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um breve resumo do estudo da macroeconomia
Tipologia: Notas de aula
1 / 20
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Macroeconomia I
A teoria económico divide-se em partes que são Microeconomia e Macroeconomia, este
último oferece uma visão global dos aspectos que envolvem todos os agentes económicos
(Famílias, Empresas e o Estado). A macroeconomia estuda os aspectos globais que afectam
todos os agentes económicos.
A macroeconomia ao estudar os comportamentos dos agentes económicos como um
todo ela ainda volta a sua atenção para Análise dos indicadores (Poupança, desemprego,
produção total).
Macroeconomia: é a parte da economia que estuda a gestão dos agregados económicos
(PIB, Inflação, Desemprego e equilíbrio externo), outras variáveis vão desde o consumo
agregado, o investimento agregado, a taxa de câmbio e a própria exportação líquida.
Objectivos da Macroeconomia
A macroeconomia centra-se nos seguintes objectivos:
1 – Crescimento económico
2 – Estabilidades dos preços
3 – Pleno emprego
4 – Comércio Internacional
Políticas económicas ou políticas macroeconómicas
As políticas económicas surgem para responderem os objectivos macroeconómicos
acima citados:
Ciclo Económico
Os ciclos económicos são flutuações do produto, do rendimento nacional total com uma duração
habitual de 2 a 10 anos, caracterizadas pela expansão ou contração generalizada na maioria dos
sectores da actividade económica.
Contabilidade Nacional
A contabilidade nacional é uma técnica de registo sistemática de informação básica,
sobre actividade económica que possibilita a realização de uma análise económica significativa.
Ela reflete apresentação simplificada, agregada e quantificada das relações económicas
efetuado por muitos dos agentes económicos de um país durante um determinado período de
tempo, onde a medida importante é o PIB, apesar de mesmo apresentar algumas limitações...
Circuito Económico
Despesa agregada
Bens e serviços
Factores de produção
Salário, juros, aluguer e renda.
Despesa agregada = Produto Agregado = Renda agregada
Ópticas do cálculo do PIB
Correspondem as três fases distintas do circuito económico, designadamente: A
Produção, a Despesa e o Rendimento.
PIB = DI (Somatório das vendas finais)
PIB =
i = 1
n
Ramos
(Somatório dos valores acrescentado)
PIB ≈ RI (Somatório dos rendimentos de factores de produção)
Com a introdução do Governo podemos chegar a dois conceitos do PIB (
cf
e PIB
pm
)
Identidades importantes e mais usuais em contabilidade nacional
pm
=
cf
pm
=
i = 1
n
ramos
cf
=
pm
pm
= Y=DI = C + I + G + X – M
Ib = FBKF + ∆E
IL = Ib – A
PI = C+ I + G
P.ex = X
O.ex = M
PG = C + I + G + X
OG =
pm
RN = S + L + J + R
cf
=
pm
pm
=
pm
RLE
pm
=
pm
cf
=
cf
Famílias Empresas
c) Calcular a taxa de Inflação.
d) Calcular a variação percentual da inflação de 2015 e 2016
e) Calcular o IPC através do índice de Paasche e Laspeyre
Resolução: O PIB (é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país durante
um determinado período, geralmente um ano) e ela é medida a preços correntes ou PIB nominal
(aqueles que variam de ano em ano) e a preços constantes ou PIB real (aqueles que não variam
de ano em ano, considerado para muitos o preço base ou preço de comparação).
a)
Nn
i = 1
n
Px × Qtd
N 2014
i = 1
n
N 2015
i = 1
n
N 2016
i = 1
n
Rn
i = 1
n
Px
b
×Qtd
R 2014
i = 1
n
R 2015
i = 1
n
R 2016
i = 1
n
b) Deflator do PIB
Deflator do PIB
n
Nn
Rn
Deflator do PIB
2014
Deflator do PIB
2015
Deflator do PIB
2016
Significados a debater:
r
n
r
n
r
n
c) Taxa de Inflação: o ano mantém-se constante
α
π
n
Deflator do PIB
n
− Deflator do PIB
nb
Deflator do PIB
nb
α
π
2014
α
π
2015
α
π
2016
d) Variação percentual da inflação de 2015 e 2016
πn
= π
n
π 2015
π 2016
O que deve estar na base desta inflação de 50%?
