Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


153 linux basico, Notas de estudo de Física

linux Basico

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 23/04/2012

verde_amarelo
verde_amarelo 🇧🇷

4.7

(93)

206 documentos

1 / 33

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
APOSTILA DE LINUX B
ASICO
Diego Lages Felipe Quintella Fernando Correa Paulo H B de Oliveira
Copyleft
c
1998 LINUX SOLUTIONS
Esse trabalho pode ser copiado livremente em partes ou no to do desde que se mantenham os
nomes dos autores e todo trabalho derivado dela mantenha-se aberto e as informac~oes aqui
contidas n~ao sejam deturpadas - Licenca GPL (
http://www.gnu.org/philosophy
)
LINUX SOLUTIONS e uma empresa de Consultoria e Desenvolvimento em Linux
http://linuxsolutions.net
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21

Pré-visualização parcial do texto

Baixe 153 linux basico e outras Notas de estudo em PDF para Física, somente na Docsity!

APOSTILA DE LINUX B

ASICO

Diego Lages Felip e Quintella Fernando Correa Paulo H B de Oliveira

[email protected] [email protected] [email protected] [email protected]

Copyleft c^1998 LINUX SOLUTIONS

Esse trabalho p o de ser copiado livremente em partes ou no to do desde que se mantenham os nomes dos autores e to do trabalho derivado dela mantenha-se ab erto e as informac~oes aqui contidas n~ao sejam deturpadas - Licenca GPL (http://www.gnu.org/philosophy)

LINUX SOLUTIONS e uma empresa de Consultoria e Desenvolvimento em Linux http://linuxsolutions.net

Sumario

  • 1 Motivac~ao
    • 1.1 Por qu^e Linux?
  • 2 Conceitos
    • 2.1 Intro duc~ao
    • 2.2 O UNIX
      • 2.2.1 De nic~ao
      • 2.2.2 Historia
    • 2.3 O Linux
      • 2.3.1 De nic~ao
      • 2.3.2 Historia
      • 2.3.3 As Distribuic~oes de Linux
      • 2.3.4 O que o Linux oferece
  • 3 Primeiros Passos
    • 3.1 Instalac~ao
      • 3.1.1 Intro duc~ao
      • 3.1.2 Instalac~ao
    • 3.2 Manutenc~ao e atualizac~ao de programas
    • 3.3 Con gurac~ao do LILO
    • 3.4 Con gurac~ao do XWindow
    • 3.5 Adic~ao de novos usuarios
  • 4 Comandos Basicos
    • 4.1 Intro duc~ao
    • 4.2 Comandos basicos
    • 4.3 Redirecionamento da entrada e sada de comandos
  • 5 O Sistema de Arquivos
    • 5.1 Intro duc~ao
    • 5.2 A Estrutura de diretorios
    • 5.3 Protec~ao de Arquivos
    • 5.4 Protec~ao de Arquivos
  • 6 Aplicativos Basicos
    • 6.1 O editor de textos vi
    • 6.2 O bash
    • 6.3 O editor de textos Emacs
      • 6.3.1 Historia
      • 6.3.2 Usando o Emacs
  • 7 Aplicativos de Rede
    • 7.1 Intro duc~ao
    • 7.2 FTP
    • 7.3 Telnet
    • 7.4 E-MAIL
    • 7.5 DNS
    • 7.6 NFS
  • 8 O XWindow
    • 8.1 De nic~ao e historia
    • 8.2 Window managers
      • 8.2.1 Con gurando um novo Window Manager
  • 3.1 XF86Setup: Con gurando a placa de vdeo Lista de Figuras
  • 4.1 Rxvt: onde s~ao digitados os comandos basicos no Linux
  • 6.1 XEmacs em ac~ao: Programando em C
  • 8.1 Window Maker em ac~ao
  • 4.1 Comandos mais usados Lista de Tab elas
  • 4.2 Arquivos padr~oes de entrada e sada de comandos
  • 4.3 Redirec~ao de arquivos
  • 5.1 Protec~ao de arquivos
  • 5.2 Classi cac~ao de diretorios: EstaticosVariaveis, CompartilhaveisN~ao-Compartilhaveis
  • 7.1 FTP UNIX

Captulo 2

Conceitos

2.1 Intro duc~ao

Para se aprender a utilizar o Linux/UNIX e necessario, primeiramente, ter uma ideia geral do que e cada um e da historia que amb os sistemas passaram ate atingir o estagio de desenvolvimento atual. Para resp onder a essas duas p erguntas, vamos seguir uma serie de topicos que unidos resp onder~ao a nossa p ergunta.

