
























Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
1.1 Por qu^e Linux? Ha algum tempo, uma realidade tem intrigado pessoas ligadas a informatica: como uma area t~ao complexa e fascinante como a computac~ao pode ter uma unica empresa fornecedora de todas soluc~oes? Essa empresa ja foi a IBM e, atualmente, e a Microsoft. Desde simples usuarios, passando por programadores e analistas, chegando aos gerentes, todos so enxergam uma soluc~ao para todos os problemas resolvidos pela computac~ao: aquela que vem dessa empresa. Nos, pro
Tipologia: Notas de estudo
1 / 32
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!

























1.1 Por qu^e Linux?
Ha algum temp o, uma realidade tem intrigado p essoas ligadas a informatica: como uma area t~ao complexa e fascinante como a computac~ao p o de ter uma unica empresa fornecedora de to das soluc~oes? Essa empresa ja foi a IBM e, atualmente, e a Microsoft. Desde simples usuarios, passando p or programadores e analistas, chegando aos gerentes, to dos so enxer- gam uma soluc~ao para to dos os problemas resolvidos p ela computac~ao: aquela que vem dessa empresa. Nos, programadores, analistas e amantes da computac~ao devemos conhecer outras alternativas para p o dermos optar p ela mais con avel, barata, adequada a situac~ao, a prova de falhas e extensvel para futuras mudancas de realidade. O Linux, atualmente, tem recebido ap oio de varias empresas como Netscap e, Corel, Digital, SUN, Intel e Oracle. To das usam Linux e desenvolvem pro dutos para Linux. As estimativas de seu uso variam entre 5 e 10 milh~oes de computadores. Ele tem ganho muita aceitac~ao e propaganda no mundo inteiro. Ano passado, 105 maquinas Alpha Digital com Linux, ligadas em rede, renderizaram as cenas do lme Titanic, durante 3 meses, ininterruptamente e, mais recentemente, a Netscap e lib erou o codigo fonte do seu navegador com o intuito de "contratar" programadores ao redor do mundo. O seu presidente tomou essa decis~ao baseado em varios fatos, entre eles o de que a maioria dos programadores com quem ele conversava a rmava que trabalhavam com o Windows e usavam o Linux em casa. A Oracle e a Corel est~ao p ortando seus aplicativos para Linux. Em to das as grandes empresas do mundo tem p elo menos um sistema Linux instalado. O Linux p ossui varias vantagens, tanto do p onto de vista do usuario comum, quanto dos mais exp erientes. Em p oucas palavras, e um sistema estavel, barato, que vem com o codigo fonte, totalmente con guravel, p er- mite o aproveitamento de to do o p otencial do computador, alem de estar disp onvel para varias plataformas como SUN, PC 386/486/Pentium, Alphas, Macs, Silicons, PalmPilots. Penso que o maior b enefcio do Linux e o ambiente de aprendizado que ele prop orciona. Nossas mentes se abrem. Passamos a acreditar em padr~oes industriais, p esquisar a melhor ferramenta/linguagem de progra- mac~ao para resoluc~ao de um determinado problema, p o demos ate colab orar em um pro jeto vendo-o crescer e aprendendo muito com ele.
gera um grande entusiasmo no meio acad^emico e a AT&T licencia o UNIX para universidades e empresas.
O UNIX tem varios sab ores, dentre os mais conhecidos, comerciais: Solaris, HP-UX, AIX e livres: FreeBSD e Linux.
2.3 O Linux
O Linux e um tip o de UNIX criado p or hackers como uma alternativa barata e funcional para quem n~ao esta disp osto a pagar o alto preco de um sistema UNIX ou n~ao tem um computador rapido o su ciente. Daqui para frente, quando nos referirmos a UNIX estaremos nos referindo aos sistemas comerciais, sem codigo fonte disp onvel como Solaris, AIX, Irix, diferentemente do Linux. Na ess^encia, utilizar o Linux e 95% igual a utilizar os UNIX comerciais o que garante, que uma vez aprendendo a usar o Linux, eventualmente precisando usar um UNIX comercial, p o de-se tirar isso de letra isso. Como o Linux e muito parecido com o UNIX e e mais acessvel que os UNIX comerciais, vamos nos basear nele e quando houver uma diferenca muito grande tentaremos ap ontar.