Quais problemas podem trazer na Economia?
Deflação versus Desinflação versus inflação?
Deflação é melhor que inflação, se sim ou não, por quê?
e) IPC através do índice de Paasche e Laspeyre
n
i = 1
n
Px
c
× Qtd
c
Px
b
×Qtd
c
2014
i = 1
n
2015
i = 1
n
2016
i = 1
n
pm
Sabendo que o Ib = FKBF + ∆ E , então podemos escrever a identidade desta forma:
pm
pm
pm
P. ex = X
P. ex = $ 42.
PG = PI + P. ex
pm
pm
pm
pm
pm
BTC = BC + BS + BTrx + BR
BP = BTC + BF + BCap + E. M
Questões que devem ser analisadas:
Modelo de determinação de renda simples de Keynes
Um modelo macroeconômico ilustra relações entre variáveis econômicas agregadas,
onde ocorre uma simplificação dos objetos de estudo da macroeconomia.
A utilidade dos modelos está na análise das variáveis de interesse do estudo, isto é,
permitem uma previsibilidade do comportamento da economia quando ocorre uma mudança
exógena, avaliando o impacto sobre as endógenas.
Os modelos podem ser descritos em três níveis básicos de generalização:
1- Mais abstrato: com funções gerais, explicitam apenas quais variáveis
exógenas afetam as variáveis endógenas.
2- Menos abstrato: com formas funcionais definidas, atribuindo parâmetros
genéricos.
3- Específico: com parâmetros definidos.
Variáveis endógenas são aquelas determinadas pelo modelo e variáveis exógenas são
aquelas consideradas "dadas".
O modelo de determinação de renda de Keynes foca-se no estudo do mercado de bens e
serviços, e que apresenta algumas insuficiências ou problemas.
Equilíbrio numa economia fechada sem estado
1- Abordagem das despesas internas – Injeções
Y = C + I
C = f(Y) = C + bY, se: Y = 0 logo C = c
Onde: b – propensão marginal a consumir, refere-se à variação do consumo quando o
rendimento disponível varia em uma unidade monetária.
A propensão marginal obtém-se da seguinte forma:
δC
δY
Também podemos calcular a propensão média a consumir fazendo apenas:
Yd
= Pme
2- Abordagem alocativa – Fuga
Y = C + S
S = − S + sY
A propensão marginal a poupar obtém-se fazendo: s = 1 – b, o que significa que a soma
das propensões deve ser igual a 1 obrigatoriamente. Por outro lado a propensão média a poupar
calcula-se fazendo:
Yd
1 − b
, numa economia fechada sem Estado o multiplicador do consumo será igual
ao multiplicador do investimento.
Obs.: a propensão marginal a consumir (b) é sempre maior que a propensão marginal a
poupar (s), por outra, a propensão marginal a consumir é sempre uma constante.
Economia fechada com Estado
1- Abordagem das despesas: Y = C + I + G
2- Abordagem alocativa: Y = C + S + T
Equilíbrio numa economia fechada com Estado
Y = Y
C + I + G = C + S + T
Simplificando o consumo, temos:
I + G = S + T
Forma estrutural do modelo com a intervenção do Estado.
A primeira alteração decorrente da inclusão do Estado é na função do consumo e da
poupança que passam a depender da renda disponível.
Y = D
Y = C + I + G
C = C + bYd
Yd = Y – T + TR
T = T + tY
I =
G =
Y = D
Forma estrutural
Y = C + I + G
Y = C + bYd + I + G
Y = C + b(Y – T +TR) + I + G
Y = C + b[Y – ( T + tY) + TR ] + I + G
Y = C + b(Y – T – tY + TR ) + I + G
Y = C + bY – b T – btY + b TR + I + G
Y – bY + btY = C – b T + b TR + I + G
Y(1 – b + bt) = C – b T + b TR + I + G
C – b T + b TR + I + G
1 – b + bt
C – b T + b TR + I + G
1 – b ( 1 − t )
Consumo de equilíbrio
C = C + bYd
C = C + b(Y – T + TR)
C = C + b(C + I + G – T + TR)
C = C + b[C + I + G – ( T + tY) + TR ]
C = C + b(C + I + G – T – tY + TR )
C =
C – bC = C + bI + bG –b T – btY +b TR
C(1 – b) = C + bI + bG –b T – btY +b TR
C + bI + bG – b T – btY + b TR
1 – b
Multiplicadores
O multiplicador do consumo, do investimento e dos gastos governamentais será igual
neste modelo e por sua vez todos os multiplicadores deste modelo apresentam valor menor
quando comparados com o anterior.
