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idéias e concepções do povo agráfo e etc...
Tipologia: Notas de estudo
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Janeiro/ Texto original de: João Lourenço da Silva Netto Advogado – Historiador – Escritor - Juiz de Fora-MG
Ampliação e ilustração de autoria de ; Iran Carlos Stalliviere Corrêa Museu de Topografia Prof. Laureano Ibrahim Chaffe – Porto Alegre-RS
*Um zigurate da cidade de UR, cuja base mede 1.800 m^2 *
No mesmo milênio em que se formava a civilização egípcia, desenvolvimento semelhante se verificava ao longo das margens dos rios TIGRE E EUFRATES , apenas a poucas centenas de quilômetros de distância. Ali como no Egito, o progresso técnico ocorria muito mais rapidamente do que na Europa. Antes que todos os povos europeus houvessem adotado o uso do metal, haviam os povos orientais passado pela ERA DO COBRE E DO BRONZE e ingressado na IDADE DO FERRO.
De seus primitivos centros no Egito e na terra entre os rios TIGRE E EUFRATES, a civilização logo se espalhou por todo o FERTIL CRESCENTE , a área de terras produtivas em forma de ferradura que se estende no rumo norte da BABILÔNIA, em direção ao planalto do EUFRATES, e depois se curva no rumo sul, outra vez, passando pela SÍRIA e pela PALESTINA.
Gradualmente, a civilização ainda mais se difundiu: na direção leste para a terra dos Medos e dos Persas; na do oeste pela Ásia Menor, até as ilhas e península da Grécia e da Itália, até as costas distantes do MEDITERRÂNEO.
Por conveniência, os historiadores se referem a essa civilização como " MESOPOTÂMICA ", embora seja às vezes o termo MESOPOTÂMIA restringido à parte norte da terra que fica entre os dois rios.
A civilização mesopotâmica era completamente diferente da egípcia. Sua história política, assinalada por interrupções bruscas; sua composição racial era menos homogênea e sua estrutura social e econômica oferecia campo mais longo à iniciativa individual.
A cultura egípcia era predominantemente ética; a mesopotâmica jurídica. O desprezo dos egípcios pela vida, excetuando-se o período do Médio Império, era geralmente uma atitude de alegre resignação relativamente liberta de superstições grosseiras. A atitude mesopotâmica, ao contrário, era melancólica, pessimista e inquietada por terrores mórbidos. Enquanto o nativo do Egito acreditava na imortalidade da alma e dedicava grande parte de seus esforços a preparação da vida futura, seu contemporâneo mesopotâmico vivia no presente, olhava com indiferença seu destino após a morte. Finalmente a civilização do Vale do Nilo compreendia conceitos de monoteísmo, uma religião de amor e igualdade social, a do Tigre - Eufrates era egoísta.
Sua religião raramente ultrapassava o estágio de um politeísmo primitivo e seus ideais de justiça se limitavam em grande parte à observância literal dos termos de um contrato.
Para o desenvolvimento da agricultura e das cidades, foi necessária a construção de diques (construção sólida utilizada para represar águas correntes), para conter as violentas enchentes, além de canais de irrigação para levar a água dos rios às terras distantes.
Até o século VI a.C., não havia moeda cunhada na economia Mesopotâmica. A cevada e metais como a prata e o cobre eram muito utilizados como padrão de valor nas trocas comerciais. Na importação de mercadorias, o pagamento podia ser efetuado com lingotes de metal.
A exploração da terra na Mesopotâmia baseava-se em um complexo sistema de propriedade, segundo a qual a posse privada ainda não era exercida na plenitude. De modo geral a propriedade da maioria das terras era dos templos e do Estado que as distribuíram para rendeiros, colonos e funcionários públicos. Para realizar todas as tarefas, exigiu esforços de todos e com o tempo sentiu-se a necessidade de um poder centralizado que dirigisse essa sociedade. Desse processo surgiu o ESTADO. O poder do Estado justificava-se inicialmente porque um governo centralizado poderia coordenar melhor o trabalho da população na construção de grandes obras de interesses comum.
Houve, no entanto, um desvio de funções que se esperava do Estado. O pequeno grupo de pessoas que controlavam o governo passou a usar o poder que detinham para explorar o restante da sociedade. Os governantes aumentavam suas riquezas e privilégios. A maioria do povo era vítima da pobreza e da exploração, desta forma acentuam-se a distância entre governantes e governados.
Assim o nascimento da civilização na MESOPOTÂMIA foi marcada, não só pela formação do Estado , mas também pelo início da desigualdade e da exploração social entre homens, que passaram de uma sociedade comunitária para uma sociedade dividida em classes.
