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Carlos Chagas: Descobridor da Doença que Carrega Seu Nome, Notas de estudo de Comunicação de Massa

Carlos chagas, nascido em oliveira (mg), foi o primeiro cientista a identificar todo o ciclo de uma doença, a doença de chagas ou tripanosomose americana. Ele descobriu a doença enquanto fazia sua tese de doutorado no instituto manguinhos, sob a orientação de oswaldo cruz. Chagas foi o primeiro a descrever as espécies novas de mosquitos, destacando-se a 'celia brasiliensis', que revelou os hábitos diurnos de um 'anofelino', sendo um campo de alto interesse na profilaxia da doença. Ele descobriu o 'tripanosoma minasensis' em 1908. Chagas enfrentou muitos opositores em sua busca de compreender e combater a doença.

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 25/10/2013

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MALÁRIA
Combate ao mosquito da malária
Carlos Chagas é, incontestàvelmente, a figura mais fascinante entre os sábios
brasileiros. Seus atributos de pesquisador eram profundos: curiosidade insaciável,
percepção aguda, memória viva e técnica especializada, particularmente na
Entomologia, Protozoologia e Clínica. Não descobriu a Doença de Chagas ou
Tripanosomose Americana, como foi o primeiro cientista a mostrar a importância
dos mosquitos domésticos na transmissão da malária e a defender a teoria de ser
o impaludismo moléstia domiciliar. Daí sempre propor a profilaxia desta doença na
base da luta antianofélica, nas moradias. A justeza de seus estudos foi
cabalmente provada com o emprêgo do DDT e de outros inseticidas residuais.
A saúde pública brasileira sofreu modificações fundamentais no início do século
20. A geração de médicos que comandou à época essas mudanças contava com
nomes como Oswaldo Cruz e Adolpho Lutz, responsáveis pela grande reforma
sanitária do Rio de Janeiro e de São Paulo, respectivamente. Ao lado de ambos,
um discípulo de Oswaldo Cruz também é sempre lembrado: Carlos Chagas.
Chagas é um caso à parte na história da ciência: ele foi o primeiro e único até hoje
a identificar todo o ciclo de uma doença - que hoje leva seu nome. O médico
descobriu e descreveu o vetor da moléstia, o agente causal, o reservatório
doméstico e a manifestação em humanos. Esse foi seu maior feito, mas não o
único. Ele teve também contribuição fundamental para o combate da malária, para
o desenvolvimento da pesquisa e expansão das atividades do Instituto Oswaldo
Cruz (IOC), para uma reforma do sistema de saúde blica no Brasil e para a
formação de pessoal especializado em higiene pública e medicina tropical.
Chagas nasceu em 9 de julho de 1879 em Oliveira (MG). Por influência de um tio,
interessou-se pela medicina. Em 1897, ingressou na Faculdade de Medicina do
Rio de Janeiro, onde teria professores como Miguel Couto e Francisco Fajardo. A
faculdade sofria então influência da revolução pasteuriana e começava a valorizar
a medicina experimental e a pesquisa em laboratório. Esses procedimentos eram
adotados também no IOC, conhecido à época como Instituto Manguinhos, onde
Chagas fez sua tese de doutoramento, Estudos hematológicos no impaludismo,
sob orientação de seu grande mestre: Oswaldo Cruz. Embora pretendesse se
dedicar à clínica, Chagas foi cooptado por Cruz para a área de saúde pública.
Participou de diversas expedições do instituto para combater a malária, e em uma
delas, descobriu a doença de Chagas. Cruz tinha grande orgulho de seu discípulo,
e disse certa vez de sua principal descoberta: "Nunca até agora, nos domínios das
pesquisas biológicas, se tinha feito um descobrimento tão complexo e brilhante e,
o que mais, por um só pesquisador" . Após a morte do mestre, Chagas sucedeu-o
na direção do Instituto e na Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP). Assim como
Cruz, Carlos Chagas enfrentou vários opositores a suas descobertas e ações.
Tendo em vista o trabalho realizado por Chagas em sua tese de doutoramento,
Oswaldo Cruz o requisita, em março de 1905, para a missão de controlar a
epidemia de malária que assolava o município de Itatinga, no estado de São
Paulo. A doença atacava a maioria dos trabalhadores da Companhia Docas de
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MALÁRIA

Combate ao mosquito da malária

Carlos Chagas é, incontestàvelmente, a figura mais fascinante entre os sábios brasileiros. Seus atributos de pesquisador eram profundos: curiosidade insaciável, percepção aguda, memória viva e técnica especializada, particularmente na Entomologia, Protozoologia e Clínica. Não só descobriu a Doença de Chagas ou Tripanosomose Americana, como foi o primeiro cientista a mostrar a importância dos mosquitos domésticos na transmissão da malária e a defender a teoria de ser o impaludismo moléstia domiciliar. Daí sempre propor a profilaxia desta doença na base da luta antianofélica, nas moradias. A justeza de seus estudos foi cabalmente provada com o emprêgo do DDT e de outros inseticidas residuais. A saúde pública brasileira sofreu modificações fundamentais no início do século

  1. A geração de médicos que comandou à época essas mudanças contava com nomes como Oswaldo Cruz e Adolpho Lutz, responsáveis pela grande reforma sanitária do Rio de Janeiro e de São Paulo, respectivamente. Ao lado de ambos, um discípulo de Oswaldo Cruz também é sempre lembrado: Carlos Chagas. Chagas é um caso à parte na história da ciência: ele foi o primeiro e único até hoje a identificar todo o ciclo de uma doença - que hoje leva seu nome. O médico descobriu e descreveu o vetor da moléstia, o agente causal, o reservatório doméstico e a manifestação em humanos. Esse foi seu maior feito, mas não o único. Ele teve também contribuição fundamental para o combate da malária, para o desenvolvimento da pesquisa e expansão das atividades do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), para uma reforma do sistema de saúde pública no Brasil e para a formação de pessoal especializado em higiene pública e medicina tropical. Chagas nasceu em 9 de julho de 1879 em Oliveira (MG). Por influência de um tio, interessou-se pela medicina. Em 1897, ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde teria professores como Miguel Couto e Francisco Fajardo. A faculdade sofria então influência da revolução pasteuriana e começava a valorizar a medicina experimental e a pesquisa em laboratório. Esses procedimentos eram adotados também no IOC, conhecido à época como Instituto Manguinhos, onde Chagas fez sua tese de doutoramento, Estudos hematológicos no impaludismo, sob orientação de seu grande mestre: Oswaldo Cruz. Embora pretendesse se dedicar à clínica, Chagas foi cooptado por Cruz para a área de saúde pública. Participou de diversas expedições do instituto para combater a malária, e em uma delas, descobriu a doença de Chagas. Cruz tinha grande orgulho de seu discípulo, e disse certa vez de sua principal descoberta: "Nunca até agora, nos domínios das pesquisas biológicas, se tinha feito um descobrimento tão complexo e brilhante e, o que mais, por um só pesquisador". Após a morte do mestre, Chagas sucedeu-o na direção do Instituto e na Diretoria Geral de Saúde Pública (DGSP). Assim como Cruz, Carlos Chagas enfrentou vários opositores a suas descobertas e ações. Tendo em vista o trabalho realizado por Chagas em sua tese de doutoramento, Oswaldo Cruz o requisita, em março de 1905, para a missão de controlar a epidemia de malária que assolava o município de Itatinga, no estado de São Paulo. A doença atacava a maioria dos trabalhadores da Companhia Docas de

Santos, que construía uma represa na região, causando a paralisação das obras. Entusiasmado pelo desafio, Chagas segue para Itatinga e lá realiza a primeira campanha bem-sucedida contra a malária no Brasil, introduzindo procedimentos que passariam a ser corriqueiros nas campanhas subseqüentes. Segundo ele, para se impedir a propagação da doença em regiões em que não havia ações sistemáticas de saneamento, fazia-se necessário concentrar as medidas preventivas nos locais onde viviam os homens e os mosquitos infectados com o parasito da malária. Seguindo tal orientação, em cinco meses Chagas consegue debelar o surto da doença. De volta ao Rio, continua a servir à Diretoria Geral de Saúde Pública e, em 19 de março de 1906, transfere-se para o Instituto de Manguinhos. No ano seguinte, Oswaldo Cruz é solicitado pela Inspetoria Geral de Obras Públicas a organizar o saneamento da Baixada Fluminense, onde estavam sendo realizadas obras de captação de água para o Rio de Janeiro. Juntamente com Arthur Neiva, também pesquisador de Manguinhos, Chagas parte para Xerém e o êxito das medidas ali adotadas confirma sua teoria da infecção domiciliar da malária. Em 1906, Carlos Chagas iniciou as publicacoes sobre a profilaxia da malaria, defendendo a ideia da infeccao domiciliar, o que o motivou a descrever varias especies novas de mosquitos, destacando-se principalmente a "Celia brasiliensis", que, pelos habitos diurnos, pela primeira vez revelados em um "anofelino", constituiu um campo do mais alto interesse, na profilaxia da molestia. Durante esse trabalho de campo e laboratorio, Chagas descobriu o "Tripanosoma minasensis" em 1908. Em 1909 descreve o "Tripanosoma cruzi", que tao grande repercussão ia ter no mundo inteiro. Como protozoologista, alem de tripanozomas novos descritos, ele estudou, so ou com Hartmann e estabeleceu dados novos sobre amebas, hemogregarinas, coccideas e ciliados parasitos. Diante do sucesso alcançado nestas duas campanhas, ainda em 1907 Chagas é incumbido por Oswaldo Cruz de organizar, com Belisário Penna, médico da Diretoria Geral de Saúde Pública, o controle da malária no norte de Minas Gerais. A doença prejudicava seriamente as obras de prolongamento da Estrada de Ferro Central do Brasil na região do rio das Velhas, entre Corinto e Pirapora, comprometendo o projeto que pretendia unir o norte ao sul do país com a expansão da ferrovia do Rio de Janeiro a Belém do Pará. Na cidade de Lassance, Chagas realiza a profilaxia da malária, mas, no decorrer do ano seguinte, seus trabalhos tomam um rumo inesperado. Ali ele iria identificar uma nova doença humana, descoberta que marcaria decisivamente sua trajetória profissional. Até a campanha antipalúdica de Itatinga, a profilaxia da malária consistia basicamente em tratar os doentes com quinina e combater as larvas do mosquito transmissor lançando substâncias tóxicas nos lagos, represas e demais reservas de água estagnada. Carlos Chagas inaugura nova concepção para a prevenção da doença, segundo a qual é preciso impedir que o homem doente passe o parasito para o mosquito e que este, contaminado, infecte o homem são. Chagas formula o seguinte raciocínio: o mosquito transmissor se contamina ao sugar o sangue parasitado do homem doente, no leito, e em seguida perde grande parte de sua capacidade de vôo, pousando nas paredes e móveis da casa enquanto digere o sangue sugado. Portanto, esse seria o melhor momento para se fazer o

