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Amebíase e Tricomoníase: Agentes Patogênicos e Transmissão, Resumos de Biologia

Este documento discute as amebíase e tricomoníase, duas doenças causadas por entamoeba histolytica e trichomonas vaginalis, respectivamente. Amebíase é uma infecção intestinal que pode ser assintomática ou sintomática, causando até 100.000 mortes anualmente. Tricomoníase, por outro lado, é uma doença venérea transmitida sexualmente, com sintomas como edema, eritema, erosão e pontos hemorrágicos na vagina e uretra. Ambas as doenças apresentam diferentes formas de transmissão e tratamento. O texto também aborda a importância de desenvolver técnicas de diagnóstico diferencial entre as espécies de entamoeba e a importância de prevenção.

Tipologia: Resumos

2021

Compartilhado em 26/10/2021

lorenawt
lorenawt 🇧🇷

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Baixe Amebíase e Tricomoníase: Agentes Patogênicos e Transmissão e outras Resumos em PDF para Biologia, somente na Docsity!

PARASITOLOGIA

GIARDÍASE

AMEBÍASE

TRICHOMONÍASE

PROTOZOOLOGIA

AMEBÍASE

Este elevado número de assintomáticos fez Brumpt, em 1925,

sugerir a existência de outra espécie de ameba, E. dispar, infectando

os assintomáticos.

Esta hipótese foi rejeitada pela maioria dos pesquisadores na época

Grande variabilidade de virulência da E. histolistica respondia por

aquele quadro.

Porém, na década de 80 começaram a acumular-se dados que

davam suporte à hipótese de Brumpt.

AMEBÍASE

1977, a OMS assume a E. dispar como espécie infectando o homem.

Esta nova espécie seria a responsável pela maioria das infecções

assintomáticas atribuídas à E. histolytica.

No entanto, casos de amebíase sintomática, denominados colite

não-disentérica, foram identificados como produzidos pela E. dispar.

Os casos estudados de indivíduos apresentando este quadro clínico

não mostraram invasão da mucosa, consistindo num forte indício de

que esta ameba não produziria doença como a E. histolytica.

AMEBÍASE - Classificação

Todas as espécies do gênero Entamoeba vivem no intestino grosso

de humanos ou de animais,

◦ Entamoeba moshkoviskii, que é uma ameba de vida livre.

As espécies de ameba pertencentes ao gênero Entamoeba foram

reunidas em grupos diferentes, segundo o número de núcleos do

cisto maduro ou pelo desconhecimento dessa forma. São eles:

1) Entamoeba com cistos contendo oito núcleos, também chamada

grupo coli: E. coli (homem), E. muris (roedores). E. gallinarum (aves

domésticas).

AMEBÍASE - Classificação

2) Entamoeba de cistos com quatro núcleos, também chamada

grupo hystolytica: E. histolytica (homem), E. díspar (homem), E.

ranarum (sapo e rã), E. invadens (cobras e répteis), E. moshkoviskii

(vida livre).

3) Entamoeba de cisto com um núcleo: E. polecki (porco, macaco e,

eventualmente, humanos), E. suis (porco, para alguns sinonímia de

E. polecki ).

4) Entamoeba cujos cistos não são conhecidos ou não possuem

cistos: E. gingivalis (humanos e macacos).

AMEBÍASE Ciclo de Vida

AMEBÍASE Ciclo de Vida

AMEBÍASE – Patogenia Amebíase é a infecção do homem causada pela Entamoeba histolytica, com ou sem manifestação clínica. Inexplicada variabilidade quanto ao potencial patogênico e diferença de virulência Este fato parece estar diretamente ligado à natureza de fatores que determinam a virulência do parasito, principalmente o que faz mudá-lo de um tipo comensal para um agressivo, invasor. O início da invasão amebiana é resultante da ruptura ou quebra do equilíbrio parasito- hospedeiro, em favor do parasito. São inúmeros os fatores ligados ao hospedeiro: localização geográfica, raça, sexo, idade, resposta imune, estado nutricional, dieta, alcoolismo, clima e hábitos sexuais. Destaca-se a flora bacteriana associada.

AMEBÍASE – Patogenia

Com relação ao parasito, sabe-se que a evolução da patogenia

ocorre através da invasão dos tecidos pelos trofozoítos invasivos e

virulentos.

Os mecanismos dessa invasão não estão ainda totalmente

esclarecidos.

Tudo indica que a E. histolytica tem um efeito letal direto sobre a

célula por liberação de enzimas proteolíticas (hialuronidase,

protease e mucopolissacaridases) favorecem a progressão e

destruição dos tecidos.

AMEBÍASE – Patogenia

As amebas podem penetrar nos vasos sanguíneos e, através da

circulação porta, atingir primeiramente o fígado, que é o principal

órgão com acometimento extra-intestinal

◦ Formação de abscessos ou, mais propriamente, "necrose coagulativa".

Podem também atingir o pulmão e mais raramente o cérebro.

Atingem ainda, em certas circunstâncias, a pele e as regiões anal ou

vaginal (períneo)

AMEBÍASE – Diagnóstico Clínico Manifestações clínicas atribuídas à E. histolytica podem ser errôneas devido à grande superposição de sintomas comuns às várias doenças intestinais Devido a essas dificuldades de diagnóstico este só deverá ser considerado definitivo pelo encontro de parasitos nas fezes. Em muitos casos, a retossimoidoscopia com exame imediato do material coletado apresenta bons resultados e pode esclarecer cerca de 85% dos casos Pode-se fazer o diagnóstico usando-se raios X, cintilografia, ultrassonografia e tomografia computadorizada. Esses métodos podem, em mais de 95% dos casos, mostrar claramente a localização, o número e a evolução do abscesso. A associação do abscesso hepático amebiano com a amebíase intestinal, para um possível diagnóstico, nem sempre é correspondida, pois somente 9% dos pacientes com abscesso hepático amebiano têm retocolites com amebas nas fezes.

AMEBÍASE – Diagnóstico Imunológico Os métodos sorológicos estão sendo cada vez mais empregados, principalmente na amebíase extra-intestinal. Os métodos mais utilizados são: ELISA, imunofluorescência indireta, hemaglutinação indireta, além da contraimunoeletroforese, imunodifusão em gel de ágar e o radioimunoensaio. Com a obtenção de antígenos mais puros, sensíveis, esses métodos têm sido muito promissores e cada vez mais utilizados. Na amebíase extra-intestinal, e principalmente no caso de abscesso hepático, em que os exames de fezes podem ser negativos, os exames sorológicos podem detectar cerca de 95% dos casos.

AMEBÍASE – Tratamento Derivados imidazólicos: estão incluídos neste grupo os amebicidas mais efetivos e mais usados: metronidazol (Flagyl), ornidazol, nitroimidazol e seus derivados, secnidazol e tinidazol. ◦ Estes medicamentos tanto podem ser utilizados por via oral (comprimidos e suspensões) como injetáveis O metronidazol é, sem dúvida, um dos amebicidas mais usados pois é muito bem tolerado, sendo hoje praticamente a droga de escolha para tratamento tanto da amebíase intestinal como hepática, nas doses de 500 a 800mg, três vezes ao dia durante sete dias. O secnidazol tem sido usado em dose única de 30mg/kg de peso para adultos.