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arquitetura & 5 CO UCao www.arquiteturaconstrucao.com.br "Acabamentos Arquitetura & Construção e Outubro/2002 Pisos e paredes de Aa Z 1 Ar n , = Conheça as características, os cuidados na instalação e o uso. Veja também como são vendidos os seguintes materiais: o Pedra são carlos Quartzitos Tijolo de barro o Placa de vidro Seixos Tintas o Plaqueta de barro Tábua corrida Vermelhão e Poliuretano Taco de madeira Vidro He Porcelanato Textura Vinil Especialistas ensinam como clarear madeiras, falam do uso do ácido muriático na limpeza de pedras e cerâmicas e orientam a escolha da cor das tintas. Neste quinto fascículo, atingimos a letra V, de vidro para piso e parede em duas versões, encerrando a lista de revestimentos, já que cuja diferença está na aplicação. A desvan- não há opções de materiais com as letras tagem é o preço alto. Para quem procura al- seguintes do alfabeto. A extensa famíliadas go mais barato, há o tijolo de barro, de efeito tintas é o verbete em destaque - veja como — rústico. Em nosso próximo e último capítulo, se classificam e quais os tipos indicados para aguarde sugestões de como combinar os cada superfície. Entre as novidades, placas acabamentos em um mesmo ambiente. Parte integrante da revista ARquiTETuRa & CONSTRUÇÃO, outubro de 2002. Não pods ser vendida separadamente. Scanned by CamScanner [PEDRA SÃO CARLOS - POLIURETANO Pisos e paredes de Aa Z Macio, : [Pedraisão carlos [Ram aSpero, melhante, esse arenito quase se confunde eu com a pedra paraná. Em tons vermelhos, hi SO. cada rosados e amarelos, vestiu muitos muros na material década de 50, em peças de tamanho irregu- lar, com 5 ou 7 cm de espessura. Cortado tem UM em cubos pequenos, com laterais de cerca toque que de 5 cm, entra na composição do mosaico : português, revestimento que o tornou combina bastante conhecido. A pedra extraída em lã- minas também é vendida em lajotas de 40 x nbie um 40 cm ou em peças de até 1 x 0,50 m, com . 3 ou4 cm de espessura, o que confere a ela . e ambiente maior versatilidade. A superficie antiderra- Poliuretano Essa é a mais versátil pante a torna uma boa escolha para bordas | das resinas e entra na composição de vários de piscina (veja Arenito e Mosaico português). tipos de produto, desde espuma para col- chão até tintas e vernizes. Não se deve con- fundir o verniz usado para proteger madei- de pisos e paredes, existem duas versões do produ T& pedra e tijolos com os revestimentos pro- to. A primeira são as placas laminadas etempera- priamente ditos, feitos dessa resina. Indica- das (no caso de pisos), coloridas ou transtticidas, dos para pisos, vêm em forma de lígiiidos medindo no mínimo 50 x 50 cm, com espessura pastosos, que ao secar apresentam superfi- variável, coladas sobre diversas superfícies. O se cie uniforme, recobrindo grandes áreas sem gundo tipo, com ranhuras no verso, segue o pro- juntas, com espessuras de 2 ou 3 mm. Po- cesso de assentamento das cerâmicas. Vem em — dem ser aplicados sobre concreto, metal, peças de 2,50 x 1,20 m, entre 6 e 10 mm de espes- granilite, cimento queimado, madeira, sura, cortadas no tamanho desejado. Podem ser azulejo, cerâmica, mármore, granito, ardó- laminadas e temperadas (veja Vidro). sias e outras pedras. O produto, disponível em várias cores, permite formar desenhos Plaqueta de barro Ea conhecida como tijolo requeimado para piso, é um produto artesanal que resulta da mistura de barro com argila pura. Graças ao tempo de queima mais longo do que a do tijolo comum, a plaqueta ganha maior resistência e apresen- ta a face superior polida. Disponível em tama- nhos variados, nos formatos retangular e qua- drado. Como o barro é sensível à umidade, exi- ge a aplicação de resinas impermeabilizantes à base de silicone, resina acrílica ou emulsão aquosa acrílica a cada dois anos. É uma opção barata para pisos, ainda que custe até 11 vezes mais do que o tijolo comum (veja Barro). il E 5 i É Ê E 5 ê Scanned by CamScanner em pisos e