traduzidos, codificados em impulsos que, através dos nervos óticos, vão determinar os processos cerebrais bioquímicos-elétricos que determinam nossa representação. mas essa representação é, por sua vez, coorganizada em função de estruturas e estratégias mentais que determinam a coerência e a inteligência da percepção.
é por isso que temos muita dificuldade em identificar um erro de imprensa, pois adotamos sempre uma visão global a partir de elementos privilegiados que nos permitem economizar a leitura de todos os elementos. o nosso cérebro tende a restabelecer automaticamente a “constância” dos objetos de acordo com o modelo que ele conhece. assim, o nosso cérebro reproduz um modelo do real a partir daquilo que estamos percebendo (vendo/lendo).
morin (1994) chama a isso de um componente “alucinatório” da percepção que é determinado não por um fator irracional, mas por um princípio de racionalidade nosso. ou seja, somos enganados por nossas próprias percepções lógicas e racionais. assim, devemos sempre desconfiar de nossa percepção, não só do que nos parece absurdo, mas do que parece evidente, aliás, principalmente do que parece evidente, porque esse é, justamente, aquilo que mais facilmente nos engana.
essa nossa aula tem a função, portanto, de levar você a pensar o quanto é importante a sua participação ativa no processo de ensino-aprendizagem. é preciso que você esteja constantemente refletindo sobre o que lê e sobre o que vê. a reflexão e o questionamento contribuem para uma percepção mais apurada do mundo e, dessa forma, para uma melhor compreensão dos conteúdos que você precisa desenvolver ao longo do seu curso.
o texto pode ser concebido como o resultado da atividade comunicativa humana, que se realiza por intermédio de processos, operações e estratégias mentais que são postos em ação em situações concretas de interação social. é, portanto, uma atividade consciente, criativa e interacional, bem como uma prática social.
o texto é uma atividade consciente e criativa que compreende o desenvolvimento de estratégias de escolha de meios adequados à realização dos objetivos do enunciador.
é também uma atividade interacional, pois se orienta a parceiros da comunicação (enunciador e co-enunciador), que se encontram, de maneiras diversas, envolvidos no processo de produção textual.
e é, por fim, uma prática social inserida nos mais variados contextos da atividade humana, expressa por meio da linguagem verbal e/ou não-verbal, a serviço de fins sociais.
ao lermos, vamos construindo significados e fazendo associações entre aquele texto que lemos e outros conhecimentos que trazemos de nossa formação. a associação é um conceito que diz respeito a nosso modo de ler e escrever: as referências, notas
Figura 3 – o grito. edvard munch - Óleo, têmpera e pastel em cartão, com 91x73,5 cm.
Fonte:
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acesso em: 9 jul. 2008.
no caso de um quadro, que é um texto das artes plásticas, devemos perceber as cores e as formas, não é mesmo? nesse quadro, temos um céu alaranjado que nos lembra o crepúsculo ou o início da noite. uma forma curva em azul e preto sugere um rio ou um braço de mar, e o local onde percebemos a silhueta humana parece uma ponte. os seres humanos que cruzam a ponte são três: há uma figura em destaque e duas, em plano mais afastado. na figura em destaque, o que podemos perceber? uma evidente expressão de espanto, boca aberta e mãos espalmadas sobre as orelhas: a figura emite um grito. bem, essas são as formas, curvas, imprecisas, lúgubres. as pinceladas disformes e a mistura de cores dão ênfase à atmosfera sombria do quadro. esses são alguns elementos próprios da linguagem desse quadro, quem compõem o seu texto, sua tessitura, não é? mas a que outros fatores poderíamos estar atentos, que nos permitiriam uma compreensão mais ampla sobre esse quadro? Vamos pesquisar?
bem, sabemos que o quadro se intitula O grito. aliás, a imagem representada já nos deixa bem evidente o porquê desse título. mas, por que o ser humano é tão estilizado, sua forma é tão imprecisa? esse é um item que poderíamos investigar. além disso, quem é esse pintor, edvard munch? em que período histórico ele viveu? será que o contexto de criação do quadro poderia nos ajudar a compreendê-lo melhor? essas são outras questões a investigar.
Figura 4 –- edvard munch. auto-retrato (1882).
