Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


1. Fisioterapia Estática, Notas de estudo de Fisioterapia

Fisioterapia Estática

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 10/10/2010

stefanie-saccomam-6
stefanie-saccomam-6 🇧🇷

5

(5)

9 documentos

1 / 35

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Os desequil
Os desequilí
íbrios est
brios está
áticos
ticos
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23

Pré-visualização parcial do texto

Baixe 1. Fisioterapia Estática e outras Notas de estudo em PDF para Fisioterapia, somente na Docsity!

Os desequil

Os desequilí

íbrios est

brios está

áticos

ticos

  • Nosso corpo

Nosso corpo é

é um s

um só

ólido articulado, um

lido articulado, um

empilhamento de segmentos em que cada pe

empilhamento de segmentos em que cada peç

ça se

a se

equilibra na subjacente.

equilibra na subjacente.

* Se cada segmento deve equilibrar

* Se cada segmento deve equilibrar-

-se, este

se, este

equil

equilí

íbrio ser

brio será

á tamb

també

ém condicionado pelo

m condicionado pelo

equil

equilí

íbrio do segmento subjacente.

brio do segmento subjacente.

* O equil

* O equilí

íbrio humano

brio humano é

é constitu

constituí

ído de uma

do de uma

sucessão ascendente de desequil

sucessão ascendente de desequilí

íbrios controlados

brios controlados

pela musculatura tônica.

pela musculatura tônica.

* Deve

* Deve-

-se evitar os desequil

se evitar os desequilí

íbrios quando

brios quando

poss

possí

ível.

vel.

* Controlar os desequil

* Controlar os desequilí

íbrios necess

brios necessá

ários e

rios e

inevit

inevitá

áveis.

veis.

  • Para que nosso corpo fique em condi

Para que nosso corpo fique em condiç

ção de

ão de

equil

equilí

íbrio, qualquer desequil

brio, qualquer desequilí

íbrio dever

brio deverá

á ser

ser

compensado por um desequil

compensado por um desequilí

íbrio inverso de

brio inverso de

mesmo valor e no mesmo plano.

mesmo valor e no mesmo plano.

• Em posi

Em posiç

ção

ão ortost

ortostá

ática

tica não h

não há

á

desequil

desequilí

íbrio segmentar sem compensa

brio segmentar sem compensaç

ção

ão

A defini

A definiç

ção desse campo de trabalho parte da

ão desse campo de trabalho parte da

diferencia

diferenciaç

ção do m

ão do mú

úsculo est

sculo está

ático e dinâmico e seleciona os

tico e dinâmico e seleciona os

meios terapêuticos capazes de prevenir ou reverter a

meios terapêuticos capazes de prevenir ou reverter a

patologia do m

patologia do mú

úsculo est

sculo está

ático.

tico.

Alguns dos meios j

Alguns dos meios já

á conhecidos pela fisioterapia são:

conhecidos pela fisioterapia são:

massagem (reflexa), posturas, como as utilizadas por

massagem (reflexa), posturas, como as utilizadas por

Fran

Franç

çoise

oise M

ézi

ziè

ères

res e posteriormente pela Reeduca

e posteriormente pela Reeducaç

ção

ão

Postural

Postural Global. Outros, como

Global. Outros, como pompages

pompages, foram trazidos

, foram trazidos

por Marcel

por Marcel Bienfait

Bienfait da

da osteopatia

osteopatia. V

. Vá

árias t

rias té

écnicas de outras

cnicas de outras

á

áreas de trabalho corporal, como

reas de trabalho corporal, como Eutonia

Eutonia e Gin

e Giná

ástica

stica

Hol

Holí

ística, propõem a utiliza

stica, propõem a utilizaç

ção de materiais diversos para

ão de materiais diversos para

estimular a

estimular a propriocep

propriocepç

ção

ão dos pacientes em

dos pacientes em á

áreas tensas e

reas tensas e

usualmente ignoradas.

usualmente ignoradas.

