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Sistema Linux, Notas de estudo de Cultura

1.1 Por qu^e Linux? Ha algum tempo, uma realidade tem intrigado pessoas ligadas a informatica: como uma area t~ao complexa e fascinante como a computac~ao pode ter uma unica empresa fornecedora de todas soluc~oes? Essa empresa ja foi a IBM e, atualmente, e a Microsoft. Desde simples usuarios, passando por programadores e analistas, chegando aos gerentes, todos so enxergam uma soluc~ao para todos os problemas resolvidos pela computac~ao: aquela que vem dessa empresa. Nos, pro

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 13/01/2010

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mario-sergio-coelho-dos-santos-8 🇧🇷

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Sumario
1 Motivac~ao 6
1.1 Por qu^e Linux? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
2 Conceitos 7
2.1 Introduc~ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.2 O UNIX . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.2.1 Denic~ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.2.2 Historia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
2.3 O Linux . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.3.1 Denic~ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.3.2 Historia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.3.3 As Distribuic~oes de Linux . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
2.3.4 O que o Linux oferece . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
3 Primeiros Passos 10
3.1 Instalac~ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
3.1.1 Introduc~ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
3.1.2 Instalac~ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10
3.2 Manutenc~ao e atualizac~ao de programas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
3.3 Congurac~ao do LILO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
3.4 Congurac~ao do XWindow . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
3.5 Adic~ao de novos usuarios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
4 Comandos Basicos 15
4.1 Introduc~ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
4.2 Comandos basicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
4.3 Redirecionamento da entrada e sada de comandos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
5 O Sistema de Arquivos 18
5.1 Introduc~ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
5.2 A Estrutura de diretorios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
5.3 Protec~ao de Arquivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
5.4 Protec~ao de Arquivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
6 Aplicativos Basicos 23
6.1 O editor de textos vi . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
6.2 O bash . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
6.3 O editor de textos Emacs . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
6.3.1 Historia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
6.3.2 Usando o Emacs . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
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Sumario

  • 1 Motivac~ao
    • 1.1 Por qu^e Linux?
  • 2 Conceitos
    • 2.1 Intro duc~ao
    • 2.2 O UNIX
      • 2.2.1 De nic~ao
      • 2.2.2 Historia
    • 2.3 O Linux
      • 2.3.1 De nic~ao
      • 2.3.2 Historia
      • 2.3.3 As Distribuic~oes de Linux
      • 2.3.4 O que o Linux oferece
  • 3 Primeiros Passos
    • 3.1 Instalac~ao
      • 3.1.1 Intro duc~ao
      • 3.1.2 Instalac~ao
    • 3.2 Manutenc~ao e atualizac~ao de programas
    • 3.3 Con gurac~ao do LILO
    • 3.4 Con gurac~ao do XWindow
    • 3.5 Adic~ao de novos usuarios
  • 4 Comandos Basicos
    • 4.1 Intro duc~ao
    • 4.2 Comandos basicos
    • 4.3 Redirecionamento da entrada e sada de comandos
  • 5 O Sistema de Arquivos
    • 5.1 Intro duc~ao
    • 5.2 A Estrutura de diretorios
    • 5.3 Protec~ao de Arquivos
    • 5.4 Protec~ao de Arquivos
  • 6 Aplicativos Basicos
    • 6.1 O editor de textos vi
    • 6.2 O bash
    • 6.3 O editor de textos Emacs
      • 6.3.1 Historia
      • 6.3.2 Usando o Emacs
  • 7 Aplicativos de Rede
    • 7.1 Intro duc~ao
    • 7.2 FTP
    • 7.3 Telnet
    • 7.4 E-MAIL
    • 7.5 DNS
    • 7.6 NFS
  • 8 O XWindow
    • 8.1 De nic~ao e historia
    • 8.2 Window managers
      • 8.2.1 Con gurando um novo Window Manager
  • 3.1 XF86Setup: Con gurando a placa de vdeo Lista de Figuras
  • 4.1 Rxvt: onde s~ao digitados os comandos basicos no Linux
  • 6.1 XEmacs em ac~ao: Programando em C
  • 8.1 Window Maker em ac~ao
  • 4.1 Comandos mais usados Lista de Tab elas
  • 4.2 Arquivos padr~oes de entrada e sada de comandos
  • 4.3 Redirec~ao de arquivos
  • 5.1 Protec~ao de arquivos
  • 5.2 Classi cac~ao de diretorios: EstaticosVariaveis, CompartilhaveisN~ao-Compartilhaveis
  • 7.1 FTP UNIX

