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A técnica contábil da matemática
Tipologia: Exercícios
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Não perca as partes importantes!




















































































Funcionamento das contas. Técnica de escrituração contábil. Balancete de verificação. Demonstrações contábeis simplificadas.
Apresentar os conceitos essenciais ao entendimento da técnica contábil, bem como o processo de reconhecimento e mensuração contábil de eventos econômicos e o levantamento de demonstrações contábeis simplificadas.
Definir a Contabilidade e seus objetivos
Identificar a natureza e a dinâmica de funcionamento das contas: a equação fundamental da Contabilidade
Descrever a escrituração contábil e os livros contábeis obrigatórios
Esquematizar o balancete de verificação e as demonstrações contábeis simplificadas
Abordaremos a escrituração contábil (registro da natureza de todos os fatos que ocorrem na empresa) e as demonstrações contábeis simplificadas.
Definir a Contabilidade e seus objetivos
1. OBJETIVO, USUÁRIOS E TIPOS A Contabilidade é o processo sistemático de medir a atividade econômica de uma empresa e fornecer informações úteis para subsidiar a tomada de decisões econômicas. Qual é o objetivo da Contabilidade? Ele é tríplice: Registrar ou traduzir os eventos econômicos para uma linguagem universal; Mensurar ou atribuir valor aos eventos econômicos traduzidos; Divulgá-los ou apresentá-los aos usuários da informação contábil.
Periodicamente, essas informações são resumidas em relatórios contábeis que contêm as variações de riqueza ao longo do tempo. Eles podem ser utilizados pelos usuários para compreender a situação financeira da empresa e subsidiar a tomada de decisões. Eventos econômicos
COMITÊ DE PRONUNCIAMENTOS CONTÁBEIS, 2019, p. 1. Ainda que a divulgação da informação contábil esteja voltada a provedores de financiamento para a entidade, como investidores e credores, sua utilização como elemento de apoio à tomada de decisão não se limita a esses grupos. Com isso em mente, elencaremos agora os principais usuários da informação contábil e suas necessidades de informação: Usuários Necessidade de informação Investidores Retorno sobre o capital investido; potencial de crescimento do valor econômico da entidade. Empregados Segurança no emprego; parcela da riqueza gerada direcionada aos empregados em comparação com os proprietários. Credores Capacidade de pagamento de principal e juros; garantias disponíveis em caso de inadimplência. Fornecedores Risco de crédito da organização; prazo de pagamento de fornecedores. Clientes Segurança na oferta de suprimentos e serviços; capacidade de continuidade da empresa. Governo Recolhimento de impostos.
Fonte: (BRITTON; WATERSTON, 2006)
Contudo, a administração não precisa se basear em relatórios financeiros para fins gerais, pois ela pode obter internamente as informações financeiras de que necessita, podendo recorrer, inclusive, a análises gerenciais sob diferentes cenários e pressupostos que não se limitem às regras estritas da contabilidade financeira. Fonte: Chaosamran_Studio/Shutterstock
2. TIPOS DE CONTABILIDADE Essa divisão é um arranjo criado para contextualizar as diversas aplicações do setor, constituindo, assim, um misto de doutrina e pronunciamentos. Há quatro tipos de aplicações da Contabilidade:
Neste vídeo, um especialista contextualiza os conceitos apresentados até o momento.
3. BASE NORMATIVA DA CONTABILIDADE
Seus princípios representam a essência de doutrinas e teorias relativas à Contabilidade de acordo com o entendimento predominante nos universos científico e profissional. Tais princípios regem o fenômeno contábil e devem ser observados pelas entidades na aplicação da contabilidade financeira. No Brasil, os princípios de contabilidade são definidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) desde que houve a decisão de convergi-los aos padrões contábeis internacionais por meio da Lei nº 11.638/17. A partir daí, o comitê foi o encarregado de realizar
Brasil (Ibracon); Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi); e entidades representativas de investidores do mercado de capitais.]
A partir daí, a referência para a elaboração de padrões contábeis passou a ser a estabelecida no CPC 00 - estrutura conceitual para relatório financeiro. Produtos elaborados pelo CPC, os pronunciamentos técnicos, as orientações e as interpretações não têm valor normativo, pois o comitê não tem competência legal para tal. Isso garante que: A divulgação financeira será relevante para os investidores; Os requisitos de reconhecimento e de mensuração serão baseados nas características qualitativas da informação contábil. Dessa forma, para que eles se tornem obrigatórios, é necessário que os reguladores, que detêm a competência normativa, os referendem por meio de atos normativos.
Para que os Comitês de Pronunciamento Contábil (CPCs) se tornem obrigatórios para as sociedades anônimas de capital aberto, a Comissão de Valores Imobiliários precisa referendá- los. No caso das instituições financeiras, é o Conselho Monetário Nacional (CMN) que deve fazê-lo – e assim por diante, sempre de acordo com o segmento regulado. De maneira geral, os reguladores referendam os pronunciamentos assim que o CPC os emite.
A única exceção é o CMN. Este conselho referendou poucos pronunciamentos para o Sistema Financeiro Nacional, como, por exemplo, o IFRS 9 (CPC 48), que trata de instrumentos financeiros. O profundo efeito desse pronunciamento nas instituições financeiras e o risco que uma convergência precipitada poderia trazer para a estabilidade financeira levaram o CMN e o Banco Central a estabelecerem um cronograma de convergência que estimasse os impactos dessa norma no sistema financeiro. Fonte: Jo Galvao/Shutterstock
Mesmo emitido pelo CPC no final de 2016 e em vigor para as demais entidades a partir de janeiro de 2018, o IFRS 9 (CPC 48) não foi referendado pelo CMN até o primeiro semestre de
Além dos CPCs, as entidades comerciais que atuam no Brasil estão sujeitas a outras normas que afetam a contabilidade financeira, como, por exemplo, a Lei nº 6.404/76 (Lei das Sociedades Anônimas).
EMPRESAS DE GRANDE PORTE São consideradas empresas limitadas de grande porte as que possuem um ativo total superior a R$240 milhões ou uma receita bruta anual acima de R$300 milhões. A adoção das normas internacionais de Contabilidade fundiu os CPCs à base normativa aplicável às empresas comerciais. Sendo assim, o que existe hoje em dia são leis comerciais combinadas com os CPCs. As organizações estão sujeitas à normatização emitida pelas próprias autoridades regulatórias do setor econômico em que atuam.
4. PRESSUPOSTOS BÁSICOS Os pressupostos básicos da informação contábil representam o ponto de partida de qualquer desenvolvimento contábil, já que eles constituem a base dos critérios de reconhecimento e mensuração dos fenômenos econômicos. Esses pressupostos são:
Pressupõe que a entidade continuará em operação no futuro; portanto, a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio levam em conta tal circunstância. Decorre deste pressuposto que a entidade contábil continuará funcionando por tempo suficiente para cumprir seus compromissos existentes;
Determina que os efeitos das transações e outros eventos sejam reconhecidos nos períodos a que se referem independentemente de recebimento ou pagamento. Em oposição ao regime de caixa, o de competência desconsidera o efetivo recebimento e pagamento como determinantes
do período ao qual as receitas e as despesas se referem. Seu pressuposto define o regime de apropriação de receitas e despesas da Contabilidade – e é a construção contábil mais relevante. Tendo por alicerce esses pressupostos básicos, o CPC (2019) afirma que o objetivo das demonstrações financeiras é fornecer informações financeiras úteis para investidores e credores atuais e potenciais na tomada de decisões sobre o fornecimento de recursos para a entidade. Tais decisões podem envolver: Compra, venda ou manutenção de instrumento de patrimônio e de dívida.
RELEVÂNCIA É considerada relevante a informação útil, compreensível, oportuna e pertinente para uma tomada de decisão eficaz. REPRESENTAÇÃO FIDEDIGNA Informação completa, neutra e isenta de erros que representa a essência dos fenômenos econômicos. A relevância e a representação fidedigna devem estar capacitadas, seja por seu valor preditivo ou confirmatório, para fazer a diferença nas decisões tomadas.
5. CARACTERÍSTICAS QUALITATIVAS DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL Além das características qualitativas fundamentais da informação contábil, o CPC(2019) elenca outras qualitativas de melhoria que ampliam o seu escopo, sendo capazes de fornecer uma representação fidedigna: Características qualitativas de melhoria Definição Comparabilidade Permite aos usuários a comparação entre as entidades, assim como aquela realizada em uma mesma entidade em períodos distintos, possibilitando a identificação e a compreensão de similaridades e diferenças entre itens.
Verificabilidade Ajuda a garantir aos usuários que as informações representem de forma fidedigna os fenômenos econômicos que pretendem representar. Verificabilidade significa que diferentes observadores bem informados e independentes podem chegar a um consenso de que uma representação específica é fidedigna. Tempestividade Significa disponibilizar informações aos tomadores de decisões a tempo para elas serem capazes de influenciar suas decisões. Compreensibilidade Decorre da adequada classificação, caracterização e apresentação de informações de modo claro e conciso.
O desafio do preparador da informação contábil é: