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O Oriente Médio Parte2, Notas de estudo de Geologia

Apostilas de Geografia sobre o Oriente Médio, Fim da 1ª Guerra Mundial: domínio franco-britânico e sionismo, Árabes reagem ao colonialismo, nazismo e a crise na Europa estimulam a migração judaica.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 15/10/2013

Wanderlei
Wanderlei 🇧🇷

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Palestinos fogem do Líbano
Milhares de palestinos foram mortos em combates
com as forças jordanianas. As lideranças da OLP e
os combatentes palestinos transferiram-se para o
Líbano. Mais tarde, em 82, expulsa novamente,
dessa vez por uma ofensiva militar de Israel, a OLP
foi obrigada a instalar sua sede por muitos anos em
Tunis, capital da Tunísia.
A Guerra do Yom Kippur
Em 1970, morreu no Egito o presidente Nasser. Seu sucessor, Anuar Sadat,
imprimiria uma política mais pragmática. Sua preocupação inicial foi recuperar os
territórios perdidos para Israel durante a Guerra dos Seis Dias. Com esse objetivo,
o Egito e a Síria arquitetaram uma nova ofensiva militar contra Israel.
O ataque foi em 6 de outubro de 1973, quando os judeus comemoravam o Yom
Kippur, ou Dia do Perdão. A Guerra do Yom Kippur começou com uma ampla
vantagem para os árabes. A Síria conseguiu recuperar as Colinas do Golã, ao
passo que o Egito tomou de volta um trecho da península do Sinai. Os israelenses
reverteram a situação com a ajuda dos Estados Unidos. Depois de duas semanas,
o exército de Israel já havia retomado as colinas do Golã e do Sinai, com exceção
de uma estreita faixa junto à margem oriental do canal de Suez.
O fim da guerra do Yom Kippur trouxe importantes modificações no tabuleiro
geopolítico do Oriente Médio. O Egito esfriou suas relações com a União Soviética
e partiu para uma aproximação com os norte-americanos. A Síria, ao contrário,
aprofundou os laços com Moscou. Desde 1971 o país era governado pelo jovem
oficial Hafez al-Assad, um nacionalista de "linha dura" que misturava elementos do
socialismo e da ortodoxia islâmica.
Anos 70: a crise do petróleo
Além da Guerra do Yom Kippur, outro fato importante marcaria o Oriente Médio
em 1973: a crise do petróleo. Até o começo de 73, os países exportadores de
petróleo vendiam o barril do produto por 14 dólares. Com o clima político criado
pela derrota na Guerra do Yom Kippur, os países árabes chegaram a cobrar
TRINTA E QUATRO dólares pelo barril.
Esse aumento provocou uma comoção mundial, especialmente no Terceiro
Mundo, na Europa e no Japão. Os Estados Unidos saíram-se bem na crise:
auto-suficientes em petróleo, conseguiram atrair os petrodólares árabes,
investidos no mercado norte-americano. Além disso, as multinacionais do petróleo,
como a gigante Esso, continuaram levando seus lucros para os Estados Unidos.
No plano político, o choque do petróleo mostrou como o mundo era dependente
dos países árabes exportadores de petróleo.
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Palestinos fogem do Líbano

Milhares de palestinos foram mortos em combates com as forças jordanianas. As lideranças da OLP e os combatentes palestinos transferiram-se para o Líbano. Mais tarde, em 82, expulsa novamente, dessa vez por uma ofensiva militar de Israel, a OLP foi obrigada a instalar sua sede por muitos anos em Tunis, capital da Tunísia.

A Guerra do Yom Kippur Em 1970, morreu no Egito o presidente Nasser. Seu sucessor, Anuar Sadat, imprimiria uma política mais pragmática. Sua preocupação inicial foi recuperar os territórios perdidos para Israel durante a Guerra dos Seis Dias. Com esse objetivo, o Egito e a Síria arquitetaram uma nova ofensiva militar contra Israel.

O ataque foi em 6 de outubro de 1973, quando os judeus comemoravam o Yom Kippur, ou Dia do Perdão. A Guerra do Yom Kippur começou com uma ampla vantagem para os árabes. A Síria conseguiu recuperar as Colinas do Golã, ao passo que o Egito tomou de volta um trecho da península do Sinai. Os israelenses reverteram a situação com a ajuda dos Estados Unidos. Depois de duas semanas, o exército de Israel já havia retomado as colinas do Golã e do Sinai, com exceção de uma estreita faixa junto à margem oriental do canal de Suez.

O fim da guerra do Yom Kippur trouxe importantes modificações no tabuleiro geopolítico do Oriente Médio. O Egito esfriou suas relações com a União Soviética e partiu para uma aproximação com os norte-americanos. A Síria, ao contrário, aprofundou os laços com Moscou. Desde 1971 o país era governado pelo jovem oficial Hafez al-Assad, um nacionalista de "linha dura" que misturava elementos do socialismo e da ortodoxia islâmica.

Anos 70: a crise do petróleo Além da Guerra do Yom Kippur, outro fato importante marcaria o Oriente Médio em 1973: a crise do petróleo. Até o começo de 73, os países exportadores de petróleo vendiam o barril do produto por 14 dólares. Com o clima político criado pela derrota na Guerra do Yom Kippur, os países árabes chegaram a cobrar TRINTA E QUATRO dólares pelo barril.

Esse aumento provocou uma comoção mundial, especialmente no Terceiro Mundo, na Europa e no Japão. Os Estados Unidos saíram-se bem na crise: auto-suficientes em petróleo, conseguiram atrair os petrodólares árabes, investidos no mercado norte-americano. Além disso, as multinacionais do petróleo, como a gigante Esso, continuaram levando seus lucros para os Estados Unidos. No plano político, o choque do petróleo mostrou como o mundo era dependente dos países árabes exportadores de petróleo.

