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26 Suplemento, Notas de estudo de Engenharia Mecânica

26_Suplemento

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 27/10/2010

fernando-sidrim-7
fernando-sidrim-7 🇧🇷

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26. SUPLEMENTO
COMO USAR ESTE SUPLEMENTO
Este suplemento descreve os procedimentos de
serviço e informações técnicas para as motocicletas
Honda produzidas a partir de 1993.
Verifique na primeira parte deste Manual de
Serviços os procedimentos não descritos neste
suplemento.
MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA.
Departamento de Serviços Pós-Venda
Setor de Publicações Técnicas
TODAS AS INFORMAÇÕES, ILUSTRAÇÕES,
PROCEDIMENTOS E ESPECIFICAÇÕES
APRESENTADAS NESTA PUBLICAÇÃO SÃO
BASEADAS NAS INFORMAÇÕES MAIS
RECENTES DISPONÍVEIS SOBRE O PRODUTO
NO MOMENTO DA APROVAÇÃO DA
IMPRESSÃO.
A MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA.
RESERVA-SE O DIREITO DE ALTERAR AS
CARACTERÍSTICAS DO PRODUTO A
QUALQUER MOMENTO E SEM PRÉVIO AVISO,
SEM QUE ISTO INCORRA EM QUAISQUER
OBRIGAÇÕES.
NENHUMA PARTE DESTA PUBLICAÇÃO PODE
SER REPRODUZIDA SEM AUTORIZAÇÃO
PRÉVIA POR ESCRITO.
ÍNDICE
CBR1000F ................................................................................. 26-1
CB500........................................................................................ 26-17
NSR125R................................................................................... 26-19
RC45.......................................................................................... 26-21
CBR900 ..................................................................................... 26-41
CBR600F ................................................................................... 26-43
ST1100A.................................................................................... 26-51
CBR900RR (98)......................................................................... 26-75
XR250R/XR400R........................................................................ 26-77
CBR1100XX............................................................................... 26-79
CBR600F (98)............................................................................ 26-99
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26. SUPLEMENTO

COMO USAR ESTE SUPLEMENTO

Este suplemento descreve os procedimentos de serviço e informações técnicas para as motocicletas Honda produzidas a partir de 1993.

Verifique na primeira parte deste Manual de Serviços os procedimentos não descritos neste suplemento.

MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA.

Departamento de Serviços Pós-Venda Setor de Publicações Técnicas

TODAS AS INFORMAÇÕES, ILUSTRAÇÕES,

PROCEDIMENTOS E ESPECIFICAÇÕES

APRESENTADAS NESTA PUBLICAÇÃO SÃO

BASEADAS NAS INFORMAÇÕES MAIS

RECENTES DISPONÍVEIS SOBRE O PRODUTO

NO MOMENTO DA APROVAÇÃO DA

IMPRESSÃO.

A MOTO HONDA DA AMAZÔNIA LTDA.

RESERVA-SE O DIREITO DE ALTERAR AS

CARACTERÍSTICAS DO PRODUTO A

QUALQUER MOMENTO E SEM PRÉVIO AVISO,

SEM QUE ISTO INCORRA EM QUAISQUER

OBRIGAÇÕES.

NENHUMA PARTE DESTA PUBLICAÇÃO PODE

SER REPRODUZIDA SEM AUTORIZAÇÃO

PRÉVIA POR ESCRITO.

ÍNDICE

CBR1000F ................................................................................. 26-

CB500........................................................................................ 26-

NSR125R ................................................................................... 26-

RC45.......................................................................................... 26-

CBR900 ..................................................................................... 26-

CBR600F ................................................................................... 26-

ST1100A .................................................................................... 26-

CBR900RR (98) ......................................................................... 26-

XR250R/XR400R........................................................................ 26-

CBR1100XX ............................................................................... 26-

CBR600F (98) ............................................................................ 26-

SUPLEMENTO CBR1000F

AVISO IMPORTANTE DE SEGURANÇA

c

a

NOTA

As descrições detalhadas dos procedimentos padrão de oficina, princípios de segurança e operações de serviço não estão inclusas neste manual. É importante observar que este manual apresenta algumas advertências e precauções sobre certos métodos de serviço específicos que podem causar FERIMENTOS PESSOAIS ou danos à motocicleta. As advertências e precauções aqui apresentadas não cobrem todos os procedimentos para a realização de um serviço, recomendado ou não pela HONDA, nem seus perigos potenciais. Entretanto, qualquer pessoa que estiver seguindo os procedimentos de serviço ou ferramentas, recomendados ou não pela HONDA, deve estar ciente de que a segurança pessoal e da motocicleta será prejudicada pelos métodos de serviço ou ferramentas utilizadas.

Apresenta informações importantes.

Indica a possibilidade de danos à motocicleta se as instruções não forem seguidas.

Indica grandes possibilidades de ferimentos pessoais ou até mesmo morte se as instruções não forem seguidas.

