

































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
10. Efésios (Moody)
Tipologia: Notas de estudo
1 / 41
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!


































Introdução Esboço Capítulo 1 Capítulo 3 Capítulo 5 Capítulo 2 Capítulo 4 Capítulo 6
INTRODUÇÃO
Autoria, Data, Lugar. Poucos críticos têm seriamente negado a autoria de Paulo nesta epístola. Mais ataques têm sido feitos à data e ao lugar da autoria tradicionalmente aceitos, como também aos destinatários tradicionais (veja abaixo). Efésios está no mesmo grupo cronológico das epístolas de Paulo aos Colossenses, Filemom e Filipenses, chamadas coletivamente de "As Epístolas da Prisão" porque foram escritas durante o primeiro aprisionamento romano de Paulo. Evidentemente Paulo chegou a Roma na primavera de 61. Atos fala que demorou dois anos inteiros em casa alugada por ele mesmo (Atos 28:30), o que faz chegar à primavera de 63. Provavelmente foi liberado antes do incêndio de Roma em 64. Em Filipenses ele já aguardava esse libertamento (1:19-26) uma esperança à qual ele se refere também em Filemom 22. Efésios, Colossenses e Filemom foram despachadas na mesma ocasião pelos mesmos mensageiros (Ef. 6:21, 22; Cl. 4:7-9; Fm. 12, 23, 24). Tentativas de colocar estas epístolas em período anterior, como se fossem escritas em alguma prisão, tal como Cesaréia ou mesmo Éfeso (George S. Duncan, St. Paul's Ephesian Ministry ) não têm tido sucesso. Não há bons motivos para rejeitarmos o lugar tradicional – Roma. Esta epístola, junto com Colossenses e Filemom, foi provavelmente escrita no ano 62. Destino da Epístola. Por causa das palavras em Éfeso ( en Epheso ) que não aparecem no manuscrito original do Códex Sinaiticus (Aleph) e
no Códex Vaticanus (B), dois dos mais antigos manuscritos existentes do Novo Testamento, há quem negue que esta epístola foi endereçada aos efésios. Outro ponto difícil é o fato que uma epístola escrita em Laodicéia foi mencionada em Cl. 4:16, mas não se mencionou Éfeso. Alguns crêem que esta epístola poderia ter sido uma circular endereçada a um grupo de diferentes igrejas (Este é o ponto de vista mais amplamente defendido hoje em dia. (Ed.). Parece mais provável, contudo, que uma congregação particular estava em vista, e não temos fortes motivos para rejeitarmos o destino aceito tradicionalmente - Éfeso (veja John W. Burgon, The Last Twelve Verses of St. Mark , 1959, pág, 169-187). Mesmo os manuscritos Aleph e B são intitulados aos Efésios ( Pros Ephesious ). Paulo permaneceu um tempo comparativamente longo em Éfeso quando fazia a sua terceira viagem missionária (Atos 19:1 - 20:1; 20:31). Sua associação com os crentes dali foi muito íntima, conforme prova sua maneira de se dirigir aos anciãos de Éfeso (Atos 20:17-38). Conteúdo da Epístola. Esta epístola, junto com a de Colossenses, enfatiza a verdade de que a Igreja é o corpo do qual Cristo é a Cabeça. Embora Paulo tivesse mencionado esta mesma verdade antes, em Romanos 12 e l Coríntios 12, aqui ele a desenvolve melhor. Não há nenhum outro ponto mais alto de revelação do que aquele que foi alcançado nesta epístola, a qual mostra o crente assentado com Cristo nos lugares celestiais e o exorta a viver de acordo com sua elevada vocação. Na realidade a epístola pode ser dividida em duas partes principais, cada uma contendo três capítulos. Em Ef. 1-3 o apóstolo conta aos crentes o que eles são em Cristo. Em Ef. 4-6 ele lhes diz o que devem fazer por estarem em Cristo. Já se sugeriu muitas vezes que o conteúdo da epístola pode ser resumido em três palavras, assentado , andando e firme. Pela posição, o crente está assentado com Cristo nos lugares celestiais (2:6); sua responsabilidade é andar condignamente ao chamado que lhe foi feito (4:1); e este andar é mais amplamente apresentado como uma guerra na qual ele está empenhado contra Satanás
C. A caminhada do amor. 5:1-14.
Andando em amor. 5:1 -7.