O corpo humano parece ter sido projetado para o O corpo humano parece ter sido projetado para o

trabalho f trabalho fí

ísico, conforme afirma o professor

sico, conforme afirma o professor Kaare

Kaare

Rodahl Rodahl. Essa

. Essa é

é uma constata

uma constataç

ção v

ão vá

álida tanto para o

lida tanto para o

homem da idade da pedra, quanto para o tecnocrata homem da idade da pedra, quanto para o tecnocrata

da atualidade. Seus m da atualidade. Seus mú

úsculos podem tanto

sculos podem tanto

desenvolver uma tensão muscular intensa, capaz de desenvolver uma tensão muscular intensa, capaz de

transportar cargas equivalentes ao peso corporal, transportar cargas equivalentes ao peso corporal,

como podem gerar tamb como podem gerar també

ém uma grande gama de

m uma grande gama de

tensões necess tensões necessá

árias ao movimento de partes do

rias ao movimento de partes do

corpo, especialmente as extremidades, usadas na corpo, especialmente as extremidades, usadas na

manipula manipulaç

ção de objetos pequenos e delicados, como,

ão de objetos pequenos e delicados, como,

por exemplo, na ind por exemplo, na indú

ústria eletrônica. O corpo

stria eletrônica. O corpo

humano parece ter sido projetado, portanto, para o humano parece ter sido projetado, portanto, para o

movimento, que movimento, que é

é o requisito b

o requisito bá

ásico no desempenho

sico no desempenho

de qualquer tipo de trabalho f de qualquer tipo de trabalho fí

ísico.

sico.

  • Em reeduca

Em reeducaç

ção est

ão está

ática, com freq

tica, com freqü

üência

ência é

é

preciso um procedimento anal

preciso um procedimento analí

ítico na

tico na

globalidade;

globalidade; é

é no contexto da fun

no contexto da funç

ção

ão m

úsculo

sculo-

aponeur

aponeuró

ótica

tica que devemos considerar a

que devemos considerar a

globalidade. Um

globalidade. Um é

é o elemento el

o elemento elá

ástico que

stico que

transmite, coordena e distribui as tensões pelo

transmite, coordena e distribui as tensões pelo

esqueleto possivelmente m

esqueleto possivelmente mó

óvel, o outro

vel, o outro é

é o

o

elemento motor que realiza essas tensões

elemento motor que realiza essas tensões

(Bienfait

Bienfait).

O conjunto

O conjunto aponeur

aponeuró

ótico

tico não dispõe de uma

não dispõe de uma

musculatura, mas de duas musculaturas totalmente

musculatura, mas de duas musculaturas totalmente

diferentes do ponto de vista neurol

diferentes do ponto de vista neuroló

ógico. Uma, a

gico. Uma, a

musculatura

musculatura f

ásica

sica

, é

é opcional, ela

opcional, ela é

é acionada

acionada

voluntariamente, para responder ao desejo de

voluntariamente, para responder ao desejo de

movimento do individuo,

movimento do individuo, é

é a musculatura dinâmica,

a musculatura dinâmica,

respons

responsá

ável por todos os nossos gestos volunt

vel por todos os nossos gestos voluntá

ários

rios

conscientes. A outra, a

conscientes. A outra, a

musculatura tônica

musculatura tônica

, é

é

permanente, ela reage de uma maneira reflexa, para

permanente, ela reage de uma maneira reflexa, para

controlar todos os desequil

controlar todos os desequilí

íbrios segmentares,

brios segmentares, é

é a

a

musculatura est

musculatura está

ática, respons

tica, responsá

ável pelo equil

vel pelo equilí

íbrio

brio

humano.

humano.

  • V

árias fibras musculares do mesmo tipo são

rias fibras musculares do mesmo tipo são

inervadas pelo mesmo

inervadas pelo mesmo motoneurônio

motoneurônio. Esse

. Esse

conjunto

conjunto é

é a unidade funcional, denominada

a unidade funcional, denominada

unidade motora.

unidade motora.

