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5. Operações Unitárias
Tipologia: Notas de estudo
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11Torres de Refrigeração
11. 1Água para resfriamento A forma mais comum de absorção do calor gerado em processos industriais é por meio da água, podendo-se destacar o resfriamento de um líquido qualquer por trocadores de calor, equipamentos nos quais dois fluídos trocam energia calorífica durante o escoamento em vazão uniforme. Na maioria das vezes o fluído frio é a água, que deverá receber parte do calor do fluído quente, obje�vando esfria-lo. Nessas condições a água tendo recebido parte do calor do fluído quente terá se aquecido, havendo necessidade da introdução constante de água fria para que o processo possa ocorrer de forma con�nua. Em situação de abundância, a água aquecida é simplesmente descartada na mesma medida em que é subs�tuída por água fria captada de um manancial, conforme a figura 1.
FIGURA 1: Sistemas de Circuitos Abertos, sem circulação de água
Em situações de escassez a água é con�nuamente resfriada para posteriores u�lizações. Esse resfriamento pode ser feito em circuitos semi abertos com recirculação de água, de acordo com a figura 2, ou em sistemas fechados, também com recirculação de água como na figura 3. Enquanto o primeiro e o terceiro são denominados sistemas não evapora�vos, o segundo é dito evapora�vo e reu�liza água após resfriada em diferentes �pos de equipamentos denominados torres de resfriamento. No circuito inclui-se um sistema de tratamento adequado para evitar o acúmulo de material indesejável na super�cie de troca de calor. Esse acúmulo de material é denominado fouling que, pode ser: Fouling inorgânico: produtos de corrosão compostos por depósitos de óxidos de ferro, lama de fosfato de cálcio, poeira atmosférica ou incrustações como carbonato de cálcio, sulfato de cálcio e outras. Fouling orgânico: materiais de altos pesos moleculares, oriundos de vazamentos de fluidos de processo, de composição química variada. Fouling biológico: cons�tuído por algas, fungos e bactérias formadores de limo ou material gela�noso aderente às super�cies metálicas.
Torres com ven�lação natural As primeiras torres de resfriamento �nham ven�lação natural, pouca eficiência e concepções simples, conforme desenho esquemá�co apresentado na figura 4, adaptada de DREW PRODUTOS QUÍMICOS LTDA (1979). Nesses pioneiros disposi�vos, a água era recalcada até seu topo e nebulizada por bicos, aumentando sua área de contato com a corrente de ar, cuja vazão era controlada por venezianas localizadas nas paredes laterais de acordo com a figura 4.
À medida que caia ao longo da torre, a água entrava em contato com o ar evaporando-se parcialmente. A água resfriada em certo volume era acumulada na bandeja inferior, de onde
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voltava para o processo e novamente reu�lizada como fonte fria. Essa concepção tornava necessário para se conseguir melhores resultados, que as torres de circulação natural fossem bastante altas e situadas em ângulo reto em relação aos ventos dominantes. Torres com ven�lação natural e “enchimento” Mais tarde verificou-se que a introdução de obstáculos no seu interior, (chamados pelos fabricantes de “enchimento”) permi�a um aumento na eficiência e grau de nebulização, intensificando a troca de calor entre a água e o ar, de acordo com a figura 5.
