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Operações unitárias, Notas de estudo de Engenharia de Minas

Operações unitárias de processamento mineral e Representação gráfica dos equipamentos

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 04/09/2015

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DIVISAO DE ENGENHARIA
DIVISAO DE ENGENHARIA
CURSO DE ENGENHARIA DE PROCESSAMENTO MINERAL
3º ANO TURMA A CURSO DIURNO
DESENHO DE PLANTA
Tema:
Operações unitárias de processamento mineral e Representação gráfica dos equipamentos
Nome: Docente:
Décio Alberto Douve Engº: Bruno Bene
Tete, Setembro de 2015
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DIVISAO DE ENGENHARIA

DIVISAO DE ENGENHARIA

CURSO DE ENGENHARIA DE PROCESSAMENTO MINERAL

3º ANO TURMA A CURSO DIURNO

DESENHO DE PLANTA

Tema: Operações unitárias de processamento mineral e Representação gráfica dos equipamentos

Nome: Docente:

Décio Alberto Douve Engº: Bruno Bene

Tete, Setembro de 2015

Décio Alberto Douve

Operações unitárias de processamento mineral e Representação gráfica dos equipamentos

Trabalho apresentado ao Instituto Superior Politécnico Tete no âmbito da cadeira de Desenho de planta, lecionada por Eng.º Bruno Bene.

Tete, Setembro de 2015

I. Introdução

No tratamento do mineiro, as actividades são executadas de forma cíclica. Essas operações seguem uma série de procedimentos fundamentais para liberar e transportar o minério e/ou estéril até o seu destino.

O presente trabalho fala sobre as operações unitárias de tratamento dos minerais desde o primeiro circuito ate ao circuito final. Também fez se a representação gráfica de alguns equipamentos usados nestes processos, a representação gráfica nos ajuda a fazer o desenho da planta tendo em conta os diferentes estágios ou etapas que um certo minério poderá seguir.

1. Operações unitárias Segundo Arthur Littlhe (1915), operações unitárias são etapas fundamentais em que se divide um processo químico, operando de forma sistémica numa linha de produção industrial.

Tratamento -é um conjunto de operações unitárias a que se submete o ROM com o intuito de adequá-lo às especificações de mercado (cadeia produtiva).

As operações unitárias de tratamento de minérios são: 1- Cominuição  Britagem  Moagem 2- Separação por tamanho  Peneiramento  Classificação 3- Concentração  Gravítica  Magnética  Electroestática  Flotação

1.1.Cominuição

Também chamada de fragmentação, é a etapa de tratamento de minérios onde a rocha de interesse económico (minério) sofre redução de tamanho, de forma controlada e visando um objectivo pré-determinado. É a Operação Unitária que promove a redução dos corpos a partículas ou fragmentos de pequenas dimensões, utilizando, para isso, meios adequados à natureza da substância que se pretende dividir.

1.1.1. Finalidade da cominuição  Permitir o fácil manuseio e transporte do minério  Liberação dos minerais valiosos para operações posteriores  Adequar a granulometria do produto final

Os equipamentos geralmente utilizados são os Britadores Cônicos, cuja granulometria máxima do produto obtido está compreendida na faixa de 25 a 3mm, com uma razão de redução de 4: ou 6:1.

Escala de redução dos estágios de britagem: Estágio de Britagem Tamanho Máximo de Alimentação (mm)

Tamanho Máximo de Produção (mm) Britagem Primária 1000 100, Britagem Secundária 100 10, Britagem Terciária 10 1, Britagem Quaternária 5 0 8

1.2. Moagem Moagem é a operação de redução de tamanhos menores (abaixo de ¾ polegadas), com o objectivo de liberar os minerais uteis para as operações posteriores. Os moinhos se classificam em:

1.2.1. Moinhos revolventes ou tubulares É a solução para aplicar pequenas fracções de força em um grande número de partículas: o efeito alcançado pelo uso de meios moedores para produzir a cominuição. Existem 3 tipos principais de moinhos revolventes:  Moinhos de barras;  Moinho de bolas;  Moinhos autógenos.

1.2.2. Moinhos de trajectória fixa Os moinhos de trajetória fixa podem ser:  Moinhos de rolos;  Moinhos de rolos e mesa giratória;  Moinhos tipo torre;  Moinhos vibratórios.  Moinhos de martelo;  Moinhos de discos.

2. Separação por tamanho É um tipo de separação em que têm como objetivo comum, a separação de um material em duas ou mais frações, com partículas de tamanhos distintos.

A separação por tamanho pode ser feita por duas maneiras:

2.1.Peneiramento

Entende-se por peneiramento , a separação de um material em duas ou mais classes, estando estas limitadas uma superior e outra inferiormente. As que passam são denominadas como “undersize” e o material retido é denominado “oversize.”

2.1.1. Objectivos de Peneiramento  Prevenir a entrada dos passantes no triturador à maxila, então conduz ao aumento das suas capacidades e eficiência.  Prevenir os materiais grossos de passar ao próximo estágio (fase) num circuito fechado da trituração fina ou moagem;  Preparar uma dimensão perto da exigida, que deve ser alimentada a uma dada concentração gravimétrica;  Produzir o material graduado ou de uma dimensão própria do produto finito;

2.1.2. Aplicações  Separação por tamanho (granulometria);  Escalpe remoção de partículas é a peneira que visa a primeira classificação antes do britador primário (somente o OS alimenta o Britador de mandíbula);  Protecção – Visa que as partículas maiores, sucatas (parafusos, metais), borracha, não passem para o equipamento a frente, protegendo-o desses corpos estranhos;  Humedecimento (carvão);  Desaguamento retira a água do minério;  Recuperação de meio denso;  Concentração (tamanho ou forma ou moagem diferencial);  Deslamagem;  Lavagem (lava os finos de aderência aos granulados).

repelidos por ele. No primeiro caso tem-se os minerais ferromagnéticos, os quais são atraídos fortemente pelo campo, e os paramagnéticos, que são atraídos fracamente. Aqueles que são repelidos pelo campo denominam-se de diamagnéticos.

3.3. Separação electroestática

A separação eletrostática é um processo de concentração de minérios que se baseia nas diferenças de algumas de suas propriedades, tais como: condutibilidade elétrica, susceptibilidade em adquirir cargas elétricas superficiais, forma geométrica, densidade entre outras. Para promover a separação é necessária a existência de dois fatores elétricos:

 Um campo elétrico de intensidade suficiente para desviar uma partícula eletricamente carregada, quando em movimento na região do campo;  Carga elétrica superficial das partículas, ou polarização induzida, que lhes permitam sofrer a influência do campo elétrico. A separação eletrostática está condicionada, entre outros fatores, ao mecanismo do sistema que produz as cargas superficiais nos diversos minerais a serem separados, como também à granulometria de liberação, que deve proporcionar uma partícula com massa suficiente para que haja uma atração efetiva por parte do campo elétrico aplicado

3.4. Flotação Flotação é um processo de separação de minerais que é conduzido em meio aquoso e na presença de bolhas de ar. As bolhas aderem selectivamente a uma espécie mineral fazendo com que esta flutue. As demais permanecem em suspensão. A propriedade fundamental para ocorrer a flotação é a molhabilidade mensurada através do angulo formado pelas bolhas de ar.

A flotação é um processo de natureza físico-químico, explora as diferenças de características superficiais dos diversos minerais.

4. Representação gráfica dos equipamentos

Britagem

Figura 2: Representação gráfica do britador cónico

Moagem

Figura 3: Representação gráfica do moinho de bolas

Peneiramento

Figura 4: Representação gráfica peneira vibratória

Figura 1: Representação gráfica do britador de mandibula

Conclusão Apos a realização do presente trabalho conclui que no tratamento de minérios inclui-se as seguintes operações unitárias:

  1. Redução de tamanho das partículas;
  2. Classificação das partículas por classes de tamanho;
  3. Elevação dos teores dos componentes úteis (concentração);
  4. Diminuição dos teores dos componentes indesejáveis;
  5. Eliminação de propriedades indesejáveis;
  6. Manuseio do minério entre operações sucessivas; 7.Operações auxiliares (separação S/L; aglomeração de finos). A representação gráfica dos equipamentos ajuda-nos no em que queremos fazer um fluxograma dos estágios de processamento, podemos incluir neste fluxograma os equipamentos para melhor intender que operação é feita neste ou naquele estágio.

Bibliografia CLIFFORD, D. Gravity Concentration Mining Magazine , p. 136 – 148, March 1999.

DA LUZ, Adao Benvindo, e LINS, Fernando A. Freitas (2004) INTRODUÇAO AO TRATAMENTO DE MINEIRO ; 4ª Edição; Rio de Janeiro.

https://www.google.co.mz/?gws_rd=cr&ei=aIPpVcXCCeX- ygOzs5ugAQ#q=opera%C3%A7%C3%B5es+unitarias+de+processamento+de+minerios, acessado no dia 04 de Septembro pelas 15h:05min.