Pré-visualização parcial do texto
Baixe Analysis of Renewable Energy Sources e outras Notas de estudo em PDF para Biotecnologia, somente na Docsity!
arquitetura & À 2 Co UCÃO Arquitetura & Construção « Julho/2002 Acabamentos Pisos e paredes de Aa Z INestefascículo! Conheça as características, os cuidados na instalação e o uso. Veja também como são vendidos os seguintes materiais: —o Cerâmica Concreto Estuque H-a Chapa de alumínio Concreto estampado Fibra de vidro He Chuva de granizo Couro Fibras naturais |-e Cimento queimado Deck de madeira Fórmica e Cobre Deck de PVC Fulget Epóxi Conselhos de especialistas para cuidar de manchas no porcelanato, trocar rejunte e aplicar tinta epóxi. Neste segundo capítulo da série de seis, que ções mais inusitadas e tornam qualquer espa- vão acompanhar a revista ARQUITETURA & ço muito especial. Fibras naturais e fibras de CONSTRUÇÃO nas edições de junho anovembro, vidro sintéticas são novas versões do papel apresentamos mais 16 materiais para revesti- de parede. Além de tudo que contamos aqui, mento de pisos e paredes. Conheça a vasta você pode consultar o serviço de atendimento família das cerâmicas e os conselhos paraum | ao consumidor dos fabricantes, que esclare- bom assentamento. Cobre e couro são op- cerá dúvidas mais particulares. Parte integrante da revista Arquitetura & CONSTRUÇÃO, julho de 2002. Não pode ser vendida separadamente. Scanned by CamScanner Acabamentos e Pisos e paredes de Aa Z Na compra, guiar-se só pelo preço não é a melhor atitude. A De modo geral, define todos os objetos fabricados com base no cozimento da argila, mas o uso mais fre- quente do termo se refere a placas de carac- terísticas e tamanhos variados, que servem para cobrir pisos e paredes de áreas inter- nas e externas. Por não acumular calor, adapta-se muito bem ao clima brasileiro. É, de longe, o revestimento mais procurado para banheiros e cozinhas. Versatilidade: com o lançamento do porce- lanato (veja abaixo), a cerâmica conquistou resistência e durabilidade comparáveis à do granito. Agora, a indústria investe no estilo, para não ficar mais restrita a banheiros e co- CERAMICA Luis Gomes / Projeto: Ana Maria Vieira Santos zinhas, e passa a revestir salas e quartos com modelos que imitam a aparência de pedras e reproduzem pátina e afrescos, além de reproduzir relevos e desenhos de azulejos antigos. As coleções oferecem também uma grande variedade de tamanhos (de pastilhas Para cada tipo, um preço Essa extensa família de produtos tem características técnicas que originam cinco grupos cerâmicos: porcelanato, grés, semigrés, semiporoso e poroso. Tais denominações, pouco conhecidas por vendedores e consumidores, compõem uma classificação mais técnica. Na compra, os preços variam de fato segundo as duas categorias abaixo. PORCELANATO - É um tipo superior de cerâmica, com um nível máximo de qualidade que o coloca quase numa categoria à parte. Difere das demais pelo processo de produção (alta compactação e queima em ciclos rápidos e temperaturas elevadas) e pelas matérias-primas de alta qualidade — massa ultra-resistente, que não absorve água (menos de 0,5%). Também conhecido como grés porcelanato, ou grés porcelânico, tem três classificações: a) Natural; feito de massa porcelânica, sem esmalte ou acabamento. Preços: $$$ (nacional) e $8$8 (importado) por m?. b) Esmaltado; tem biscoito de massa porcelânica, que recebe uma camada de esmalte especial na superfície antes da queima. Preços: $$$ (nacional) e $$$$ (importado) por mr. c) Polido: após a queima, o produto feito de massa porcelânica recebe polimento, que dá à superfície uma aparência vitrificada. Mais sensivel a manchas e riscos. Preços: de $$$ a $$$$$ (nacional) e $$$$$ (importado) por mz. CERÂMICAS ESMALTADAS — Marcos Lima Esse grande grupo envolve todas as outras cerâmicas e se divide em dois subgrupos, determinados pelo modo de produção: a) Fabricação via seca: as matérias-primas são misturadas sem água e, imediatamente depois, prensadas, esmaltadas e queimadas. O resultado é uma cerâmica com menor resistência e maior absorção de água. Geralmente as peças apresentam bases vermelhas. O custo médio é de $ o mº (nacional). b) Fabricação via úmida: método de produção tradicional em que as matérias-primas são misturadas com água e, logo depois, transformadas em microgrãos. Só então se fazem a prensagem, a esmaltação e a queima. Como a fabricação consome muita energia, o produto sai mais Caro, porém muito mais resistente. Preços: $$ o mº (nacional de primeira linha, com certificação e garantia de fábrica), $ o m* (nacional de segunda linha, com controle de qualidade menos é : de 3 a 10 reais” rigoroso), $$$ (nacional) | gg de11a29reais e de 8885 a 88888 $$$ de30a 49 reais o mº (importado). $$8$ de50a 90 reals $$88$ de 70 a 130 reais Scanned by CamScanner (por m, sem colocação) * Valores pesquisados em maio de 2002. Instalação de sucesso e Mão-de-obra: selecione pessoal qualificado e recomende que respeite as instruções do fabricante. Arquitetos conhecidos e revendedores do material podem indicar centros de treinamento ou profissionais bem treinados. e Paginação: modo de combinar e encaixar as cerâmicas de piso ou parede. Deve ser planejada com antecedência por meio de um projeto que permita calcular a quantidade do material e evitar o desperdício. Antes de começar a colocação, o assentador tem que espalhar as peças no chão e verificar o local dos cortes e se isso não prejudicará o desenho. º Assentamento: em paredes, as peças são instaladas sobre o reboco. Para o piso, é preciso fazer um contrapiso sobre solo seco e compactado. Só depois de 15 dias, com a superfície completamente seca, inicia-se o assentamento das peças. O desnivelamento do contrapiso é um problema muito comum, causado, em geral, pelo uso de entulho na compactação do solo. Isso cria uma área de apoio pouco sólida, causando O rompimento do revestimento, que não é muito resistente à flexão. e Argamassa: existem produtos específicos para cada tipo de cerâmica e para ambientes'internos e externos. Os porcelanatos precisam de material colante e flexível. Caso contrário, as placas descolarão. Por ser pouquíssimo poroso, o material não absorve a água da argamassa, o que impede a união das peças. Consulte os manuais do usuário ou um profissional especializado. CERAMICA Dario do Freitas e Rejuntamento: a aplicação do rejunte só deve ser feita três dias após a colocação das peças sobre a argamassa. O tipo comum - à base de cimento, usado em cerâmicas esmaltadas em áreas internas -, apesar de resistente à água, não é de todo impermeável. Existem ainda os flexíveis, à base de cimento e efastômero, indicados para locais expostos ao sol e ao calor, onde as juntas sofrem muita dilatação e retração. Eles também resistem bem a produtos químicos. Cerâmica antiderrapante existe? Dentro dessa categoria, há aqueles indicados para rejuntar porcelanatos. Por não absorver água, essa cerâmica necessita de material com aditivos colantes que tenham maior capacidade de aderir a essa superfície. Há outras fórmulas especialmente destinadas a serviços urgentes, com acelerador de secagem. Um terceiro tipo, feito de resina epóxi e um endurecedor, é apropriado para pisos e paredes de locais que pedem higienização total, além de cozinhas e banheiros de residências. Como não contém água, a superfície é lisa e compacta (sem poros), inibindo a proliferação de fungos e facilitando a limpeza. Um acabamento nobre, também recomendado para rejuntar porcelanatos. À única desvantagem é o preço — muitas vezes maior do que os anteriores. e Espaçamento: é preciso respeitar o espaçamento entre os ladrilhos, permitindo a expansão natural da cerâmica. No caso de juntas secas (instalação sem rejunte), o piso pode trincar se não se