Fonte:
. acesso em: 13 ago. 2008.
se digitarmos no google, por exemplo, o nome edvard munch, pesquisando só as páginas em português, vamos encontrar várias indicações de sites sobre o pintor e descobrir, em edvard (2008), que ele nasceu em löten, na noruega, em 12 de dezembro de 1863, e estudou arte em oslo. Começou a pintar em 1880, primeiramente retratos e, depois, uma série de quadros naturalistas que testemunham sua rejeição ao impressionismo da época. munch ganhou uma bolsa de estudos em 1889. morou na França, na alemanha e na Itália, e somente após 18 anos regressou à terra natal. em Paris, fez contato com os pós-impressionistas, especialmente Toulouse-lautrec e gauguin, de quem recebeu reconhecida influência. Interessado também no realismo social de Ibsen, munch criou para o escritor os cenários e figurinos da peça Peer
Gynt, montada em Paris em 1896. a atmosfera sombria, os nus e retratos espectrais de munch inspiram-se em Ibsen, mas a partir de 1890 seu expressionismo adquiriu caráter simbolista, de teor quase histérico em “o vampiro”, “a angústia” ou “o grito”.
ora, percebemos, então, que munch é um pintor expressionista. mas o que significa isso? Que tal visitarmos o Wikipédia (2008)? lá vamos descobrir que ser expressionista significa ser adepto de uma vanguarda de forte crítica social que surgiu entre o final do século XIX e o começo do XX. a época foi marcada por desamparo e medo da sociedade que passara, recentemente, pelo processo de unificação da alemanha, mas que ainda era deveras atrasada industrialmente. não só ocorriam mudanças políticas e econômicas, mas também intelectuais e culturais, o que gerava inúmeras incertezas. Foram tais incertezas que resultaram no medo, na angústia, na solidão, nos sentimentos mais sombrios que uma sociedade inteira poderia sentir e que foram expressos nos quadros dos pintores da época, tais como Van gogh, gauguin e munch.
Veja quanta informação nós já possuímos! Todas elas sugeridas a partir da leitura de um único quadro. Todas essas informações nos ajudam a compreender bem melhor a pintura, não é?
paulo reglus disponível em: . acesso em: 13 ago.
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praticando...
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responda aqui
praticando...
Tomar notas do essencial do que está lendo também pode ser uma boa idéia. Tomar notas não significa copiar simplesmente o texto que está sendo lido. geralmente não se tem muito tempo de reler novamente os textos originais, e, portanto, tomar notas utilizando suas próprias palavras é extremamente importante. Principalmente, porque, sintetizar o conteúdo lido implica em tê-lo compreendido.
alguns textos e livros que você precisa ler na sua profissão ou na vida acadêmica não estarão em Português. é importante ter uma técnica para ler textos em línguas das quais não se tem completo domínio. em princípio, não tente traduzir todas as palavras desconhecidas. Tente abstrair a idéia geral a partir do entendimento de algumas palavras- chave. Identificar números, datas, títulos, palavras em destaque e termos cognatos ajuda a compreender o texto. Textos técnicos, em geral, apresentam uma grande quantidade de termos de origem latina.
Fonte:
http://tbn0.google.com/images?q=tbn:kF
l0ji-
vy16iZh
m:http://www.chittoni.com.br/pics/lendo.jpg>.
acesso em: 11 jul. 2008.
as técnicas anteriores são sugestões de caráter geral, mas é bem provável que, dependendo do estudante, algumas delas sejam mais eficazes que outras. Cada pessoa deve criar sua própria técnica de estudo. é muito importante que você pense sobre isso e reconsidere técnicas que não estão sendo adequadas. uma técnica eficiente de estudo, desenvolvida ao longo do tempo de estudante, irá ser extremamente proveitosa durante toda a sua vida profissional.
Vamos observar, agora, alguns tipos de análise que podem ajudá-lo a compreender melhor as diferentes etapas e os diferentes níveis de profundidade da leitura de um texto.
escolha um texto, de uma das outras disciplinas que você está estudando e tente aplicar as dicas que apresentamos até agora. depois, reflita: será que sua leitura está mais atenta e produtiva?
análises do texto
sempre que você se depara com um texto qualquer, certamente faz aquela primeira leitura de sondagem, não é verdade? uma leitura que observa tamanho da fonte, a organização do texto na página em branco (se impresso), o tamanho do texto, os principais conteúdos de que ele trata. se seu interesse for estudar o texto, você precisa, no entanto, debruçar-se sobre ele e compreendê-lo com mais detalhamento, não é mesmo?