2.2 O UNIX

2.2.1 De nic~ao

O UNIX e um sistema op eracional multitarefa, multiusuario, dip onvel para diversos hardwares. Ele e multiusuario p orque p ossui a capacidade de criar opc~oes esp ec cas para cada usuario as quais s~ao ativadas uma vez que usuario se loga no computador. Ele e multitarefa, p ois diferentemente do MS-DOS e do Windows, uma p essoa p o de executar varios programas ao mesmo temp o, inclusive varias p essoas p o dem usar o mesmo computador, ao mesmo temp o, atraves de logins remotos. O UNIX ro da em diversos hardwares, desde um computador de b olso ate um mainframe. Alem disso, o UNIX apresenta uma vasta gama de p ossibilidades relacionadas a rede, como sistema de quota de disco, ftp, e-mail, WWW, DNS, p ossibilidade de diferentes nveis de acesso, de ro dar programas em background (deixar o programa ro dando enquanto n~ao se esta logado) etc.

2.2.2 Historia

As razes do sistema UNIX encontram-se da necessidade, na decada de 70, de um sistema multitarefa con avel e aplicavel ao ambiente dominante na ep o ca, um mainframe (um grande computador central) e uma serie de terminais ligados a ele. Abaixo listamos um cronograma da criac~ao do UNIX:

 1965: Os Lab oratorios Bell com o MIT e a General Eletric comecam um programa grandioso de criar um

novo sistema op eracional, Multics, que seria multi-usuario, multitarefa e teria um sistema de arquivos hierarquico.

 1970: A AT&T insatisfeita com o progresso do Multics cortou o pro jeto e alguns programadores da

Bell que trabalharam no pro jeto, como Ken Thompson e Dennis Dennis Ritchie implementaram a primeira vers~ao do sistema de arquivos do UNIX em um computador PDP-7 com alguns utilitarios. Brian Kernighan deu o nome do novo sistema de UNIX como deb o che em relac~ao ao Multics

 01/01/1970: Temp o zero do UNIX
 1973 O UNIX e reescrito em C, uma nova linguagem de programac~ao desenvolvida p or Dennis Ritchie.

Sendo escrito em uma linguagem de alto nvel cava facil p ortar para novas maquinas.

 1974: Thompson e Ritchie publicam um artigo sobre o novo sistema op eracional chamado UNIX que

gera um grande entusiasmo no meio acad^emico e a AT&T licencia o UNIX para universidades e empresas.

 1977: Existem agora cerca de 500 computadores com Unix no mundo to do.
 1984: Existem cerca de 100.000 computadores com UNIX ro dando em diferentes plataformas.
 1988: AT&T e Sun se unem para desenvolver Solaris e UnixWare.
 1997: Foram vendidos cerca de 4 milh~oes de sistemas Linux no mundo to do.

O UNIX tem varios sab ores, dentre os mais conhecidos, comerciais: Solaris, HP-UX, AIX e livres: FreeBSD e Linux.

2.3 O Linux

2.3.1 De nic~ao

O Linux e um tip o de UNIX criado p or hackers como uma alternativa barata e funcional para quem n~ao esta disp osto a pagar o alto preco de um sistema UNIX ou n~ao tem um computador rapido o su ciente. Daqui para frente, quando nos referirmos a UNIX estaremos nos referindo aos sistemas comerciais, sem codigo fonte disp onvel como Solaris, AIX, Irix, diferentemente do Linux. Na ess^encia, utilizar o Linux e 95% igual a utilizar os UNIX comerciais o que garante, que uma vez aprendendo a usar o Linux, eventualmente precisando usar um UNIX comercial, p o de-se tirar isso de letra isso. Como o Linux e muito parecido com o UNIX e e mais acessvel que os UNIX comerciais, vamos nos basear nele e quando houver uma diferenca muito grande tentaremos ap ontar.