FIGURA 5: TORRE DE RESFRIAMENTO COM ENCHIMENTO
A introdução do conceito de “enchimento” reduziu substancialmente os custos de construção, na medida em que possibilitou a mesma dissipação de calor, u�lizando torres menores. Nesses equipamentos ocorriam perdas rela�vamente grandes de água , pois as go�culas dispersadas por arraste através das venezianas, correspondiam a cerca de 0,3 a 1,0% da vazão da torre. A par�r do final da Segunda Guerra Mundial a popularidade das torres com circulação natural de ar declinou, sendo subs�tuídas por torres de circulação mecânica de ar, com �ragem forçada ou induzida. Torres de resfriamento com �ragem forçada Estes equipamentos u�lizam um ven�lador situado na base, ou nos lados da torre, para forçar o ar a entrar horizontalmente, e após subir para encontrar as go�culas descendentes de água. Modernamente, disposi�vos eliminadores de go�culas colocados no topo da torre, minimizam a quan�dade de água arrastada pela corrente de ar que sai. Torres de resfriamento com �ragem induzida Nessa concepção o ar é puxado para o interior da torre por meio de um exaustor localizado em seu topo ou em sua base. Para o primeiro caso, existem duas alterna�vas: �ragem induzida em contra corrente, onde o ar é dirigido para cima contra o fluxo das go�culas que caem sobre o enchimento, e a de �ragem induzida de fluxo cruzado onde o enchimento é colocado bilateralmente, logo à entrada do ar que passa pelo seu interior. ÁGUA PARA TORRES DE REFRIAMENTO As considerações apresentadas neste item, dizem respeito ao consumo e a qualidade de água para torres de resfriamento
11.3 CONSUMO DE ÁGUA: REGRAS PRÁTICAS As atuais torres de �ragem mecânica são projetadas de modo a minimizar as perdas de água pelo vento e arraste , man�das entre 0,01 e 0,3% da vazão de recirculação , definida no item seguinte, segundo DREW PRODUTOS QUÍMICOS LTDA (1979). Genericamente, a quan�dade de água perdida por evaporação pode ser avaliada aplicando-se um fator de 0,85 a 1% da vazão de recirculação para cada 5,55 ºC de queda de temperatura ao longo da torre, sendo 1,0% geralmente adotado para aproximações. Nessas condições, uma torre de resfriamento com uma vazão de recirculação de 24.000 m 3 /h e uma queda de temperatura de 14ºC, perderia por evaporação cerca de 2,5%, ou 600 m 3 /h.
11.4 CONSUMO DE ÁGUA: BALANÇO DE MASSAS A seguir são apresentadas as terminologias adotadas para a elaboração do balanço de massas dos três �pos de sistemas. A: água de alimentação (make u p ), u�lizada para compensar a perda no sistema (m 3 /h). E: água de evaporação de sistemas evapora�vos, principal responsável pelo abaixamento da temperatura da água circulante (m 3 /h). R: água de respingo que sai junto com o fluxo de vapor e com o ar (m 3 /h). P: água de purga (blow do w ) u�lizada para limitar as concentrações salinas da água, em sistemas evapora�vos (m 3 /h). C: ciclo de concentração , indicador do número de vezes que uma dada porção de água se concentra num sistema evapora�vo. V: volume está�co no sistema. Nos sistemas evapora�vos é dado pela soma dos volumes das bacias das torres, das tubulações e dos trocadores de calor (m 3 ).
- Sólidos suspensos PAGE
São comuns quando no tratamento da água se u�lizam tripolifosfatos ou polimetafosfatos de sódio empregados como inibidores de corrosão, agentes an� incrustantes e como dispersantes. PROBLEMAS EM SISTEMAS FECHADOS, COM CIRCULAÇÃO DE ÁGUA
11.7 - SISTEMAS DE ÁGUA GELADA Não apresentam problemas de incrustação devido a temperatura ser inferior àquela necessária para provocar precipitação de dureza. Problemas com microrganismos, somente poderão exis�r quando a temperatura da água es�ver acima de 0ºC e mesmo assim de pequena monta. Os problemas nesses sistemas estão restritos à corrosão, principalmente provocada pelas diferenças de potenciais entre os diferentes materiais u�lizados.
- SISTEMAS DE ÁGUA QUENTE São usados para calefação ou para processos em indústrias alimen�cias quando se requer água quente ou superaquecida, com temperatura variando entre 80 a 160ºC. Esses sistemas podem apresentar problemas de corrosão ou incrustações, quando a água apresentar dureza.
