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A rússia é uma república que se estende pela europa oriental e pelo norte da ásia, formada por 21 repúblicas étnicas e outras divisões administrativas. Com uma enorme massa continental, a rússia pode ser dividida em três vastas regiões: a rússia européia, a sibéria e a rússia oriental. A história da rússia remonta aos primeiros séculos da era cristã, com a chegada de povos asiáticos e escandinavos, e a formação do principado de kíev. No entanto, a rússia se transformou em um conjunto de pequenos estados em confronto após a morte de iaroslav. A geografia da rússia é marcada por uma enorme planície, limitada por um cinturão descontínuo de montanhas e planaltos a leste, e é banhada por diversos mares e oceanos.
Tipologia: Notas de estudo
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Rússia, república que se estende pela Europa oriental e pelo norte da Ásia, formada por 21 repúblicas étnicas e um oblast (região) autônomo, além de outros dez okrugs autônomos (ou zonas nacionais). Oficialmente conhecida como Federação Russa, a República Socialista Soviética Federada da Rússia (RSFSR) era antes integrada à União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. É o maior país do mundo, com 17.075.400 km2 de superfície. Moscou é a capital. É circundada ao norte por uma série de braços do oceano Glacial Ártico e ao leste limita-se com o estreito de Bering, o mar de Bering e os mares de Okhotsk e do Japão. O extremo sudeste da Rússia é demarcado pela Coréia do Norte. Ao sul limita-se com a China, Mongólia, Cazaquistão, Azerbaijão, Geórgia e o mar Negro; ao sul-sudoeste com a Ucrânia, a oeste com a Polônia, Belarus (Bielo-Rússia), Lituânia, Letônia, Estônia e Finlândia, e ao noroeste com a Noruega. No oceano Glacial Ártico encontram-se a Terra de Francisco José e o arquipélago de Novaya Zemlya. No oceano Pacífico estão as ilhas Kurilas e a grande ilha Sakhalin. A Rússia pode ser dividida em três vastas regiões: a Rússia européia, a oeste dos montes Urais; a Sibéria, que se prolonga em direção ao leste a partir dos Urais; e a Rússia oriental, que engloba a parte mais sudoriental do país e a faixa costeira do Pacífico. TERRITÓRIO E RECURSOS A massa continental da república é uma enorme planície, localizada a oeste e a norte, guarnecida por um cinturão descontínuo de montanhas e planaltos a leste. A Rússia européia é uma planície ondulada com altitude média de 180 m, limitada a leste pelos montes Urais, série de cadeias montanhosas bastante desgastadas, com 600 m de elevação média. A leste dos Urais, a região das mesetas continua até as terras baixas da Sibéria ocidental. Esta enorme extensão, exageradamente plana, é mal drenada e muito pantanosa. A leste do rio Ienissei começam as terras baixas da plataforma da Sibéria central; aqui as elevações oscilam entre os 500 e os 700 m; os rios erodiram a superfície e em alguns lugares formaram profundos cânions. A leste do rio Lena aparece uma série de montanhas e vales, como os montes Verkhoyansk, Cherski e Kolyma; em direção ao oceano Pacífico as montanhas são mais altas e escarpadas e há constante atividade vulcânica na península de Kamchatka e nas ilhas Kurilas. A fronteira meridional da Rússia européia compreende a cordilheira do Cáucaso, que alcança seu ponto mais alto no Elbrus (5.642 m), e a parte asiática tem uma série de cadeias montanhosas, como as cordilheiras de Altai, Sayan, Jablonovi e Stanovoi. Os rios mais extensos da Rússia encontram-se na Sibéria e na Rússia oriental. Os principais sistemas fluviais são o Obi-Irtysh e o Amur-Shilka-Onon. O maior rio em comprimento é o Lena (4.300 km); seguem-se o Irtysh e o Obi; o Volga é o rio mais comprido da Europa. O governo soviético desenvolveu um importante plano de construção de represas para gerar energia elétrica, implantar sistemas de irrigação, controlar as
inundações e tornar os rios navegáveis, o que fez com que algumas das bacias desses rios tenham se transformado completamente. Há muitos lagos naturais na Rússia, sobretudo na parte noroeste, como o Ladoga e o Onega, de origem glacial. Os maiores, no entanto, estão ao sul, como o mar Cáspio, um lago salgado, e o lago Baikal. As condições climáticas da Rússia são rigorosas, com invernos longos e frios e verões curtos e frescos. As temperaturas são extremas: as mais baixas do inverno acontecem na Sibéria oriental. As altas montanhas da fronteira meridional não permitem a entrada das massas de ar tropicais. A principal influência marinha procede do oceano Atlântico, especialmente durante o verão, quando o território recebe a maior quantidade de