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Autovalores e Autovetores: Teoria e Aplicações na Engenharia, Resumos de Direito

A teoria dos autovalores e autovetores, conceitos fundamentais na álgebra linear, com aplicações práticas na engenharia. Ele aborda a definição de autovalores e autovetores, o cálculo do determinante característico e do polinômio característico, além de apresentar métodos numéricos para a determinação de autovalores, como o método das potências e o método da potência inversa. O material inclui exemplos detalhados e aplicações em problemas de vibração e deformação em engenharia, tornando-o útil para estudantes e profissionais da área que buscam aprofundar seus conhecimentos em análise matricial e suas aplicações práticas. O documento também discute o teorema de newton e sua aplicação no cálculo de polinômios característicos.

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 22/09/2025

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julio-leo-6 🇧🇷

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Autovalores e Autovetores
Caracterização Matemática
Considere A = [ajk] uma matriz nxn. Considere também a
seguinte equação vetorial:
x
A
x
λ
=
Onde λé um número.
Um valor de λtal que x 0 seja uma solução do sistema é
chamado de autovalor ou valor característico da matriz A.
As correspondentes soluções x 0 são chamadas de
autovetores ou vetores característicos associados ao
autovalor λ.
Problemas como este para determinação dos autovalores
de uma matriz A são conhecidos como problemas de
autovalores.
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Baixe Autovalores e Autovetores: Teoria e Aplicações na Engenharia e outras Resumos em PDF para Direito, somente na Docsity!

Caracterização Matemática

Considere A = [a (^) jk ] uma matriz nxn. Considere também a seguinte equação vetorial:

Ax = λ x

Onde λ é um número.

Um valor de λ tal que x ≠ 0 seja uma solução do sistema é chamado de autovalor ou valor característico da matriz A.

As correspondentes soluções x ≠ 0 são chamadas de autovetores ou vetores característicos associados ao autovalor λ.

Problemas como este para determinação dos autovalores de uma matriz A são conhecidos como problemas de autovalores.

Determinação de autovalores e autovetores

Considere o seguinte problema de autovalor:

Transferindo os termos do lado direito para o lado esquerdo, temos:

n nn n n

n n

n n

a x a x x

a x a x x

a x a x x

λ

λ

λ

K

M

K

K

1 1

21 1 2 2

11 1 1 1

( ) ( )

 ( )

1 1 12 2

21 1 22 2 1

11 1 12 2 1

n nn n

n n

n n

a x a x a x

a x a x a x

a x a x a x

λ

λ

λ

K

M

K

K

Em notação matricial:

( A − λ I ) ⋅ x = 0

Teorema 1:

Os autovalores de uma matriz quadrada A são as raízes da correspondente equação característica.

A matriz A tem pelo menos um autovalor e no máximo n autovalores numericamente diferentes.

Os autovalores devem ser determinados primeiro. Com os autovalores determinados, os correspondentes autovetores são obtidos resolvendo o sistema de equações lineares.

Teorema 2:

Se x é um autovetor da matriz A correspondente a um autovalor λ, kx, com k0, também é.

Exemplo:

Determinar os autovalores e autovetores da seguinte matriz:

A

a) Determinação dos autovalores

2

1 2

1 2 2

x

x x

x

A x λ

( ) det( ) = − −

D λ A λ I

( − 5 −λ)( − 2 −λ)− 4 = 0

λ^2 + 7 λ+ 6 = 0

Aplicações na Engenharia

a) Considere o movimento horizontal do conjunto massa mola mostrado na Figura abaixo:

As deflexões horizontais x 1 e x 2 são medidas relativamente à posição de equilíbrio estático. As molas possuem rigidez k 1 , k 2 e k 3 , que são as forças requeridas para estender ou comprimir cada mola de uma unidade de comprimento.

As equações de movimento são:

21 1 1 2 (^21 )

2 1 k x k x x dt

d x m =− + −

2 2 1 2 3 2

2

2 2 k (^ x x ) k x dt

d x m = − +

Se x = (x 1 ,x 2 ) t^ é o vetor deflexão, então podemos reescrever as equações acima na forma:

A x dt

d x 2 = ⋅

2

Uma solução desta equação diferencial é dada por:

x = ve^ iwt

Onde: v éum vetor e iwt = cos( wt )+ i ⋅sin( wt ),comi= - 1

Aqui, temos um problema de autovalor do tipo Ax = λx, onde λ = - ω^2. Os possíveis valores de ω são as freqüências naturais que o sistema pode assumir.

Considerando o corpo livre na Figura abaixo, o momento de curvatura em x é M = -Py. Então:

2

  • p y = dx

d y

Onde:

EI

P

p^2 =

Para esse sistema, sujeita às condições de contorno y(0) = y(L) = 0, a solução geral é dada por:

y = A sin( px )+ B cos( px )

onde A e B são constantes arbitrárias que devem ser obtidas usando-se as condições de contorno.

