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Aula Amebíase, Notas de aula de Enfermagem

AULA AMEBÍASE

Tipologia: Notas de aula

2013

Compartilhado em 20/08/2013

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roseline-lima-11 🇧🇷

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AMEBÍASE
Infecção de amplo espectro clínico causada por Entamoeba
histoýtica
Amebíase intestinal invasiva ou não-invasiva (assintomática)
doença aguda (disenteria amebiana)
doença crônica
abscesso hepático
ameboma
amebíase pleuro-pulmonar
pericardite
envolvimento do cérebro, pele ou genitais
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AMEBÍASE

 (^) Infecção de amplo espectro clínico causada por Entamoeba histoýtica  (^) Amebíase intestinal invasiva ou não-invasiva (assintomática)  (^) doença aguda (disenteria amebiana)  (^) doença crônica  (^) abscesso hepático  (^) ameboma  (^) amebíase pleuro-pulmonar  (^) pericardite  (^) envolvimento do cérebro, pele ou genitais

A. Entamoeba histolytica, trofozoíto (minuta) não-patogênica. B. Entamoeba histolytica - trofozoíto (magna), atividade patogênica. C. Entamoeba coli, trofozoíta. D e E. Entamoeba hartmanni, trofozoítas. F e G. Endolimax nana, trofozoítas. H. Dientamoeba fragilis. I. Iodamoeba bütschlii. J. Cisto maduro de E. coli. K. Cisto de Endolimax nana. L. Cisto de E. hartmanni. M. Cisto maduro de E. histolytica. N. Cisto jovem de E.histolytica. O. O. Cisto de Iodamoeba bütschlii.

Amebas que parasitam o intestino humano

Ciclo Biológico da E. histolytica

AMEBÍASE

INFECTIVIDADE E IMUNIDADE

  • (^) Infectividade - A infecção tem lugar quando os cistos maduros de E. histolytica são ingeridos por um indivíduo suscetível.
  • (^) Bactérias, produtos elaborados por elas ou as condições que elas criam no tubo digestivo são exigência para a vida das amebas na luz do intestino e, no inicio da invasão da mucosa intestinal, ou do fígado.
  • (^) No seio dos tecidos, os parasitos crescem e multiplicam- se, produzindo extensas lesões necróticas, em condições aparentemente assépticas
  • (^) Imunidade. É inquestionável existir uma resistência dos pacientes ao parasitismo.
  • (^) Os portadores assintomáticos de E. histolytica em geral não apresentam anticorpos específicos no soro.
  • (^) Várias técnicas imunológicas demonstram a presença de imunoglobulinas específicas no soro da maioria dos pacientes.
  • (^) A produção de anticorpos pode persistir , depois de curada a infecção, por períodos compreendidos entre seis meses e alguns anos.

Localizações Intestinais

  • (^) Fatores traumáticos facilitam o atacar aos tecidos do hospedeiro no período de 24 a 90 horas após a contaminação da mucosa íntegra.
  • (^) As lesões iniciais, no intestino grosso, parecem limitar-se ao epitélio da superfície mucosa, depois, os trofozoítas são vistos em diferentes níveis do tecido conjuntivo.
  • (^) A necrose amebiana conduz à formação de pequenas úlceras superficiais.
  • (^) A multiplicação dos parasitos e sua progressão nos tecidos aumentam em profundidade a área necrosada, até alcançar a camada muscular e segue lateralmente, para formar úlceras com paredes subminadas e uma abertura relativamente estreita para a luz intestinal.

LOCALIZAÇÕES HEPÁTICAS

  • (^) Abscessos amebianos - focos de necroses extensas originadas de lesões muito pequenas e múltiplas o que sugere sua origem hematogênica.
  • (^) Necrose de coagulação ( pus chocolate ) - material necrosado resultando em um líquido espesso, castanho- avermelhado ou cor de chocolate, que contém tecido hepático lisado, sangue, bile e algumas amebas.