precipitações. As precipitações são muito escassas. Na meseta européia, a média anual de chuvas cai de algo mais de 800 mm, no oeste da Rússia, para menos de 400 mm ao longo da costa do mar Cáspio. Na Sibéria e na região mais oriental, oscila entre 500 e 800 mm; e nos vales interiores apenas supera os 300 mm anuais. O território russo abarca distintas zonas climáticas que se estendem em sentido latitudinal. Na costa ártica prevalece o clima de tundra. Ao sul, um largo cinturão de clima subártico avança até a cidade de São Petersburgo e se alarga a leste dos Urais para envolver quase toda a Sibéria e a Rússia mais oriental. Quase toda a Rússia européia está sob a influência de um clima continental mais moderado. O largo cinturão de clima seco de estepe caracterizado por seus frios invernos começa no mar Negro e se estende em direção ao nordeste. As zonas de vegetação guardam relação com as diferentes zonas climáticas do país. Ao norte extende-se a tundra, com musgos, líquens e bétulas anãs, onde o solo é permanentemente gelado (permafrost). Ao sul da tundra, a zona florestal se divide no bosque boreal, ou taiga, nas zonas setentrionais, ocupada por coníferas e árvores de folhas pequenas e uma área muito menor ocupada pelo bosque misto, que se estende pela parte central da planície oriental européia. Ao sul, o bosque misto converte-se em uma franja estreita de estepe florestal, antes de passar à autêntica estepe, uma mescla de ervaçais com árvores pouco desenvolvidas, que se estende pela metade ocidental da planície caucásica norte, vale meridional do Volga, sul dos Urais e algumas zonas da Sibéria ocidental. Assim como a estepe florestal, é zona cultivável. A fauna é abundante e variada. Na tundra, ela compreende ursos polares, focas, leões marinhos, raposas polares, renas e a lebre branca. A avifauna é formada pela perdiz branca, o mocho branco, gaivotas e bobos. A taiga oferece importante hábitat ao alce, ao urso pardo, à rena e ao lince, entre outros. Os bosques caducifólios abrigam espécies como o javali, o cervo, o lobo e a raposa. Os bosques da Rússia oriental são conhecidos pela presença, entre outras espécies, dos famosos tigres siberianos do Ussuri, além de leopardos, raposas e cervos. Na estepe habitam roedores, o antílope da estepe, o furão e a raposa da Tartária, o grou, a águia e o gavião. A região do Cáucaso tem uma vida selvagem particularmente importante. POPULAÇÃO E GOVERNO Com uma população (1993) de 148.673.000 habitantes, a Rússia é o sexto país mais povoado do mundo. A densidade é de 9 hab/km2; nas zonas rurais da Rússia européia é de 25 hab/km2 e pouco mais de um terço do território conta
A produção agrária experimentou no início de 1990 agudo declínio; embora a produção de carne tenha permanecido praticamente estável, os rebanhos também diminuíram de forma acentuada. A privatização ocorreu de modo bastante lento; quase toda a terra cultivável (96% em 1993) permanece sob controle das antigas granjas coletivas e estatais, muitas delas reorganizadas como cooperativas ou companhias associadas, e somente 4% converteram-se em granjas privadas. A Rússia é um país eminentemente cerealeiro. Outras culturas importantes são as de sementes de girassol, beterraba açucareira, soja, batatas e hortaliças. A principal ocupação da população do norte é a criação de rena. A maior parte das terras cultiváveis se estende pelo chamado triângulo da fertilidade, que se prolonga do Báltico até o mar Negro, para estreitar-se ao sul dos Urais. Durante o regime soviético construíram-se sistemas de irrigação em bacias hidrográficas da Rússia européia; apesar disso, os principais projetos de irrigação estão localizados nas repúblicas da Ásia central. A Rússia conta com 20% dos bosques da terra e em torno de um terço dos bosques de coníferas, razão pela qual é, em todo o mundo, um dos principais produtores de madeira e produtos derivados, principalmente madeiras brancas. A indústria pesqueira russa é uma das maiores do mundo. Entre as espécies mais comerciais das águas continentais, cabe destacar o esturjão do Cáspio, que é a principal fonte de caviar do mundo. O mar de Okhotsk é um dos bancos pesqueiros mais ricos do planeta. A Rússia detém as maiores reservas minerais do mundo e é especialmente rica em combustíveis fósseis. A mineração é o setor econômico mais importante, já que proporciona as maiores exportações do país, alicerçadas em ferro bruto, cobre e níquel, procedentes principalmente dos Urais. É, além disso, um dos mais importantes produtores de ouro. Também se extrai bauxita, estanho, chumbo e zinco e produz-se manganês. Do ponto de vista soviético, a