



Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Apostilas de Geografia sobre a Espanha, história, Pré-história, primeiros habitantes, árabes e a Reconquista, Conquista da Espanha, Os Áustrias, Os Borbões, O fim da Monarquia, Guerra Civil.
Tipologia: Notas de estudo
1 / 6
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!




amplamente pelo mediterrâneo, mar que tem desempenhado um importante papel na história espanhola.
Sua situação no sul, em relação ao resto da Europa, converte Espanha, num dos poucos lugares europeus sobre a faixa quente que se acerca ao Equador, isto é causa de que, ao menos no sul da península, o clima se torne muito mais quente e ronde os 30 graus centígrados de média.
A forma em que a península ibérica se fecha sobre o mediterrâneo e converte-se em passo obrigatório da Europa do centro para o Atlântico e o novo mundo, assim como os mais de 3000 quilômetros de litoral que possui, são uma das rações que explicam a abundante presença de grupos que procuraram na Espanha novos horizontes e novas formas de vida como foram os cartaginenses, os fenícios, os romanos, visigodos e finalmente os árabes. Enquanto que pela costa, especialmente a mediterrânea, Espanha torna-se acessível, a cadeia montanhosa Pirenaica que a separa da França converte-la num a espécie de Forte da Europa. Este isolamento natural faz considerar à península como um pequeno continente que viu-se obrigado á sobreviver por si próprio.
Além dos Pirineos que são as montanhas mais altas no território, conta com várias cordilheiras menores como são a Cantábrica e a Galaica no norte, e a Bética no setor meridional. Ambas surpreendem porque desde suas altitudes, com a proximidade com o mar se sente o cheiro e conseguisse divisar, criando um espetáculo enigmático e decididamente de influência na cultura espanhola. Para o centro um planalto constante, de uma altitude que ronda os 600 metros, está rodeado por serras menores que fundiram-se com a história espanhola: a Serra Morena na Andaluzia, a serra de Gredos em Castela, Guadarrama entre Castela e Madrid e Guara em Aragón, são alguns exemplos desta sucessão de montanhas que se impõem na vida hispana.
Com relação à água, Espanha tem sido privilegiada com a presença de um grande leito fluvial. Rios abundantes e com numerosos afluentes a cruzar-la e dar vida à suas terras. O Ebro, no oriente, o Duero no centro e norte, o Tajo, que atravessa o coração da península, o Guadiana, com o seu misterioso aparecer ao largo da Espanha e o Guadalquivir, que tem nutrido a zona sul com suas águas fortes e doces. Numerosos lagos e represas históricos conservam o líquido que tem sido clave na história agrícola, ganadeira e militar deste país. Esta presença da água corresponde-se, ao menos até pouco tempo, com um ciclo regular de chuvas que tem engrandecido a vida neste lugar. Como característica freqüente, as cidades das costas e as serras, unem a sua beleza histórica e medieval num a bruma requente que revela a relação com a humildade e as envolve num ar de mistério constante.
Em suas ilhas, a beleza de vários elementos tem-se conjugado desde sempre. As Ilhas Canárias, por exemplo, são um território vulcânico que combina desde as dunas do deserto, as montanhas mais altas, as mesetas e parques naturais até as costas aonde o ir e vir do mar relaxa e permite ter um fluido tráfico, enquanto que
as Ilhas Baleares tornaram-se o paraíso para muitos veraneantes, graças a suas esplendidas praias.
A riqueza natural da península é ampla e variada. Seus diferentes hábitats, que vão desde a costa até a montanha, passando por bosques e vales, possibilitam um nutrido grupo de espécies.
O mais destacado nas zonas de montanha são seus bosques de carvalhos, pinhos, eucaliptos, castanheiras, haias e bétulas, principalmente na zona norte, felizmente desenhados com a companhia das flores típicas da montanha com suas cores rosadas, vermelhas e amarelas. Entre estes, convivem em harmonia espécies como os cavalos asturções, em Astúrias, selvagens e livres, especialmente na cordilheira costeira do Sueve. Nos Picos da Europa, os cervos e cabritos apoderam-se do território, partilhando-o com certas espécies de águias e falcões, assim como com passarinhos de coloridas penas que põem uma nota de luz entre a espessura do bosque. Também aparecem nestas zonas espécies pequenas preçadas pela bela pelagem, tal é o caso de martas, gato montês, furões, raposas e lontras. Nos rios que atravessam as zonas montanhosas destaca a presença de trutas e salmões.
Nos Pirineos destaca a presença do pinho selvagem e o pinho preto, assim como queixadas, martas e lontras. Mais perto de território catalã, mas ainda na região montanhosa, podem-se encontrar pinhos e abetos de diversas espécies, assim como os animais mencionados com uma notória abundancia de perdizes.
As zonas úmidas de Huelva e La Mancha servem de parque ecológico de proteção a espécies de aves migratórias que encontram-se em perigo de extinção. Em Ciudad Real, o parque conhecido como Tablas de Damiel, alberga um paraíso palustre que é hábitat de aves como garzas imperiais, gazelas, patos selvagens, que utilizam o lugar para chocar durante um tempo.
Nas zonas de Castela, as espécies como o cervo, o raposo e a queixada abundaram. A zona conhecida como Serra da França conserva algumas espécies de ursos pardos, enquanto as cegonhas seguem convivendo pacificamente nos arredores dos rios e cidades desta zona, construindo os ninhos nas altitudes das pequenas colinas rochosas ou nas torres das igrejas.
Para a praia mediterrânea abundam espécies vegetais mais quentes como as oliveiras, a granada, os cítricos e flores de maior colorido. A fauna marinha esta
relacionadas com as atividades principais como a defesa bélica e no misticismo relacionado com a morte.
A Idade do Ferro fundiu a experiência e visão da vida dos íberos, tartésios, cartagineses e fenícios. Sua herança artística manifesta-se em obras de pedra talhada como a misteriosa Dama de Elche, os Touros de Guisando ou os Leões de Córdoba, em orfevraria o Tesouro de Carambolo é uma mostra da requintada arte daquela época. Dos fenicios ficaram também sarcófagos com figuras humanas talhados em madeira e adornados com pedraria e ouro, como os de Cádiz. A maior parte dos restos destas culturas Mediterrâneas conservam-se nas ilhas Baleares, especialmente na Ibiza.
A Arte Romana
Nenhuma terra que tenha vivido a presença romana carece de uma decidida influência na sua arte. Os romanos construíram na Espanha caminhos, estradas, majestosos aquedutos como o de Segovia, teatros como o de Mérida, pontes e arcos do triunfo em muitas das cidades que fundaram ou ocuparam.
Como se sabe, os romanos exportaram ao seu império a visão humanista da arte grega, as dimensões de corpos perfeitos em suas esculturas e pinturas que estamparam-se preferentemente em obras de artesanato doméstico pequenas. A filosofia e literatura grega chegou em Espanha pela via romana, o seu impacto não teve um eco imediato pelo fato de que a escrita entre os celtíberos era inexistente, porém, o germe desta cultura prevalece em todas as manifestações posteriores.
Os Visigodos
Com os visigodos entra-se de cheio na era cristã na Europa. Suas obras artísticas, em especial a arquitetura e a pintura, iam dirigidas a fines eclesiásticos, é nesta época quando se construíam igrejas e mosteiros austeros em suas formas cujo ornamento era baseado em frisos de baixo-relevo talhados em pedra ou em madeira. Seu maior aportação é a importação do arco de ferradura que mais tarde iria aperfeiçoar-se com os árabes.
No relativo a orfevraria, os visigodos atingem um grande desenvolvimento, especialmente em Toledo, a capital, onde realizam-se obras de maravilhosa beleza.
A influência Árabe:
A visão muçulmana da vida tem um eco forte na arte da Espanha. Desde seus cantos mais suaves e sensuais, as jarchas, aleijados em parte da tendência estritamente religiosa, até suas monumentais obras de arquitetura.
Os árabes tiveram três períodos de desenvolvimento artístico na península: a arte califal que deixou pelo o seu lado três tipos de construções: a mesquita, de desenho quadrangular orientado sempre para o muro de orações, o Alcácer, consistente num a zona retangular de habitações em cujo centro se distribuíam formosos jardins labirínticos e fontes decorativas, assim como a alcazaba, fortaleza retangular rematada com torres quadradas e a torre de vela, por onde se podia vigiar o inimigo. As melhores mostras deste arte encontram-se em Málaga, em Córdoba e em Toledo, com a sua murada cidade com Porta de Dovradiça. O rasgo mais significativo da arte califal é o uso do arco de ferradura. A decoração interior, importada de Síria, compre com criatividade o preceito muçulmano de evitar figuras humanas e de animais no interior das construções, substituindo os por formosos motivos caligráficos, geométricos e de vegetais que abundam nos tetos e paredes destas obras da arquitetura.
A arte almohade, desenvolvida para os séculos XII e XII, especialmente em Sevilha, floresce num a etapa na que o grupo árabe no poder pretendia uma maior austeridade na vida comum. À isto deve-se que se utilize o tijolo e as torres quadradas de escassa ornamentação, em contrapartida, aparecem os azulejos e mistura-se a escrita árabe com a cristã. Um exemplo deste estilo é a Giralda em Sevilha.
A arte nazarita, correspondente ao período de decadência do domínio árabe na Espanha e à redução geográfica à Granada, tem o seu maior expoente na Alhambra. A característica essencial do estilo nazarita é o talhado em gesso dos interiores, de uma finura tal que parece um encaixo bordado sobre as paredes e altos tetos, misturando-se esteticamente com preciosos mosaicos com predomínio do azul. As escassas portas guardam o mesmo estilo no talhado e os salões, recarregados na decoração, oferecendo uma imagem telescópica para o céu com as inacreditáveis figuras gravadas nos tetos. As celosias que separam os salões do sultão do harém permitem perceber essa sutileza com a que se movimentavam no interior as mulheres e intrigas que compunham a vida no palácio do sultão.
A arte mudéjar é uma mistura realizada por árabes convertidos ao cristianismo que se assentaram em zonas reconquistadas. No sentido arquitetônico o mais relevante é o Alcácer de Sevilha e as sinagogas de Toledo. De igual maneira, a forma de trabalhar o ouro tem ficado como herança na antiga capital visigoda, Toledo, através do damasquinado toledano que consiste em lavrar com fios de ouro de três cores em base à batidas pequenas, paisagens e figuras de singular beleza sobre um fundo preto de aço. Este arte orfevre tem duas vertentes: as jóias e as armas de guerra, cujas espadas luzem na empunhadura os nomes e escudos dos grandes cavaleiros das cruzadas.
No relativo às obras do artesanato, a influência árabe deixou o uso do marfim e as madeiras preciosas de uma forma diferente, destacando a aparição de cofres em madeira de diversos tamanhos e estilos.