11.8 PROBLEMAS EM SISTEMAS EM CIRCUITOS SEMI ABERTOS, COM RECIRCULAÇÃO DE ÁGUA
- Depósitos Originam-se de uma ou mais causas como:
11.9 PROBLEMAS EM SISTEMAS FECHADOS, COM CIRCULAÇÃO DE ÁGUA
- SISTEMAS DE ÁGUA GELADA Não apresentam problemas de incrustação devido a temperatura ser inferior àquela necessária para provocar precipitação de dureza. Problemas com microrganismos, somente poderão exis�r quando a temperatura da água es�ver acima de 0ºC e mesmo assim de pequena monta. Os problemas nesses sistemas estão restritos à corrosão, principalmente provocada pelas diferenças de potenciais entre os diferentes materiais u�lizados. - SISTEMAS DE ÁGUA QUENTE São usados para calefação ou para processos em indústrias alimen�cias quando se requer água quente ou superaquecida, com temperatura variando entre 80 a 160ºC. Esses sistemas podem apresentar problemas de corrosão ou incrustações, quando a água apresentar dureza. TABELA 2: Qualidade da água de reposição “MAKE UP” para uso em sistema de resfriamento com circuitos semi abertos, com recirculação de água. PARÂMETRO a LIMITE RECOMENDADO b Cl - 500 Sólidos totais dissolvidos 500 Dureza 650 Alcalinidade 350 pH 6,9 – 9, DQO 75
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Sólidos em suspensão totais 100 Turbidez 50 DBO 25 Material orgânico c 1, NH4-N 1, PO4 4 SiO2 50 Al 0, Fe 0, Mn 0, Ca 50 Mg 0, HCO3 24 SO4 200 a –Todos os valores em mg/l, exceto pH b –Water Pollu�on Control Federa�on, 1989 c – Substâncias a�vas ao azul de me�leno
12. 1) Caracterís�cas Fluido (lê-se fluido e não fluído) Fluido [do la�m fluidu ] –
Fluídico [do la�m fluidu ] -
Chamam-se de fluidos os líquidos e os gases, estes úl�mos geralmente denominados fluidos elás�cos, por sua grande compressibilidade. Há, porem, um �po especial e superior de gás, o Plasma, que se forma quando todos os átomos ou moléculas neutras, sob poderosa excitação elétrica, são transformados em pigmentos carregados de íons ou elétrons
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B. Nas Bombas Volumétricas, ou de Deslocamento Posi�vo, a movimentação do fluído é causada diretamente pela ação do órgão de impulsão da bomba que obriga o fluído a executar o mesmo movimento a que está sujeito este impulsor (êmbolo, engrenagens, lóbulos, palhetas). Dá-se o nome de volumétrica porque o fluído, de forma sucessiva, ocupa e desocupa espaços no interior da bomba, com volumes conhecidos, sendo que o movimento geral deste fluído dá-se na mesma direção das forças a ele transmi�das, por isso a chamamos de deslocamento posi�vo.
