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Seg Trabalho
Tipologia: Trabalhos
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C U R S O T É C N I C O E M S E G U R A N Ç A D O T R A B A L H O
Língua portuguesa
Ilane Ferreira Cavalcante
Coordenadora da Produção dos Materias Marta Maria Castanho Almeida Pernambuco Coordenador de Edição Ary Sergio Braga Olinisky Coordenadora de Revisão Giovana Paiva de Oliveira Design Gráfi co Ivana Lima Diagramação Ivana Lima José Antônio Bezerra Júnior Mariana Araújo de Brito Vitor Gomes Pimentel
Arte e ilustração Adauto Harley Carolina Costa Heinkel Huguenin Revisão Tipográfi ca Adriana Rodrigues Gomes Design Instrucional Janio Gustavo Barbosa Luciane Almeida Mascarenhas de Andrade Jeremias Alves A. Silva Margareth Pereira Dias Revisão de Linguagem Maria Aparecida da S. Fernandes Trindade
Revisão das Normas da ABNT Verônica Pinheiro da Silva Adaptação para o Módulo Matemático Joacy Guilherme de Almeida Ferreira Filho Revisão Técnica Rosilene Alves de Paiva
Projeto Gráfi co Secretaria de Educação a Distância – SEDIS
Governo Federal Ministério da Educação
para começo de conversa...
táxis
É raro o dia em que não ando pelo menos uma vez de táxi. É uma experiência dolorosa. Os táxis não são transportes públicos, são habitações particulares que se mexem e nas quais se intrometem passageiros.
Entrar num táxi em Portugal (especialmente em Lisboa) é ver em primeira mão o que o uso excessivo e fraca manutenção pode fazer a um carro que quando virou táxi já era velho. Falamos geralmente de um Mercedes dos anos 80 com meio milhão de quilômetros percorridos, sujo, com uns bancos de couro já muito roçados, os cintos meios estragados e algumas modificações especiais como um suporte para a caneta e um buraco no assento para o bloco dos recibos. O motor faz um ruído estranho acima das 3500 rotações e o diferencial traseiro está a dois dentes de ter uma falha
total e nos atirar a 150 para a berma da A5, ali quem desce a entrar em Lisboa com uma bela vista rodopiante sobre o Casal Ventoso e o aqueduto, alternadamente.
O taxista típico tem 50 anos e fazia outra coisa qualquer antes de ter de se resignar a conduzir um táxi. Durante 12 horas por dia fuma, fala ao telefone, ouve rádio e também conduz mal à alta velocidade enquanto insulta o trânsito, os peões e os outros condutores. Ganha à percentagem do taxímetro talvez um pouco mais de 1000€ brutos por mês. Não sei se paga impostos.
Este mercado regulado e de difícil entrada existe aparentemente para garantir o nivelamento por baixo da qualidade. Há limitação tanto nos táxis como nos condutores, imagina-se que para garantir que nada melhor possa substituir a situação que temos agora. Estamos entregues a operadores que rentabilizam vários carros podres 24 horas por dia com condutores por turnos. Se aos 60% do taxímetro tirarmos o preço da má manutenção é bom negócio ter uma destas licenças.
Também há taxistas corretos (alguns) e carros bons (poucos). Conseguir uma destas coisas é como ganhar a pequena lotaria do dia-a-dia. São mais uns minutos de esperança de vida e a sensação de que por momentos batemos qualquer jogo perverso que no longo prazo estamos destinados a perder.
A situação que temos é inaceitável. O mercado tem de ser aberto e devidamente regulamentado. Ninguém sofre mais com isto do que os próprios taxistas. São eles que vivem esta situação 12 horas de exploração de cada vez. No entanto são também eles que mais reagem contra alterações ao sector. É mais um problema de não otimização para o máximo global.
Fonte: . acesso em: 28 out. 2008.
O texto anterior foi retirado de um blog. Esse é um recurso que temos, na internet, para expressarmos nossa opinião. Muitos jornalistas hoje têm seus blogs. O texto acima não tem autoria explícita, mas supomos que expressa a opinião do responsável pelo blog.