W

Fmáx F

Fmáx = W x (μ)

PARA A

FRENTE

SISTEMA DE FREIO DUPLO COMBINADO

Aprender a conduzir uma motocicleta é sobretudo aprender a utilizar os freios. Veja a seguir alguns elementos principais do sistema de freios convencionais:

- FORÇA DE FRENAGEM

O peso ( W ) em cada roda e o coeficiente de atrito ( μ ) determinam a força máxima de frenagem ( Fmáx ), disponível para essa roda. Quando a força de frenagem ( F ) exceder os limites, a roda será bloqueada. Isto acontece especialmente na roda DIANTEIRA.

- MUDANÇAS NA DISTRIBUIÇÃO DO PESO

Quando o freio dianteiro é aplicado, o peso da motocicleta (e do piloto) se desloca para a frente. A carga da roda dianteira aumenta e a da roda traseira diminui.

O gráfico mostra este “deslocamento de peso” para uma determinada condição de carga e para uma determinada motocicleta. Quanto mais elevado for o centro de gravidade da motocicleta e mais inclinadas forem estas linhas, maior será o “deslocamento de peso”.

  • Isto significa que o piloto deve controlar, a cada instante, a força de frenagem em ambas as rodas, de acordo com a superfície da pista e a desaceleração.

CBR1000F

PORCENTAGEM DE DESACELERAÇÃO A (m/s 2 )

CONDUÇÃO

FRENAGEM

FORÇA MÁXIMA DE FRENAGEM

DIANTEIRA

TRASEIRA

Fmax (kN)

- INFLUÊNCIA DA SUPERFÍCIE DA PISTA

  • Os pilotos experientes aplicam o freio dianteiro com muito mais força em superfícies regulares e secas.
  • Em uma superfície escorregadia, a diferença é muito menor. - FRENAGEM DIANTEIRA E TRASEIRA

A distância para frear é bastante diferente ao se aplicar separadamente os freios dianteiro e traseiro.

TRASEIRO

DIANTEIRO

DIANTEIRO E TRASEIRO

  • A força de aplicação da alavanca ou do pedal do freio deve ser continuamente controlada.

CBR1000F

VELOCIDADE DA MOTOCICLETA (m/s)

SECA (μ ELEVADO)

ÚMIDA (μ BAIXO)

VELOCIDADE DA MOTOCICLETA

FORÇA (N)

TEMPO (s)

FORÇA DE APLICAÇÃO DA ALAVANCA

FORÇA DE APLICAÇÃO DO PEDAL

- PERSPECTIVAS DE DESENVOLVIMENTO DO “CBS” DUPLO

  • Dois sistemas hidráulicos independentes.
  • Funcionamento “normal”. Não é necessário experiência na pilotagem.
  • Não deve haver uma grande desaceleração quando o pedal e a alavanca forem aplicados.
  • Percepção “normal” da alavanca e do pedal (sensação de firmeza). - DIAGRAMA BÁSICO DO “CBS”

CBR1000F

CÁLIPER

TRASEIRO

CILINDRO MESTRE DIANTEIRO

VÁLVULA DE CONTROLE

PROPORCIONAL (PCV)

CILINDRO

MESTRE

SECUNDARIO

E CONEXÕES

CÁLIPERES DIANTEIROS CILINDRO MESTRE

TRASEIRO

- COMPONENTES PRINCIPAIS

MECANISMO HIDRÁULICO Uma conexão mecânica transmite a força do cáliper do freio dianteiro para o cilindro mestre secundário. A pressão hidráulica criada pelo cilindro mestre principal aciona o freio traseiro através da válvula de controle proporcional.

CILINDRO MESTRE SECUNDÁRIO

CBR1000F

- VÁLVULA DE CONTROLE PROPORCIONAL (PCV)

Desenvolvida especialmente para a utilização em motocicletas. Baseada na PCV utilizada em automóveis.

  • Adicionando-se os pistões de descompressão e de corte obtêm-se uma característica de frenagem em três fases:
  • A característica de distribuição de frenagem mostrada no gráfico abaixo será a obtida:

CBR1000F

FORÇA DE FRENAGEM DIANTEIRA

PCV CONVENCIONAL

UTILIZADA EM AUTOMÓVEIS

PARA O CÁLIPER TRASEIRO

PISTÃO DE DESCOMPRESSÃO

DO CILINDRO MESTRE SECUNDÁRIO

PISTÃO DE CORTE

ENTRADA

SAÍDA

FORÇA DE FRENAGEM TRASEIRA

FUNCIONAMENTO DO PISTÃO DE CORTE

FUNCIONAMENTO DO PISTÃO DE DESCOMPRESSÃO

PCV EM FUNCIONAMENTO

PCV DESLIGADA

- CÁLIPERES DE TRÊS PISTÕES (2 DIANTEIROS E 1 TRASEIRO)

Os cáliperes de três pistões são controlados por dois sistemas hidráulicos independentes:

CBR1000F

PASSAGEM DE INTERLIGAÇÃO

 CONEXÃO

 •  CONEXÃO

CBR1000F

- PRINCÍPIOS DE FUNCIONAMENTO

FREIO DIANTEIRO Alavanca do freio dianteiro

  • Cilindro mestre dianteiro
  • Pistões externos do cáliper dianteiro Conexão – Cilindro mestre secundário
  • PCV
  • Pistões externos do cáliper traseiro