Captulo 1

Motivac~ao

1.1 Por qu^e Linux?

Ha algum temp o, uma realidade tem intrigado p essoas ligadas a informatica: como uma area t~ao complexa e fascinante como a computac~ao p o de ter uma unica empresa fornecedora de to das soluc~oes? Essa empresa ja foi a IBM e, atualmente, e a Microsoft. Desde simples usuarios, passando p or programadores e analistas, chegando aos gerentes, to dos so enxer- gam uma soluc~ao para to dos os problemas resolvidos p ela computac~ao: aquela que vem dessa empresa. Nos, programadores, analistas e amantes da computac~ao devemos conhecer outras alternativas para p o dermos optar p ela mais con avel, barata, adequada a situac~ao, a prova de falhas e extensvel para futuras mudancas de realidade. O Linux, atualmente, tem recebido ap oio de varias empresas como Netscap e, Corel, Digital, SUN, Intel e Oracle. To das usam Linux e desenvolvem pro dutos para Linux. As estimativas de seu uso variam entre 5 e 10 milh~oes de computadores. Ele tem ganho muita aceitac~ao e propaganda no mundo inteiro. Ano passado, 105 maquinas Alpha Digital com Linux, ligadas em rede, renderizaram as cenas do lme Titanic, durante 3 meses, ininterruptamente e, mais recentemente, a Netscap e lib erou o codigo fonte do seu navegador com o intuito de "contratar" programadores ao redor do mundo. O seu presidente tomou essa decis~ao baseado em varios fatos, entre eles o de que a maioria dos programadores com quem ele conversava a rmava que trabalhavam com o Windows e usavam o Linux em casa. A Oracle e a Corel est~ao p ortando seus aplicativos para Linux. Em to das as grandes empresas do mundo tem p elo menos um sistema Linux instalado. O Linux p ossui varias vantagens, tanto do p onto de vista do usuario comum, quanto dos mais exp erientes. Em p oucas palavras, e um sistema estavel, barato, que vem com o codigo fonte, totalmente con guravel, p er- mite o aproveitamento de to do o p otencial do computador, alem de estar disp onvel para varias plataformas como SUN, PC 386/486/Pentium, Alphas, Macs, Silicons, PalmPilots. Penso que o maior b enefcio do Linux e o ambiente de aprendizado que ele prop orciona. Nossas mentes se abrem. Passamos a acreditar em padr~oes industriais, p esquisar a melhor ferramenta/linguagem de progra- mac~ao para resoluc~ao de um determinado problema, p o demos ate colab orar em um pro jeto vendo-o crescer e aprendendo muito com ele.

 1974: Thompson e Ritchie publicam um artigo sobre o novo sistema op eracional chamado UNIX que

gera um grande entusiasmo no meio acad^emico e a AT&T licencia o UNIX para universidades e empresas.

 1977: Existem agora cerca de 500 computadores com Unix no mundo to do.

 1984: Existem cerca de 100.000 computadores com UNIX ro dando em diferentes plataformas.

 1988: AT&T e Sun se unem para desenvolver Solaris e UnixWare.

 1997: Foram vendidos cerca de 4 milh~oes de sistemas Linux no mundo to do.

O UNIX tem varios sab ores, dentre os mais conhecidos, comerciais: Solaris, HP-UX, AIX e livres: FreeBSD e Linux.

2.3 O Linux

2.3.1 De nic~ao

O Linux e um tip o de UNIX criado p or hackers como uma alternativa barata e funcional para quem n~ao esta disp osto a pagar o alto preco de um sistema UNIX ou n~ao tem um computador rapido o su ciente. Daqui para frente, quando nos referirmos a UNIX estaremos nos referindo aos sistemas comerciais, sem codigo fonte disp onvel como Solaris, AIX, Irix, diferentemente do Linux. Na ess^encia, utilizar o Linux e 95% igual a utilizar os UNIX comerciais o que garante, que uma vez aprendendo a usar o Linux, eventualmente precisando usar um UNIX comercial, p o de-se tirar isso de letra isso. Como o Linux e muito parecido com o UNIX e e mais acessvel que os UNIX comerciais, vamos nos basear nele e quando houver uma diferenca muito grande tentaremos ap ontar.