A seqüência argumentativa prototípica constitui-se de uma tese a respeito de um dado tema, da apresentação dos argumentos (que objetivam dar sustentação à tese defendida), da apresentação de contra- argumentos (que intentam negar total ou parcialmente a tese defendida) e de uma contra-argumentação (que objetiva desqualificar os contra- argumentos apresentados).
exemplo
palmas para a CpI das sanguessugas (Por: Lucia Hippolito) Blog do NOBLAT
Quem diria?! a CpI das sanguessugas periga se transformar no sucesso da temporada. Instalada debaixo do descrédito geral e da má vontade do presidente do Congresso Nacional, a CPI foi adiante, graças ao esforço de alguns abnegados deputados e senadores.
Discreta, sem holofotes, sem depoimentos tonitruantes, sem chiliques de petistas nem de tucanos, a CPI vem realizando seu trabalho em contato permanente com a Justiça, a Polícia e o Supremo Tribunal Federal.
Curiosamente, os deputados e senadores implicados no escândalo não parecem estar muito preocupados com o trabalho dos colegas. E a razão é uma só: total certeza da impunidade.
O foro privilegiado, esta instituição anacrônica e inexistente em nenhum país democrático digno do nome, assegura que parlamentares só podem ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal. Ora, o STF é uma corte constitucional. Não tem estrutura nem vocação para delegacia de polícia.
O resultado é que até hoje nem um único parlamentar foi punido pelo Supremo. Ou são inocentados, ou os processos são arquivados. Por isso é que as sanguessugas estão tão despreocupadas.
Assim, só resta ao eleitor não reconduzir suas Excelências ao Congresso Nacional nas eleições de outubro. Se não tiverem votos, estes ex- parlamentares poderão ser julgados pela justiça comum. Não é nada, não é nada, já é um começo.
Mas desde ontem surgiu uma nova esperança, com a consulta que o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) se dispôs a encaminhar ao Tribunal Superior Eleitoral.
O pedido é simples: que o TSE faça valer o § 10 do Art. 14 da Constituição brasileira, que diz o seguinte: “O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo de quinze dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do poder econômico, corrupção ou fraude.”
Pronto, basta o TSE seguir a Constituição, e deputados mensaleiros – já indiciados pelo procurador-geral da República como membros da “sofisticada organização criminosa” que pretendia tomar de assalto o Estado brasileiro –, ex-ministros indiciados por formação de quadrilha e violação de sigilo bancário, parlamentares implicados no escândalo das sanguessugas, enfim, nenhuma dessas Excelências, mesmo eleita, poderia tomar posse.
E estes poderiam ser os primeiros tópicos de uma reforma política decente: o fim desta excrescência que é o foro privilegiado e a recusa a dar posse a candidatos eleitos, porém, envolvidos em inquéritos. Pelo menos até que o caso fosse julgado.
No frigir dos ovos, seria um estímulo à agilização da Justiça. Se o candidato fosse inocentado, tomaria posse; caso contrário, o suplente assumiria.
(HIppoLIto, 00 , extraído da Internet).
No exemplo 1, a tese defendida é a idéia de que a CPI dos Sanguessugas, que nascera sem grandes possibilidades de atingir seus objetivos, aparentemente estava conseguindo realizar seu trabalho com seriedade. Vamos ver os argumentos que ele usa para confirmar a tese?
argumento : Discreta, sem holofotes, sem depoimentos tonitruantes, sem chiliques de petistas nem de tucanos, a CPI vem realizando seu trabalho em contato permanente com a Justiça, a Polícia e o Supremo Tribunal Federal.
argumento : Embora a maioria dos deputados não se preocupe com a CPI, graças ao foro privilegiado de que dispõem, se o TSE fizer valer o § 10 do Art. 14 da Constituição brasileira, a CPI pode ter sucesso.
praticando...
