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A macroeconomia conceitos básicos, Notas de aula de Macroeconomia

um breve resumo do estudo da macroeconomia

Tipologia: Notas de aula

2021

Compartilhado em 15/07/2021

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Não perca as partes importantes!

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Macroeconomia I
A teoria económico divide-se em partes que são Microeconomia e Macroeconomia, este
último oferece uma visão global dos aspectos que envolvem todos os agentes económicos
(Famílias, Empresas e o Estado). A macroeconomia estuda os aspectos globais que afectam
todos os agentes económicos.
A macroeconomia ao estudar os comportamentos dos agentes económicos como um
todo ela ainda volta a sua atenção para Análise dos indicadores (Poupança, desemprego,
produção total).
Macroeconomia: é a parte da economia que estuda a gestão dos agregados económicos
(PIB, Inflação, Desemprego e equilíbrio externo), outras variáveis vão desde o consumo
agregado, o investimento agregado, a taxa de câmbio e a própria exportação líquida.
Objectivos da Macroeconomia
A macroeconomia centra-se nos seguintes objectivos:
1 – Crescimento económico
2 – Estabilidades dos preços
3 – Pleno emprego
4 – Comércio Internacional
Políticas económicas ou políticas macroeconómicas
As políticas económicas surgem para responderem os objectivos macroeconómicos
acima citados:
1. Política orçamental ou fiscal
2. Política monetária
3. Política cambial
Ciclo Económico
Os ciclos económicos são flutuações do produto, do rendimento nacional total com uma duração
habitual de 2 a 10 anos, caracterizadas pela expansão ou contração generalizada na maioria dos
sectores da actividade económica.
Contabilidade Nacional
A contabilidade nacional é uma técnica de registo sistemática de informação básica,
sobre actividade económica que possibilita a realização de uma análise económica significativa.
Ela reflete apresentação simplificada, agregada e quantificada das relações económicas
efetuado por muitos dos agentes económicos de um país durante um determinado período de
tempo, onde a medida importante é o PIB, apesar de mesmo apresentar algumas limitações...
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Baixe A macroeconomia conceitos básicos e outras Notas de aula em PDF para Macroeconomia, somente na Docsity!

Macroeconomia I

A teoria económico divide-se em partes que são Microeconomia e Macroeconomia, este

último oferece uma visão global dos aspectos que envolvem todos os agentes económicos

(Famílias, Empresas e o Estado). A macroeconomia estuda os aspectos globais que afectam

todos os agentes económicos.

A macroeconomia ao estudar os comportamentos dos agentes económicos como um

todo ela ainda volta a sua atenção para Análise dos indicadores (Poupança, desemprego,

produção total).

Macroeconomia: é a parte da economia que estuda a gestão dos agregados económicos

(PIB, Inflação, Desemprego e equilíbrio externo), outras variáveis vão desde o consumo

agregado, o investimento agregado, a taxa de câmbio e a própria exportação líquida.

Objectivos da Macroeconomia

A macroeconomia centra-se nos seguintes objectivos:

1 – Crescimento económico

2 – Estabilidades dos preços

3 – Pleno emprego

4 – Comércio Internacional

Políticas económicas ou políticas macroeconómicas

As políticas económicas surgem para responderem os objectivos macroeconómicos

acima citados:

  1. Política orçamental ou fiscal
  2. Política monetária
  3. Política cambial

Ciclo Económico

Os ciclos económicos são flutuações do produto, do rendimento nacional total com uma duração

habitual de 2 a 10 anos, caracterizadas pela expansão ou contração generalizada na maioria dos

sectores da actividade económica.

Contabilidade Nacional

A contabilidade nacional é uma técnica de registo sistemática de informação básica,

sobre actividade económica que possibilita a realização de uma análise económica significativa.

Ela reflete apresentação simplificada, agregada e quantificada das relações económicas

efetuado por muitos dos agentes económicos de um país durante um determinado período de

tempo, onde a medida importante é o PIB, apesar de mesmo apresentar algumas limitações...

Circuito Económico

Despesa agregada

Bens e serviços

Factores de produção

Salário, juros, aluguer e renda.

Despesa agregada = Produto Agregado = Renda agregada

Ópticas do cálculo do PIB

Correspondem as três fases distintas do circuito económico, designadamente: A

Produção, a Despesa e o Rendimento.