Andando na luz. 5:8-14. D. A caminhada sábia. 5:15 – 6:9.
Sendo circunspectos. 5:15-17.
Sendo cheios do Espírito Santo. 5:18 – 6:9. a. Regozijo e ação de graças. 5:19, 20. b. Submissão nos relacionamentos práticos. 5:21 – 6:9.
COMENTÁRIO
I. A Posição do Crente em Cristo. 1:1 - 3:21.
A. Saudações. 1:1, 2. As saudações em todas as epístolas de Paulo são notavelmente semelhantes. Embora esta seja a fórmula epistolar comumente usada por ele, há uma falta do elemento pessoal em Efésios mais do que na maioria das cartas de Paulo.
1. Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por vontade de Deus. Como nas outras epístolas, Paulo enfatiza que ele foi chamado por Deus para o especial ofício de apóstolo. Aos santos. No N.T., os santos são aqueles que foram separados, isto é, todos os crentes. Que vivem em Éfeso. Veja Introdução. E fiéis. Os crentes (cons. Gl. 3:9). A ausência do artigo diante da palavra fiéis no original indica que os santos são os crentes.
Em Cristo Jesus. Uma frase importante nesta epístola. Não importa qual seja a localização geográfica dos santos, sua verdadeira posição diante de Deus é em Cristo Jesus. Foram colocados em união vital com ele para que possam ser identificados com ele (cons. Jo. 14:20).
2. Graça a vós outros e paz. Esta mesma saudação se encontra em todas as epístolas de Paulo, embora nas pastorais fosse acrescentada a palavra misericórdia. A graça deve sempre preceder a paz. A palavra grega para graça , karis , está relacionada com a saudação comum grega, karein , mas dá à saudação uma ênfase visivelmente cristã. Paz é a costumeira saudação hebraica. Da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo. A preposição "de" da contração do não se encontra no original. Aqui está uma conexão muito íntima, que prova a identidade do Pai com o Senhor Jesus Cristo na sua essência.
B. Todas as Bênçãos Espirituais. 1:3-14. O crente é apresentado como o recipiente de toda sorte de bênção espiritual. Portanto ele não necessita buscar bênçãos adicionais de Deus. Deve, pelo contrário, apropriar-se das que já foram fornecidas. Todas as três Pessoas da Santa Trindade participam desta provisão de bênçãos espirituais.
1) Escolhidos pelo Pai. 1:3-6. A obra do Pai está mencionada em primeiro lugar.
3. Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. "Quase todas as epístolas de Paulo começam com alguma atribuição de louvor" (Alf). Observe o jogo de palavras no uso de bendito. Que nos tem abençoado. Somos convocados a bendizer a Deus, o qual já nos abençoou a nós. Mas é claro que Deus nos tem abençoado pelo que realizou, enquanto a nossa bênção em retribuição é de palavras, isto é, de louvor. Ele é o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Isto o identifica como o Deus verdadeiro, não alguma divindade falsa ou
antevistos ou quaisquer outros, é contrário às Escrituras e fútil. O motivo da escolha divina não se encontra em nós, mas apenas nEle (cons. Tt. 3:5; Ef. 2:8-10). A vontade de Deus é o fator determinante.
6. Para louvor da glória de sua graça. Observe o uso triplo desta expressão (cons. vs. 12,14). As três ocorrências desta frase assinalam a parte que as três Pessoas da Deidade desempenham na nossa salvação, dando-nos bênçãos que já recebemos. A mais importante motivação do universo é a glória de Deus. O "Westminster Shorter Catechism" expressa isto bem na resposta à sua primeira pergunta, "Qual é o principal objetivo do homem?" "O principal objetivo do homem é glorificar a Deus, e deleitar-se nEle eternamente". Sua graça. "A graça é imerecida, sem jus e irrecompensável" (Chafer). É o favor autodependente de Deus concedido aos homens pecadores, que apenas merecem a Sua ira. Que ele nos concedeu gratuitamente, no Amado. Mais literalmente, a qual livremente outorgou-nos. Aqui está um novo jogo de palavras no original – "Sua graça, a qual Ele favoreceu". É difícil expressá-lo em português. Esta concessão é no Amado ; isto é, no Senhor Jesus Cristo (cons. Cl. 1:13; Mt. 3:17).