FORMAS CLÍNICAS E SINTOMATOLOGIA

  • (^) Amebíase Intestinal Invasiva , colite amebiana aguda ou como disenteria amebiana.
  • (^) Dor abdominal, febre, leucocitose geralmente inferior a 10 mil glóbulos brancos por microlitro e evacuações freqüentes. Estas, que a princípio contêm fezes líquidas, logo se tomam simples misturas de muco e sangue.
  • (^) A mortalidade é geralmente alta, quando não medicada, podendo ocorrer o desfecho dentro de 7 a 10 dias.
  • (^) Na epidemia de Chicago, em 1933(ver adiante), a mortalidade foi da ordem de 7%.
  • (^) Nos casos benignos, nota-se anorexia, lassidão, desconforto abdominal, acompanhados de evacuações diárias de fezes moles, onde só uma observação atenta registra a presença de muco e um pouco de sangue.

AMEBÍASE INTESTINAL CRÔNICA

  • (^) Evacuações de tipo diarréico ou não, várias vezes ao dia (cinco ou seis, talvez), flatulência, desconforto abdominal ou ligeira dor.
  • (^) Raramente a febre acompanha esse quadro, que dura poucos dias. s dias ou semanas)
  • (^) Essas manifestações intestinais conduzem a um estado de fadiga, de perda de peso e de reduzida capacidade para o trabalho.
  • (^) Perturbações funcionais do aparelho digestivo ou alterações psiconeuróticas, com sintomas digestivos.
  • (^) Outras vezes, uma sensação de plenitude e distensão abdominal ou de desconforto epigástrico podem acompanhar-se de náuseas e vômitos.
  • (^) Períodos de constipação alternam-se freqüentemente com outros de diarréia. O exame físico revela cólons ligeiramente dolorosos.

COMPLICAÇÕES DA AMEBÍASE

INTESTINAL

  • (^) Perfuração - é intraperitoneal, mas freqüentemente é retroperitoneal, dependendo a evolução clínica e o prognóstico.
  • (^) Hemorragia - pode ser pequena e persistente, quando uma úlcera de crescimento rápido chega a erodir artérias ainda não atingidas por processos de endarterite obliterante.
  • Apendicite e Tiflite Amebianas - presença de sangue evacuações diarréicas; mas a intervenção cirúrgica é contra-indicada, devido às condições da mucosa edemaciada e friável, dificuldades com a sutura e à alta mortalidade.
  • (^) Ameboma - Localiza-se de preferência parede anorretal e no cécum.
  • Diarréias ou disenterias - Sintomas freqüentes são: anorexia, perda de peso, febre e m estar. Uma obstrução intestinal ou a presença de massa tumor palpável podem sugerir carcinoma do cólon ou do reto.

AMEBÍASE HEPÁTICA

  • (^) Lesões amebianas do fígado em um terço dos casos.
  • (^) lesões difusas e abscessos pequenos ou afastados da superfície do órgão podem evoluir silenciosamente por muito tempo.
  • (^) Incidência do abscesso é dez vezes mais freqüente nos adultos que nas crianças e é três vezes mais encontrado no sexo masculino que nas mulheres.

DIAGNÓSTICO DA AMEBÍASE

  • (^) EXAMES PARASITOLÓGICOS
  • (^) Pesquisa em Fezes Líquidas – Os exames a fresco devem ser feitos dentro de curto prazo após as evacuações
  • (^) Pesquisa em Fezes Formadas - técnicas de concentração para cistos (técnica de centrífugo-flutuação) no sulfato de zinco
  • (^) PESQUISA EM OUTROS MATERIAIS
  • (^) As formas trofozoíticas podem ser pesquisadas em material aspirado ou curetado de ulcerações cutâneas.
  • (^) localizações viscerais extra-intestinais , o parasito deve ser procurado nos líquidos e exsudatos colhidos por punção, ainda que raramente possa ser demonstrado no "pus" extraído de abscessos do fígado e de outros órgãos.

DIAGNÓSTICO IMUNOLÓGICO

• ELISA;

• Contra- imunoeletroforese; · hemaglutinação

indireta;

• ImunofIuorescência indireta;

• Imudifusão e dupla em gel de ágar (Ouchterlony);

• Radioimunoensaio