PIB = DI (Somatório das vendas finais)

PIB =

i = 1

n

VAB

Ramos

(Somatório dos valores acrescentado)

PIB RI (Somatório dos rendimentos de factores de produção)

Com a introdução do Governo podemos chegar a dois conceitos do PIB (

PIB

cf

e PIB

pm

)

Identidades importantes e mais usuais em contabilidade nacional

PIB

pm

=

PIB

cf

  • II – Sub

PIB

pm

=

i = 1

n

VAB

ramos

  • Sub líquidos

PIB

cf

=

PIB

pm

  • II + Sub

PIB

pm

= Y=DI = C + I + G + X – M

Ib = FBKF + ∆E

IL = Ib – A

PI = C+ I + G

P.ex = X

O.ex = M

PG = C + I + G + X

OG =

PIB

pm

  • M

RN = S + L + J + R

PIB

cf

=

PIB

pm

  • II + Sub

PNB

pm

=

PIB

pm

RLE

PNL

pm

=

PNB

pm

  • A

PIL

cf

=

PIB

cf

  • A

Famílias Empresas

c) Calcular a taxa de Inflação.

d) Calcular a variação percentual da inflação de 2015 e 2016

e) Calcular o IPC através do índice de Paasche e Laspeyre

Resolução: O PIB (é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país durante

um determinado período, geralmente um ano) e ela é medida a preços correntes ou PIB nominal

(aqueles que variam de ano em ano) e a preços constantes ou PIB real (aqueles que não variam

de ano em ano, considerado para muitos o preço base ou preço de comparação).

a)

PIB

Nn

i = 1

n

Px × Qtd

PIB

N 2014

i = 1

n

( 1 × 200 ) +( 2 × 50 )= 300

PIB

N 2015

i = 1

n

( 2 × 150 ) +( 3 × 100 ) = 600

PIB

N 2016

i = 1

n

( 3 × 300 ) +( 4 × 150 )=1.

PIB

Rn

i = 1

n

Px

b

×Qtd

PIB

R 2014

i = 1

n

( 1 × 200 ) +( 2 × 50 )= 300

PIB

R 2015

i = 1

n

( 1 × 150 )+ ( 2 × 100 )= 350

PIB

R 2016

i = 1

n

( 1 × 300 ) +( 2 × 150 )= 600

b) Deflator do PIB

Deflator do PIB

n

PIB

Nn

PIB

Rn

× 100 %

Deflator do PIB

2014

× 100 %= 100 %

Deflator do PIB

2015

× 100 %=171,43 %

Deflator do PIB

2016

× 100 %= 250 %

Significados a debater:

PIB

r

= PIB

n

; PIB

r

> PIB

n

; PIB

r

< PIB

n

c) Taxa de Inflação: o ano mantém-se constante

T

α

π

n

Deflator do PIB

n

Deflator do PIB

nb

Deflator do PIB

nb

× 100 %

T

α

π

2014

× 100 %= 0 %

T

α

π

2015

× 100 %=73,43 %

T

α

π

2016

× 100 %= 150 %

d) Variação percentual da inflação de 2015 e 2016

πn

= π

n

π 2015

π 2016

O que deve estar na base desta inflação de 50%?

Quais problemas podem trazer na Economia?

Deflação versus Desinflação versus inflação?

Deflação é melhor que inflação, se sim ou não, por quê?

e) IPC através do índice de Paasche e Laspeyre

IP

n

i = 1

n

Px

c

× Qtd

c

Px

b

×Qtd

c

IP

2014

i = 1

n

1 × 200

+( 2 × 50 )

( 1 × 200 ) +( 2 × 50 )

IP

2015

i = 1

n

2 × 150

3 × 100

( 1 × 150 ) +( 2 × 100 )

IP

2016

i = 1

n

( 3 × 300 ) +( 4 × 150 )

1 × 300

2 × 150

  1. PIB ao preço de mercado

PIB

pm

= C + I + G + X + M

Sabendo que o Ib = FKBF + ∆ E , então podemos escrever a identidade desta forma:

PIB

pm

= C + FKBF + ∆ E + G + X − M

PIB

pm

PIB

pm

  1. Procura interna

PI = C + I + G

PI = C + FKBF + ∆ E + G

PI =95.897+3.200+ 886 +31.

PI = $ 131.

  1. Procura Externa

P. ex = X

P. ex = $ 42.

  1. Procura Global

PG = PI + P. ex

PG =131.106+42.

PG = $ 173.

  1. Demanda nacional

DN = PNB

pm

DN = PNB

pm

= PIB

pm

+ RLE

DN = PNB

pm

DN = PNB

pm

  1. Balança Comercial

BC = X − M

BC =42.000−54.

BC =− $ 12.