O Linux comecou com a ideia de um estudante chamado Linus Torvalds de criar um clone dos sistemas UNIX da ep o ca que eram caros e n~ao ro davam no PC 386 que ele tinha em casa. Assim, ele p egou um UNIX educacional chamado Minix e passou a escrever um Minix melhor que o Minix, o qual ele registrou na licenca GPL (General Public License). Essa licenca a rma que n~ao se deve fechar o codigo de qualquer trabalho derivado do programa com essa licenca. O nome Linux deriva de
Logo, varias p essoas tomaram conhecimento dessa iniciativa p ela Internet e se enstusiasmaram, passando a contribuir com o sistema que ho je e totalmente funcional, rapido, barato, atualizado e contando com milhares de aplicativos.
Algumas rmas e organizac~oes de voluntarios decidiram juntar os programas do Linux em \pacotes" proprios aos quais elas d~ao sup orte. Esses \pacotes" s~ao chamados distribuic~oes, dentre as mais famosas e usadas, destacam-se: Debian, RedHat, Slackware, SuSE, Caldera e Stamp ede.
O Linux oferece diversas vantagens a quem o usa. Dentre elas, destacamos
Observac~ao: Quando se der a escolha dos modulos, e nescessario estar certo que vo c^e escolheu to dos os modulos corresp ondentes ao seu hardware, uma vez, que caso se esqueca de algo, este algo n~ao funcionara. Provavelmente, a distribuic~ao que vai instalar p ossui um programa gra co ou textual de menu que p ermitira a escolhas dos programas mais convenientes para a nalidade a qual vo c^e destina seu computador. E muito comum que esse programas estejam arrumados em grup os, o que facilita bastante a pro cura p or um esp ec o e a decis~ao sobre o que e nescessario instalar. Algumas sugest~oes sobre programas essenciais para nalidades esp ec cas
como telnet e XWindow.
mo dems (programas gerenciandores das p ortas seriais e um servidor de discagem).
3.2 Manutenc~ao e atualizac~ao de programas
Dentro do mundo Linux, ha varias formas de \empacotar" os programas a serem instalados. Se a sua distribuic~ao p ossuir sup orte a algum tip o de pacotes binarios, d^e prefer^encia a estes, uma vez que s~ao mais simples e menos sujeitos a erros do que p egar a fonte dos programas, compilar e copiar para o destino. Aqui vamos cobrir os dois empacotadores mais comuns e a forma de lidar com a fonte dos programas.
Uma vez descompactado, entre no diretorio onde este foi ab erto (e normal que o descompactador crie um diretorio extra com o nome do programa, mas nada imp ede que ele, simplesmente, descomprima para o diretorio atual) e pro cure um arquivo chamado INSTALL ou README leia as instruc~oes deste ele devera conter os passos da instalac~ao. Vamos dar um exemplo de instalac~ao de um arquivo .tgz inspirado no forma como e mais comum dele apresentar-se. Mas, lembre-se de pro curar no diretorio um arquivo com instruc~oes ja que a forma que esses arquivos apresentam-se dep ende somente do gosto de quem empacotou o programa. Exemplo: Usaremos um arquivo chamado b o om.tgz Uma vez que ja estamos no diretorio onde o arquivo esta, digitamos $tar -xzvf b o om.tgz Vai aparecer uma serie de mensagens indicando os arquivo contidos nesse pacote. Em seguida, pro curo um arquivo executavel chamado con gure. Ele e um script de con gurac~ao. Digite $./configure Dep ois, digite $make para compilar e $make install para instalar (normalmente como ro ot). Agora o programa ja esta instalado e deve estar pronto para funcionar.
3.3 Con gurac~ao do LILO
O LILO (LInux LOader) e um programa destinado a p ermitir que se use dois (ou mais) sistemas op era- cionais no mesmo computador. Ele consiste de uma serie de instruc~oes para gerenciar o setor de b o ot de seu HD, p ermitindo que se inicialize o computador a partir de uma partic~ao que n~ao seja a primeira do disco. Quase to das as distribuic~oes p ossuem programas para auxiliar a con gurac~ao do LILO durante a insta- lac~ao. Utilizando esses programas, basta prestar atenc~ao nas instruc~oes do mesmo, dando uma ^enfase esp ecial na parte em que ele manda vo c^e escolher em que partic~ao do disco esta o Linux e em que partic~ao deseja instalar o b o otsector (sempre escolha a primeira partic~ao do disco, caso contrario e p ossvel que o LILO n~ao funcione). O LILO p o de ser con gurado com instruc~oes do arquivo /etc/lilo.conf. Um exemplo de um arquivo lilo.conf e
app end = \sbp cd=0x260, SoundBlaster ether=10,0x300,eth0 ether=9,0x340,eth1" b o ot = /dev/hda #compact # faster but won't work on all systems. delay = 50 vga = normal # force sane state ramdisk = 0 # paranoia setting
image = /vmlinuz ro ot =/dev/hda lab el = linux read-only #Non-UMSDOS lesystems should b e mounted read-only for checking
Figura 3.1: XF86Setup: Con gurando a placa de vdeo
3.5 Adic~ao de novos usuarios
Ate agora, vinhamos usando a conta ro ot que e a conta do \sup er usuario" ou administrador do sistema. Essa conta e destinada somente a manutenc~ao do sistema e n~ao p ossui nenhuma restric~ao. Isto e, se vo c^e cometer algum erro usando essa conta n~ao havera nada que imp eca que vo c^e dani que o sistema. Por essa raz~ao e imp erativo que se crie uma conta normal para vo c^e proprio p o der explorar o sistema sem riscos. Para criar uma nova conta siga as seguintes instruc~oes:
Pronto. Uma vez criada a nova conta, vo c^e p o de ou sair da conta ro ot e se logar na nova conta ou digitar Alt Fn (onde o Fn e qualquer tecla de F1 a F6) e exp erimentar logar na nova conta.