mantiver um afastamento mínimo entre as peças — no porcelanato, de 1,5 a 2 mm, e nos outros tipos, de 3 a 5 mm. Na média, isso significa 1% da largura da peça para dentro de casa e, para fora, 2,5% do lado maior. Alerta: para evitar manchas, proteja as peças com fitas adesivas no caso de cerâmicas nústicas, que tendem a manchar em contato com o rejunte. Cerâmicas com aplicações de a ouro ou prata e peças com cor E diferente do rejuntamento também precisam dessa proteção. A superfície rugosa não significa que a cerâmica seja antiderrapante. Só merecem essa classificação os produtos fabricados de acordo com a norma 13 818 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que estabelece um coeficiente de atrito superior a 0,4 (com o piso molhado), considerado seguro para banheiros, cozinhas e pisos de área externa. Esse dado dificilmente é declarado pelos fabricantes. Alguns produtos trazem a terminação AD, que significa antiderrapante. Vale lembrar que o selo do Centro Brasileiro de Cerâmica do Brasil (CCB) não inclui testes sobre essa característica. E, na verdade, nem os testes previstos na norma reproduzem os riscos do dia-a-dia. canned by CamScanner 19 20 Pisos e paredes de AaZ O sucesso dos pisos depende, em grande parte, da escolha da mão-de-obra. [Chapaldealumínio)AM manhos variados e fabricadas em diversas Cores, as chapas resistem à corrosão e ser- vem para Tevestir pisos e fachadas com fun- são decorativa (veja Alumínio). Chuvarde granizo MM pe nérico dado a alguns tipos de revestimento de alta durabilidade para pisos e paredes. Trata-se de uma massa que mistura grãos de diferentes pedras, agregados por cimen- to ou resinas, conforme o tipo. Também conhecida como banho de areia, é aplicada manualmente por mão-de-obra especializa- da (veja Granulados). Cimentolqueimado a em casas de todo o país há mais de 50 anos, es- se revestimento para piso tem uma aparên- cia manchada, que vem justamente da quei- ma. Apesar do nome, o processo nada tem a ver com fogo e altas temperaturas. Significa apenas polvilhar o cimento seco sobre a mas- sa ainda úmida. Sua maior qualidade é o custo baixo: o tipo mais barato (só com ci- mento) equivale à faixa de preço das cerâmi. cas de segunda linha, as mais acessíveis; já a receita que leva pó xadrez ou Pó de mármo- te tem o custo aproximado das cerâmicas $$S (veja tabela de custo das cerâmicas). Cimento queimado rústico saco de 50 k, Para obter a versão tradicional, em tom acinzentado, misture para Sada medida de cimento uma medida e meia de areia fi medida e meia de areia Adicione água até Conseguir uma consistência Pastosa. Calcule as quantidades sabendo que cada 9 de cimento rende 7 mê de revestimento. Coma mistura já assentada e apenas úmida, pulverize o Piso com cimento em Pó para a queima. No final, al com uma desempe; Aguarde três dias O uso de juntas d é opcional, Mas, se fica craquelada e Pode trincar. O efeito rústico não for feita a i na e outra grossa, Que seja feita ise a superfície nadeira de aço. antes de pisar. le dilatação m elas, a textura " 2 a é ã E Se intensifica se Mpermeabilização, Scanned by CamScanner Acabamentos Pisos e paredes de Aa Z Quanto menos comum o material, mais importante a orientação de um especialista. Divulgação y E Cobre Seu uso como revestimento de telhados data da civilização greco-romana. Desde o final dos anos 80, a arquitetura inter- nacional vem resgatando o material para recobrir fachadas. O fenômeno ainda é re- mento. As lâminas são encaixadas em plaque- tas de fixação feitas de cobre presas na parede cente no Brasil, onde se limita a prédios co- merciais. Em casas, é uma opção mais co- mum para acabamentos de lareiras, corri- mãos e balcões de bar, mas pode ser aplicado em paredes. Os especialistas só não reco- mendam aplicá-lo em pisos devido à malea- bilidade do material. Compra: lâminas produzidas industrialmen- te (de 