  • Todos os m

Todos os mú

úsculos esquel

sculos esquelé

éticos apresentam os três

ticos apresentam os três

tipos de unidades motoras; por

tipos de unidades motoras; poré

ém, a predominância

m, a predominância

de um dos tipos dar

de um dos tipos dará

á ao m

ao mú

úsculo as caracter

sculo as caracterí

ísticas

sticas

daquele tipo espec

daquele tipo especí

ífico de fibras, podendo

fico de fibras, podendo-

-se por

se por

isso falar em:

isso falar em:

M

úsculo r

sculo rá

ápido

pido

M

úsculo lento

sculo lento

P

álido

lido

: possui poucas mitocôndrias,

: possui poucas mitocôndrias, é

é pouco

pouco

vascularizado, usa glicose para gerar energia

vascularizado, usa glicose para gerar energia

(pode funcionar em condi

(pode funcionar em condiç

ções anaer

ões anaeró

óbicas),

bicas),

suas fibras são capazes de contra

suas fibras são capazes de contraç

ção e

ão e

relaxamento r

relaxamento rá

ápidos,

pidos, é

é capaz de grande

capaz de grande

tensionamento

tensionamento, pois suas fibras longas o

, pois suas fibras longas o

permitem, fadiga

permitem, fadiga-

-se rapidamente.

se rapidamente.

  • Fun

Funç

ção: adapta

ão: adapta-

-se a atividades musculares

se a atividades musculares

intensas e de curta dura

intensas e de curta duraç

ção; por isso, denomina

ão; por isso, denomina-

se m

se mú

úsculo

sculo

f

ásico

sico dinâmico.

dinâmico.

Vermelho

Vermelho

: muito vascularizado; apresenta

: muito vascularizado; apresenta

muitas mitocôndrias; o tempo de contra

muitas mitocôndrias; o tempo de contraç

ção, o

ão, o

limite de tensão e

limite de tensão e fatigabilidade

fatigabilidade são

são

intermedi

intermediá

árias. Suas fibras são capazes de

rias. Suas fibras são capazes de

metabolizar

metabolizar oxigênio e glicose.

oxigênio e glicose.

  • Fun

Funç

ção: atividade

ão: atividade postural

postural-

-direcional

direcional, prepara o

, prepara o

m

úsculo para um movimento preciso,

sculo para um movimento preciso,

orientando

orientando-

-o a um objeto preciso.

o a um objeto preciso.

  • Desde

Desde Ranvier

Ranvier, o tr

, o trí

íceps

ceps sural

sural é

é o m

o mú

úsculo mais

sculo mais

freq

freqü

üentemente estudado ao longo do tempo e todos

entemente estudado ao longo do tempo e todos

concordam:

concordam:

  • O

O S

óleo

leo, vermelho, possui a maioria das unidades do tipo S

, vermelho, possui a maioria das unidades do tipo S

(lentas), tem contra

(lentas), tem contraç

ção lenta e não se cansa rapidamente;

ão lenta e não se cansa rapidamente;

  • O

O gastrocnêmio

gastrocnêmio, p

, pá

álido, tem a maioria das unidades do tipo

lido, tem a maioria das unidades do tipo

F (r

F (rá

ápidas) e pode desenvolver tensão maior que o

pidas) e pode desenvolver tensão maior que o s

óleo

leo,

mas durante curtos per

mas durante curtos perí

íodos.

odos.

  • Depois dos anos 70, os trabalhos de Burke esclareceram

Depois dos anos 70, os trabalhos de Burke esclareceram

com precisão a razão dessas caracter

com precisão a razão dessas caracterí

ísticas e hoje todos

sticas e hoje todos

concordam em que os m

concordam em que os mú

úsculos est

sculos está

áticos, tamb

ticos, també

ém

m

denominados tônicos, são importantes na manuten

denominados tônicos, são importantes na manutenç

ção da

ão da

postura; os dinâmicos, tamb

postura; os dinâmicos, també

ém denominados

m denominados f

ásicos

sicos, são

, são

importantes na realiza

importantes na realizaç

ção do movimento.

ão do movimento.

  • O mesmo acontece com os transversos espinhais dorsais, esse

O mesmo acontece com os transversos espinhais dorsais, esse

sistema obl sistema oblí

íquo profundo junto

quo profundo junto à

à coluna com m

coluna com mú

úsculos todos

sculos todos

bastante curtos, que vão de uma ap bastante curtos, que vão de uma apó

ófise transversa at

fise transversa até

é a espinhosa

a espinhosa

da primeira, segunda, terceira e quarta v da primeira, segunda, terceira e quarta vé

értebras situadas acima.

rtebras situadas acima.