2.3.2 Historia

O Linux comecou com a ideia de um estudante chamado Linus Torvalds de criar um clone dos sistemas UNIX da ep o ca que eram caros e n~ao ro davam no PC 386 que ele tinha em casa. Assim, ele p egou um UNIX educacional chamado Minix e passou a escrever um Minix melhor que o Minix, o qual ele registrou na licenca GPL (General Public License). Essa licenca a rma que n~ao se deve fechar o codigo de qualquer trabalho derivado do programa com essa licenca. O nome Linux deriva de

Linux = Linus + UNIX

Logo, varias p essoas tomaram conhecimento dessa iniciativa p ela Internet e se enstusiasmaram, passando a contribuir com o sistema que ho je e totalmente funcional, rapido, barato, atualizado e contando com milhares de aplicativos.

2.3.3 As Distribuic~oes de Linux

Algumas rmas e organizac~oes de voluntarios decidiram juntar os programas do Linux em \pacotes" proprios aos quais elas d~ao sup orte. Esses \pacotes" s~ao chamados distribuic~oes, dentre as mais famosas e usadas, destacam-se: Debian, RedHat, Slackware, SuSE, Caldera e Stamp ede.

2.3.4 O que o Linux oferece

O Linux oferece diversas vantagens a quem o usa. Dentre elas, destacamos

 Sistema multitarefa de 32 ou 64 bits
 Sistema gra co XWindow
 Sup orte a diversas linguagens como Java, C, C++, Pascal, Lisp, Prolog e outras

Captulo 3

Primeiros Passos

3.1 Instalac~ao

3.1.1 Intro duc~ao

Vamos dar uma ideia geral do que e uma instalac~ao e con gurac~ao inicial do Linux. A primeira coisa que vo c^e tem que fazer e sab er se seu equipamento p ossui os pre-requisistos nescessarios para ro dar o sistema que vo c^e escolheu. Isso parece bastante obvio, mas nunca e demais lembrar. Pegue to dos os manuais de hardware que vo c^e tem e prepare-se para resp onder algumas p erguntas, durante a instalac~ao.

3.1.2 Instalac~ao

Em seguida, prepare uma partic~ao para seu sistema. Para isso, crie um disco de b o ot (muitos computa- dores ja inicializam atraves do CD n~ao sendo necessario fazer esse disquete) e com o gerenciador de partic~oes do seu sistema atual (fdisk no DOS) delete uma partic~ao com o espaco que pretende usar. Ent~ao, reinicialize o computador com o CD e use o fdisk deste para criar duas partic~oes, uma de swap (n~ao e necessario, mas e altamente recomendavel, ja que a sua memoria RAM n~ao e in nita) e uma partic~ao Linux primaria, e onde seu sistema sera instalado. Observac~ao: n~ao e uma ma ideia colo car a pasta usr (onde seus programas s~ao instalados em uma partic~ao separada p ois, caso seja necessario re-instalar vo c^e n~ao os p erdera. Tendo sido isto feito, inicie o programa de instalac~ao basico (isso normalmente ja e feito ao iniciar o computador) e siga as instruc~oes deste para instalar o sistema basico (o mnimo necessario para ser p ossvel manusear o sistema). Exemplo: Instalac~ao da Debian GNU/Linux

 Con gura-se a BIOS para b o otar p elo CD, se ela tiver essa capacidade
 Com o CD no drive se da reb o ot na maquina ou usa-se o disquete de b o ot
 Vai aparecer uma tela p erguntando se vo c^e quer o menu colorido ou mono cromatico. Escolha a opc~ao

compatvel com seu monitor

 Segue-se um menu com uma serie de opc~oes. Va escolhendo cada uma na ordem
  1. Con gura-se o teclado
  2. Instala-se e escolhem-se os modulos a erem carregados com o kernel 1
  3. Instala-se o sistema basico
  4. Con gura-se o sistema basico.
 Reb o ot na maquina.

(^1) Exemplo: se vo c^e pretende conectar a maquina a Internet p or meio de uma conex~ao discada, vo c^e tera que carregar o modulo corresp ondente ao proto colo de seu servidor, ou PPP ou SLIP dentro do submenu net.

