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Este documento discute as amebíase e tricomoníase, duas doenças causadas por entamoeba histolytica e trichomonas vaginalis, respectivamente. Amebíase é uma infecção intestinal que pode ser assintomática ou sintomática, causando até 100.000 mortes anualmente. Tricomoníase, por outro lado, é uma doença venérea transmitida sexualmente, com sintomas como edema, eritema, erosão e pontos hemorrágicos na vagina e uretra. Ambas as doenças apresentam diferentes formas de transmissão e tratamento. O texto também aborda a importância de desenvolver técnicas de diagnóstico diferencial entre as espécies de entamoeba e a importância de prevenção.
Tipologia: Resumos
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PROTOZOOLOGIA
AMEBÍASE
AMEBÍASE
AMEBÍASE - Classificação
AMEBÍASE - Classificação
AMEBÍASE Ciclo de Vida
AMEBÍASE Ciclo de Vida
AMEBÍASE – Patogenia Amebíase é a infecção do homem causada pela Entamoeba histolytica, com ou sem manifestação clínica. Inexplicada variabilidade quanto ao potencial patogênico e diferença de virulência Este fato parece estar diretamente ligado à natureza de fatores que determinam a virulência do parasito, principalmente o que faz mudá-lo de um tipo comensal para um agressivo, invasor. O início da invasão amebiana é resultante da ruptura ou quebra do equilíbrio parasito- hospedeiro, em favor do parasito. São inúmeros os fatores ligados ao hospedeiro: localização geográfica, raça, sexo, idade, resposta imune, estado nutricional, dieta, alcoolismo, clima e hábitos sexuais. Destaca-se a flora bacteriana associada.
AMEBÍASE – Patogenia
AMEBÍASE – Patogenia
◦ Formação de abscessos ou, mais propriamente, "necrose coagulativa".
AMEBÍASE – Diagnóstico Clínico Manifestações clínicas atribuídas à E. histolytica podem ser errôneas devido à grande superposição de sintomas comuns às várias doenças intestinais Devido a essas dificuldades de diagnóstico este só deverá ser considerado definitivo pelo encontro de parasitos nas fezes. Em muitos casos, a retossimoidoscopia com exame imediato do material coletado apresenta bons resultados e pode esclarecer cerca de 85% dos casos Pode-se fazer o diagnóstico usando-se raios X, cintilografia, ultrassonografia e tomografia computadorizada. Esses métodos podem, em mais de 95% dos casos, mostrar claramente a localização, o número e a evolução do abscesso. A associação do abscesso hepático amebiano com a amebíase intestinal, para um possível diagnóstico, nem sempre é correspondida, pois somente 9% dos pacientes com abscesso hepático amebiano têm retocolites com amebas nas fezes.
AMEBÍASE – Diagnóstico Imunológico Os métodos sorológicos estão sendo cada vez mais empregados, principalmente na amebíase extra-intestinal. Os métodos mais utilizados são: ELISA, imunofluorescência indireta, hemaglutinação indireta, além da contraimunoeletroforese, imunodifusão em gel de ágar e o radioimunoensaio. Com a obtenção de antígenos mais puros, sensíveis, esses métodos têm sido muito promissores e cada vez mais utilizados. Na amebíase extra-intestinal, e principalmente no caso de abscesso hepático, em que os exames de fezes podem ser negativos, os exames sorológicos podem detectar cerca de 95% dos casos.
AMEBÍASE – Tratamento Derivados imidazólicos: estão incluídos neste grupo os amebicidas mais efetivos e mais usados: metronidazol (Flagyl), ornidazol, nitroimidazol e seus derivados, secnidazol e tinidazol. ◦ Estes medicamentos tanto podem ser utilizados por via oral (comprimidos e suspensões) como injetáveis O metronidazol é, sem dúvida, um dos amebicidas mais usados pois é muito bem tolerado, sendo hoje praticamente a droga de escolha para tratamento tanto da amebíase intestinal como hepática, nas doses de 500 a 800mg, três vezes ao dia durante sete dias. O secnidazol tem sido usado em dose única de 30mg/kg de peso para adultos.