paredes. Mesmo assim, vale observar algumas recomendações: & Evitar peças escuras em fachadas e pisos exter- nos, já que absorvem mais calor e podem che- gar a descolar devido à dilatação e contração. € Placas não esmaltadas já vêm impermeabi- lizadas da fábrica e, por isso, dispensam esse procedimento na instalação. e Quando se usa rejunte escuro em peças cla- ras, é conveniente aplicar cera incolor nas bordas antes de assentá-las, para evitar que manchem na instalação. O As polidas e as esmaltadas brilhantes ris- cam mais facilmente, Por isso são desacon- selhadas para casas de praia, onde o atrito com a areia é constante. 6 É importante verificar sempre se o coefi- ciente de atrito é adequado para o ambien- te: placas com índice menor que 0,4 são mais escorregadias e inadequadas para pisos externos. Compra: em lojas de materiais de constru- ção ou especializadas em cerâmicas. De modo geral, são vendidas por metro quadra- do, mas existem faixas e placas de formatos diferentes, vendidas por unidade. Assim co- mo as outras cerâmicas, os porcelanatos se classificam pela resistência a abrasão, a man- chas e a substâncias químicas, dados que aju- Scanned by CamScanner as pedras goiás e mineira. Naturalmente ás- 5 E ã ; ê PORCELANATO - SEIXOS dam a adequar o produto ao local da instala- ção. Nos modelos esmaltados, vale verificar especialmente o PEI (Porcelain Enamel Ins- titute), índice que aponta a vulnerabilidade a riscos e desgaste. Instalação: valem os mesmos procedimen- tos utilizados para a cerâmica. À argamassa deve ser do tipo colante flexível, específica para porcelanato. Para o rejuntamento, a melhor escolha é o rejunte flexível. Manutenção: na limpeza, pano úmido e detergente neutro. Ácidos são perigosos, pois podem descolorir e encardir as placas. Na faxina pesada, há produtos especiais que contêm ácidos já diluídos (veja Cerâmica). Q antzitos Essa família de pedras rochosas, com 95% de quartzo branco ou incolor, costuma apresentar cores claras, tonalizadas pela presença de óxidos de ferro. A mica, outro mineral característico dos quartzitos, traz o brilho especialmente para peras e, por isso, antiderrapantes, todas as rochas desse tipo são duras e laminares, o que permite o corte em chapas regulares. Estão à venda também em ladrilhos ou em cubos, como no caso do quartzito branco, muito usado no mosaico português (veja Pedra goiás e mineira e Mosaico português). | Seixos | Pequenas pedras arredonda- das de forma variável conforme a procedên- cia. As naturais, colhidas em leitos de rio, ganham seu perfil pelo efeito do movimen- to das águas. Outras são resultado de pro- cesso industrial: pedaços quebrados de rochas passam por betoneiras até chegar a um formato semelhante ao natural. Fixas ou soltas, são muito comuns na composição do paisagismo e em pátios e garagens. Nos anos 60, faziam sucesso revestindo facha- das. Hoje, estão em pisos e paredes, dentro e fora de casa. Sua marca registrada é a variedade de tamanhos e cores (branco, bege, marrom, verde e rosa), o que permite diversas combinações. O material é barato e, se bem instalado, com massa de boa qua- lidade, dura mais de 30 anos. Compra: encontrados em lojas especializa- das em pedras ou jardinagem, vendidos em sacos de 20 ou 30 kg. São necessárias em Acabamentos 's Pisos e paredes de Aa Z Famosos nos anos 50, os tacos de madeira voltam à moda. média 60 kg para cobrir cada metro quadra- do. Quem comprar seixos naturais deve exi- gir nota fiscal e checar com o vendedor se a extração tem a licença do Instituto Brasilei- ro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da secretaria estadual do meio ambiente. Alerta; a retirada das pedrinhas feita de for- ma irregular pode contribuir para as enchen- tes e o assoreamento das margens dos rios, além de diminuir a população de peixes. Aplicação: trabalhosa, deve ser feita por pe- dreiros acostumados com o serviço ou por um bom azulejista. No piso, o solo bem com- pactado deve ser dividido em áreas de cerca de 1 