Vamos discutir, portanto, alguns tipos de análise de texto que nos permitem aprofundar nossa leitura e compreensão dos mais diversos textos, dependendo do nosso interesse em cada um deles.
análise textual
a primeira leitura que fazemos, mais rápida, apenas para identificar aspectos do texto, denomina-se análise textual. é uma leitura superficial, que não tem como preocupação, ainda, captar a compreensão de todo o texto. ela busca antecipar e resolver problemas que possam interferir na compreensão preliminar do texto – principalmente problemas relacionados ao idioma. daí três preocupações são inerentes a essa análise: com o autor, com o vocabulário e com o que foi citado.
Com relação ao autor do texto, você deve conhecer suas idéias (políticas, religiosas, culturais, principalmente aquelas que auxiliem na compreensão daquele texto em particular), o que pode facilitar a compreensão de seu posicionamento em relação a determinado conteúdo. muitas vezes os textos impressos ou na Internet apresentam uma breve apresentação do autor.
Com relação ao vocabulário do texto, se ele apresenta alguma dificuldade, um bom dicionário é muito útil, mas, às vezes, nem é necessário, a palavra pode ser compreendida pelo próprio contexto. essa pesquisa de vocabulário, além de facilitar a nossa compreensão textual, ajuda a ampliar o nosso repertório. a deficiência vocabular dificulta a leitura e, conseqüentemente, impede que você compreenda as idéias do autor.
ainda há alguns detalhes importantes, como a referência a datas, o uso de palavras estrangeiras, termos em destaque e citações. Todos esses são elementos que podem auxiliar na compreensão do texto, pois trazem informações relevantes ou representam aspectos que o autor quis destacar.
análise interpretativa
é nessa etapa, afinal, que você vai refletir criticamente sobre as idéias do autor, elaborando sua posição em relação às questões discutidas no texto.
em primeiro lugar, é interessante conhecer o pensamento do autor, tanto em relação a sua própria obra, se ela for conhecida pelo leitor, como em relação à cultura filosófica em geral, ou seja, é bom tentar estabelecer um certo nível de intertextualidade que varia de acordo com o seu grau de informação acerca do conteúdo do texto, das outras obras do autor, de obras de outros autores que abordem o mesmo conteúdo.
em seguida, inicie a interpretação do texto, averiguando se o autor respondeu aos questionamentos (problemas) do texto. nessa etapa, você pode investigar se existe conexão lógica entre as idéias do autor.
Por fim, você deve fazer sua crítica às idéias do texto, averiguando se o autor solucionou o problema satisfatoriamente. mesmo assim, você pode discordar das idéias apresentadas. o importante é que você, concordando ou discordando, apresente sua tese (opinião ou ponto de vista) fundamentada em seu raciocínio lógico, em argumentos sólidos calcados na realidade, nos conhecimentos científicos, filosóficos ou matemáticos.
a análise interpretativa é uma leitura bem mais profunda do texto do que as anteriores. em geral, ela é utilizada, principalmente, quando necessitamos conhecer mais profundamente um determinado conteúdo e/ou quando precisamos elaborar um texto nosso acerca de um determinado conteúdo.
Leituras Complementares
manguel, alberto. uma história da leitura. são Paulo: Companhia das letras, 1997.
Que tal conhecer um pouco mais sobre as diferentes formas de ler que o homem desenvolveu ao longo da história? uma boa sugestão de leitura sobre isso é o livro Uma história da leitura, sua leitura é leve, e o livro traz uma bela reflexão sobre a leitura e sobre os livros. Com certeza, essa não é uma leitura técnica ou profissional, mas pode fazer você perceber aspectos sobre livros e leitura que você talvez não tivesse percebido ainda.
ricardo Mattos
nesta aula, você observou como a leitura modifica-se ao longo da história, além de aprender algumas técnicas de análise que nos permitem aprofundar o nosso conhecimento do texto a partir não só dos seus elementos intrínsecos, mas do contexto, tais como dados sobre sua autoria, sobre o momento e a sociedade em que o texto foi produzido. esses elementos, adicionados à nossa própria capacidade de relacionar os diferentes textos, elaborando uma síntese crítica de seu conteúdo, ajuda-nos a compreender o que lemos e a produzir novos textos a partir dos que já conhecemos.