indústria pesada deveria ter prioridade sobre os demais setores, com concentração especial na construção de maquinário e no setor metalúrgico. A indústria de armamentos goza de prioridade absoluta dentro dos programas de produção nacional e evidencia o progresso tecnológico do setor. Inicialmente, as empresas manufatureiras estavam concentradas em Moscou e São Petersburgo; ao mesmo tempo, foram iniciados trabalhos de eletrificação na região dos Urais e em algumas regiões da Sibéria; com o tempo, aumentou-se a produção nas regiões orientais. Além da produção de equipamentos de transporte, da construção naval, de motores para veículos e de maquinário agrícola, a Rússia é também importante produtor de artigos têxteis. Também a indústria alimentícia tem lugar destacado. A unidade monetária é o rublo. Ainda hoje continua sendo a única moeda em muitas das antigas repúblicas soviéticas. O turismo constituía-se no maior produtor de divisas na antiga URSS e continua sendo importante fonte de recursos; Moscou, São Petersburgo e arredores, assim como o litoral do mar Negro, constituem os pontos mais freqüentados por turistas em férias. H I S T Ó R I A Antigo império que se estendia pelo leste da Europa e da Ásia setentrional e ocidental, hoje a Rússia compreende o território que até 1991 integrava a União
das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), estabelecida após a Revolução Russa de 1917. Durante a era pré-cristã, o território era habitado por grupos de tribos nômades. A grande região do norte encontrava-se povoada por tribos de eslavos. No sul, a região da Cítia foi ocupada por uma sucessão de povos asiáticos, como os cimérios, os citas e os sármatas. Os comerciantes e os colonos gregos estabeleceram numerosos assentamentos ao longo da costa norte do mar Negro e na Criméia. Nos primeiros séculos da era cristã, os citas, de origem asiática, foram deslocados pelos godos, povo germânico do qual uma tribo (os ostrogodos) estabeleceu um reino às margens do mar Negro. No século IV d.C., os hunos derrotaram os godos, destruindo a Cítia. Os godos se mantiveram provisoriamente no atual território da Ucrânia e a região da Bessarábia. Mais tarde chegaram os ávaros, seguidos dos magiares e dos jázaros, os quais mantiveram sua influência até a primeira metade do século X. A organização política dos eslavos orientais era ainda de caráter tribal quando os vikings começaram a navegar e comerciar pelos rios russos, no século IX. As dissensões internas eram tão virulentas que permitiram a instauração de uma aristocracia escandinava sobre os povos eslavos, o que facilitou a escolha de um príncipe viking como líder que fosse capaz de uni-los: Rurik, chefe escandinavo que em 862 converteu-se em governador de Novgorod; com ele começou a expansão territorial do povo eslavo, que com a fundação do principado de Kíev chegou à fronteira setentrional do Império bizantino, com o qual estabeleceu um acordo comercial em 911. Com Iaroslav o Sábio, príncipe de Novgorod, no século XI, o estado de Kíev alcançou seu máximo esplendor. Para consolidar a posição de seus herdeiros, Iaroslav idealizou um sistema de precedência, que estabelecia a hierarquização dos diferentes principados. A morte de Iaroslav contribuiu para o declínio de Kíev e a Rússia se transformou num conjunto de pequenos estados em confronto. Estimulada pelo comércio com as nascentes cidades alemãs, Novgorod chegou a ser um próspero estado comercial que alcançou posição dominante e no século XIII foi sede de uma das principais feitorias da Liga Hanseática alemã. Esse mosaico de cidades-estado unidas por língua, religião, tradições e costumes comuns, mas governadas por membros das múltiplas casas descendentes de Rurik que freqüentemente estavam em guerra entre si, facilitou a intromissão dos estrangeiros. Os cavaleiros teutônicos, os lituanos e os polacos invadiam os territórios russos e ao sul aconteciam constantes incursões por parte dos nômades polovetzi. Em 1223 o exército mongol de Gengis Khan iniciou suas incursões pelo sudeste. Após sua vitória, os mongóis se retiraram, regressando à Ásia, mas em 1237 Batu Khan, neto de Gengis Khan, dirigiu novamente os mongóis para a Rússia oriental. Em 1240, assolou a parte sudeste, destruindo Kíev. Os tártaros saquearam a Polônia e a Hungria e continuaram em direção leste, até a Morávia. Em 1242, Batu Khan estabeleceu sua capital em Sarai, no curso inferior do Volga (hoje Volgogrado) e fundou o kanato conhecido como a Horda de Ouro, que foi praticamente independente do Império mongol. O governo, as leis e os costumes tártaros abalaram consideravelmente as tradições russas.