  1. Balança de rendimentos

BR = RLE

BR = RR −ℜ

BR = $ 1.

  1. Balança de transações correntes

BTC = BC + BS + BTrx + BR

BTC =−12.892+1.

BTC =− $ 11.

  1. Balança de pagamentos

BP = BTC + BF + BCap + E. M

BP =− $ 11.

Questões que devem ser analisadas:

  1. Quais são as insuficiências da contabilidade nacional?
  2. Que problema pode estar na base de um saldo deficitário da balança de pagamento?
  3. Quando a importação for maior que a exportação, o que acontece na economia?
  4. Que relação pode ter a balança de pagamentos e a inflação

Modelo de determinação de renda simples de Keynes

Um modelo macroeconômico ilustra relações entre variáveis econômicas agregadas,

onde ocorre uma simplificação dos objetos de estudo da macroeconomia.

A utilidade dos modelos está na análise das variáveis de interesse do estudo, isto é,

permitem uma previsibilidade do comportamento da economia quando ocorre uma mudança

exógena, avaliando o impacto sobre as endógenas.

Os modelos podem ser descritos em três níveis básicos de generalização:

1- Mais abstrato: com funções gerais, explicitam apenas quais variáveis

exógenas afetam as variáveis endógenas.

2- Menos abstrato: com formas funcionais definidas, atribuindo parâmetros

genéricos.

3- Específico: com parâmetros definidos.

Variáveis endógenas são aquelas determinadas pelo modelo e variáveis exógenas são

aquelas consideradas "dadas".

O modelo de determinação de renda de Keynes foca-se no estudo do mercado de bens e

serviços, e que apresenta algumas insuficiências ou problemas.

Equilíbrio numa economia fechada sem estado

1- Abordagem das despesas internas – Injeções

Y = C + I

C = f(Y) = C + bY, se: Y = 0 logo C = c

Onde: b – propensão marginal a consumir, refere-se à variação do consumo quando o

rendimento disponível varia em uma unidade monetária.

A propensão marginal obtém-se da seguinte forma:

δC

δY

= c

C

Y

Também podemos calcular a propensão média a consumir fazendo apenas:

C

Yd

= Pme

2- Abordagem alocativa – Fuga

Y = C + S

S = − S + sY

A propensão marginal a poupar obtém-se fazendo: s = 1 – b, o que significa que a soma

das propensões deve ser igual a 1 obrigatoriamente. Por outro lado a propensão média a poupar

calcula-se fazendo:

S

Yd

K =

1 − b

, numa economia fechada sem Estado o multiplicador do consumo será igual

ao multiplicador do investimento.

Obs.: a propensão marginal a consumir (b) é sempre maior que a propensão marginal a

poupar (s), por outra, a propensão marginal a consumir é sempre uma constante.

Economia fechada com Estado

1- Abordagem das despesas: Y = C + I + G

2- Abordagem alocativa: Y = C + S + T

Equilíbrio numa economia fechada com Estado

Y = Y

C + I + G = C + S + T

Simplificando o consumo, temos:

I + G = S + T

Forma estrutural do modelo com a intervenção do Estado.

A primeira alteração decorrente da inclusão do Estado é na função do consumo e da

poupança que passam a depender da renda disponível.

Y = D

Y = C + I + G

C = C + bYd

Yd = Y – T + TR

T = T + tY

TR = TR

I =

I

G =

G

Y = D

Forma estrutural

Y = C + I + G

Y = C + bYd + I + G

Y = C + b(Y – T +TR) + I + G

Y = C + b[Y – ( T + tY) + TR ] + I + G

Y = C + b(Y – T – tY + TR ) + I + G

Y = C + bY – b T – btY + b TR + I + G

Y – bY + btY = C – b T + b TR + I + G

Y(1 – b + bt) = C – b T + b TR + I + G

Y =

C – b T + b TR + I + G

1 – b + bt

Y =

C – b T + b TR + I + G

1 – b ( 1 − t )

Consumo de equilíbrio

C = C + bYd

C = C + b(Y – T + TR)

C = C + b(C + I + G – T + TR)

C = C + b[C + I + G – ( T + tY) + TR ]

C = C + b(C + I + G – T – tY + TR )

C =

C

  • bC + bI + bG –b

T

  • btY +b

TR

C – bC = C + bI + bG –b T – btY +b TR

C(1 – b) = C + bI + bG –b T – btY +b TR

C =

C + bI + bG – b T – btY + b TR

1 – b

Multiplicadores

O multiplicador do consumo, do investimento e dos gastos governamentais será igual

neste modelo e por sua vez todos os multiplicadores deste modelo apresentam valor menor

quando comparados com o anterior.