1 – b ( 1 − t )
Multiplicador das transferências autônomas
b
1 – b ( 1 − t )
Multiplicador do imposto autônomo
- b
1 – b ( 1 − t )
Multiplicador da taxa de imposto
∂t
− by
1 – b ( 1 − t )
Saldo orçamental ou Poupança do Governo
O saldo orçamental representa a poupança do governo, e o mesmo depende da renda da
economia dum dado período. Em períodos de recessão económica, desemprego e poupança a
propensão económica do país tende a baixar.
SO = T – G – TR
Um aumento dos gastos provoca uma melhoria ou uma deterioração do saldo orçamental?
Economia aberta
Multiplicador das importações autônomas
1 – b ( 1 − t )+ m
Multiplicador das transferências autônomas e multiplicador da renda enviada
b
1 – b ( 1 − t )+ m
Multiplicador da taxa de imposto
− b
1 – b ( 1 − t )+ m
Multiplicador da taxa de imposto
∂t
− bY
1 – b ( 1 − t )+ m
NOTA: o multiplicador de uma economia fechada sem o estado é superior ao multiplicador de
uma economia fechada com estado, e por sua vez, também é maior que o multiplicador de uma
economia aberta devido o nível de fugas:
1 − b
1 – b ( 1 − t )
1 – b ( 1 − t )+ m
Insuficiências do Modelo de Keynes
As críticas levantadas ao modelo de Keynes baseiam-se no facto do modelo apegar-se a
um único mercado (bens e serviços), e também pelo facto de definir o investimento como uma
variável autônoma (sem dependentes). Este último é estudado melhor no modelo IS e LM
NOTA: Factores que estão na base do aumento e diminuição da renda serão vista na aula.
Exercícios resolvido 3: Suponha que a Economia do país JJ apresentou os seguintes dados:
C = 20 + 0,8Yd
I = 30
Pretende-se:
a) Determinar a renda de equilíbrio, o consumo de equilíbrio e a poupança.
b) Considere que no período seguinte o investimento cresce em 15 u.m, qual será o novo
produto de equilíbrio?
Resolução: Para se resolver exercícios do modelo de determinação de renda simples de Keynes,
devemos começar por identificar em que modelo macroeconômico a economia esta inserido.
Para este exercício podemos concluir que a economia esta inserido num modelo fechado sem
estado.
a) Renda de equilíbrio
1 – b
Consumo de equilíbrio
C + bI
1 – b
Poupança – neste modelo económico é uma obrigatoriedade que o valor da poupança seja igual
ao do investimento, que desencadeia por vez o princípio da parcimônia.
b) O investimento verificou um acréscimo de 15 u.m, logo, devemos saber qual
será o efeito desta variação sobre o rendimento de equilíbrio.
Primeiramente devemos começar por calcular o multiplicador:
1 − b
Com valor do multiplicador de cinco (5), significa que a renda de equilíbrio aumentará mais em
relação ao valor do multiplicador. Teremos assim o novo rendimento de equilíbrio.
1 – b
Exercício resolvido 4: Suponha que no ano de 2999 a economia do país PESL apresente os
seguintes dados:
C = 100 + 0,6Yd
I = 75
T = 20 + 0,1Y
TR = 15
G = 70
Pretende-se:
a) Renda de equilíbrio, consumo, poupança e a poupança do Governo.
b) Se o governo desejar aumentar a renda em 100 u.m, o que acontece com os gastos e o
imposto.
Funcionamento do mercado quanto às escolas
O funcionamento do mercado é estudado na perspectiva de duas escolas mais
importante da Economia, de um lado os Não activistas (Escola Clássica) e do outro lado, os
Activistas (Escola Keynesiana).