4.1 Intro duc~ao
Passaremos a descrever os comandos basicos do Linux. Esses comandos s~ao digitados em um terminal XWindow, como p or exemplo o xterm, o rxvt ou no console, em mo do texto.
Figura 4.1: Rxvt: onde s~ao digitados os comandos basicos no Linux
Quase to dos os comandos aceitam opc~oes adicionais. O formato geral de um comando e
comando -[[opc~ao 1][opc~ao 2]...] par^ametro
N~ao e preciso se preo cupar em guardar to das as combinac~oes de par^ametros e opc~oes de to dos os comandos.
4.3 Redirecionamento da entrada e sada de comandos
Uma das caractersticas mais imp ortantes do UNIX e o p o der de combinar varios comandos para obter uma informac~ao. Isso e conseguido mandando dados serem transmitidos para um arquivo, para a tela ou para um programa e obtidos de um arquivo, teclado ou programa, sempre de uma forma padr~ao.
Existem 3 tip os de arquivos de sada e entrada de programas.
stdin 0 Entrada padr~ao de um comando stdout 1 Sada padr~ao de um comando stderr 2 Sada de erro padr~ao de um comando
Tab ela 4.2: Arquivos padr~oes de entrada e sada de comandos
Veja os tip os de redirecionamento de arquivos abaixo:
Smb olo Redirec~ao > Redirec~ao para sada >> Redirec~ao da sada para o m do arquivo
> Redirec~ao da entrada
Tab ela 4.3: Redirec~ao de arquivos
Um exemplo de redirec~ao de sada seria:
cat arquivo1 arquivo2 > arquivo
Esse comando concatena o arquivo com o arquivo2 e joga o resultado em arquivo3. Outro exemplo:
cat arquivo1 >> arquivo
O arquivo 2 e inserido no m do arquivo2. Agora um exemplo de redirec~ao de entrada:
cat < arquivo
O arquivo1 e criado a partir do que digitarmos no teclado. E o editor de textos mais simples que se p o deria ter no Linux. Um exemplo de redirec~ao de sada de erro: startx 2> erros Esse comando vai iniciar o XWindow a partir do console jogando to dos os erros no arquivo: erros. Por ultimo, a ideia mais imp ortante de redirec~ao de arquivos: o pip e. O que sai de um comando e a entrada de outro comando. Por exemplo, digamos que vo c^e digita ls e existem muitos arquivos e o resultado passa muito rapido na tela. Vo c^e p o de jogar a sada do comando ls para o comando more que pagina um arquivo para a tela.
5.1 Intro duc~ao
O sistema de arquivos do Linux se caracteriza p or uma estrutura hierarquica e de protec~ao dos arquivos. Ele e semelhante a maioria dos sistemas UNIX existentes.
5.2 A Estrutura de diretorios
A estrutura de diretorios do Linux tem um diretorio raiz e diretorios lhos.
Cada no dessa arvore e um arquivo ou diretorio que contem arquivos. Vo c^e p o de esp eci icar um arquivo ou diretorio p elo caminho completo (absoluto).
/usr /X11 X Window System, vers~ao 11 - release 6 /bin A maioria dos comandos /dict Lista de dicionarios /do c Do cumentac~ao de programas /games Jogos e programas educacionais /include Arquivos de inclus~ao usados p or programas escritos em C /info Informac~ao sobre programas /lib Bibliotecas dos programas /lo cal Hierarquia lo cal (para programas extras) /man Manuais online dos programas /sbin Programas para o administrador, n~ao essenciais ao sistema /share Dados indep endentes de arquitetura /src Codigo fonte de programas (onde ca o fonte do kernel)
e de logging e arquivos temp orarios e transientes. O /var foi criado para ser p ossvel montar o /usr somente de leitura.