Observac~ao: Quando se der a escolha dos modulos, e nescessario estar certo que vo c^e escolheu to dos os modulos corresp ondentes ao seu hardware, uma vez, que caso se esqueca de algo, este algo n~ao funcionara. Provavelmente, a distribuic~ao que vai instalar p ossui um programa gra co ou textual de menu que p ermitira a escolhas dos programas mais convenientes para a nalidade a qual vo c^e destina seu computador. E muito comum que esse programas estejam arrumados em grup os, o que facilita bastante a pro cura p or um esp ec o e a decis~ao sobre o que e nescessario instalar. Algumas sugest~oes sobre programas essenciais para nalidades esp ec cas

 Servidor de rede: DNS, FTP server e cliente, HTTP server, Ghopher, programas relacionados a rede

como telnet e XWindow.

 Provedor de accesso discado: o mesmo que acima mais a parte relacionada a comunicac~ao com os

mo dems (programas gerenciandores das p ortas seriais e um servidor de discagem).

 Pessoal: XWindow, multimdia e editores basicos.
 Desenvolvedor: XWindow, editores basicos, compiladores e debugadores.

3.2 Manutenc~ao e atualizac~ao de programas

Dentro do mundo Linux, ha varias formas de \empacotar" os programas a serem instalados. Se a sua distribuic~ao p ossuir sup orte a algum tip o de pacotes binarios, d^e prefer^encia a estes, uma vez que s~ao mais simples e menos sujeitos a erros do que p egar a fonte dos programas, compilar e copiar para o destino. Aqui vamos cobrir os dois empacotadores mais comuns e a forma de lidar com a fonte dos programas.

  1. RPM: Caso a sua distribuic~ao use o RPM como empacotador padr~ao (como a RedHat), use os par^amentros abaixo para executar as func~oes mais comuns. rpm -i { instalac~ao simples -U { atualizac~ao de um programa de uma vers~ao anterior para uma mais recente. -no deps { ele n~ao pro cura dep end^encias ( util no caso de precisar instalar varios pacotes relacionados, dessa forma a ordem n~ao imp orta) -force { forca a instalac~ao mesmo quando o sistema julga que ela n~ao e aconselhavel Observac~ao: Ha uma serie de outros par^ametros menos usados. Use rpm {help para ver outras opc~oes.
  2. DPKG: Utilizado para manusear os pacotes da distribuic~ao Debian. dpkg par^ametros nome do pacote -i { instalar -r { remover Observac~ao: Tambem p o de-se usar o comando dpkg {help para obter uma a juda completa Observac~ao: No caso da Debian (onde o DPKG e utilizado) existe tambem um programa chamado alien que faz a migrac~ao de um tip o de pacote para outro.
  3. Arquivos .tar.gz ou .tgz: Esta e a forma mais confusa de instalac~ao, p ois esses arquivos nada mais s~ao do que a fonte do programa compactada. A primeira coisa a fazer e descompactar os arquivos. Para isso digite tar -xzvf nome do arquivo

other = /dev/hdb lab el = DOS loader = /b o ot/any d.b table = /dev/hdb

DOS b o otable partition con g ends

Como nota-se, esse arquivo e dividido em duas partes: uma para as con gurac~oes gerais ao carregar o Linux e outra para os sitemas que p o der~ao ser carregados na inicializac~ao. Na segunda parte, ha uma sec~ao para o Linux, o qual esta instalada na segunda partic~ao do primeiro disco (/dev/hda2). Tambem ha uma parte para o DOS que esta instalado na mesma maquina, so que no sgundo disco. Os principais par^ametros desse arquivo signi cam append=\linha de comando" { Linha de comando que e mandada para o kernel quando o Linux carrega. boot=setor de boot { De ne o setor de b o ot. delay=tempo de espera { Temp o que o LILO esp era antes dar b o ot usando a primeira partic~ao. message=arquivo de mensagem { De ne um arquivo contendo uma mensagem que sera mostrada apos o prompt de b o ot. password=senha { De ne uma senha prompt { Forca o usuario a entrar um b o ot prompt. Faz o temp o car desnecessario. timeout=tempo de espera { Temp o de esp era p or um comando de teclado (se de nido como 0 o LILO esp erara para sempre. verbose=nvel { Liga uma serie de mensagens quanto maior for o nvel, mais mensagem vo c^e vai receb er. vga=modo { Diz ao LILO que mo do VGA ele deve usar. As opc~oes s~ao NORMAL, EXTENDED, ASK ou um valor decimal.