2) Redimidos pelo Filho. 1:7-12.
7. No qual – isto é, Cristo – temos a redenção. Esta é a nossa possessão presente. Pelo seu sangue. As Escrituras apresentam o sangue de Cristo como o infinito preço da transação que envolveu a nossa redenção (cons. Atos 20:28; I Co. 6:20; I Pe. 1:18-20). Colossenses 1:14 faz paralelo com este versículo. A remissão dos pecados. Os fariseus fizeram a observação (pelo menos uma vez) de que nenhum homem pode perdoar pecados a não ser Deus (Mc. 2:7). O fato do Senhor Jesus Cristo perdoar é evidência de que é Deus.
Segundo a riqueza da sua graça. Novamente a ênfase sobre a completa ausência de mérito humano (cons. Rm. 5:21). Observe a palavra riqueza. Sua graça não tem limites.
8. Que Deus derramou abundantemente sobre nós. Deus abunda sob todos os aspectos. Ele é o Infinito. A sabedoria do Senhor Jesus Cristo é ilimitada, e Ele fez abundar para conosco a Sua sabedoria que foi posta à nossa disposição, como indica o versículo seguinte. 9. Desvendando-nos. A explicação de sua abundância. O mistério. No N.T. – a palavra mistério (literalmente, segredo ) indica algo que não foi claramente revelado antes, mas agora esclarecido. Segundo o seu beneplácito, que propusera em Cristo. Vemos novamente que Deus é completamente autodeterminante e auto- suficiente. 10. Na dispensação da plenitude dos tempos. A palavra dispensação significa "mordomia". Ela é usada no N.T, para se referir às diferentes administradores das bênçãos de Deus. Evidentemente a dispensação da plenitude dos tempos é a mordomia final confiada aos homens, a qual levará os propósitos de Deus a serem desfrutados pela história humana. O propósito mencionado resume-se na expressão, de fazer convergir nEle ... todas as coisas. Esta é uma observação literária (Robertson) – "que colocaria todas as coisas debaixo de Cristo" (cons. Cl. 1:8). Todas as coisas inclui toda a criação. Uma vez que Cristo é preeminente no propósito de Deus dentro do universo e na Igreja, o indivíduo que não tem Cristo preeminente em sua vida está inteiramente em desarmonia com propósito do Pai. 11. No qual fomos também feitos herança. Há uma diferença de opinião quanto ao grego nesta passagem – se está na voz ativa ou passiva. Esta última parece a mais provável, e assim poderíamos traduzir como consta. Somos herança de Cristo, como Ele é a nossa. Predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as causas, conforme o conselho da sua vontade. As palavras predestinados , propósito , conselho e vontade têm íntima ligação. Não
deste refrão faz-nos lembrar novamente o Deus triúno – Pai, Filho e Espírito Santo – três Pessoas, mas um só Deus.
C. A Primeira Oração de Paulo. 1:15-23. A oração que se segue baseia-se no parágrafo justamente concluso. Paulo pode orar dessa maneira porque Deus fez todas essas coisas pelo crente, levando-o desde o Seu eterno propósito na eternidade do passado até a consumação da redenção na eternidade futura. Observe que, contrastando com a maioria das nossas orações, a intercessão de Paulo foi primeiramente pelo bem-estar espiritual daqueles por quem ele orava.