/var /catman Paginas de manuais formatadas /lib Informac~ao de estado dos programas /lo ck Arquivos de lo ck /log Arquivos e diretorios de logging /named Arquivos de DNS /nis Banco de dados de NIS (Network Information Service) /run Arquivos relevantes para pro cessos que est~ao sendo executados /sp o ol Diretorios e arquivos em la para p osterior uso /tmp Arquivos temp orarios. Usado para manter o /tmp p equeno
Uma instalac~ao organizada em partic~oes do Linux em um HD de 850 Mbytes seria:
Lembre-se do ditado:
"Se guardo to dos os ovos em uma cesta so e ela cair, p erco to dos os meus ovos. Agora se os separo em varias cestas, a probabilidade de p erder to dos e menor."
Por isso, tente separar seus diretorios em partic~oes diferentes.
5.3 Protec~ao de Arquivos
As protec~oes do Linux s~ao formados p or 10 bits. Abaixo temos listados os arquivos de um diretorio:
total 45 drwx|| 5 paulo paulo 1024 set 20 17:25 Desktop drwxr-xr-x 4 paulo paulo 1024 set 3 16:16 GNUstep drwx|| 3 paulo paulo 1024 set 20 17:11 Mail drwxr-xr-x 16 paulo paulo 1024 set 10 20:30 OÆce drwxr-xr-x 12 paulo paulo 1024 set 16 16:36 SNNSv4. drwxr-xr-x 11 paulo paulo 1024 set 19 15:39 artigos -rw-r{r{ 1 paulo paulo 531 out 10 07:24 download -rw||- 1 paulo paulo 3130 out 10 07:06 fgv.old -rw-rw-r{ 1 paulo paulo 50316 out 10 06:33 mb ox -rw||- 1 paulo paulo 6135 out 10 07:02 mo dem
Tab ela 5.1: Protec~ao de arquivos
Os bits de protec~ao s~ao os caracteres que aparecem na primeira coluna de cada linha. O primeiro caracter signi ca se e um diretorio (d), arquivo comum (-), arquivo de disp ositivos de blo co (b) ou arquivo de disp ositivos de caracter (c).
Conforme dito acima, to dos os p erifericos no Linux viram arquivos de disp ositivos que p o dem ser lidos, escritos e residem no diretorio /dev. Existem dois tip os de arquivos de disp ositivos: os que s~ao lidos e escritos em bytes ou blo cos (b) e os que s~ao escritos e lidos em caracteres (c).
Os outros 9 caracteres s~ao divididos em grup os de 3 em 3 bits. Os 3 primeiros indicam p ermiss~oes de leitura (r), escrita (w) e execuc~ao (x) do dono do arquivo. O dono do arquivo em to dos os casos e o usuario paulo (terceira coluna). Os 3 proximos s~ao p ermiss~oes de leitura, escrita e execuc~ao para o grup o do arquivo (no caso to dos p ertencem ao grup o paulo { quarta coluna). E os 3 ultimos indicam p ermiss~oes de leitura, escrita e execuc~ao para o resto dos usuarios. O administrador e uma excec~ao e tem p o der sobre to dos os arquivos. Um arquivo com bit de leitura ligado em qualquer das 3 p osic~oes signi ca que p o de ser lido p elo dono, grup o ou p or outro. Um arquivo com bit de escrita signi ca que o arquivo p o de ser alterado. Ja um diretorio com bit de leitura ligado signi ca p o demos ver seu conte udo. Com bit de execuc~ao ligado signi ca que p o demos entrar nele (executarmos ele). Com bit de escrita signi ca que p o demos escrever nele. Quanto aos diretorios, p o demos dividi-los em quatro tip os
Estaticos: So mudam com a intervenc~ao do administrador do sistema.
Exemplo: Diretorios de con gurac~oes do sistema.
Din^amicos: Mudam sem a intervenc~ao do administrador do sistema. Exemplo: Diretorios de usuarios.
Compartilhaveis: Po dem ser compartilhados entre maquinas em uma rede.
Exemplo: Diretorios de programas e de usuarios que p o dem ser compartilhados em rede economizando espaco em disco e facilitando a manutenc~ao do sistema.
N~ao compartilhaveis: N~ao p o dem ser compartilhados entre maquinas em uma rede. Exemplo: Diretorios de dados lo cais a maquina.