A Bomba Centrífuga tem como base de funcionamento a criação de duas zonas de pressão diferenciadas, uma de baixa pressão (sucção) e outra de alta pressão (recalque).Para que ocorra a formação destas duas zonas dis�ntas de pressão, é necessário exis�r no interior da bomba a transformação da energia mecânica (de potência), que é fornecida pelo máquina motriz (motor ou turbina), primeiramente em energia ciné�ca, a qual irá deslocar o fluído, e posteriormente, em maior escala, em energia de pressão, a qual irá adicionar "carga" ao fluído para que ele vença as alturas de deslocamento. Para expressar este funcionamento, existem três partes fundamentais na bomba (figura 1): a) corpo (carcaça), que envolve o rotor, acondiciona o fluído, e direciona o mesmo para a tubulação de recalque (figuras 1, 2 e 3); b) rotor (impelidor), cons�tui-se de um disco provido de pás (palhetas) que impulsionam o fluído (figuras 4, 5 e 6); c) eixo de acionamento (Figura 1), que transmite a força motriz ao qual está acoplado o rotor, causando o movimento rota�vo do mesmo. Antes do funcionamento, é necessário que a carcaça da bomba e a tubulação de sucção (), estejam totalmente preenchidas com o fluído a ser bombeado. Ao iniciar-se o processo de rotação, o rotor cede energia ciné�ca à massa do fluído, deslocando suas par�culas para a extremidade periférica do rotor. Isto ocorre pela ação da força centrífuga. Com isso, inicia-se a formação das duas zonas de pressão (baixa e alta) necessárias para desenvolver o processo: A. Com o deslocamento da massa inicial do fluído do centro do rotor (figura 1) para sua extremidade, formar-se-á um vazio (vácuo), sendo este, o ponto de menor pressão da bomba. Obviamente, novas e sucessivas massas do fluído provenientes da captação ocuparão este espaço, pela ação da pressão atmosférica ou o utra força qualquer; B. Paralelamente, a massa do fluído que é arrastada para a periferia do rotor, agora comprimida entre as pás e as faces internas do mesmo, recebe uma crescente energia de pressão, derivada da energia potencial e da energia ciné�ca, anteriormente fornecidas ao sistema. O crescente alargamento da área de escoamento (Teorema de Bernoulli), assim como as caracterís�cas constru�vas do interior da carcaça da bomba (voluta ou difusores) (figuras 2 e 3) ocasionam a alta pressão na descarga da bomba, elevando o fluído a altura desejada. () Nas bombas autoaspirantes, é necessário preencher apenas o caracol (corpo) da mesma. NOTA : Convém salientar, que somente um estudo mais aprofundado sobre as diversas equações e teoremas que determinam o funcionamento de uma bomba hidráulica irá jus�ficar como estes processos desenvolvem-se em suas inúmeras variáveis, não sendo este o obje�vo deste. No entanto, resumidamente, podemos dizer que o funcionamento de uma bomba centrífuga contempla o principio universal da conservação de energia, que diz: "A energia potencial transforma-se em energia ciné�ca, e vice-versa". Parte da energia potencial transmi�da à bomba não é aproveitada pela mesma pois, devido ao atrito, acaba transformando-se em calor. Em vista disto, o rendimento hidráulico das bombas pode variar em seu melhor ponto de trabalho (ponto ó�mo) de 20% a 90%, dependendo do �po de bomba, do acabamento interno e do fluído bombeado pela mesma. Figura 1: Vista lateral do caracol e rotor em corte de uma bomba centrífuga; Figura 2: Vista frontal do caracol e rotor em corte de uma bomba centrífuga; Figura 3: Caracol de descarga centralizada com difusor fixo;
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Bombas Centrífugas
Aplicações Gerais: Saneamento, irrigação e bombeamento de líquidos em geral. Vazão até: 2.000 M3/H Diâm. flange recalque: 32mm até 300mm Altura manométrica até: 120 m.c.a Rotação até: 3500 rpm Temperatura até: 350º C
Bombas de Vácuo Aplicações Gerais: Em cozedores, evaporadores, filtro a vácuo, extração a vácuo em fábricas de papel e celulose, tecidos, químicas e petroquímica, alimen�cia, usinas de açúcar e álcool, etc. Vazão até: 200 CFM Diâmetro do flange de recalque: 150 mm Altura manométrica até: 8 inHg até 26 inHg Rotação até: 560 rpm Bombas autoescorvantes
Estas bombas foram projetadas para recalque de esgoto bruto, efluentes industriais e captação de água bruta. Em seu "design" foram introduzidos os mais atualizados conceitos tecnológicos no sen�do de se eliminar as inconveniências operacionais e os freqüentes e elevados custos de manutenção das bombas submersas.
Aplicações Gerais: Saneamento, tratamento de água e esgoto, construção, drenagem, indústrias em geral e irrigação. Vazão até: 1200 M3/H Diâm. flange recalque: 3" até 12" Altura manométrica até: 60 m.c.a Rotação até: 2150 rpm Temperatura até: 80º C
Fácil acesso, ficam instaladas fora do poço; Dispensam o uso de válvula de pé;
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