15. Eu também, tendo ouvido a fé que há entre vós no Senhor Jesus, e o amor para com todos os santos. Às vezes nos esquecemos que, depois de salvas as pessoas, deveríamos orar com a mesma veemência que oramos pela sua salvação. A fé e o amor desses crentes efésios eram um incentivo para Paulo orar pelo seu continuado crescimento espiritual. 16. Não cesso de dar graças por vós. Por vós, isto é, graças a Deus pelo que Ele fizera pelos efésios. Fazendo menção de vós nas minhas orações. Paulo não considerava a oração como algo vago e indefinido. Ele se lembrava especificamente deles e de suas necessidades diante de Deus. 17. Que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo (cons. v.3), o Pai da glória. Isto é, o Pai caracterizado pela glória. Vos conceda espírito de sabedoria e de revelação. Provavelmente isto é objetivo; isto é, o Espírito Santo que dá sabedoria e revelação. No pleno conhecimento dele. Esta expressão indica pleno conhecimento experimental. 18. Iluminados os olhos do vosso coração. "O coração nas Escrituras é o próprio âmago e centro da vida" (Alf). Para saberdes. Só quando Deus nos ilumina é que podemos realmente saber o que Ele quer que saibamos. Qual é a esperança do seu chamamento. Esperança nas Escrituras é a certeza absoluta do bem futuro.
A riqueza da glória da sua herança nos santos. Compare com as "riquezas da sua graça" no versículo 7 (cons. também Dt. 33: 3, 4).
19. A suprema grandeza do seu poder. As frases que se seguem acumulam palavras que denotam todo o poder de Deus sobre nós. 20. O qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos. No V.T. o padrão para o poder de Deus é freqüentemente o livramento do Egito, especialmente a travessia do Mar Vermelho. Mas aqui está um padrão de poder muito maior. O próprio poder de Deus que ressuscitou Cristo dos mortos está à nossa disposição, e podemos experimentá-lo. Fazendo-o sentar à sua direita. Provavelmente as diversas referências a Cristo assentado à direita de Deus, no N.T., tem sua origem no Salmo 110. Nos lugares celestiais. Nesta segunda vez, das cinco em que foi usada esta frase, o sentido é evidentemente local: o Senhor Jesus está literal e corporalmente no céu. 21. Acima de todo principado ... e poder. Todo no sentido de "cada". Diferentes palavras foram usadas no N.T. para as diversas categorias e espécies de seres celestiais, para ambos, anjos santos e decaídos. Compare esta exaltação de Cristo com Fp. 2:8-11. No presente século. Uma palavra que se refere a tempo – **nesta dispensação.
3. Entre os quais também todos nós andamos outrora. Este nós faz contraste com o vós de 2:1. Nossa carne. O termo carne no N.T, é freqüentemente usado no sentido ético para se referir à velha natureza, aquela que herdamos de Adão. Fazendo a vontade da carne e dos pensamentos. Ao que parece, o corpo e a mente estão ligados, ambos fazendo parte da come, isto é, da velha natureza. Muitas pessoas costumara pensar nos pecados da carne como sendo apenas os diversos tipos de imoralidade, esquecendo que também existem os pecados da mente. Filhos da ira. Isto é, aqueles que estão sob a ira, cujo destino é a ira, sobre os quais a ira de Deus permanece (cons. Rm. 1:18; Jo. 3:36; veja também Hb. 10:26,27).
2) O Que Somos no Presente. 2:4-6. A Palavra de Deus está cheia de gritantes contrastes entre a incapacidade do homem e a suficiência do Senhor.
4. O escritor agora retorna à declaração que foi interrompida no versículo 2. Mas Deus. Este é o contraste salvador. Sendo rico em misericórdia (cons. as riquezas da Sua graça e da glória, 1:7,18). Não há limite para a misericórdia de Deus. Por causa do grande amor com que nos amou. As Escrituras indicam repetidamente que o amor de Deus para conosco, e não o nosso amor para com Ele, é a coisa mais importante (cons. I Jo. 4:9, 10). 5. Mortos em nossos delitos. Isto reverte à declaração de 2:1. Nos deu vida juntamente com Cristo. Aqui há um verbo composto que está ligado à palavra Cristo, para mostrar que o fato de estarmos vivos tem ligação com o fato dEle estar vivo, isto é, com Sua ressurreição. Pela graça sois salvos, está explicado e desenvolvido mais adiante, no versículo 8.