mê, demarcadas por sarrafos. Então, cada repartição recebe uma camada de 5 cm de concreto de consistência pastosa, na qual as pedras são espetadas uma a uma. Depois de assentadas, são niveladas com desempena- deira de aço. Leva-se um dia inteiro para cobrir cerca de 3 m?. Outra opção é deixar os seixos soltos: nesse caso, o solo também é compactado, e o terreno, nivelado. A área é então forrada com uma manta de drenagem do tipo bidim, em que são espalhadas as pe- drinhas, formando uma camada de 3 a 5 cm de espessura. Para a aplicação na parede, a su- Foto: Luiz Roberto Pareira / Projoto: Ricarda Maca 56 Scanned by CamScanner o Foto: Luiz Roberto Peraira / Projato: Sárgio Fonseca perficie deve estar rebocada, nivelada e seca. Da mesma forma, é necessário demarcar as áreas de trabalho — usando tinta ou giz — antes de cobri-las com a mesma massa pasto- sa de concreto, com espessura igual. Depois, o procedimento não difere do piso. O acaba- mento irregular dispensa a desempenadeira. Manutenção: lavagem com água e deter- gente neutro nos dias da faxina. Em facha- das, jatos de água com uma pressão média são bem-vindos. Detergentes alcalinos po dem manchar ou desbotar a pedra. LEITE o penominação usada também para os assoalhos de madei- ra, especialmente quando se trata de tábuas mais largas. Composto por réguas de madei- Ta maciça de, em média, 2 cm de espessura e diferentes medidas — as mais comuns vão de 2 a 6 m de comprimento e 6, 10, 15 e 20 em de largura (veja Assoalho de madeira). Taco de madeira SM mento para pisos composto de placas de tamanhos variados, feitas de madeiras nati- vas (jatobá, cumaru, perobinha, ipê e pau- marfim) ou de reflorestamento (eucalipto). É uma opção mais barata do que os assoalhos de tábua corrida, apesar de feita de material semelhante e da qualidade compatível. Compra: vendido por metro quadrado, com ou sem acabamento. Os naturais (sem ver- niz) têm espessura de 2 cm e medidas varia- Acabamentos 's Pisos e paredes de Aa Z A cor tem o poder de ampliar 58 ou reduzir o espaço. estar seca, firme, isenta de gorduras e rece- ber a seladora adequada ao material. As texturas não aderem a paredes úmidas ou pintadas com tinta à base de óleo. Manutenção: não precisam ser retocadas com a mesma frequência de uma pintura comum. Além disso, a base de resina acríli- ca, aliada à substância hidrorrepelente, per- mite que as paredes sejam lavadas. Nas fa- chadas a lavagem é necessária, pelo menos uma vez por ano, porque as reentrâncias di- latam e contraem com as variações de tem- peratura e juntam sujeira. Nesse caso, a lim- peza é com máquina doméstica de jatos de água (com pressão de até 1 000 psi) e sabão neutro. Em áreas internas, espanadores e pano úmido bastam no dia-a-dia. Se a cor da massa perder a intensidade, pode ser pinta- da com tinta acrílica desde que bem diluída, para não preencher as ranhuras. No caso de texturas manchadas, a renovação é feita pelo próprio fabricante com um líquido especifi- co para esse fim, que preserva o efeito. e Tipos de textura Rústicas: ideais para fachadas, mais áspe- ras, criam sulcos devido à presença de mi- nérios moidos, em prãos maiores ou meno- res, dependendo do resultado desejado. Mais dificeis de aplicar, exigem mão-de- obra especializada. São mais espessas e pe- dem ferramentas especiais. A primeira ca- mada é aplicada com desempenadeira de aço, em movimentos circulares, e as seguin- tes com desempenadeiras com bordas den- tadas, espátulas ou escovas, dependendo do efeito desejado. Esse trabalho artesanal exi- ge prática, pois até a força empregada no serviço pode comprometer o resultado. Em superfícies grandes, em que não for possi- vel terminar tudo em um dia, deve-se inter- romper O serviço numa quina ou faixa, evi- tando emendas aparentes. Quem estiver construindo e optar pela textura deve insta- Scanned by CamScanner lar pingadeiras boleadas para evitar as mar- cas da sujeira do ar trazida pela chuva. Em casas prontas, o silicone líquido protege fa- chadas contra a ação do sol e da chuva. 