2.3.2 Historia

O Linux comecou com a ideia de um estudante chamado Linus Torvalds de criar um clone dos sistemas UNIX da ep o ca que eram caros e n~ao ro davam no PC 386 que ele tinha em casa. Assim, ele p egou um UNIX educacional chamado Minix e passou a escrever um Minix melhor que o Minix, o qual ele registrou na licenca GPL (General Public License). Essa licenca a rma que n~ao se deve fechar o codigo de qualquer trabalho derivado do programa com essa licenca. O nome Linux deriva de

Linux = Linus + UNIX

Logo, varias p essoas tomaram conhecimento dessa iniciativa p ela Internet e se enstusiasmaram, passando a contribuir com o sistema que ho je e totalmente funcional, rapido, barato, atualizado e contando com milhares de aplicativos.

2.3.3 As Distribuic~oes de Linux

Algumas rmas e organizac~oes de voluntarios decidiram juntar os programas do Linux em \pacotes" proprios aos quais elas d~ao sup orte. Esses \pacotes" s~ao chamados distribuic~oes, dentre as mais famosas e usadas, destacam-se: Debian, RedHat, Slackware, SuSE, Caldera e Stamp ede.

2.3.4 O que o Linux oferece

O Linux oferece diversas vantagens a quem o usa. Dentre elas, destacamos

 Sistema multitarefa de 32 ou 64 bits

 Sistema gra co XWindow

 Sup orte a diversas linguagens como Java, C, C++, Pascal, Lisp, Prolog e outras

 Sup orte aos proto colos de rede: TCP/IP, IPX, AppleTalk, Samba

 Memoria virtual

 Codigo fonte do kernel

 Centenas de programas em GPL, incluindo compiladores, editores, multimdia e outros

 Um sistema em constante ap erfeicoamento

 Estabilidade

 Permiss~ao de arquivos

 Eterno aprendizado

Observac~ao: Quando se der a escolha dos modulos, e nescessario estar certo que vo c^e escolheu to dos os modulos corresp ondentes ao seu hardware, uma vez, que caso se esqueca de algo, este algo n~ao funcionara. Provavelmente, a distribuic~ao que vai instalar p ossui um programa gra co ou textual de menu que p ermitira a escolhas dos programas mais convenientes para a nalidade a qual vo c^e destina seu computador. E muito comum que esse programas estejam arrumados em grup os, o que facilita bastante a pro cura p or um esp ec o e a decis~ao sobre o que e nescessario instalar. Algumas sugest~oes sobre programas essenciais para nalidades esp ec cas

 Servidor de rede: DNS, FTP server e cliente, HTTP server, Ghopher, programas relacionados a rede

como telnet e XWindow.

 Provedor de accesso discado: o mesmo que acima mais a parte relacionada a comunicac~ao com os

mo dems (programas gerenciandores das p ortas seriais e um servidor de discagem).

 Pessoal: XWindow, multimdia e editores basicos.

 Desenvolvedor: XWindow, editores basicos, compiladores e debugadores.

3.2 Manutenc~ao e atualizac~ao de programas

Dentro do mundo Linux, ha varias formas de \empacotar" os programas a serem instalados. Se a sua distribuic~ao p ossuir sup orte a algum tip o de pacotes binarios, d^e prefer^encia a estes, uma vez que s~ao mais simples e menos sujeitos a erros do que p egar a fonte dos programas, compilar e copiar para o destino. Aqui vamos cobrir os dois empacotadores mais comuns e a forma de lidar com a fonte dos programas.

  1. RPM: Caso a sua distribuic~ao use o RPM como empacotador padr~ao (como a RedHat), use os par^amentros abaixo para executar as func~oes mais comuns. rpm -i { instalac~ao simples -U { atualizac~ao de um programa de uma vers~ao anterior para uma mais recente. -no deps { ele n~ao pro cura dep end^encias ( util no caso de precisar instalar varios pacotes relacionados, dessa forma a ordem n~ao imp orta) -force { forca a instalac~ao mesmo quando o sistema julga que ela n~ao e aconselhavel Observac~ao: Ha uma serie de outros par^ametros menos usados. Use rpm {help para ver outras opc~oes.
  2. DPKG: Utilizado para manusear os pacotes da distribuic~ao Debian. dpkg par^ametros nome do pacote -i { instalar -r { remover Observac~ao: Tambem p o de-se usar o comando dpkg {help para obter uma a juda completa Observac~ao: No caso da Debian (onde o DPKG e utilizado) existe tambem um programa chamado alien que faz a migrac~ao de um tip o de pacote para outro.
  3. Arquivos .tar.gz ou .tgz: Esta e a forma mais confusa de instalac~ao, p ois esses arquivos nada mais s~ao do que a fonte do programa compactada. A primeira coisa a fazer e descompactar os arquivos. Para isso digite tar -xzvf nome do arquivo