O controle político era exercido por uma elite que obrigatoriamente também era o chefe religioso ( patesi ) e responsável pelo templo ( zigurate ).
Diferente do Egito, onde o chefe do Estado era visto como um deus, na MESOPOTÂMIA ele era apenas um dos representantes dos deuses na Terra. Ele mantinha um grupo de sacerdotes para ajudá-lo a administrar as cidades.
Estabeleceu assim uma íntima relação, muito presente e forte nesse período da história entre o poder político e o religioso; um não existia sem o outro.
Pode-se perceber que a organização da sociedade mesopotâmica dividida de forma geral entre os chefes religiosos e sacerdotes (no comando), os ricos comerciantes e proprietários, a população livre e os escravos.
Os mesopotâmicos destacaram- se nas construções de templos e palácios. Entre seus marcos figuram os zigurates ( foto ) que eram construções formadas por diversos andares, cada um menor que o anterior.
As atividades administrativas das cidades (arrecadação de impostos e obras públicas), o trabalho coletivo e o intenso comércio foram importantes para o gradativo desenvolvimento da escrita, da matemática, do calendário, das leis, dos padrões monetários de pesos e medidas.
Toda essas normas eram registradas por meio de escrita cuneiforme, os símbolos eram registrados em pedaços de barro úmido e mole, que depois secavam e endureciam ao sol. Esse processo de registro alterou radicalmente as formas de transição de conhecimento, causando uma verdadeira "revolução cultural".
Era muito instável o quadro político na MESOPOTÂMIA , em razão dos confrontos, disputas entre os povos e as cidades da região.
Por ser área muito fértil no meio de um deserto, atraia invasores nômades à região. Com o passar dos tempos, alguns povos e cidades destacaram-se, assumiram um relativo poder durante um determinado período.
A história da mesopotâmia é marcada por uma sucessão de guerras e conquistas de um povo sobre o outro. Povos que de modo geral disputavam as melhores terras junto à rica planície dos rios TIGRE e EUFRATES , além disso, seus exércitos realizaram expedições de roubo fazendo guerras para conquistar as riquezas dos adversários e submetê-los à escravidão. Entre os principais povos que se estabeleceram na MESOPOTÂMIA destacam-se: os sumerianos , os acádios , os amoritas , (antigos babilônios), os assírios , os caldeus (novos babilônios), os hebreus , os hititas , os fenícios e os arameus , dentre outros.
Devemos aos mesopotâmicos vários elementos de nossa própria civilização:
Estandarte sumério representando os grupos sociais. Na parte superior, o rei e sua corte. Nas duas partes inferiores pescadores, agricultores e o povo em geral.
Entre os montes ZAGROS e o DESERTO DA ARÁBIA , correm dois rios caudalosos que desembocam no Golfo Pérsico: o Eufrates e o Tigre.
O vale que eles fertilizam é conhecido como MESOPOTÂMIA , designando-se Assíria a sua parte norte e Caldeia a sua parte sul. Na zona mais meridional da MESOPOTÂMIA onde antes desembocavam separados os dois rios foi que os sumérios se estabeleceram no quarto milênio antes de Cristo. Sua origem é desconhecida, mas parece que vieram do planalto da Ásia Central. Fundaram cidades como UR , NIPPUR , LAGASH , cada uma constituindo um pequeno estado, regido por um chefe religioso e civil chamado de patesi.
Lagash
Os sumérios tinham rebanhos bovinos, ovinos e praticavam agricultura para a qual haviam ideado um arado e uma semeadora puxados por bois. Em seu novo lar apreenderam como aumentar a produtividade natural do vale fluvial construindo canais de irrigação.
Aprenderam a construir suas aldeias em outeiros naturais ou artificiais, de modo a ficarem a salvo das águas de enchentes e terem maior segurança contra ataques. Por volta de 3.500 a.C., como sabemos por escavações feitas em UR, os sumerianos haviam atingido uma brilhante civilização. Provavelmente sua cultura continuou a dominar a BAIXA MESOPOTÂMIA por mais de 1500 anos enquanto na BABILÔNIA reinava a dinastia de HAMURABI.
A administração desses bens exigia que os sacerdotes mantivessem um controle preciso de operações como empréstimos de animais ou sementes, pagamentos aos construtores de barcos ou a comerciantes estrangeiros, relação de mercadorias vendidas, emprestadas e estocadas. Para manter esse controle a solução foi registrar por escrito as operações realizadas.
A escrita sumeriana foi desenvolvendo com o tempo e, por volta de 3000 a.C., passou a ser utilizada também no registro de textos religiosos, literários e de algumas normas jurídicas.