I - leia o texto a seguir e responda às perguntas de 1 a 10. Tente aplicar, ao responder a essas perguntas, os conteúdos que você aprendeu na aula.
teXto 1
o risco da exposição ao sol na Construção Civil
Traduzido livremente por ricardo Mattos
Radiação Ultravioleta
riscos à saúde fazem com que a proteção solar seja essencial no trabalho desenvolvido a céu aberto, como é o caso da construção civil. a radiação ultravioleta (uV) está nos atingindo diariamente, proveniente do sol. embora os raios sejam invisíveis, o seu efeito na pele pode ser visto e sentido quando uma exposição prolongada resulta em queimaduras dolorosas. Com a depreciação da camada de ozônio na atmosfera da Terra, cresceram os riscos da exposição à radiação ultravioleta. Isso causou o crescimento da preocupação sobre o assunto em todo o mundo.
a radiação ultravioleta ocupa a faixa entre a luz visível e o raio-X, no espectro eletromagnético. os raios uV têm comprimento de onda mais curto do que a luz visível. Comprimentos de onda são medidos em nanômetros (nm), que representam um bilionésimo do metro ( 1nm = 1 x 10-9 m ).
auto-avaliação
ricardo Pereira de mattos é engenheiro eletricista e engenheiro de segurança. é professor convidado dos cursos de pós graduacão em engenharia de segurança do Trabalho da uFrJ e da uFF, ex-conselheiro do Crea-rJ, e sócio efetivo da sobes
Fonte: o risco... (2008).
exposição à uV-b causa queimaduras, produção de melanina, desgaste da camada mais externa da pele e danos aos tecidos que compõem a pele. a exposição à uV-b também é carcinogênica. na verdade, ela é a primeira causa de cânceres de pele que não sejam melanomas.
a radiação uV-a penetra mais profundamente do que a uV-b, danificando as estruturas internas da pele e acelerando o seu processo de envelhecimento.
o câncer de pele pode resultar da radiação ultravioleta, vinte ou trinta anos após a exposição.
Danos aos olhos
a radiação uV pode danificar os olhos assim como a pele. um estudo recente foi feito com pescadores que permaneciam muito tempo na água e estavam expostos não somente à luz direta, mas também à luz refletida do sol. os pescadores que não protegiam seus olhos do sol tiveram mais de três vezes a incidência da forma mais comum de catarata do que aqueles que protegiam seus olhos regularmente.
proteção
Para se proteger dos raios ultravioletas, use filtro solar, utilize óculos escuros com proteção uV e procure não se expor ao sol no final da manhã e no início da tarde, quando os raios são mais intensos.
Qualquer pessoa que fique muito tempo exposta ao sol deve usar filtro solar. usado corretamente, o filtro solar irá reduzir a intensidade do dano à pele, pelo bloqueio dos raios uV. os filtros solares devem ter no rótulo a indicação do fator de proteção solar ( FPs ).
esse fator – FPs – estima a quantidade de proteção oferecida contra a radiação uV-b. Quanto maior o número do FPs, maior será a proteção à uV-b. utilizar um filtro solar com FPs 15 permite a você ficar ao sol 15 vezes mais tempo do que você ficaria sem o filtro e sofrer o mesmo nível de exposição.
Filtros de largo espectro devem ser utilizados e devem ter um FPs maior ou igual a 15. Coloque o filtro solar 15 a 30 minutos antes da exposição e reaplique generosamente a cada duas ou quatro horas.
Quem é ricardo mattos?
em quantas partes o texto se divide?
o que o texto explica sobre radiação ultravioleta?
Quais os problemas advindos da superexposição aos raios uVa e uVb?
o que é FPs?
Qual é o tema do texto?
Que relação o autor estabelece entre a radiação solar e o trabalho na construção civil?
Que soluções o autor sugere para os trabalhadores da construção civil como prevenção à radiação solar?
Você considera relevante esse tipo de preocupação para quem trabalha na construção civil?