Uma vez descompactado, entre no diretorio onde este foi ab erto (e normal que o descompactador crie um diretorio extra com o nome do programa, mas nada imp ede que ele, simplesmente, descomprima para o diretorio atual) e pro cure um arquivo chamado INSTALL ou README leia as instruc~oes deste ele devera conter os passos da instalac~ao. Vamos dar um exemplo de instalac~ao de um arquivo .tgz inspirado no forma como e mais comum dele apresentar-se. Mas, lembre-se de pro curar no diretorio um arquivo com instruc~oes ja que a forma que esses arquivos apresentam-se dep ende somente do gosto de quem empacotou o programa. Exemplo: Usaremos um arquivo chamado b o om.tgz Uma vez que ja estamos no diretorio onde o arquivo esta, digitamos $tar -xzvf b o om.tgz Vai aparecer uma serie de mensagens indicando os arquivo contidos nesse pacote. Em seguida, pro curo um arquivo executavel chamado con gure. Ele e um script de con gurac~ao. Digite $./configure Dep ois, digite $make para compilar e $make install para instalar (normalmente como ro ot). Agora o programa ja esta instalado e deve estar pronto para funcionar.

3.3 Con gurac~ao do LILO

O LILO (LInux LOader) e um programa destinado a p ermitir que se use dois (ou mais) sistemas op era- cionais no mesmo computador. Ele consiste de uma serie de instruc~oes para gerenciar o setor de b o ot de seu HD, p ermitindo que se inicialize o computador a partir de uma partic~ao que n~ao seja a primeira do disco. Quase to das as distribuic~oes p ossuem programas para auxiliar a con gurac~ao do LILO durante a insta- lac~ao. Utilizando esses programas, basta prestar atenc~ao nas instruc~oes do mesmo, dando uma ^enfase esp ecial na parte em que ele manda vo c^e escolher em que partic~ao do disco esta o Linux e em que partic~ao deseja instalar o b o otsector (sempre escolha a primeira partic~ao do disco, caso contrario e p ossvel que o LILO n~ao funcione). O LILO p o de ser con gurado com instruc~oes do arquivo /etc/lilo.conf. Um exemplo de um arquivo lilo.conf e

/etc/lilo.conf

LILO con guration le

Start LILO global section

app end = \sbp cd=0x260, SoundBlaster ether=10,0x300,eth0 ether=9,0x340,eth1" b o ot = /dev/hda #compact # faster but won't work on all systems. delay = 50 vga = normal # force sane state ramdisk = 0 # paranoia setting

End LILO global setting

Linux b o otable partition con g b egins

image = /vmlinuz ro ot =/dev/hda lab el = linux read-only #Non-UMSDOS lesystems should b e mounted read-only for checking

Linux b o otable partition con g ends

DOS b o otable partitions b egins

Figura 3.1: XF86Setup: Con gurando a placa de vdeo

3.5 Adic~ao de novos usuarios

Ate agora, vinhamos usando a conta ro ot que e a conta do \sup er usuario" ou administrador do sistema. Essa conta e destinada somente a manutenc~ao do sistema e n~ao p ossui nenhuma restric~ao. Isto e, se vo c^e cometer algum erro usando essa conta n~ao havera nada que imp eca que vo c^e dani que o sistema. Por essa raz~ao e imp erativo que se crie uma conta normal para vo c^e proprio p o der explorar o sistema sem riscos. Para criar uma nova conta siga as seguintes instruc~oes:

 Digite adduser nome { onde o nome e o nome da conta que vo c^e quer criar

 Entre com uma senha e repita a op erac~ao quando solicitado

Pronto. Uma vez criada a nova conta, vo c^e p o de ou sair da conta ro ot e se logar na nova conta ou digitar Alt Fn (onde o Fn e qualquer tecla de F1 a F6) e exp erimentar logar na nova conta.

Captulo 4

Comandos Basicos

4.1 Intro duc~ao

Passaremos a descrever os comandos basicos do Linux. Esses comandos s~ao digitados em um terminal XWindow, como p or exemplo o xterm, o rxvt ou no console, em mo do texto.