Originalmente, essa escrita feita na argila mole, com um estilete em "forma de cunha", o que determinou o formato dos sinais. Por isso a escrita sumeriana ficou conhecida como " cuneiforme "(em forma de cunha).
Através da maior parte de sua história os sumerianos viveram numa frouxa confederação de cidades-estados, unidas unicamente para fins militares. À frente de cada uma estava um patesi, que acumulava as funções de primeiro sacerdote, comandante do exército e superintendente do sistema de irrigação. Ocasionalmente um desses governadores mais ambiciosos teria estendido seu poder sobre certo número de cidades a assumindo o título de rei. No entanto foi só na época de DUNGI , mais ou menos 2300 a.C., que todos os sumerianos se uniram sob a autoridade única de um chefe de sua nacionalidade. Dungi que, em longo reinado de cinqüenta e oito anos sabiamente dirigiu o trabalho de restabelecer a vida civilizada na Suméria e na Acádia. Infelizmente, porém, viu-se ele envolvido em guerras estrangeiras em que desgastaram as forças do império. Este por fim foi destroçado pelos amoritas do norte e os elamitas do leste e a capital Ur, sofreu total destruição. O enfraquecimento político dos sumerianos, decorrentes da desunião, permitiu que povos semitas vindos do norte da cidade de ACAD , invadissem a região.
Esta foto nos mostra um bloco de argila com exercícios de matemática, 1.700 a.C. Exercícios como esse eram ensinados nas escolas sumerianas preparando os jovens escribas que futuramente iriam redigir contratos e calcular a produção agrícola.
Os sumerianos possuíam um sistema econômico muito simples, e dava importância aos empreendimentos individuais do que geralmente se concebiam no Egito.
A terra não era propriedade cimente do rei, nem a atividade comercial, nem industrial era monopólio governamental. As massas populares não tinham quase nenhum patrimônio como também propriedades.
A escravidão não era uma instituição importante, muitos dos que eram considerados escravos não passavam na realidade de servos que haviam hipotecado sua pessoa por dívida.
A agricultura era o principal interesse econômico da maior parte da população, sendo os sumerianos excelentes lavradores. Devido ao seu conhecimento de irrigação, conseguiram farta colheita de flutues e também de cereais. Sendo a terra divididas em grandes latifúndios que achavam nas mãos dois governadores, dos padres e dos oficiais do exército, o cidadão médio ou era rendeiro ou um servo. No comércio estava a segunda parte da riqueza sumeriana. Em todas as transações comerciais maiores, serviam como dinheiro, barras ou lingote de ouro e de prata, sendo a unidade-padrão de trocas um círculo de prata de valor de aproximadamente dois dólares ao câmbio moderno.
Os sumerianos eram muito religiosos consideravam o culto a seus deuses a principal função a desempenhar na vida. Quando interrompiam as orações, deixavam estatuetas de pedras que os representavam diante dos altares para rezarem em seu nome.
Pedaço de argila sumeriana com registro das rações diárias em pictogramas
cooperação. Eis por que os governantes de pequenos reinos procuravam aumentar seus domínios a fim de torná-los mais seguros; para fazê-lo, porém, parece que achavam que deviam levar a guerra aos reinos vizinhos.
Como artistas os sumerianos, destacaram-se nos trabalhos com metal, na lapidação de pedras preciosas e esculturas. Os edifícios característicos da arquitetura sumeriana é o ZIGURATE , depois de muito copiado pelos povos que se sucederam na região, era uma construção em forma de torre composta por sucessivos terraços e encimada por pequeno templo.
A educação estava nas mãos dos sacerdotes e assim sua influência era culminante sobre e a vida intelectual total da nação. Nas escolas dos templos, ensinavam aos estudantes o complicado sistema de escrita. Também se ensinava a matemática e ainda a língua sumeriana e semítica.
Nabus, deus dos escribas e da agricultura mesopotâmica.
Os estudantes que desejassem podiam continuar em estudos mais especializados, visando a profissão como medicina, o sacerdócio e a arquitetura. Na literatura, constituída principalmente pelos poemas e narrativas épicas, destacam-se duas obras sumerianas: a Epopéia de Gilgamés a mais antiga narrativa sobre o dilúvio e o Mito da Criação.
Na primeira, Gilgamés é apresentado como rei de Uruk que busca a imortalidade, acompanhado em suas aventuras por Enkidu. Em uma de sua passagens, o poema assemelha-se intensamente a posterior descrição do dilúvio no Antigo Testamento, não deixando dúvida alguma de que autores do Gênesis ali se inspiraram. No poema sumério, o herói é Utanapishtim , enquanto no Gênesis é Noé.