6. E juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus. As Escrituras ensinam que fomos identificados com o Senhor Jesus Cristo, não apenas em Sua morte (Rm. 6), mas também na Sua ressurreição e na Sua ascensão à direita do Pai. A palavra assentar é uma das grandes palavras desta epístola, indicando a posição que temos em Cristo, como participantes de uma redenção consumada e concluída e de uma vitória. Nos lugares celestiais. A terceira vez que esta expressão foi usada nesta epístola. Por causa de nossa posição em Cristo, já estamos potencialmente no céu, onde Ele realmente está.
3) O Que Seremos no Futuro. 2:7-10. O fato de Deus ter transformado pecadores redimidos em uma eterna lição objetiva de Sua graça, é espantoso, porém é verdade.
7. Para mostrar nos séculos vindouros. A Igreja servirá de eterna demonstração da graça de Deus. A suprema riqueza da sua graça (cons. 1:7) em bondade. (cons. Tt. 2:14; 3:4). 8. Porque pela graça sois salvos. Isto é, vós fostes salvos. A graça de Deus é a fonte de nossa salvação. Mediante a fé. Paulo não diz nunca por causa da fé , pois a fé não é a causa, apenas o canal por meio do qual recebemos a nossa salvação. E isto não vem de vós. A palavra isto não se refere nem à graça nem à fé, mas a todo o ato da salvação – "Essa salvação não vem de vós mesmos". Dom de Deus. Cons. Rm. 6:23. 9. Não de obras. Este é o complemento negativo da afirmação precedente. O Espírito Santo tem sido muito cuidadoso em resguardar esta preciosa doutrina da salvação pela graça contra todas as formas de heresia. Obras nas Escrituras são o produto ou fruto da salvação, não a causa dela.
2) Um Só Corpo. 2:13-18. Judeus e gentios foram unidos em Cristo, e o último agora está tão perto dele quanto o primeiro.
13. Mas agora. Isto é enfático. Indica um contraste à sua anterior posição. Em Cristo Jesus. Antes estavam no mundo (v. 12). Sua condição era sem esperanças. Agora estão em Cristo, com todos os privilégios do céu. Observe os diversos contrastes nestes versículos – **no mundo, em Cristo Jesus; naquele tempo, agora; separados, aproximados.
3) Um Só Edifício. 2:19-22. A figura da Igreja como um corpo humano transforma-se gradativamente na figura da Igreja como um grande edifício. O corpo
humano é também descrito como um edifício em várias passagens (por exemplo, I Co. 6:19; lI Co. 5:1).
19. Assim. A conclusão lógica do que foi escrito. Já não sois estrangeiros, e peregrinos. A presente posição desses gentios foi inteiramente revertida da sua condição anterior, descrita anteriormente neste capítulo. Mas concidadãos dos santos. Em Cristo, judeus e gentios têm uma nova cidadania (cons. Fp. 3:20, 21). 20. Edificados sobre o fundamento. A Igreja, que é o corpo de Cristo, está sendo apresentada aqui como um grande edifício, o templo de Deus. Os apóstolos. Os homens especialmente designados pelo Senhor Jesus Cristo no começo da Igreja. Eles não tiveram sucessores. E profetas. Não os profetas do V.T., mas os profetas cristãos, os profetas do N.T., alguns dos quais são mencionados e descritos no livro de Atos e nas epístolas. Sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular. Passagens como esta e I Pe. 2:5 ajudam-nos a entender o significado de Mt. 16:18. Pedro, sendo um apóstolo, foi uma das pedras fundamentais junto com os demais apóstolos e profetas, mas a estrutura como um todo está edificada sobre Cristo. Compare o que Paulo diz em I Co. 3:11. 21. Todo edifício. "O apóstolo está claramente falando de um só vasto edifício, o corpo místico de Cristo" (Alf). Esta interpretação está confirmada pela linguagem do que vem a seguir. Israel no V.T. tinha um templo de madeira e pedra. Em contraste com este, a Igreja é o templo (cons. I Co. 3:16; I Pe. 1: 2-9). Um templo é um lugar da habitação de Deus, como diz o versículo 22.
F. A Revelação do Mistério. 3:1-13. O apóstolo Paulo foi escolhido por Deus para esclarecer e explicar pelo menos duas grandes revelações. A primeira delas é o próprio Evangelho - as boas novas da salvação através da morte e ressurreição do Senhor Jesus Cristo. A segunda era a verdade da Igreja como o corpo
quando for revelado, só será compreendido pelos iniciados - aqui, aqueles que são salvos.