Figura 4.1: Rxvt: onde s~ao digitados os comandos basicos no Linux

Quase to dos os comandos aceitam opc~oes adicionais. O formato geral de um comando e

comando -[[opc~ao 1][opc~ao 2]...] par^ametro

N~ao e preciso se preo cupar em guardar to das as combinac~oes de par^ametros e opc~oes de to dos os comandos.

4.3 Redirecionamento da entrada e sada de comandos

Uma das caractersticas mais imp ortantes do UNIX e o p o der de combinar varios comandos para obter uma informac~ao. Isso e conseguido mandando dados serem transmitidos para um arquivo, para a tela ou para um programa e obtidos de um arquivo, teclado ou programa, sempre de uma forma padr~ao.

 A sada de um comando p o de ser direcionada para um arquivo ou para a tela.

 A entrada de um comando p o de ser obtida do teclado ou de um arquivo.

 Alem disso, a sada de um comando p o de ser diretamente mandada como entrada de outro.

Existem 3 tip os de arquivos de sada e entrada de programas.

stdin 0 Entrada padr~ao de um comando stdout 1 Sada padr~ao de um comando stderr 2 Sada de erro padr~ao de um comando

Tab ela 4.2: Arquivos padr~oes de entrada e sada de comandos

Veja os tip os de redirecionamento de arquivos abaixo:

Smb olo Redirec~ao > Redirec~ao para sada >> Redirec~ao da sada para o m do arquivo

j Redirec~ao da sada de um comando para a entrada de outro

> Redirec~ao da entrada

Tab ela 4.3: Redirec~ao de arquivos

Um exemplo de redirec~ao de sada seria:

cat arquivo1 arquivo2 > arquivo

Esse comando concatena o arquivo com o arquivo2 e joga o resultado em arquivo3. Outro exemplo:

cat arquivo1 >> arquivo

O arquivo 2 e inserido no m do arquivo2. Agora um exemplo de redirec~ao de entrada:

cat < arquivo

O arquivo1 e criado a partir do que digitarmos no teclado. E o editor de textos mais simples que se p o deria ter no Linux. Um exemplo de redirec~ao de sada de erro: startx 2> erros Esse comando vai iniciar o XWindow a partir do console jogando to dos os erros no arquivo: erros. Por ultimo, a ideia mais imp ortante de redirec~ao de arquivos: o pip e. O que sai de um comando e a entrada de outro comando. Por exemplo, digamos que vo c^e digita ls e existem muitos arquivos e o resultado passa muito rapido na tela. Vo c^e p o de jogar a sada do comando ls para o comando more que pagina um arquivo para a tela.

ls j more

Captulo 5

O Sistema de Arquivos

5.1 Intro duc~ao

O sistema de arquivos do Linux se caracteriza p or uma estrutura hierarquica e de protec~ao dos arquivos. Ele e semelhante a maioria dos sistemas UNIX existentes.

5.2 A Estrutura de diretorios

A estrutura de diretorios do Linux tem um diretorio raiz e diretorios lhos.

Cada no dessa arvore e um arquivo ou diretorio que contem arquivos. Vo c^e p o de esp eci icar um arquivo ou diretorio p elo caminho completo (absoluto).

 /usr { Outro sistema de arquivos dentro do sistemas de arquivos, compartilhavel e somente de leitura.

/usr /X11 X Window System, vers~ao 11 - release 6 /bin A maioria dos comandos /dict Lista de dicionarios /do c Do cumentac~ao de programas /games Jogos e programas educacionais /include Arquivos de inclus~ao usados p or programas escritos em C /info Informac~ao sobre programas /lib Bibliotecas dos programas /lo cal Hierarquia lo cal (para programas extras) /man Manuais online dos programas /sbin Programas para o administrador, n~ao essenciais ao sistema /share Dados indep endentes de arquitetura /src Codigo fonte de programas (onde ca o fonte do kernel)

 var { Contem arquivos de dados variaveis. Isso inclue os diretorios de sp o ol, dados administrativos

e de logging e arquivos temp orarios e transientes. O /var foi criado para ser p ossvel montar o /usr somente de leitura.