Assim, se y(0) = 0 obtêm-se B = 0 e se y(L) = 0 obtêm-se A sin(pL) = 0.

Mas desde que A = 0 representa a solução trivial, concluímos que sin(pL) = 0. Assim, para que esta última igualdade seja válida devemos ter:

pL = n π, n = 1 , 2 , K

Portanto, existe um número infinito de valores que satisfazem as condições de contorno. A equação anterior pode ser resolvida para:

= , n = 1 , 2 , K L

n p

os quais são os autovalores para a coluna. Cada autovalor corresponde ao modo nos quais a coluna curva- se.

Soluções Numéricas

Nosso objetivo é apresentar métodos numéricos para a determinação dos autovalores e correspondentes autovetores de uma matriz A de ordem n.

A menos que a matriz seja de ordem baixa ou que tenha muitos elementos iguais a zero, a expansão direta do determinante para a determinação do polinômio característico é ineficiente.

Assim os métodos numéricos que estudaremos são obtidos sem fazer uso do cálculo do determinante. Tais métodos podem ser divididos em três grupos:

a) Métodos que determinam o polinômio característico; b) Métodos que determinam alguns autovalores; c) métodos que determinam todos os autovalores.

Nos dois últimos casos determinamos os autovalores sem conhecer a expressão do polinômio característico.

Observações:

  1. Em relação aos métodos do grupo a), uma vez determinado o polinômio característico de A, para calcular os autovalores devemos utilizar métodos numéricos para determinação de zeros de função. Nessa classe encontram-se, entre outros, os métodos de Leverrier e Leverrier-Faddeev.

  2. Os métodos do grupo b), chamados iterativos, são usados se não estamos interessados em todos os autovalores de A.

Exemplo: Sejam s 1 = 6, s 2 = 14, s 3 = 36 as somas das potências das raízes de um polinômio P(x). Determinar P(x). k = 1 ⇒ a 0 s 1 + a 1 = 0 ⇒ a 1 =− a 0 s 1

k = 2 ⇒ a 0 s 2 + a 1 s 1 + 2 a 2 = 0 ⇒ 2 a 2 =− a 0 s 2 − a 1 s 1

k = 3 ⇒ a 0 s 3 + a 1 s 2 + a 2 s 1 + 3 a 3 = 0 ⇒ 3 a 3 =− a 0 s 3 − a 1 s 2 − a 2 s 1

Tomando o coeficiente do termo de maior grau do polinômio igual a 1, isto é, fazendo a 0 = 1, obtemos por substituição nas expressões anteriores que:

a 1 (^) =− 6 a 2 (^) = 11 a 1 = 6

O polinômio procurado é:

P ( x )= x^3 − 6 x^2 + 11 x − 6

Para os métodos numéricos descritos a seguir usaremos a seguinte notação para o polinômio característico de uma matriz A, de ordem n:

P (λ )= (− 1 ) n^ [λ n − p 1 λ n −^1 − p 2 λ n −^2 −K− pn − 1 λ− pn ]

Método de Leverrier

Esse método fornece o polinômio característico de uma matriz A de ordem n.

Seja A uma matriz quadrada de ordem n. Se λ 1 , λ 2 , ..., λn são os autovalores da matriz A, isto é, se λ 1 , λ 2 , .... λn são os zeros do polinômio e se

então, pelo Teorema de Newton, temos que:

1

s k n

n i

k k =^ ∑ i ≤ ≤ =

kp (^) k = skp 1 s k − 1 −K− pk − 1 s 1 , 1 ≤ kn

Portanto, se conhecermos os sk, poderemos determinar os coeficientes p 1 , p 2 , ..., pn de P(λ).

Fazendo expansão direta do determinante de A – λI e usando o Teorema de Newton, tem-se que

p 1 = a 11 + a 22 +K+ a nn

Ou seja:

s 1 (^) = p 1 = tr ( A )

A soma dos autovalores de A é igual ao traço de A.

s 1 = tr ( A )= 1

2 (^2 ), 2 =

s = tr A AA = − s

3 (^3 ),^23 =

s = tr A AA = s

p 1 = s 1 ⇒ p 1 = 1

2 p 2 = s 2 − p 1 s 1 ⇒ p 2 = 2

3 p 3 = s 3 − p 1 s 2 − p 2 s 1 ⇒ p 3 =− 2

Assim:

3 2

3 3 2

2 3

2 1

3 3

P

P

P p p p

Calcular o Zero

Métodos que determinam alguns autovalores

Método das Potências

Consiste em determinar o autovalor de maior valor absoluto de uma matriz A, e seu correspondente autovetor, sem determinar o polinômio característico.

O método é útil na prática, desde que se tenha interesse em determinar apenas alguns autovalores, de módulo grande, e, que estes estejam bem separados, em módulo, dos demais.

Podem surgir complicações caso a matriz A não possua autovetores linearmente independentes.

O método das potências baseia-se no teorema a seguir.