O médico retornou a Lassance em busca de casos de humanos infectados pelo parasita. Visitou em vão casas infestadas pelo inseto, até que encontrou um gato que sofria do mal. Ele não desistiu da busca em humanos e, após algum tempo, voltou à casa onde encontrou o gato. Nessa visita, encontrou Berenice, uma criança da casa, em estado febril. No sangue da menina, que estava na fase aguda da doença (primeiras 4 a 8 semanas), ele descobriu o parasita. Chagas desvelou assim a última etapa do mal, tornando-se o único pesquisador até hoje a descrever todo o ciclo de uma doença. Chagas seria ainda o primeiro a descortinar a importância da moléstia, afirmando que onde houvesse o barbeiro contaminado, haveria pessoas infectadas. A descoberta repercutiu tanto no Brasil como no exterior, e a Academia de Medicina fez de Chagas membro extraordinário, por não haver vaga disponível naquele momento. No entanto, como geralmente ocorre com novos achados, Chagas teve sua descoberta contestada, primeiro na Argentina e em seguida no Brasil, envolvendo a Academia em um debate em que se percebia mais vaidade que fundamentos conceituais. Embora erros pequenos tenham sido apontados, muitas vezes por ele mesmo, as pesquisas comprovariam suas descobertas e, a partir dos anos 1940, muitas das dúvidas sobre a doença seriam esclarecidas. Em setembro de 1916, durante o Primeiro Congresso Médico Panamericano realizado na capital argentina, a doença de Chagas é questionada pelo pesquisador alemão Rudolf Kraus, diretor do Instituto de Bacteriologia de Buenos Aires. Kraus alega que em suas pesquisas na região do Chaco argentino encontrara inúmeros barbeiros infectados com o Trypanosoma cruzi mas, a despeito disso, nenhum caso da doença fora observado. Com base nesse argumento, já havia divulgado em várias ocasiões trabalhos em que punha em dúvida a existência da tripanossomíase americana. A defesa de Chagas é apresentada em sessão especial do congresso no dia 20 de setembro. Em seu pronunciamento, argumenta que se tratava de uma doença ainda em fase de adaptação ao gênero humano e, por isso, os dados negativos de Kraus poderiam indicar que não se havia completado o ciclo biológico na referida região. Sua conferência é muito bem recebida pelos participantes do encontro, mas a polêmica sobre a doença de Chagas estava apenas começando. Na verdade, o debate no Congresso de Buenos Aires é o preâmbulo da controvérsia que teria lugar no Rio de Janeiro na Academia Nacional de Medicina em 1923. Em 23 de novembro de 1923, o parecer final da comissão é apresentado aos membros da Academia e seus termos são, na maior parte, favoráveis a Chagas. A comissão reconhece que a autoria da descoberta pertence efetivamente a Chagas, mas mantém a dúvida quanto à tese por este defendida de que a tripanossomíase americana era uma enfermidade que grassava por vastas regiões do país. Embora o resultado formal da controvérsia seja favorável a Chagas, as suspeitas lançadas na polêmica permaneceriam até os anos 30, gerando dificuldades ao estudo e à difusão dos conhecimentos sobre a enfermidade no país. Logo após a morte de Chagas, ocorrida em 8 de novembro de 1934, essa situação começa a ser revertida, em conseqüência dos estudos realizados na Argentina, por Salvador Mazza e Cecílio Romaña, e no Brasil, pelos trabalhos desenvolvidos sob a liderança de Evandro Chagas e Emmanuel Dias,

pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz. Em 1959, o Primeiro Congresso Internacional de Doença de Chagas, realizado no Rio de Janeiro, torna evidente que a doença descoberta há cinqüenta anos achava-se finalmente reconhecida como assunto de grande importância social e que a trilha científica aberta por Carlos Chagas deveria ser ampliada e aprofundada na busca de novos caminhos e soluções. Apesar do trabalho desenvolvido em Lassance, Chagas foi combatido e desacreditado por pessoas como o higienista Afrânio Peixoto. Quando o Departamento de Saúde Pública foi criado, o poderoso Afrânio Peixoto tinha a pretensão de dirigi-lo. Com a nomeação de Chagas, Afrânio tornou-se o mais virulento inimigo do descobridor da tripanossomíase. O cientista Amílcar Vianna descreve esta fase: "Não se acreditava em doença de Chagas. Dizia-se que era uma doença que dava em pessoas desimportantes, que viviam em lugares sem muita importância e por isso ela não valia nada. O grande mérito das descoberta dos focos de Bambuí foi chamar a atenção para a doença, mostrar que ela não era tão desimportante assim e que o problema não estava só localizado em Bambuí, mas no Brasil inteiro, ou pelo menos, em grande parte do território nacional". O médico faleceu subitamente em 8 de novembro de 1934, vítima de um ataque cardíaco. "Há muita controvérsia acerca desse assunto" , diz sua neta Maria da Glória. Segundo ela, especulou-se que o ataque teria sido conseqüência do tabagismo excessivo ou da doença que ele descobrira. "Minha avó guardava um canivete com sangue dele, e dizia que na hora em que meu avô teve o ataque, ele tentou fazer uma sangria". Quatro vezes indicado para o prêmio Nobel de Medicina, Carlos Justiniano Ribeiro das Chagas (1878-1934) mereceria ter sido agraciado. Num caso único da Medicina de todos os tempos, Carlos Chagas descobriu um parasita (Trypanozoma cruzi), o inseto que o transmitia ("barbeiro" ou chupança), os animais que o mantinham na natureza (tatus e outros mamíferos silvestres) e a doença que esse parasita determinava no homem (Doença de Chagas). Segundo relato de Marilia Coutinho (Folha de São Paulo, caderno Mais, pág.11, 07/02/1999) não foi premiado, em 1921, porque "organismos brasileiros consultados pela Academia Sueca, teriam desaconselhado a indicação". E pensar que naquele ano nem sequer houve premiação no quesito Medicina e Fisiologia. Em 1912 Carlos Chagas recebeu o prêmio Schaudin, o mais prestigiado na área de protozoologia, vencendo cinco candidatos europeus. A descrição do fato se coloca a seguir, pela visão do historiador argentino Sierra-Iglesias "En 1921 era propuesto para el Premio Nobel de Medicina, y cuando todo presumía que le sería otorgado, inconfesables influencias se interpusieron. El Instituto sueco se había dirigido a organismos científicos del Brasil recabando datos sobre su personalidad, sobre su obra, pero algunos sus propios compatriotas (increíblemente, entre ellos algunos no médicos, por lo tanto primariamente inhabilitados para juzgar el descubrimiento de la tripanosomiasis), lo desaconsejaron, siendo este año declarado desierto este codiciado lauro mundial". O arrazoado brasileiro que apresenta Chagas à Academia Sueca, se encontra na FIOCRUZ e contempla os méritos e a genialidade de Chagas, a par da enorme transcendência de sua descoberta para a humanidade, em especial

de populações como de quilombos, e as crianças eram muitas vezes filhas de irmãos ou primos, por isso havia um alto índice de cretinismo", explica Dias. Outra teoria de Chagas que mais tarde se mostrou equivocada foi a de que o barbeiro transmitia o parasita pela picada. Depois de verificar que o barbeiro dejetava durante ou após as suas refeições de sangue, Arthur Neiva formula a hipótese de que, ao se coçar, o indivíduo introduz estas fezes - que contêm as formas infectantes do tripanossomo - pela pele escarificada ou por uma mucosa, como a ocular. Em 1912, o parasitologista francês Emille Brumpt, que realizava pesquisas em São Paulo, demonstra experimentalmente esse modo de transmissão, definitivamente descrito e estabelecido por Emmanuel Dias na década de 1930. A doença de Chagas não mata, mas suas conseqüências podem ser fatais. "As pessoas geralmente morrem de problemas no coração em decorrência do mal", afirma Dias. Ele desenvolve uma pesquisa na região de Lassance que visa identificar se os tripanossomos encontrados nos doentes têm as mesmas características daqueles encontrados em Berenice por Chagas.