3.4 Con gurac~ao do XWindow

Ha 3 mo dos de se con gurar o XWindow, atraves de uma programa chamado XF86Setup, de outro chamado xf86con g e na m~ao! Aqui nos vamos cobrir os dois primeiros programas uma vez que con gurar na m~ao e b em mais confuso e trabalhoso alem de n~ao trazer vantagem alguma.

  1. XF86Setup Esse programa vem includo no XServer VGA16. Se vo c^e n~ao instalou esse XServer, esqueca esse programa. Executando-o, ele inicia um programa gra co no qual vo c^e deve escolher o seu teclado, o mouse, a placa de video, o monitor e a resoluc~ao desejada. Quando for escolher o mouse, preste atenc~ao na p orta que ele esta conectado (ps2 ou serial). Se for ps2, escolha psaux. Vale tambem lembrar que na hora de escolher o monitor, deve-se prestar atenc~ao na taxa de refresh, p ois se vo c^e escolher uma taxa maior corre o risco de dani car seu monitor. Uma vez con gurado digite startx para testar a con gurac~ao. Observac~ao: Caso dep ois de executar o startx d^e uma mensagem de erro parecida como essa \Can't connect X11 Server", execute o XF86Setup novamente; Na sec~ao de placas (video cards), escolha a sua placa. Dep ois clicando o b ot~ao de con gurac~ao avancada, olhe para o top o da tela onde vera uma serie de servers (mono, vga16, svga etc). Veja o que esta marcado e anote. Saia do programa va ate o diretorio /etc ou /etc/X11 e edite o aquivo chamado Xserver tro cado uma linha contendo um dos servers que vo c^e viu anteriormente p elo XServer que vo c^e anotou.
  2. xf86con g Esse programa ira fazer uma serie de p erguntas textuais e vo c^e resp ondera uma p or uma esp eci cando mouse, placa de vdeo e monitor.

Figura 3.1: XF86Setup: Con gurando a placa de vdeo

3.5 Adic~ao de novos usuarios

Ate agora, vinhamos usando a conta ro ot que e a conta do \sup er usuario" ou administrador do sistema. Essa conta e destinada somente a manutenc~ao do sistema e n~ao p ossui nenhuma restric~ao. Isto e, se vo c^e cometer algum erro usando essa conta n~ao havera nada que imp eca que vo c^e dani que o sistema. Por essa raz~ao e imp erativo que se crie uma conta normal para vo c^e proprio p o der explorar o sistema sem riscos. Para criar uma nova conta siga as seguintes instruc~oes:

 Digite adduser nome { onde o nome e o nome da conta que vo c^e quer criar
 Entre com uma senha e repita a op erac~ao quando solicitado

Pronto. Uma vez criada a nova conta, vo c^e p o de ou sair da conta ro ot e se logar na nova conta ou digitar Alt Fn (onde o Fn e qualquer tecla de F1 a F6) e exp erimentar logar na nova conta.

Com o temp o, e p ossvel memoriza-los. O manual online serve para a judar na hora de descobrir a func~ao de um comando e suas opc~oes. Para sab er mais sobre um comando digite

man comando

4.2 Comandos basicos

Abaixo, temos uma tab ela dos comandos basicos mais usados. Na primeira coluna, temos o nome do comando e na segunda a sua func~ao. Na terceira coluna, temos a sua sintaxe e na ultima coluna os par^ametros mais usados para cada um deles.