Perspectiva dos Clássicos
1- Os mecanismos dos mercados são flexíveis (Salários e preços são flexíveis)
2- Há neutralidade da moeda (A política econômica não tem efeito)
3- Os mercados funcionam no longo prazo
4- A economia funciona no pleno emprego
5- Não permite a intervenção do Estado na Economia
6- A oferta cria procura
Perspectiva de Keynes
1- Os mecanismos dos mercados são fixos ou rígidos (Salários e preços)
2- Não há neutralidade da moeda
3- Os mercados funcionam no longo prazo
4- A economia funciona abaixo do pleno emprego
5- Permite a intervenção do Estado na Economia
6- A procura cria oferta
Nota: a continuação deste tema será abordada com mais detalhe na aula...
Modelo IS e LM
Esse modelo divide a economia em dois lados:
1- Lado real (IS): mercado de bens e serviços e mercado de trabalho
2- Lado monetário (LM): mercado financeiro e de Títulos
Lado IS (Investment Saving): representa o setor “real” da economia (mercado de
bens e serviços e mercado de fatores de produção) - gastos com consumo, investimento
produtivo (em negócios), despesas do governo e exportações.
Lado LM (Liquidity Preference / Money Supply): representa o lado monetário
da economia (aplicações financeiras – investimentos especulativos).
Para Keynes, o crescimento econômico de um país se dá a partir das mudanças
observadas no “lado real” da economia. Em outras palavras, o aumento do investimento
produtivo, consumo das famílias, gastos públicos e exportações é que geram
crescimento da demanda e, consequentemente, aumento do PIB.
A curva IS determina o equilíbrio no mercado de bens e serviços, pois, nesse
mercado existem algumas variávies que infleunciam o seu comportamento, tais como, a
taxa de juros, o consumo, o investimento, os gastos e o produto (PIB). A
característica mais importante é a sua inclinação negativa, onde o equilíbrio é definido
pela condição da taxa de juros e o produto.
A inclinação negativa é devido ao elevado nível da taxa de juros que reduzem
em contrapartida as despesas, o investimento, a procura agregada e o rendimento de
equilíbrio.
Exemplo: Durante um determinado período uma economia apresentou os
seguintes dados:
C =
Yd = Y – T
Pretende-se: Derivar a equação da curva IS representada pelo juro de equilíbrio e
produto de equilíbrio.
Representação gráfica.
Equação da curva IS representado pelo produto que equilibra o mercado de bens e
serviços
Y = C + b(Y – T) + I – Br + G + X – M
Y = C + bY – b T + I + Br + G + X – M
Y– bY =
Y(1 – b) =
C – b T + I + G + X – M
1 – b
1 – b
r
Equação da curva IS representado pela taxa de juros que equilibra o mercado de bens e
serviços
C – b T + I + G + X – M
1 – b
1 – b
r
A partir da expressa acima teremos:
r =
C – b T + I + G + X – M
Y ( 1 − b )
Determinando a equação da curva LM em função da taxa de juros.
S
− θ
0
θ
1
θ
2
θ
1
r
r =
S
− θ
0
θ
2
θ
1
θ
2
r
∆ r
S
− θ
0
θ
1
S
− θ
0
θ
2
Equilíbrio Simultâneo no modelo IS e LM
Curva IS
C – b T + I + G + X – M
1 – b
1 – b
r
Curva LM
S
− θ
0
θ
1
θ
2
θ
1
r
Igualando as taxas de juros do mercado de bens e serviços e do mercado monetário,
temos:
C – b T + I + G + X – M
Y ( 1 − b )
S
− θ
0
θ
2
θ
1
θ
2
C – b T + I + G + X – M
S
− θ
0
θ
2
Y ( 1 − b )
θ
1
θ
2
θ
2
C – b T + I + G + X – M
S
− θ
0
B θ
2
θ
2
1 − b
1
B θ
2
θ 2
C – bT + I + G + X – M
S
− θ
0
= θ
2
1 − b
1
θ
2
1 − b
1
= θ
2
C – b T + I + G + X – M
S
− θ
0
θ
2
( C – b T + I + G + X – M ) + B
S
− θ
0
θ
2
( 1 − b ) + θ
1