"quando chegou o sétimo dia, soltei um pombo o pombo partiu, mas regressou em seguida deu um vôo curto, pois não encontrou lugar seguro para pousar Depois soltei uma andorinha. A andorinha partiu, mas logo regressou. Mandei soltar um corvo que, vendo que as águas tinham descido, come, descreve um circulo e não regressa." Já o mito da criação narra a origem do mundo, através do mito do Marduk, deus da Babilônia, que cria o céu e a terra, os astros e o homem para servir aos deuses.”
Existe na Babilônia uma maravilhosa lenda que conta a façanha do gigante GILGAMESH. Inúmeros poetas contribuíram para a criação dessa lenda, mas seus nomes foram perdidos na noite dos tempos. Gilgamesh, há séculos, reinava na cidade de URUK , e quis forçar seu povo a construir uma gigantesca muralha fortificada ao redor da cidade. Assuntados com esse trabalho, muito fatigante para as forças humanas, seus súditos imploraram a ajuda dos deuses.
Os deuses os ouviram: a deusa Ishtar lhes enviou Enkidu , seu protegido que vivia só nos fundos das florestas de cedros, entre os animais selvagens. Enkidu deveria desafiar o gigante para um combate singular, onde mataria, mas os dois adversários, contrariando o desígnio da deusa, tornaram-se amigos. Juntos organizaram harmoniosamente o mundo, livrando-o dos monstros que ameaçavam a espécie humana.
Placa sumeriana com escrita cuneiforme.
Um dia Enkidu levou seu companheiro para visitar Ishtar. Esta, descobrindo que lhe a tinha abandonado por Gilgamesh , tentou seduzir o gigante. Este, porém, sabia que todo aquele que amasse a deusa estava destinado a morrer e por isso repeliu suas seduções. Despeitada, Ishtar fez Enkidu morrer leproso e afligiu Gilgamesh com o mesmo mal.
Um exemplo de beleza da arte mesopotâmica
A antiga Mesopotâmia sempre foi alvo da disputa entre povos que se sucederam no controle da região, e o principal motivo da luta era a importante riqueza para aqueles que descobriram a agricultura: a água dos rios Tigre e Eufrates. Passados mais de 5 mil anos, a região continua sendo palco de guerras; na atualidade a invasão do Iraque e o foco do conflito sem dúvida é outra riqueza natural: o petróleo, tão valioso para as sociedades industrializadas quanto a água para as teocracias de regadio.
Desde o início da década de 1990 o Iraque país que ocupa a região situada entre os rios Tigre e Eufrates envolveu-se em conflitos com países vizinhos como o Kuwait e outras nações especialmente os Estados Unidos. Além das trágicas perda humanas, essas guerras e essa invasão do Iraque arbitrária acarretam outros prejuízos também irreparáveis: a destruição de sítios arqueológicos e vestígios dos antigos povos da Mesopotâmia, importante material de estudo que nos auxilia a compreender o modo de vida da antigüidade. É lamentável ainda, perceber que, em pleno século XXI, interesses econômicos, mentiras da "inteligência" e demonstrações de "forças" de alguns países que querem ser os donos da verdade e a polícia do mundo, ainda sobrepõem à vida e à história.
Os Cassitas eram, segundo parece, de raça indo-européia, embora seja possível que, como os hicsos, constituíssem um conglomerado heterogêneo em que os indo-europeus seriam apenas os donos da situação. Os Cassitas eram bárbaros e não demonstraram nenhum interesse pelas realizações culturais de seus predecessores. A sua única contribuição foi a introdução do cavalo no Vale do Tigre e do Eufrates.
O certo é que, pouco depois do reinado de HAMURABI , os cassitas - unidos talvez aos hititas - apareceram na Mesopotâmia e a percorreram em rápidas conquistas. Muitos deles permaneceram ali, tais como soldados mercenários; mas por volta de 1769 a.C., um grupo de cassitas se apoderou do poder e fundou uma dinastia que se radicou na Babilônia e dominou a região durante quase dois séculos. Os cassitas quando viam algo que desejavam não hesitavam em lutar por isso. Assim esses viris montanheses tornaram-se os novos senhores da Babilônia. A história desse período é pouco significativa e não se conhece muito bem. Os cassitas assimilaram prontamente a civilização babilônica e não introduziram nela alterações importantes, motivos por que o aspecto do país pouco mudou durante o tempo de sua dominação. Não foi uma brilhante era, mas o comércio continuou a ter importância e são conhecidos as relações que a Babilônia teve naquela altura com todos os estados da época. Finalmente, ante a violência da agressão dos assírios, a Mesopotâmia Meridional caiu em poder deste povo que estava destinado a impor sua hegemonia sobre uma vasta extensão do Mundo Antigo. Governaram a Babilônia por quase seis séculos, mas nunca seu domínio foi tão grande como os anteriores de Sargão e Hamurabi.