Podemos pensar o texto argumentativo a partir do seguinte esquema:
Identifique a tese e pelo menos um argumento que embase cada uma das teses defendidas nos fragmentos textuais a seguir: texto Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: “Digam o que disserem, o mal do século é a solidão”. Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos “personal dance”, incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão “apenas” dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
(Arnaldo Jabor – Estamos com fome de amor)
9
texto
A TV vai se tornando o gênio da lâmpada. Ela instaura a nova ordem: tudo há de circular pelos chips, nada será autorizado fora deles. A utopia tecnológica vem, assim, em forma de tirania envolvente. Vai monitorar até os fios de cabelo que se perderem no ralo da pua e vai angariar o apoio excitado dos telespectadores, que piscam os olhinhos para os lampejos futuristas. Mariposas em volta da lâmpada. [...] A TV interativa, do presente e do futuro, existe para seduzir o consumidor – e para silenciar o cidadão. Essa é sua lógica central.
(Eugênio Bucci - O tolo interativo apud FARACCO; TEZZA, 2003, p. 231).
texto
Preconceito, nunca. Temos apenas opiniões bem definidas sobre as coisas. Preconceito é o outro que tem...
Mas, por falar nisso, já observou o leitor como temos o fácil hábito de generalizar (e prova disso é a generalização acima) sobre tudo e todos? Falamos sobre “ as mulheres”, a partir de experiências pessoais; conhecemos “os políticos”, após acompanhar a carreira de dois ou três; sabemos tudo sobre os “ militares” porque o síndico do nosso prédio é um sargento aposentado; discorremos sobre homossexuais (bando de sem-vergonhas), mulçumanos (gentinha atrasada), pobres (feliz foi Adão, que não tinha sogra nem caminhão), advogados (todos ladrões), professores (pobres coitados), palmeirense (palmeirense é aquele que não tem classe para ser são-paulino nem coragem para ser corintiano), motorista de caminhão (grossos), peões de ogras (ignorantes, sócios do paulistano metidos a besta), dançarinos (veados), enfim, sobre tudo. Mas discorremos de maneira especial sobre raças e nacionalidades e, por extensão, sobre atributos inerentes a pessoas nascidas em determinados Estados. [...]
O mecanismo funciona mais ou menos assim: estabelecemos uma expectativa de comportamento coletivo (nacional, regional, racial), mesmo sem conhecermos, pessoalmente, muitos ou mesmo nenhum membro do grupo sobre o qual pontificamos.
(Jaime Pinski - O preconceito nosso de cada dia apud FARACCO; TEZZA, 2003, p. 265/266).
Vale salientar que chamamos de argumento a todo procedimento lingüístico que tenha a função de persuadir, de fazer o ouvinte/leitor aceitar o que lhe foi dito, de levá-lo a crer no que foi comunicado e a fazer o que lhe foi proposto.
Um bom texto, seja ele mais argumentativo ou menos argumentativo, deve ter uma unidade temática. Ele não deve vir cheio de informações desnecessárias, deve ter uma tese e, nesse caso, através de argumentos, a defesa que caminhe rumo a uma conclusão.
Para elaborar um texto argumentativo de qualidade e alcançar o objetivo de convencer o leitor, é importante conhecermos alguns recursos. Vamos a eles?
procedimentos lingüísticos
São procedimentos que têm a função de persuadir, de fazer o ouvinte/leitor aceitar o que lhe foi dito, de levá-lo a crer no que foi comunicado e a fazer o que lhe foi proposto.
exemplo
Só o iogurte B faz o seu intestino funcionar melhor.
Coerência argumentativa
São as relações ou implicações adequadas que se estabelecem entre as idéias expostas no texto. Ou seja, entre as afirmações explícitas e o que elas deixam implícito e as conclusões a que se deseja chegar.
exemplo
Figura – Anúncio
Metonímia
Figura de linguagem em que se troca o todo pela parte ou a parte pelo todo. Quando pedimos uma gilete, por exemplo, ao invés de lâmina de barbear (substituindo o objeto pela marca) ou quando dizemos que lemos Machado de Assis e não sua obra.