∂ Y

∂C

∂ Y

∂ I

∂ Y

∂G

1 – b ( 1 − t )

Multiplicador das transferências autônomas

∂ Y

∂TR

b

1 – b ( 1 − t )

Multiplicador do imposto autônomo

∂Y

∂ T

- b

1 – b ( 1 − t )

Multiplicador da taxa de imposto

∂Y

∂t

by

1 – b ( 1 − t )

Saldo orçamental ou Poupança do Governo

O saldo orçamental representa a poupança do governo, e o mesmo depende da renda da

economia dum dado período. Em períodos de recessão económica, desemprego e poupança a

propensão económica do país tende a baixar.

SO = T – G – TR

Um aumento dos gastos provoca uma melhoria ou uma deterioração do saldo orçamental?

Economia aberta

Multiplicador das importações autônomas

∂ Y

∂ M

1 – b ( 1 − t )+ m

Multiplicador das transferências autônomas e multiplicador da renda enviada

∂ Y

∂TR

∂ Y

b

1 – b ( 1 − t )+ m

Multiplicador da taxa de imposto

∂Y

∂ T

b

1 – b ( 1 − t )+ m

Multiplicador da taxa de imposto

∂Y

∂t

bY

1 – b ( 1 − t )+ m

NOTA: o multiplicador de uma economia fechada sem o estado é superior ao multiplicador de

uma economia fechada com estado, e por sua vez, também é maior que o multiplicador de uma

economia aberta devido o nível de fugas:

1 − b

1 – b ( 1 − t )

1 – b ( 1 − t )+ m

Insuficiências do Modelo de Keynes

As críticas levantadas ao modelo de Keynes baseiam-se no facto do modelo apegar-se a

um único mercado (bens e serviços), e também pelo facto de definir o investimento como uma

variável autônoma (sem dependentes). Este último é estudado melhor no modelo IS e LM

NOTA: Factores que estão na base do aumento e diminuição da renda serão vista na aula.

Exercícios resolvido 3: Suponha que a Economia do país JJ apresentou os seguintes dados:

C = 20 + 0,8Yd

I = 30

Pretende-se:

a) Determinar a renda de equilíbrio, o consumo de equilíbrio e a poupança.

b) Considere que no período seguinte o investimento cresce em 15 u.m, qual será o novo

produto de equilíbrio?

Resolução: Para se resolver exercícios do modelo de determinação de renda simples de Keynes,

devemos começar por identificar em que modelo macroeconômico a economia esta inserido.

Para este exercício podemos concluir que a economia esta inserido num modelo fechado sem

estado.

a) Renda de equilíbrio

Y =

C + I

1 – b

Y =

Consumo de equilíbrio

C =

C + bI

1 – b

C =

Poupança – neste modelo económico é uma obrigatoriedade que o valor da poupança seja igual

ao do investimento, que desencadeia por vez o princípio da parcimônia.

S = I

S = I = 30

b) O investimento verificou um acréscimo de 15 u.m, logo, devemos saber qual

será o efeito desta variação sobre o rendimento de equilíbrio.

Primeiramente devemos começar por calcular o multiplicador:

∆ Y

∆ I

1 − b

∆ Y

∆ I

Com valor do multiplicador de cinco (5), significa que a renda de equilíbrio aumentará mais em

relação ao valor do multiplicador. Teremos assim o novo rendimento de equilíbrio.

Y =

C + I

1 – b

Y =

Exercício resolvido 4: Suponha que no ano de 2999 a economia do país PESL apresente os

seguintes dados:

C = 100 + 0,6Yd

I = 75

T = 20 + 0,1Y

TR = 15

G = 70

Pretende-se:

a) Renda de equilíbrio, consumo, poupança e a poupança do Governo.

b) Se o governo desejar aumentar a renda em 100 u.m, o que acontece com os gastos e o

imposto.

Funcionamento do mercado quanto às escolas

O funcionamento do mercado é estudado na perspectiva de duas escolas mais

importante da Economia, de um lado os Não activistas (Escola Clássica) e do outro lado, os

Activistas (Escola Keynesiana).