CBR1000F

FREIO TRASEIRO

Pedal do freio traseiro

  • Cilindro mestre traseiro
  • Duas linhas: ➛ Pistão central do cáliper traseiro ➛ Pistões centrais do cáliper dianteiro ➛ O mesmo que no freio dianteiro
  • Antes do funcionamento da PCV, a válvula de corte se fecha (*).
  • Quando a pressão de entrada aumenta ligeiramente (P entrada), o cilindro da PVC se desloca para cima, enquanto a válvula de corte se mantém na mesma posição, abrindo a passagem e aumentando um pouco a pressão de saída (P saída). Este aumento de pressão força o cilindro da PCV para baixo, fechando novamente a válvula de corte.
  • Devido à força da mola na parte inferior do cilindro da PCV, o aumento da pressão de saída é menor que o aumento da pressão de entrada. (P saída < P entrada).
  • Este ciclo se repete três vezes até o início da fase 3.

VÁLVULA

DE CORTE

PCV

MOLA

BUJÃO

∆P SAÍDA

∆P ENTRA

PRESSÃO

MANTIDA

MOVIMENTOS

AUSÊNCIA

DE FLUXO

PISTÃO DE

CORTE

FLUXO DE

RETORNO

MOVIMENTOS

PISTÃO DE

COMPRESSÃO

 FASE DE ACIONAMENTO DO PISTÃO DE

DESCOMPRESSÃO

  • A uma determinada pressão de entrada, o pistão de descompressão é puxado para baixo contra a força da mola, provocando a diminuição da pressão de saída que ocorre devido ao aumento do volume.

NOTA

  • À medida que a pressão diminui, o pistão de corte retorna para sua posição inicial (para baixo).
  • No entanto, a válvula de corte permanece fechada devido à alta pressão, que a empurra para cima.

 FASE DE ACIONAMENTO DO PISTÃO DE CORTE

  • Assim que a pressão de saída aumentar suficientemente para vencer a força da mola, a fim de levantar o pistão de corte, a válvula de 1 via se manterá fechada para que a pressão de saída permaneça constante.

CBR1000F

- DISTRIBUIÇÃO DA FORÇA DE FRENAGEM DIANTEIRA E TRASEIRA: CARACTERÍSTICAS RESULTANTES

  • Em uma situação de carga máxima , a distribuição da força do freio traseiro é superior à distribuição ideal da força de frenagem.
  • Com o piloto sendo a única carga, a distribuição da força do freio dianteiro é inferior à distribuição ideal da força de frenagem.
  • Caso os dois freios sejam acionados simultaneamente, o resultado obtido encontrar-se-á nos dois extremos.
  • O CBS duplo distribui a força de frenagem dianteira e traseira de forma quase ideal.

CBR1000F

FORÇA DE FRENAGEM DIANTEIRA

SEM PCV

AMPLITUDE DO ACIONAMENTO DA PCV

AMPLITUDE DO ACIONAMENTO DO PISTÃO DE CORTE

AMPLITUDE DO ACIONAMENTO DO PISTÃO DE DESCOMPRESSÃO

FORÇA DE FRENAGEM TRASEIRA

SOMENTE O FREIO TRASEIRO

SOMENTE O

FREIO DIANTEIRO

DISTRIBUIÇÃO IDEAL:

CARGA MÁXIMA

DISTRIBUIÇÃO IDEAL:

SOMENTE COM O PILOTO

CB

MOTOR

  • Motor de 499 cilindradas, arrefecido a água, com dois cilindros paralelos.
  • Quatro válvulas por cilindro acionadas diretamente pelas árvores de comando. Estas, por sua vez, são acionadas através de corrente.
  • O tensionador da corrente de distribuição é semelhante ao utilizado na CBR900RR.
  • Um balanceiro com somente um contra peso compensa o desequilíbrio primário de cada cilindro.
  • Carburadores tipo VP

COMPRESSÃO EXPANSÃO ESCAPAMENTO ADMISSÃO COMPRESSÃO EXPANSÃO

T T

N° 1 (LE)

EXPANSÃO ESCAPAMENTO ADMISSÃO COMPRESSÃO EXPANSÃO ESCAPAMENTO

T T

N° 2 (LD)

INTERVALO DE IGNIÇÃO

Nº 1 – 540° – Nº 2 – 180° – Nº 1

Devido à utilização de uma árvore de manivelas de 180°, os intervalos de ignição são irregulares:

BALANCEIRO

As forças de inércia são equilibradas em motores que apresentam dois cilindros em linha com uma árvore de manivelas de 180°. No entanto, devido à distância entre os dois mancais das extremidades, ocorre um efeito de torção, que provoca uma vibração na rotação. Para reduzir esta vibração, utiliza-se um balanceiro, que cria um efeito de rotação oposta. O balanceiro é apoiado por dois mancais lisos, que não necessitam ser combinados.

CB