Observe como no texto do anúncio acima há uma íntima relação entre os elementos do texto. O anunciante quer convencer o ouvinte de que ele terá sua audição bem tratada em alguma programação sobre a qual também quer manter alguma expectativa.
O texto se utiliza, portanto, da palavra ouvido para ser associada, metonimicamente, à imagem da orelha. Assim, todo o ouvinte é substituído pela orelha que surge e a integração entre a imagem e o texto levam o leitor a pensar, a deduzir, a qualidade auditiva daquele evento que o anúncio promete.
Citação de autoridade
São as citações de autores renomados ou autoridades num certo domínio de saber. Quando um texto apóia-se, direta ou indiretamente, em outros textos que tratam do mesmo tema, ele ganha mais confiabilidade.
exemplo Foi estabelecido por pesquisadores, como perkins (cf. seu efeito da ‘ponta do dedo’; como referência, ver salomon, 99 ), que os efeitos secundários da nova tecnologia na consciência humana são, geralmente, muito mais importantes e abrangentes do que os primários. o famoso ‘exemplo do carro’, de Herbert simon ( 9 ), ilustra esse fato: tendo sido originalmente inventados para proporcionar às pessoas maior mobilidade, e tendo funcionado inicialmente dessa maneira (os efeitos primários), os automóveis se tornaram, rapidamente, em instrumentos de ambições e desejos humanos totalmente diversos: um brinquedo prestigioso e caro, um segundo lar de rodas, um instrumento para definir as pessoas frente aos colegas e aos vizinhos e mesmo um quarto de dormir extra, um lugar para as ‘transas’ dos adolescentes (os efeitos secundários; cf. Salomon, 1992).
(MEY, 1998, extraído da Internet, grifos nossos).
Observe que o texto do Exemplo 4, no primeiro trecho em negrito, faz referência à pesquisas feitas por outras pessoas que não o autor, (Perkins e Salomon) e que funcionam como apoio para as idéias trabalhadas e para os argumentos a serem desenvolvidos pelo autor do texto.
exemplificação (ilustração ou prova)
São os fatos que comprovam as afirmações feitas, podem se basear em exemplos concretos, comprovados e adequados ao texto ou ainda tabelas, gráficos, fotos ou ilustrações que venham a dar sustentabilidade ao que estamos afirmando.
praticando...
argumento da competência lingüística
A variante lingüística usada, o vocabulário e outros recursos lingüísticos precisam ser adequados à situação comunicativa para o qual o texto é elaborado. Para haver comunicação e, portanto, convencimento, no caso de um texto argumentativo, é preciso que seu interlocutor compreenda o que você quer dizer e, para isso, é preciso usar não só a língua da maneira mais clara e precisa possível, como usá-la de forma adequada à pessoa, ou a pessoas, com que você for interagir. Isso implica em dizer que, ao falar com uma criança, você vai utilizar uma produção textual adaptada ao conhecimento de mundo daquela criança, por exemplo, e não o mesmo tipo de argumento que você usaria com uma pessoa adulta.
Mas não imagine que, depois dos estudos sobre o assunto, você vai sentar diante de um computador ou folha de papel e produzir um texto pronto, acabado, sem defeitos. A escritura necessita de prática e até de certa humildade diante do texto, além da consciência de que precisamos sempre melhorar para melhor nos comunicar. Só conhecer as regras ou passos de como produzir um bom texto não basta, pois, como diz o ditado, “falar sobre touros não lhe qualifica para entrar na arena; é preciso lutar com o touro”.