/var /catman Paginas de manuais formatadas /lib Informac~ao de estado dos programas /lo ck Arquivos de lo ck /log Arquivos e diretorios de logging /named Arquivos de DNS /nis Banco de dados de NIS (Network Information Service) /run Arquivos relevantes para pro cessos que est~ao sendo executados /sp o ol Diretorios e arquivos em la para p osterior uso /tmp Arquivos temp orarios. Usado para manter o /tmp p equeno

Uma instalac~ao organizada em partic~oes do Linux em um HD de 850 Mbytes seria:

 50 MBytes para o diretorio raiz (/)

 500 MBytes para o diretorio /usr

 50 MBytes de memoria virtual (swap)

 150 MBytes para o diretorio dos usuarios (/home)

 50 MBytes para o diretorio /tmp

 50 MBytes for /var

Lembre-se do ditado:

"Se guardo to dos os ovos em uma cesta so e ela cair, p erco to dos os meus ovos. Agora se os separo em varias cestas, a probabilidade de p erder to dos e menor."

Por isso, tente separar seus diretorios em partic~oes diferentes.

5.3 Protec~ao de Arquivos

As protec~oes do Linux s~ao formados p or 10 bits. Abaixo temos listados os arquivos de um diretorio:

total 45 drwx|| 5 paulo paulo 1024 set 20 17:25 Desktop drwxr-xr-x 4 paulo paulo 1024 set 3 16:16 GNUstep drwx|| 3 paulo paulo 1024 set 20 17:11 Mail drwxr-xr-x 16 paulo paulo 1024 set 10 20:30 OÆce drwxr-xr-x 12 paulo paulo 1024 set 16 16:36 SNNSv4. drwxr-xr-x 11 paulo paulo 1024 set 19 15:39 artigos -rw-r{r{ 1 paulo paulo 531 out 10 07:24 download -rw||- 1 paulo paulo 3130 out 10 07:06 fgv.old -rw-rw-r{ 1 paulo paulo 50316 out 10 06:33 mb ox -rw||- 1 paulo paulo 6135 out 10 07:02 mo dem

Tab ela 5.1: Protec~ao de arquivos

Os bits de protec~ao s~ao os caracteres que aparecem na primeira coluna de cada linha. O primeiro caracter signi ca se e um diretorio (d), arquivo comum (-), arquivo de disp ositivos de blo co (b) ou arquivo de disp ositivos de caracter (c).

Conforme dito acima, to dos os p erifericos no Linux viram arquivos de disp ositivos que p o dem ser lidos, escritos e residem no diretorio /dev. Existem dois tip os de arquivos de disp ositivos: os que s~ao lidos e escritos em bytes ou blo cos (b) e os que s~ao escritos e lidos em caracteres (c).

Os outros 9 caracteres s~ao divididos em grup os de 3 em 3 bits. Os 3 primeiros indicam p ermiss~oes de leitura (r), escrita (w) e execuc~ao (x) do dono do arquivo. O dono do arquivo em to dos os casos e o usuario paulo (terceira coluna). Os 3 proximos s~ao p ermiss~oes de leitura, escrita e execuc~ao para o grup o do arquivo (no caso to dos p ertencem ao grup o paulo { quarta coluna). E os 3 ultimos indicam p ermiss~oes de leitura, escrita e execuc~ao para o resto dos usuarios. O administrador e uma excec~ao e tem p o der sobre to dos os arquivos. Um arquivo com bit de leitura ligado em qualquer das 3 p osic~oes signi ca que p o de ser lido p elo dono, grup o ou p or outro. Um arquivo com bit de escrita signi ca que o arquivo p o de ser alterado. Ja um diretorio com bit de leitura ligado signi ca p o demos ver seu conte udo. Com bit de execuc~ao ligado signi ca que p o demos entrar nele (executarmos ele). Com bit de escrita signi ca que p o demos escrever nele. Quanto aos diretorios, p o demos dividi-los em quatro tip os

 Estaticos

 Din^amicos

 Compartilhaveis

 N~ao Compartilhaveis

Estaticos: So mudam com a intervenc~ao do administrador do sistema.

Exemplo: Diretorios de con gurac~oes do sistema.

Din^amicos: Mudam sem a intervenc~ao do administrador do sistema. Exemplo: Diretorios de usuarios.

Compartilhaveis: Po dem ser compartilhados entre maquinas em uma rede.

Exemplo: Diretorios de programas e de usuarios que p o dem ser compartilhados em rede economizando espaco em disco e facilitando a manutenc~ao do sistema.

N~ao compartilhaveis: N~ao p o dem ser compartilhados entre maquinas em uma rede. Exemplo: Diretorios de dados lo cais a maquina.