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A TRAGÉDIA
GREGA
CLÁSSICA
O S U R G I M E N T O , C O N C E I T O E C A R A C T E R Í S T I C A S.
- (^) Chamamos de tragédia – do grego antigo –, uma forma de dramatização caracterizada por sua seriedade, dignidade e a presença da representação de deuses, do destino ou de contextos da sociedade. Derivada da poética e da tradição religiosa da Grécia Antiga, a tragédia possui raízes no ditirambos, que eram os cantos e danças realizados em homenagem e honra ao deus grego Dionísio – para os romanos,
- (^) Ésquilo,. é conhecido como o pai da tragédia. Isso por ter dado uma forma definitiva à ela quando introduziu um segundo ator. Agiu ainda como um impulsionador das modificações substanciais em aspectos externos que envolvem a decoração, vestuário e máscaras, além dos aspectos internos que envolvem a paixão, o terror e a piedade.
- (^) Os personagens de Ésquilo são grandes heróis que lutam contra os caprichos dos deuses, ou ainda contra a força do destino.
- (^) As tragédias eram textos teatrais que
apresentavam histórias trágicas e dramáticas
derivadas das paixões humanas, as quais
envolveriam personagens nobres e heroicas:
deuses, semideuses e heróis mitológicos. Todas
elas possuíam uma característica comum: tensão
permanente e o final infeliz e trágico.
A LEI DAS TRÊS UNIDADES
- (^) Espaço o mesmo lugar para os acontecimentos
- (^) Tempo a ação desenrola-se em 24 horas
- (^) Ação a atenção do espectador não se dispersa por problemas secundários.
- (^) Unidade de Lugar
- (^) as peças deveriam se realizar em apenas um único cenário, mover-se de um local para outro poderia causar confusão para a audiência e distração da trama. A trama, conforme pensava, era o aspecto mais importante da peça. Os personagens, cenário e outros elementos eram considerados secundários em relação ao intenso fluxo de ação que conduzia, inevitavelmente, à conclusão.
- (^) Unidade de ação
- (^) a peça deveria conter uma trama central ou tema e um claro início, meio Todas as cenas dentro da peça deveriam anunciar a trama; divagações deveriam ser evitadas. Nada aleatório ou sem lógica poderia quebrar o fluxo de ação. Aristóteles era particularmente exigente em usar a intervenção divina para desprender os personagens de suas circunstâncias.
ESTRUTURA DA TRAGÉDIA CLÁSSICA PRÓLOGO, PÁRODO, EPISÓDIO, ESTÁSIMO, ÊXODO.
- (^) PRÓLOGO – A parte introdutória, aquela que antecede a entrada do Coro. O objetivo é informar ao público a AÇÃO ANTERIOR ao início da peça.
- (^) PÁRODO:
- (^) EPISÓDIO:
- (^) ESTÁSIMO –cada uma das odes cantadas pelo coro, entre dois episódiosO primeiro ESTÁSIMO ocorre logo após o PÁRODO. Os demais ESTÁSIMOS ocorrem após cada episódio.
- (^) ÊXODO – Saída do CORO.
ELEMENTOS DA TRAGÉDIA
- (^) Hybris - Desmesura. Sentimento que conduz os heróis da tragédia à violação da ordem estabelecida através de uma ação ou comportamento que se assume como um desafio aos poderes instituídos (leis dos deuses, leis da cidade, leis da família, leis da natureza). A hybris ameaça a ordem do cosmos e potencia o caos. O herói trágico não tem consciência dos seus erros.
- (^) Pathos - Sofrimento progressivo, do(s) protagonista(s), imposto pelo Destino ( Anankê ) como consequência da sua ação.
PATHOS
PERIPÉCIA
- (^) Anagnórise ( Reconhecimento ) -
O reconhecimento pode ser a constatação (compreensão)
de acontecimentos acidentais, trágicos, mas, quase
sempre, descobrimento por parte de uma personagem de
dados essenciais de sua identidade, de entes queridos ou
do entorno, ocultos para ele até então.
- (^) Catástrofe - Desenlace trágico , que deve ser indiciado
desde o início, uma vez que resulta do conflito entre
a hybris (desmesura, ameaça de desordem) e
a anankê (inevitabilidade), conflito que se desenvolve
num crescendo de sofrimento ( pathos ) até
ao clímax (ponto culminante).