Mais do que nunca, Estados Unidos e União Soviética passaram a jogar o jogo da estabilidade regional.

A detènte chega ao Oriente Médio Desde 1972, as superpotências viviam um período de distensão política, a detènte. O presidente norte-americano Richard Nixon e o dirigente soviético Leonid Brejnev haviam assinado um acordo de limitação de armas e estavam procurando o diálogo. Nesse clima cordial, não interessava criar zonas de conflitos numa região explosiva como o Oriente Médio.

Um dos resultados dessa distensão foi a aproximação entre Israel e Egito, a partir de 77. Nos dois anos seguintes, foram assinados os acordos de Camp David, que previam a devolução do Sinai ao Egito. As negociações valeram a Anuar Sadat e Menahem Begin o Nobel da Paz de 1978. O chefe de Estado egípcio não chegou a ver o principal resultado dos seus esforços, que foi a devolução do Sinai, em 1982. Em outubro de 81, Sadat foi morto por extremistas muçulmanos durante uma parada militar no Cairo.

Assinatura do Acordo de Camp David

A revolução islâmica no Irã: fora da lógica da Guerra Fria A aproximação entre Israel e Egito parecia abrir as portas para um período de maior estabilidade no Oriente Médio. Apesar disso, o mundo teve pouco tempo para comemorar. Em janeiro de 79, os islâmicos xiitas do Irã derrubaram o governo do xá Reza Pahlevi, aliado dos Estados Unidos, e proclamaram a Revolução Islâmica.

Liderados pelo aiatolá Khomeini, os xiitas diziam que tanto a União Soviética quanto os Estados Unidos eram regidos pelo Grande Satã. Acreditavam na Jihad , uma guerra santa para converter o mundo à fé islâmica. Khomeini instaurou no Oriente Médio um sistema político-religioso que não seguia a lógica da Guerra Fria.

Para Washington e Moscou, era importante impedir a expansão da revolução islâmica. Os Estados Unidos temiam que a difusão do radicalismo iraniano incentivasse um sentimento antiamericano no mundo muçulmano. A União Soviética, por sua vez, acreditava que o crescimento da religião poderia encorajar o separatismo nas repúblicas soviéticas, como o Cazaquistão e o Turcomenistão, com população de maioria muçulmana.

Irã x Iraque

"Três fatores são fundamentais para explicar os acordos de paz realizados no Oriente Médio. O primeiro é um fator de caráter internacional. O fim da Guerra Fria permitiu que as tensões internacionais fossem reduzidas. O segundo fator é de ordem regional. Desde o início dos anos 80, Israel havia considerado Saddam Hussein e o Iraque os seus principais inimigos. Com o fim da Guerra do Golfo, em 1991, a força de Saddam e do Iraque foi reduzida. Assim, o principal inimigo de Israel estaria neutralizado. O terceiro ponto é de caráter local. Em 1992, o Partido Trabalhista israelense - mais ligado à possibilidade de um relacionamento melhor com os palestinos - chegou ao poder, destronando o Partido Likud, que era contra um contato mais intenso com os palestinos. Portanto, esses três aspectos - internacional, regional e local - foram fundamentais para que a paz no Oriente Médio pudesse ser alcançada. No entanto, quando, em 1996, Benjamin Netanyahu, representante do Partido Conservador (Likud), chegou ao poder, as condições para a paz ficaram relativamente congeladas." Nélson Bacic Olic geógrafo

A Guerra do Golfo A busca da paz no Oriente Médio ainda enfrentaria um novo obstáculo, com a invasão do Kuwait pelo Iraque, em agosto de 1990. Muito bem servido de armas fornecidas pelas superpotências na década de 80, principalmente da União Soviética, Saddam Hussein sentiu-se forte para tentar anexar o país vizinho. Era o início da Guerra do Golfo. Os Estados Unidos deslocaram para a região 500 mil soldados e lideraram uma força multinacional de 29 países contra Hussein, para forçá-lo a sair do Kuwait. Os ataques contra Bagdá, a capital do Iraque, foram iniciados em janeiro de 91.

Yitzhak Rabin

Encerrada a guerra, em fevereiro, os Estados Unidos fizeram pressão para que Israel iniciasse o diálogo com a OLP. Finalmente, em setembro de 1993, o premiê israelense Yitzhak Rabin e Yasser Arafat assinaram a paz, em Washington.A Guerra do Golfo havia sido a primeira grande ação militar internacional empreendida de acordo com as novas regras do jogo geopolítico.

O que importava não era mais o equilíbrio de poder entre Washington e Moscou, e sim os interesses das potências ocidentais.Da mesma forma, a atuação da Casa Branca nas negociações de paz foi a primeira grande iniciativa diplomática americana depois do fim da Guerra Fria.

Intransigência, obstáculo à paz O acordo de paz foi um passo muito importante para a pacificação da região, mas não foi definitivo. O fanatismo religioso, o ódio acumulado durante milhares de anos e os preconceitos de parte a parte permanecem um obstáculo à paz. O assassinato do premiê Yitzhak Rabin por um extremista judeu, em novembro de 95, o recrudescimento das ações terroristas de grupos radicais palestinos e a

violência das forças de Israel contra alvos civis são exemplos de que muito há por se fazer pela paz no Oriente Médio.

O fim da Guerra Fria permitiu o desenvolvimento do diálogo, mas a situação permanece explosiva na região. O que mostra que o Oriente Médio continua a ser um enigma para o mundo, e um grande desafio para a busca da paz no século XXI. Fonte: alo escola tv cultura