Perspectiva dos Clássicos

1- Os mecanismos dos mercados são flexíveis (Salários e preços são flexíveis)

2- Há neutralidade da moeda (A política econômica não tem efeito)

3- Os mercados funcionam no longo prazo

4- A economia funciona no pleno emprego

5- Não permite a intervenção do Estado na Economia

6- A oferta cria procura

Perspectiva de Keynes

1- Os mecanismos dos mercados são fixos ou rígidos (Salários e preços)

2- Não há neutralidade da moeda

3- Os mercados funcionam no longo prazo

4- A economia funciona abaixo do pleno emprego

5- Permite a intervenção do Estado na Economia

6- A procura cria oferta

Nota: a continuação deste tema será abordada com mais detalhe na aula...

Modelo IS e LM

Esse modelo divide a economia em dois lados:

1- Lado real (IS): mercado de bens e serviços e mercado de trabalho

2- Lado monetário (LM): mercado financeiro e de Títulos

Lado IS (Investment Saving): representa o setor “real” da economia (mercado de

bens e serviços e mercado de fatores de produção) - gastos com consumo, investimento

produtivo (em negócios), despesas do governo e exportações.

Lado LM (Liquidity Preference / Money Supply): representa o lado monetário

da economia (aplicações financeiras – investimentos especulativos).

Para Keynes, o crescimento econômico de um país se dá a partir das mudanças

observadas no “lado real” da economia. Em outras palavras, o aumento do investimento

produtivo, consumo das famílias, gastos públicos e exportações é que geram

crescimento da demanda e, consequentemente, aumento do PIB.

A curva IS determina o equilíbrio no mercado de bens e serviços, pois, nesse

mercado existem algumas variávies que infleunciam o seu comportamento, tais como, a

taxa de juros, o consumo, o investimento, os gastos e o produto (PIB). A

característica mais importante é a sua inclinação negativa, onde o equilíbrio é definido

pela condição da taxa de juros e o produto.

A inclinação negativa é devido ao elevado nível da taxa de juros que reduzem

em contrapartida as despesas, o investimento, a procura agregada e o rendimento de

equilíbrio.

Exemplo: Durante um determinado período uma economia apresentou os

seguintes dados:

C =

C

  • bYd

Yd = Y – T

T = T

I =

I

  • Br

G =

G

X =

X

M = M

Pretende-se: Derivar a equação da curva IS representada pelo juro de equilíbrio e

produto de equilíbrio.

Representação gráfica.

Equação da curva IS representado pelo produto que equilibra o mercado de bens e

serviços

Y = C + I + G + X – M

Y =

C

  • bYd +

I

  • Br +

G

X

M

Y = C + b(Y – T) + I – Br + G + XM

Y = C + bY – b T + I + Br + G + XM

Y– bY =

C

  • b

T

I

G

X

M

  • Br

Y(1 – b) =

C

  • b

T

I

G

X

M

  • Br

Y =

C – b T + I + G + X – M

1 – b

B

1 – b

r

Equação da curva IS representado pela taxa de juros que equilibra o mercado de bens e

serviços

Y =

C – b T + I + G + X – M

1 – b

B

1 – b

r

A partir da expressa acima teremos:

r =

C – b T + I + G + X – M

B

Y ( 1 − b )

B

Determinando a equação da curva LM em função da taxa de juros.

Y =

M

S

θ

0

θ

1

θ

2

θ

1

r

r =

− M

S

θ

0

θ

2

θ

1

θ

2

Y

r

∆ r

∆ Y

M

S

θ

0

θ

1

Y

− M

S

θ

0

θ

2

Equilíbrio Simultâneo no modelo IS e LM

Curva IS

Y =

C – b T + I + G + X – M

1 – b

B

1 – b

r

Curva LM

Y =

M

S

θ

0

θ

1

θ

2

θ

1

r

Igualando as taxas de juros do mercado de bens e serviços e do mercado monetário,

temos:

C – b T + I + G + X – M

B

Y ( 1 − b )

B

− M

S

θ

0

θ

2

θ

1

θ

2

Y

C – b T + I + G + X – M

B

M

S

θ

0

θ

2

Y ( 1 − b )

B

θ

1

θ

2

Y

θ

2

C – b T + I + G + X – M

+ B ( M

S

θ

0

B θ

2

θ

2

[ Y

1 − b

] + θ

1

BY

B θ

2

θ 2

C – bT + I + G + X – M

+ B

M

S

θ

0

= θ

2

[ Y

1 − b

] + θ

1

BY

Y

{[

θ

2

1 − b

]

  • θ

1

B

= θ

2

C – b T + I + G + X – M

+ B

M

S

θ

0

Y =

θ

2

( C – b T + I + G + X – M ) + B

M

S

θ

0

θ

2

( 1 − b ) + θ

1

B