Leia o texto a seguir e identifique entre os textos sublinhados e numerados a tese e as passagens em que você percebe o uso de recursos argumentativos, depois indique, a partir da numeração feita, que recurso foi utilizado.
os eFeItos De uMa pausa
(1) A cidade alemã de Vechta instituiu um período de vinte minutos diários para que seus habitantes possam fazer uma pausa e tirar um cochilo. (2) Na Espanha, surgiram trailers especializados em acomodar os trabalhadores
para a siesta vespertina. A tradição vinha perdendo popularidade por dois motivos: as empresas espanholas passaram a demandar jornadas mais longas e os engarrafamentos tornaram os traslados mais demorados. (3) Ao propiciarem tempo para uma pausa, Espanha e Alemanha estão colhendo benefícios concretos. Em Vechta, por exemplo, a prefeitura relata que o rendimento dos funcionários públicos aumentou. (4) Essa constatação está de acordo com uma pesquisa feita pela Nasa, a empresa aeroespacial americana. Segundo o estudo, um cochilo diário resulta em um aumento de produtividade de 34%.
(5) O médico Carl Hunt, do Centro Nacional de Estudos sobre Desordens do Sono, nos Estados Unidos, ensina duas regras básicas para que o cochilo tenha resultado:
(OS EFEITOS..., 2005, p.149, grifos nossos).
problemas que podem ocorrer na elaboração
de um texto argumentativo
Um texto argumentativo mal elaborado pode confundir o leitor/ouvinte, fazer com que você perca todos os seus argumentos, levar pessoas que não tenham o domínio lingüístico ou a capacidade de leitura crítica a se alienarem ou até mesmo oprimir.
exemplo
O Nordeste é uma região de mulheres pobres e batalhadoras.
O petróleo é a maior riqueza do país.
No Brasil, as crianças são vítimas da violência dentro de casa.
Todos os políticos são iguais: roubam, são corruptos e nunca assumem o que fizeram.
Toda mulher sonha com a maternidade.
Todo pobre é ingênuo e incapaz de pensar por si só.
A mulher é, por natureza, frágil e insegura.
Observe que um leitor atento pode, facilmente, rebater as generalizações feitas nas afirmações dos exemplos acima.
emprego de noções semiformalizadas
exemplo 9
Deixe de ser comunista, menino! Me dê o direito de explicar!
Mário é um judeu: adora judiar da pobre mulher.
Emprego inadequado de termos que foram “criados” a partir de estudos filosóficos e/ou científicos e que, por isso, são usados com um significado restrito, preciso, de acordo com o contexto em que surgiram e, portanto, não admitem significação ampla ou mesmo fora daquilo que originalmente especificam.
praticando...
A noção de comunista e judeu/judiar, utilizadas nos exemplos acima é inadequada, pois implicam em preconceito ou são desvirtuações de conceitos que precisam estar em contextos específicos para poder ser utilizados. O de comunista diz respeito a um posicionamento ideológico específico e o de judeu diz respeito à etnia e não à personalidade do indivíduo.
Defeitos de argumentação pelo exemplo, pela ilustração ou pelo modelo
São defeitos que ocorrem quando utilizamos dados não verdadeiros ou não comprováveis, ilustrações fora da lógica argumentativa, ou modelos pré-estabelecidos, criados para serem seguidos ou rejeitados automaticamente, sem uma reflexão crítica.
exemplo 0
Maria não agüentou as críticas do professor e, ao invés de se defender, explicando que não havia colado, desatou a chorar sem parar, aos soluços. Por mais que o professor tentasse conversar com ela, não adiantava, Maria não conseguia conter os soluços. As mulheres são mesmo assim: só sabem chorar diante das situações difíceis. Por isso que os dois sexos não se entendem.
Que dados podem comprovar o fato de que todas as mulheres só sabem chorar diante de situações difíceis? Além disso, é muito difícil comprovar, também, que esse fato é o que constitui, sozinho, a diferença entre os dois sexos. Geralmente, idéias pré- estabelecidas carregam, também, preconceitos. Portanto, cuidado ao fazer afirmações sem comprovação.
. Indique quais são os principais defeitos de argumentação.
. Observe os enunciados abaixo e indique se há algum tipo de fragilidade argumentativa:
a) Os filhos de Maria são muito livres, têm muitas namoradas ao mesmo tempo.
b) O Brasil é o país do futuro.
c) As meninas são mais frágeis e sensíveis que os meninos.
d) Joaquim é um burguês, adora comprar!