4a 6 mm de espessura) por metalúrgicas são cortadas sob medida, conforme o projeto arquitetônico, por revendedores especializados em metais. O processo de dobra é manual. Instalação: por ser um material bastante maleável, a superficie que apóia as placas pre- cisa estar perfeitamente plana. Caso isso não ocorra, a solução é instalar o metal sobre pai- néis de compensado, madeira ou placas de ci- por parafusos ou pregos de latão ou cobre. Durabilidade: material de alta resistência à corrosão em contato com a atmosfera, o cobre sofre uma oxidação natural, adquirindo uma película externa. Depois de 15 a 20 anos, em uma atmosfera úmida, essa pátina pode ga- nhar um tom esverdeado, chamado azinhavre, sem prejuízo à resistência. Segundo seus ad- miradores, esse tom é sinal da maturidade do metal e não deve ser limpo. Manutenção: sensível a produtos com amô- nia, a limpeza de rotina se resume ao uso de flanela. Caso se deseje eliminar o efeito esver- deado, basta aplicar cera automotiva com uma estopa. Uma forma de evitar o azinhavre ou estabilizar o tom (em qualquer momento do processo) é passar verniz à base de poliureta- no, proteção que resiste por dez anos. Concreto Mistura de cimento, areia e pedra britada, adicionada à água. É o mate- Hal com que se fazem blocos usados em pisos e paredes (veja Blocos). Concreto estampado Processo de impressão artesanal feito direta- mente sobre o piso de concreto, dispensando a aplicação de outros revestimentos. Fôrmas de poliuretano de tamanhos variados, que lembram carimbos, com desenhos ou texturas em relevo na superficie, são aplicadas sobre o Concreto ainda fresco, criando estampas no tom natural do concreto ou coloridas. Instalação: para fazer a base, o concreto é aplicado sobre o solo compactado, alisado com sarrafos, £ tecebe pó endurecedor, que lhe dá resistência àabrasãoe homogeneidade na apa- Tência. O ponto certo para aplicar as fôrmas é Projeto: Frankiia Israo! quando o concreto ainda está pastoso, mas não seco, de modo que seja possível imprimir os desenhos na massa. Antes de colocá-las, um pó desmoldante é polvilhado sobre o concreto pa- ra permitir que esses moldes se soltem depois de ficarem no local por um ou dois dias, tempo necessário para a impressão. O pó serve ainda para acrescentar efeitos especiais de acaba- mento, como envelhecimento, degradê ou fur- ta-cor. A superficie, então, é lavada e prepara- da para receber um tratamento à base de se- lante especial (com ou sem brilho), que prote- ge contra a abrasão e o desgaste causado pela exposição ao tempo. É uma opção muito indi- cada para garagens e calçamentos de jardins. Compra: o pacote completo, incluindo mate- rial e execução, é vendido por empresas espe- cializadas, que fabricam as fôrmas com varia- dos desenhos e estampas. Pode ser executado por pedreiros experientes, adquirindo-se as fôrmas do fabricante. Mas corre-se um consi- derável risco de erro, já que se trata de um ser- viço diferenciado, Manutenção: limpeza comum se faz com vassoura, água e sabão. O grande atributo é a durabilida- de, mas também traz aconchego e conforto tá- til e térmico ao ambiente. Do produto bruto ao consumidor final, o material passa por trata- mentos e colorações em curtumes até chegar às mãos de tapeceiros e empresas especializa- das, que o comercializam. Couros bovinos (va- quetas) e suínos (antílopes) são indicados para revestir piso ou parede de acordo com o acaba- mento, sempre artesanal, que receberam. Compra: os curtumes vendem material em grandes volumes. Para pouca metragem, pro- cure lojas especializadas em couro. Por serem naturais, peças vendidas inteiras apresentam variações e imperfeições. Na escolha, descarte aquelas com furos, riscos, manchas e sujeiras. Para calcular a metragem necessária, deve-se desprezar áreas defeituosas. Há um mercado mais sofisticado, em que o distribuidor ofere- ce o produto já cortado em vários tamanhos, com cor e textura padronizadas, pespontados ou forrados e com maior rigidez do que o ma- terial vendido em peças nos curtumes. Fixação: como revestimento de paredes, é comprado em peças, recortado e fixado sobre uma estrutura de apoio do mesmo material, colada na parede. As placas vendidas prontas dispensam o forro. Antes de instalar, é preciso definir a paginação. Um bom resultado depen- de também de a parede e o piso estarem lim- pos e nivelados antes de se iniciar a colagem com cola especial diretamente sobre massa-cor- rida, parede pintada, contrapiso, cerâmica, madeira etc. Se a superficie estiver em mau esta- do, aplica-se um compensado como base. Manutenção: para não ressecar e rachar, deve ficar longe da luz de lâmpadas quentes, espe: Cialmente as dicróicas - o calor pode expandir o material. A limpeza é feita com pano úmido bem torcido. Duas vezes ao ano, pastas espe- ciais para couro limpam e hidratam, dispensan- do o uso de cera, glicerina e vaselina líquida. z $ Ej E) E g q : É| COBRE - COURO Entenda a família dos couros ANTÍLOPE é a denominação do couro de porco usado para vestuário e também para revestir paredes. VAQUETA é o nome genérico de couros provenientes de bovinos para pisos como para paredes. Atanado: é o couro natural curtido com tanino, vendido sem tingimento ou outra proteção. Rústico, pode revestir paredes. reveste paredes. e macia. Pode ser colorida. Nobuk: curtida com impermeabilizante, a pele é lixada para dar um acabamento aveludado. Depois de colorido, (bois, vacas e bezerros). Conforme O acabamento, as vaquetas recebem outras denominações. Pele: a vaqueta natural sem nenhum tipo de tratamento. Mantém Os pêlos do animal e presta-se tanto Soleta: couro natural semelhante ao atanado, é mais grosso e por isso mais recomendado para pisos. Napa: muito usada para estofamento, também se presta à forração de parede. Tem superfície lisa Camurça: usada para paredes com o acabamento felpudo, que resulta do uso de produtos impermeabilizantes no lado do avesso do material. Geralmente a coloração da camurça é feita no local de Instalação. “Scanned by CamScanner 23 necessidade de lixar a superficie. Além do incolor, vem em cores, algumas imitando padrões de madeira. O acabamento em tons claros tem a vantagem de absorver menos calor e por isso o material do tablado não trabalha tanto. Há quem prefira usar sela- dora sobre a madeira lixada e depois imper- meabilizar com verniz naval ou com resina poliuretânica, uma vez ao ano — operação mais trabalhosa. Uma outra alternativa é passar o óleo de linhaça levemente aqueci- do, para que penetre bem. ] | Feitos de material sintético (policloreto de vinilo, polímero em forma de plástico), são versões mais recentes do modelo de madeira, cumprindo as mes- mas funções. As réguas de tamanhos varia- dos têm uma superficie antiderrapante e vêm com proteção contra raios ultravioleta. Não esquentam, chegando a agúentar temperatu- ras de até 60 *C. A desvantagem é o preço: custam cerca de 30% mais. A vantagem é a durabilidade. Enquanto os de madeira tesis- tem até 20 anos, grande parte dos produtos de PVC tem uma vida útil de cinco décadas. Instalação: além da montagem sobre uma estrutura suspensa, as réguas de PVC podem ser coladas em pisos de cerâmica, madeira, pedras ou diretamente sobre o contrapiso, usando uma manta entre os dois materiais. Compra: réguas em mais de 50 cores com 0,15 x 5 m são cortadas no tamanho deseja- do. Segundo os fabricantes, o branco e o mar- fim são as tonalidades adequadas a áreas externas, pois não amarelam nem desbotam. Manutenção: pede apenas a lavagem com água e qualquer tipo de sabão. Lidia Scanned by CamScanner E E É £ e É é : E E ê ê ê ES Conhecidas como epóxi, as tin- tas (do tipo esmalte) com resina de mesmo nome formam uma película muito dura, com alta resistência a abrasão e produtos qui- micos e ótima aderência à superfície. Essa película proporciona uma proteção imper- meabilizante, impedindo a penetração de água. Por isso, o produto é indicado para áreas molhadas, ambientes sem ventilação ou sub- [DECK DE MADEIRA - EPÓXI metidos a ação de umidade e calor. Dão aca- bamento a pisos e paredes de alvenaria, ma- deira, cerâmica, azulejos e cimentados, con- ferindo-lhes uma aparência lisa, brilhante e acetinada. Podem revestir banheiros e cozi- nhas, aplicados diretamente sobre a arga- massa. Muito usada também para pintar pi- sos externos de cimento, é a única opção para boxe de chuveiro (veja Tintas). Aplicação: é feita com rolo de lã especial para epóxi, pincel ou pistola. Pedem duas ou três demãos, sempre com intervalos de 16 a 48 ho- ras entre as aplicações. No caso de pisos, o trânsito só é permitido após cerca de nove horas e o uso regular depois de uma semana. É importante que a superficie esteja limpa e seca antes da aplicação, que deve seguir exata- mente as instruções da embalagem de cada fabricante quanto à mistura do catalisador e à diluição. Se a mão-de-obra não for especializa- da, a durabilidade fica comprometida. Manutenção: é recomendável reaplicar com intervalos de dois a cinco anos, dependendo das condições do ambiente. Na limpeza, bas- tam água e sabão neutro. Alerta; pela toxidade e pelo cheiro exalado durante a aplicação, o profissional precisa de máscaras com filtro. Pintura à prova — de umidade Tanto as tintas látex — acrílicas ou PVA — quanto os esmaltes epóxi são indicados para proteger superfícies expostas ao contato com a água. As do tipo epóxi, no entanto, consideradas mais resistentes à umidade e ao calor, servem especialmente para locais pouco ventilados. Elas formam uma película mais dura na superfície dos materiais do que as similares, impedindo a proliferação de fungos e mofo. 25 Acabamentos E É E | ê É E $ ã E] : ó ã Pisos e paredes de AaZ Alg ESTE Igu m as 9 Assim é chamada qualquer técnicas argamassa de revestimento que misture ges- : so (ou pó de mármore), cola e água. Muito muito comum em forros de catedrais e igrejas, hoje antigas é mais conhecido como um acabamento de ) õ paredes resultante da aplicação de várias continuam demãos da massa sobre a superficie. Com o y estuque são feitos ornatos em alto e baixo- cativ ando relevo, que decoram paredes. A mesma as pes sS0oas massa também se presta para fechar tetos. ainda hoje. Aplicação: a massa é espalhada com espá- tula, com movimentos livres, até atingir 1 cm de espessura. Para criar as texturas são usados sacos plásticos, colheres e vassou- ras, além da espátula. Estuque veneziano: uma das varia- ções mais conhecidas dessa técnica é a do estuque veneziano, ou espatulado, que dá à parede texturas similares às das rochas, associando os relevos do estuque comum à pintura manchada e envelhecida. Fibra de vidro SMA feitos com esse material sintético servem para forrar paredes de ambientes internos. Tecido: imprime um efeito texturizado a paredes e teto. Vendido em rolos, em lojas de Alfredo Franco ES) o) Scanned by CamScanner papel de parede, também é um aliado para esconder fissuras. Isola parte do ruído inter- no do ambiente, evita o eco e ajuda a manter a temperatura estável. Não propaga fogo e é antimofo e lavável com sabão neutro. Instalação: é colado sobre concreto, madei- ra, laminados, cerâmicas, gesso, azulejo e metal desde que perfeitamente nivelados. Caso contrário, uma camada de gesso ou massa iguala a superficie. Duas de- mãos de qualquer tipo de tinta fazem o acabamento. A aplicação deve ser feita por pessoal habilitado, recomenda- do pelos fabricantes, para que as emendas do tecido, fixado | em faixas, fiquem perfeitas. Alerta: durante o manuseio, o material solta uma poeira que penetra na pele e pro- voca coceira, o que requer luvas de borracha = as placas se compõem de fibra de vidro, resinas e óxidos. São instaladas com parafusos sobre qualquer parede inter- na ou externa. A aparência imita a textura de pedras rústicas. Vendido por metro qua- drado, sob encomenda. Alfredo Frai Fibras naturais PNNS tos de fibras naturais, indicados exclusiva- mente para paredes internas, são produzi- dos de maneira ecológica em teares semi- manuais. Os fios são de algodão rústico misturado a fibras de sisal, carnaúba, seda € à de bambu. Por ser um produto artesanal, apresenta variações de dimensão, textura e Cor. Agienta temperaturas de até 70 %C e tem uma boa resistência a tração. Alguns fabricantes aplicam tratamentos antifungo, antibolor e antitraça. Acabamentos ' Pisos e paredes de Aa Z Mão-de-obra desqualificada e falta de informação sobre os materiais podem pôr a perder tudo que você gastou com um revestimento. É possível tirar manchas do porcelanato? Se ele for do tipo polido e a mancha já tiver se fixado, é impossível retirá-la, avisa Ana Paula Margarido Menegazzo, engenheira de materiais do Centro Cerâmico do Brasil (CCB), em São Paulo. A engenheira — especialista com tese de doutorado sobre esse produto — aconselha a limpar o piso assim que caírem sobre ele substâncias como refrigerante, terra e gordura, facilmente absorvidos pelos microporos do porcelanato. Há ainda dois outros tipos de porcelanato: o natural, que tem superficie rugosa e, por isso, é mais resistente a manchas, e o esmaltado, que não mancha, segundo Moacir José Orsato, gerente de desenvolvimento da Cecrisa Revestimento Cerâmico, de São Paulo. Como faço para substituir o rejunte de piso e parede? À troca tem de ser feita com ácido muriático diluído em água na proporção de 1:10. O pedreiro encarregado deve colocar luvas e óculos de proteção porque o ácido, mesmo diluído, é perigoso. Essa substância amolece o rejunte, permitindo que ele seja retirado com a espátula. “É preciso testá-la numa sobra de peça para verificar se o Caros Piratininga 28 Scanned by CamScanner produto não danifica a placa cerâmica”, alerta o engenheiro Cláudio Mitidieri, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT). Antes de aplicar o rejunte novo, passe uma escova ou aspirador de pó nos vãos para eliminar a sujeira. Limpe os resíduos com esponja ou pano úmidos. Espátulas de plástico ou borracha são ferramentas indicadas para espalhar o rejunte sobre toda a superficie, preenchendo as junções. Em seguida, retira-se o excesso que ficar sobre o revestimento com esponja úmida. A secagem lenta melhora a fixação e evita fissuras: molhe as juntas e, se o rejunte estiver num local muito ensolarado, cubra-o com plástico para retardar a secagem. Após cinco dias, a área pode ser usada normalmente. Qual é a durabilidade da pintura com tinta epóxi sobre azulejos? Os fabricantes afirmam que a tinta à base de água dura até dois anos. Quanto à tinta epóxi à base de solvente, ela pode resistir bem a até cinco anos, tomando-se alguns cuidados. O sucesso da pintura depende da aplicação correta. Os azulejos devem estar livres de gordura e resíduos de colas, xampus, pastas de dente etc. — limpe-os com água e sabão. Antes de pintar, também é preciso aplicar massa acrílica para corrigir imperfeições de rejuntes desgastados. Segundo o pintor Douglas Moreira, é importante passar uma demão de primer incolor para epóxi, que funciona como selador, formando uma película entre 9 azulejo e o rejunte — isso impede a absorção de água no local. Se você preferir eliminar o quadriculado que os rejuntes aparentes desenham na parede, passe três demãos de massa acrílica, usando espátula, para uniformizar a superficie. “Entre uma demão e outra, Tespeite o intervalo de 16 horas e, então, lixe”, ensina a arquiteta Rita Múller, de São Paulo. Por último vem a tinta epóxi, composta de base e endurecedor, misturados como manda a embalagem. Espalhe-a com rolo de lã curta de carneiro em no mínimo duas demãos.