COMANDO FINALIDADE SINTAXE PAR AMETR^ OS

ls Lista o conte udo ls -lar diretorio -l: lista longa de um diretorio -a: lista de arquivos o cultos -r: lista recursivamente rm Apaga arquivos rm -irf arquivo -i: apaga con rmando e diretorios -r: apaga recursivamente -f: apaga forcadamente cd Tro ca de diretorio cd diretorio mv Renomeia arquivos mv fonte destino cp Copia arquivos cp fonte destino cpio Copia arquivos, cp fonte destino preservando p ermiss~oes mkdir Cria um diretorio mkdir diretorio... rmdir Apaga um diretorio rmdir diretorio... touch Cria um arquivo vazio touch arquivo... more Paginador de arquivos more [arquivo... ] clear Limpa tela clear su Tro ca de login su [-] [login] find Pro cura em arquivos em diretorios find caminho express~ao -name: pro cura p elo nome ps Mostra os pro cessos ro dando ps -aux -a: pro cessos de to do mundo na maquina -x: mostra pro cessos que n~ao foram iniciados no console -u: fornece o nome do usuario e a hora de incio grep Pro cura padr~oes grep express~ao arquivo... em um arquivo df Mostra espaco em disco livre df partic~ao du Mostra o uso de disco du -s arquivo... -s: mostra ap enas o total pwd Mostra o nome pwd do diretorio corrente finger Mostra informac~oes finger usuario... sobre um usuario

Tab ela 4.1: Comandos mais usados

Observac~ao: Para apagar um diretorio e seus sub diretorios, use rm -rf diretorio. Muito cuidado ao apagar algo. N~ao tem volta. Observac~ao: Para colo car um comando em background digite & no nal da linha. Por exemplo, grep express~ao arquivos & vai pro curar express~ao dentro de arquivos, enquanto p ermite que vo c^e continue a digitar outros comandos.

4.3 Redirecionamento da entrada e sada de comandos

Uma das caractersticas mais imp ortantes do UNIX e o p o der de combinar varios comandos para obter uma informac~ao. Isso e conseguido mandando dados serem transmitidos para um arquivo, para a tela ou para um programa e obtidos de um arquivo, teclado ou programa, sempre de uma forma padr~ao.

 A sada de um comando p o de ser direcionada para um arquivo ou para a tela.
 A entrada de um comando p o de ser obtida do teclado ou de um arquivo.
 Alem disso, a sada de um comando p o de ser diretamente mandada como entrada de outro.

Existem 3 tip os de arquivos de sada e entrada de programas.

stdin 0 Entrada padr~ao de um comando stdout 1 Sada padr~ao de um comando stderr 2 Sada de erro padr~ao de um comando

Tab ela 4.2: Arquivos padr~oes de entrada e sada de comandos

Veja os tip os de redirecionamento de arquivos abaixo:

Smb olo Redirec~ao > Redirec~ao para sada >> Redirec~ao da sada para o m do arquivo

j Redirec~ao da sada de um comando para a entrada de outro

> Redirec~ao da entrada

Tab ela 4.3: Redirec~ao de arquivos

Um exemplo de redirec~ao de sada seria:

cat arquivo1 arquivo2 > arquivo

Esse comando concatena o arquivo com o arquivo2 e joga o resultado em arquivo3. Outro exemplo:

cat arquivo1 >> arquivo

O arquivo 2 e inserido no m do arquivo2. Agora um exemplo de redirec~ao de entrada:

cat < arquivo

O arquivo1 e criado a partir do que digitarmos no teclado. E o editor de textos mais simples que se p o deria ter no Linux. Um exemplo de redirec~ao de sada de erro: startx 2> erros Esse comando vai iniciar o XWindow a partir do console jogando to dos os erros no arquivo: erros. Por ultimo, a ideia mais imp ortante de redirec~ao de arquivos: o pip e. O que sai de um comando e a entrada de outro comando. Por exemplo, digamos que vo c^e digita ls e existem muitos arquivos e o resultado passa muito rapido na tela. Vo c^e p o de jogar a sada do comando ls para o comando more que pagina um arquivo para a tela.

ls j more

/ Diretorio raiz /bin Comandos essenciais /b o ot Arquivos de b o ot /dev Arquivos de disp ositivos /etc Arquivos de con gurac~ao do sistema /home Arquivos dos usuarios do sistema /lib Bibliotecas compartilhadas /mnt Diretorio para montar partic~oes temp orariamente /pro c Informac~oes sobre pro cessos do sistema /ro ot Diretorio home do administrador do sistema /sbin Arquivos executaveis essenciais ao sistema /tmp Arquivos temp orarios /usr Outra hierarquia secundaria /var Dados variaveis Cada diretorio guarda arquivos esp ec cos. A organizac~ao de diretorios no Linux e resultado de um esforco conjunto de padronizac~ao chamado de Linux File System Standard (LFSSNTD). Essa padronizac~ao n~ao e fechada e visa ser uma refer^encia para p or desenvolvedores e usuarios de Linux.

 / { Onde s~ao montados outros diretorios e onde ca o kernel ou, p elo menos, um link para o diretorio

b o ot.

 /bin { Contem comandos essenciais que s~ao usados tanto p elo administrador do sistema como p elos

usuarios, como p or exemplo: cat, cp, date, more etc.

 /dev { Contem uma entrada para cada disp ositivo (p eriferico) do sistema. No Linux, cada hardware

tem um device ou arquivo asso ciado. Por exemplo, a primeira IDE e /dev/hda e dentro dela a primeira partic~ao e /dev/hda1, a segunda /dev/hda2. O sequencer da placa de som e o /dev/sequencer.

 /etc { Guarda arquivos e diretorios de con gurac~ao que s~ao lo cais ao computador. N~ao existem arquivos

binarios nesse diretorio. /etc X11 con gurac~ao do XWindow skel esqueleto de con gurac~ao do usuario (contem os arquivos que s~ao copiados para cada usuario quando da criac~ao da sua conta).

 /home { Diretorios de arquivos dos usuarios.
 /lib { Bibliotecas do sistema, como p or exemplo a biblioteca da linguagem C.
 /mnt { Diretorio para montar sistemas de arquivos temp orariamente.
 /pro c { Sistema de arquivos que mantem informac~oes sobre os pro cessos, memoria, CPU e estado do

sistema.

 /ro ot { Diretorio home do ro ot (op cional), p o dendo ser /home/ro ot.
 /sbin { Binarios essenciais do sistema: shutdown, fdisk, reb o ot, up date.
 /tmp { Arquivos temp orarios. Geralmente, limpados a cada inicializac~ao do sistema.
 /usr { Outro sistema de arquivos dentro do sistemas de arquivos, compartilhavel e somente de leitura.

/usr /X11 X Window System, vers~ao 11 - release 6 /bin A maioria dos comandos /dict Lista de dicionarios /do c Do cumentac~ao de programas /games Jogos e programas educacionais /include Arquivos de inclus~ao usados p or programas escritos em C /info Informac~ao sobre programas /lib Bibliotecas dos programas /lo cal Hierarquia lo cal (para programas extras) /man Manuais online dos programas /sbin Programas para o administrador, n~ao essenciais ao sistema /share Dados indep endentes de arquitetura /src Codigo fonte de programas (onde ca o fonte do kernel)

 var { Contem arquivos de dados variaveis. Isso inclue os diretorios de sp o ol, dados administrativos

e de logging e arquivos temp orarios e transientes. O /var foi criado para ser p ossvel montar o /usr somente de leitura.

/var /catman Paginas de manuais formatadas /lib Informac~ao de estado dos programas /lo ck Arquivos de lo ck /log Arquivos e diretorios de logging /named Arquivos de DNS /nis Banco de dados de NIS (Network Information Service) /run Arquivos relevantes para pro cessos que est~ao sendo executados /sp o ol Diretorios e arquivos em la para p osterior uso /tmp Arquivos temp orarios. Usado para manter o /tmp p equeno

Uma instalac~ao organizada em partic~oes do Linux em um HD de 850 Mbytes seria:

 50 MBytes para o diretorio raiz (/)
 500 MBytes para o diretorio /usr
 50 MBytes de memoria virtual (swap)
 150 MBytes para o diretorio dos usuarios (/home)
 50 MBytes para o diretorio /tmp
 50 MBytes for /var

Lembre-se do ditado:

"Se guardo to dos os ovos em uma cesta so e ela cair, p erco to dos os meus ovos. Agora se os separo em varias cestas, a probabilidade de p erder to dos e menor."

Por isso, tente separar seus diretorios em partic~oes diferentes.

5.3 Protec~ao de Arquivos

As protec~oes do Linux s~ao formados p or 10 bits. Abaixo temos listados os arquivos de um diretorio: