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Apostilas de História sobre a Arte Egéia, Arte Cicládica, relação histórica entre a civilização cretense e a micênica, Cretenses, Vida e sociedade, Escultura, pintura e baixos relevos.
Tipologia: Notas de estudo
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A arte Egéia está associada às culturas que floresceram no mar Egeu e que foram principalmente três:
ARTE CICLÁDICA A cultura das ilhas Cíclades é ainda uma grande incógnita, pois dela praticamente pouco restou além de modestas sepulturas em pedra. Em termos de produção artística destaca-se a cerâmica (vasos, taças e cálices) decorada com motivos geométricos lineares, espirais ou curvilíneos. Outro destaque são os ídolos de mármore que são de poucos centímetros ao tamanho natural, num motivo abstrato onde a cabeça é um ovóide e o único relevo é o nariz. Aparecem também pequenas figuras de homens tocando lira ou flauta e mulheres segurando crianças. RELAÇÃO HISTÓRICA ENTRE A CIVILIZAÇÃO CRETENSE E A MICÊNICA. Ilha de Creta
. é a cultura mais importante, com grande influência; . período de florescimento 3.000 a 1.400 a C; . apogeu de 2.000 a C; . 1.400 a C, domínio micênico.
Região do Peloponeso
cretense. O rei tinha função religiosa mais sua principal função era a de empresário. A religião era amena e não desempenhou papel determinante na cultura cretense, Culto à deusa-mãe geradora da espécie humana, rainha dos animais e das plantas. Havia um grande número de divindades femininas e um número também grande de representações femininas. Tinham rituais funerários mas não se afligiam por terrores sobrenaturais e nem se esforçavam para preservar os restos mortais, apesar de acreditarem na vida após a morte. Seus costumes: gostavam de esportes, cultuavam o corpo, danças, tauromaquias, lutas. Os homens usavam tangas no dia-a-dia e saiotes com cinturões ajustados, sandálias ou botas nas ocasiões especiais; cabelos longos e barbas feitas. As mulheres usavam saias apertadas na cintura, corpetes justos, babados coloridos; às vezes seios à mostra; penteados para cima com cachos soltos na testa e laterais; uso de batons e sombras; às vezes depilação de sobrancelhas. A mulher tinha maior liberdade do que era habitual na época. Muitos atribuem a eles a invenção da dança.
Inexistência de construções funerárias e religiosas de caráter monumental ou colossal, bem como a ausência de uma arquitetura militar significativa. A arquitetura palaciana possui caráter informal ( não existe um esquema pré-determinando; não tem preocupação com o fausto, imponência e ostentação). Vão se tentando soluções mais adequadas para satisfazer as necessidades práticas. Há uma preocupação com o conforto e defesa contra o calor, pátios de arejamento e terraço. Construção do palácio articulada em vários planos, tubulações para água e esgoto, bem como a presença de uma sala de banho. ESCULTURA É pouco significativa com ausência de composições grandiosas. Constitui-se basicamente de figuras pequenas de argila ou terracota (argila cozida) ou outros materiais locais. Os temas prediletos são: animais e devotos femininos (deusas e sacerdotisas). Destacam-se ainda os ritons, pequenas vasilhas em pedra, argila ou metal, geralmente com forma de animais divinizados e com função ritualística. PINTURA E BAIXOS RELEVOS As pinturas e os relevos conhecidos são em sua maioria de 1.600 a 1450 a C, fase que coincide com o naturalismo na pintura da cerâmica. Influência egípcia quanto à forma com as figuras fortemente contornadas, cores chapadas, lei da frontalidade e influência quanto à técnica com afrescos e relevos pintados. Mas a pintura difere-se da egípcia pela harmonia decorativa, liberdade de concepção, gosto pelo movimento (ondulatório principalmente) e pelo seu caráter profano. Na pintura cretense identifica-se o uso das cores vivas e contrastantes, o vermelho, azul e branco são as principais, mas também usam o marrom, o amarelo, o verde e às vezes o cinza e o rosa.
Minóico. A pintura tinha temas naturalistas, relatando principalmente a vida marinha e com uma certa freqüência eram representados Touros, tidos como sagrados, em "jogos" com maior ênfase a facilidade de movimento do que a dramaticidade. Como os Egípcios diferenciavam a mulher por uma tonalidade mais clara da pele e uma cintura mais fina. As gravuras eram geralmente encontradas em palácios, os cretenses desenvolveram uma cultura centralizada em centros urbanos, que estranhamente foram destruidos em 1700 a.C. e novamente reconstruídos 100 anos depois, para mais uma vez tombarem em 1500 a.C. Estes palácios sobreviveram em lendas como o labirinto do Minotauro referente ao Palácio de Minos e seus incontáveis cômodos. O interessante é que estas catastofres não são relatadas em suas manifestações artísticas que tem um tom alegre e descontraído e somente são percebidas por uma descontinuidade da arte narrativa.
Povo Cicladense Na região ao norte de Creta existe um grupo de ilhas chamadas de Ciclades e foram habitadas no período de 2600 e 1100 a.C. Este povo enterravam seus mortos em túmulos de pedras e junto com eles prestavam uma homenagem a deusa da fertilidade representada pela figura de uma escultura em mármore com variados tamanho podendo chegar ao natural. Apesar deste tipo de escultura, representado uma silhueta feminina, existir desde o paleolítico a arte cicladense apresenta uma disciplina que a difere da arte da era das cavernas, uma característica marcante é o nariz alongado presente na face bem como as noções de convexidade nos joelhos e abdome.
Povo Micenenses Do outro lado do mar Egeu no sudeste do continente Grego na época de 1600 a 1100 a.C. apareceram diversos povoados onde seus moradores foram conhecidos como micenenses, nome originário do maior destes povoados o de Micenas. A arte dos micenenses era pouco expressiva e se resumia a cerâmicas e armamentos em metais, inexplicavelmente passaram a enterrar os mortos em túmulos com forma de colmeia e a construir palácios como verdadeiras fortalezas rodeados por muros em pedra, surgiu com isto as paredes esculpidas com perceptíveis influencias do oriente próximo. Uma dessas fortalezas foi considerada pelos gregos como obra dos Cíclopes e possuía dois leões esculpidos na entrada. Prof. Luiz Ozanan / Pós-graduado em Informática Educacional e Mestrando em História. Professor da FUMA e IJJA na cadeira de Arte e Estética e História da Arte