A famosa cidade de Uruk é um testemunho da melhor arquitetura do quarto milênio a.C. e sua descoberta tem revelado objetos de arte de valor incalculável.
Vindo do deserto Arábico por volta de 2000 a.C., o povo amorita , também conhecido como babilônico, chegou a Mesopotâmia e estabeleceram- se na Babilônia. Por isso os Amoritas ficaram conhecidos como babilônicos. Dali governaram um vasto império que ultrapassou os limites do que tinham logrado formar Sargão e Naran-sin : organizaram com prudência e firmeza.
As características mais importante dos dominadores da Babilônia
Hamurabi exorta o juiz a ser imparcial. O falso testemunho era severamente castigado. Quando se acusava alguém de homicídio ou de magia, o acusado deveria dar provas de sua inocência submentendo-se a experiência da água ( nesta prova o réu era atirado ao rio ) e, se não sobrevivesse, estaria cumprida a sentença.
Segundo as leis de Hamurabi , " os ladrões e seus colaboradores pagariam seus feitos com a vida na maior parte dos casos, às vezes eram cortadas as mãos e em outras era exigida uma indenização que não excederia 30 vezes o valor dos bens roubados ". " Aquele que acusava falsamente alguém de haver participado em um roubo devia ser entregue á morte". “Era enterrado no lugar da violência ."
" Se alguém penetra com violência em uma casa, deve morrer. "Se alguém coloca fogo em uma casa e um dos que ajudaram a apagar o incêndio olha com cobiça o que possui o proprietário da casa e toma alguma coisa, deve ser jogado ao fogo ".
" Um soldado que não cumpre seu dever e retrocede diante do inimigo devia ser condenado à morte, e aquele que o denuncia podia apropriar-se da casa do covarde ".
" A esposa que odeia seu marido e diz: tu não és meu marido, deve ser lançada ao rio com pés e mãos amarrados, ou ser jogadas do alto da torre do recinto ".
Um exemplo de expansão e unificação política da Mesopotâmia ocorreu por volta de 1763 a.C., sob o governo de Hamurabi , rei babilônico que consolidou seu poder tomando medidas marcantes em diferentes aspectos sociais. Impôs o deus babilônio Marduk aos povos vencidos e repartiu a propriedade da terra entre o Estado, templos e os particulares. Consagrou a divisão da sociedade em três grandes categorias:
O mercado nupcial babilônico, quadro do século XIX de Edwin Long, cuja decoração foi baseada nos relatos de Heródoto.
Na Babilônia existia um exercito regular cujos guerreiros recebiam como pagamento pequenos lotes de terras. Nas épocas das guerras os camponeses eram obrigados a prestar o serviço militar, o que os afastava da produção de alimentos. Essa circunstância acabava por arruiná-los, levando-os muitas vezes, a contrair empréstimos, que não podiam pagar, tornando-se então muitas famílias devedores escravizados, cujo número aumentava sempre.
Os sucessores de Hamurábi lutaram contra vários povos asiáticos ( cassitas e hurritas ). Em 1513 a.C., a Babilônia foi tomada pelos hititas , terminando assim o 1º Império Babilônico. Até 1137 a.C a Babilônia foi dominada por vários povos, mas conseguiu sua independência sob a liderança de Nabucodonosor. Após sua morte a Babilônia caiu sob o domínio dos Assírio.
Para que o forte não oprima o fraco, para dar direitos aos órfãos e à viúva, na Babilônia, cidade, da qual ANU e ENLI ( BEL ) ergueram a cabeça, na ESAGIL , casa cujas fundações são tão firmes como as do céu e da Terra, minhas preciosas palavra eu as escrevi sobre minha estela e fixei-as frente à minha imagem de rei do direito, para julgar as (causas de) julgamento do país, para decidir as decisões do país, para fazer justiça aos oprimido. Eu sou o rei que transcende entre os reis, minhas palavras são escolhidas, minha inteligência não tem rival. Por ordem de SHAMASH , o grande juiz dos céus e da terra, que meu direito resplandeça pelos país, pela palavra da MARDUK meu senhor, que ninguém se apague meu brilho na ESAGIL que amo, que meu nome seja sempre celebrado com benevolência e com bênçãos. (Autopanegírico de Hamurábi, § 59-93 ).