5. Como agora foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas, no Espírito. Exatamente como os homens santos de Deus foram inspirados pelo Espírito Santo nos tempos do V.T. (II Pe. 1 20, 21), assim também o foram os escritores do N.T. 6. Os gentios. O mistério não consistia em que os gentios queriam ser salvos – há muita coisa no V.T. relacionada com a salvação dos gentios, particularmente em Isaías – mas que seriam ligados aos judeus em um só corpo.
2) A Comunhão do Mistério. 3:7-23.
7. Ministro. Paulo transformou-se em servo pelo dom de Deus. Esta é a palavra traduzida para diácono – alguém que serve às mesas. Paulo jamais considerou o seu ofício como algo elevado que o afastasse dos outros homens. Ele sempre falou de si mesmo humildemente. 8. O menor de todos os santos. Em diversos outros lugares Paulo, lembrando-se do que fora antes de ser salvo e do que fizera à igreja, fala de si mesmo com auto-renúncia (cons. I Co. 15:9, I Tm. 1:15). A expressão traduzida para o menor de todos não é uma forma usual – comparativo do superlativo. Me foi dada esta graça. A graça de Deus foi dada a Paulo não principalmente para seu prazer, mas para que a passasse aos outros. De pregar aos coríntios. O Senhor Jesus deu esta palavra Ananias referindo-se a Paulo (Atos 9:15). Das insondáveis riquezas. Aqui novamente a palavra riquezas destaca-se como um adjetivo indicando seu caráter ilimitado. 9. E manifestar. Jogar luz sobre o que é a dispensação do mistério. Em alguns manuscritos encontramos a palavra mordomia em vez de dispensação. Desde os séculos oculto em Deus. Outra confirmação da definição do "mistério" antes citado. Que criou todas as coisas. Tudo o que existe, não simplesmente a criação física ou apenas a criação espiritual.
10. Nos lugares celestiais. A quarta ocorrência da frase na epístola. Outra indicação de que os seres celestiais estão observando a Igreja e vendo na Igreja o desdobrar da sabedoria de Deus. Ambos, anjos bons e maus, estão evidentemente admirados com a operação de Deus quando Ele redime homens e mulheres. 11. Segundo o eterno propósito. Cons. Rm. 81 29; Ef. 1:11. 12. Pelo qual. Isto é, em Cristo. Acesso com confiança. Fora de Cristo não podemos nos aproximar. Isso já foi demonstrado no cap. 2. A fé nele. Genitivo objetivo. Cristo é o objeto de nossa fé. 13. Nas minhas tribulações por vós. Compare com o que Paulo diz em Atos 20:18-35 sobre sua obra em Éfeso; também em II Co. 1:8-.
G. A Segunda Oração de Paulo. 3:14-21. Esta é a segunda oração de Paulo pelos efésios, e tal como a anterior em Ef. 1, relaciona-se principalmente com seu bem-estar espiritual. Enquanto a primeira oração se centraliza no conhecimento, esta focaliza o amor.
14. Por esta causa. Isto retoma o pensamento começado em 3:1. Evidentemente o pensamento principal deste capítulo é a oração, e 3:2- 13 é explanatório. Me ponho de joelhos. Embora as Escrituras não indiquem nenhuma posição corporal necessária à oração, o pôr-se de joelhos indica sincera reverência. Do Pai. Alguns manuscritos omitem as palavras de nosso Senhor Jesus Cristo. Há um jogo de palavras com a palavra Pai em 3:14 e a palavra traduzida para família (que é paternidade ) em 3:15. 15. Toda a família. Há duas possíveis explicações para isto. Alguns preferem cada família, com a idéia de que o conceito de família ou paternidade vem de Deus. Isto é verdade, é claro, embora menos comum. Gramaticalmente a outra explicação parece encaixar-se melhor no contexto das Escrituras de um modo geral; isto é, toda a família. A expressão tanto no céu como sobre a terra parece favorecê-la. Isto é, toda a família dos redimidos – aqueles que já partiram e aqueles que