Geralmente se atribui a eles fun Geralmente se atribui a eles funç

ção de extensão, quando

ão de extensão, quando

estimulados bilateralmente, ou de flexão estimulados bilateralmente, ou de flexão-

-lateral

lateral-

-rota

rotaç

ção, quando

ão, quando

estimulados unilateralmente, como se fossem constitu estimulados unilateralmente, como se fossem constituí

ídos de fibras

dos de fibras

dinâmicas. No entanto, sua a dinâmicas. No entanto, sua aç

ção não seria

ão não seria postural

postural? A coluna dorsal

? A coluna dorsal

não precisa de não precisa de guardiães

guardiães colocados posteriormente

colocados posteriormente à

às v

s vé

értebras

rtebras

para impedir a queda para frente? Não precisa impedir o para impedir a queda para frente? Não precisa impedir o

fechamento da curva frente fechamento da curva frente à

à a

ção da gravidade? Não precisa de

ão da gravidade? Não precisa de

guardiões colocados lateralmente para impedir a queda do lado guardiões colocados lateralmente para impedir a queda do lado

oposto? oposto?

  • A tensão que se sente ao longo da região

A tensão que se sente ao longo da região paravertebral

paravertebral denuncia a

denuncia a

presen presenç

ça de unidades motoras sempre alertas. A a

a de unidades motoras sempre alertas. A aç

ção desses

ão desses

m mú

úsculos

sculos é

é impedir o fechamento da coluna dorsal, ao agir bi

impedir o fechamento da coluna dorsal, ao agir bi-

lateralmente; lateralmente; é

é impedir a

impedir a l

átero

tero-

-flexão

flexão para o lado oposto e a

para o lado oposto e a

rota rotaç

ção para seu pr

ão para seu pró

óprio lado, agindo unilateralmente.

prio lado, agindo unilateralmente.

  • A contra

A contraç

ção muscular

ão muscular é

é causada pela interpela

causada pela interpelaç

ção dos filamentos de

ão dos filamentos de

actina actina entre os filamentos de miosina. Os filamentos de

entre os filamentos de miosina. Os filamentos de actina

actina são

são

atra atraí

ídos ao centro durante a contra

dos ao centro durante a contraç

ção, o que faz diminuir a

ão, o que faz diminuir a

distância H entre eles, at distância H entre eles, até

é que, eventualmente, seja suprimida por

que, eventualmente, seja suprimida por

completo (contra completo (contraç

ção m

ão má

áxima). No relaxamento, cada elemento

xima). No relaxamento, cada elemento

volta volta à

à posi

posiç

ção inicial e distância H

ão inicial e distância H é

é restabelecida.

restabelecida.

  • Suponhamos, no entanto, que um segmento muscular est

Suponhamos, no entanto, que um segmento muscular está

ático,

tico,

funcionando em postura inadequada, durante longas horas, dias ou funcionando em postura inadequada, durante longas horas, dias ou

semanas não seja solicitado a voltar semanas não seja solicitado a voltar à

à sua posi

sua posiç

ção de comprimento

ão de comprimento

muscular m muscular má

áximo.

ximo. É

É poss

possí

ível que, quando isso ocorrer, os

vel que, quando isso ocorrer, os

filamentos de filamentos de actina

actina não mais deslizem o suficiente para

não mais deslizem o suficiente para

restabelecer a distância H inicial e esse comprimento m restabelecer a distância H inicial e esse comprimento má

áximo não

ximo não

se restabele se restabeleç

ça.

a.

  • Se isso for mantido cronicamente, sem que o m

Se isso for mantido cronicamente, sem que o mú

úsculo seja

sculo seja

solicitado a restabelecer seu comprimento normal, ocorrer solicitado a restabelecer seu comprimento normal, ocorrerá

á uma

uma

retra retraç

ção muscular, isto

ão muscular, isto é

é, os

, os miofilamentos

miofilamentos de

de actina

actina permanecerão

permanecerão

um pouco mais imbricados entre os de miosina e os elementos um pouco mais imbricados entre os de miosina e os elementos

conjuntivos, el conjuntivos, elá

ásticos, acompanharão essa diminui

sticos, acompanharão essa diminuiç

ção de

ão de

comprimento. Isso vai ocasionar a diminui comprimento. Isso vai ocasionar a diminuiç

ção do comprimento

ão do comprimento

muscular e um desequil muscular e um desequilí

íbrio permanentemente fixado do segmento.

brio permanentemente fixado do segmento.