9 Lisas: não contêm as pedrinhas e adqui- rem texturas graças ao relevo dos rolos de espuma ou borracha utilizados na aplica- ção, que pode ser feita por qualquer pessoa (profissional ou não). Na primeira demão, a textura deve ser diluída (na proporção indi- cada na embalagem) e aplicada com rolo co- mum, como uma tinta. Na segunda demão, são usados os rolos especiais. º Manchadas: lisas ou rústicas, compõem uma linha que adquire o efeito manchado graças ao uso de um reagente aplicado so- brea massa básica já colocada na superficie. Têm aplicação em duas etapas, feita somen- te por pessoal especializado e indicado pelo fabricante. Primeiro, a massa (branca ou em outras quatro cores primárias) é aplica- da com desempenadeira, Depois de seca, recebe o líquido reagente - passado com broxa ou pincel -, que cria o efeito mancha- do e dá a coloração final. Alerta; substituir uma textura não é sim- Ples como no caso de uma pintura. A pare- de tem de ser regularizada antes de receber o novo acabamento. Ou então será preciso retirar toda a massa e com ela vem parte do reboco, que deverá ser refeito. Assim como à plaqueta de barro, o tijolo que reveste pisos e paredes difere dos tijolos comuns (para alvenaria) na resistência porque fica exposto e deve suportar as variações climáticas. Mais conhecido como tijolo aparente (para pare- des) e tijolo para piso ou plaqueta (para pisos), é resultado da mistura do barro à argila pura e tem uma queima mais demora- da, condições que contribuem para que ele não esfarele. O tipo usado em paredes é pro» duzido em vários tamanhos. Os que vão pa- Ta O chão, conhecidos como requeimados, têm a face superior bem polida e vêm nos formatos retangular e quadrado. Depois de instalados, podem receber a proteção de re- sinas impermeabilizantes à base de silicone, resina acrílica ou emulsão aquosa acrílica, reaplicadas a cada dois anos (veja Barro). ro Eintas Revestimentos usados para proteger e colorir vários tipos de superfície, inclusive pisos e paredes. As formulações à base de óleo, resina alquídica, resina acrílica, resina PVA ou resina epóxi dependem do uso. Além dos tons oferecidos prontos, mui- tas marcas já contam com o sistema tintomé- trico, que confere à tinta a cor escolhida pelo consumidor — a variedade atinge até 2 mil tonalidades. O acabamento é outra opção a gosto do freguês: pode ser brilhante, acetina- do ou fosco, dependendo da marca e do tipo de tinta. Na verdade, as tintas se dividem em poucos grupos e o que muda é apenas a adi- Scanned by CamScanner ção à fórmula básica de uma nova substân- cia, como os hidrorrepelentes para fachadas. Compra: vendidas em latas ou galões (por litro) em lojas de material de construção ou especializadas em tintas. Alguns fabrican- tes dão garantia de até dez anos, com certi- ficado impresso na própria embalagem. Alerta: quando aplicada na superfície, por efeito da luminosidade ambiente, a tinta pode mostrar uma tonalidade diferente da que se vê na lata ou em recortes de revistas. Por isso, é importante testá-la num peque- no pedaço da parede antes de comprar. Tipos de tinta º Para alvenaria (reboco, massa, concreto ou gesso): pode-se usar tintas de três categorias, todas solúveis em água. Ou seja, produtos di- luídos somente em água antes da aplicação. Abaixo seguem as diferenças entre elas. Tinta acrílica: à base de resina acrílica, resiste mais e por isso é indicada para áreas externas e internas. A durabilidade é uma de suas vantagens: mesmo quando exposta ao tempo, agienta bem por cerca de dez anos. Além disso, é de fácil limpeza com esponja macia, água e sabão neutro. Dispõe de três tipos de acabamento — semibrilho, acetinado e fosco. Também há as acrílicas de uso específico, como as elásticas, indica- das para fachadas porque têm a capacidade de dilatar e retrair e suportam as variações climáticas sem rachar As antimofo têm maior concentração de algicida e fungicida, o que as torna mais resistentes à maresia e à umidade - muito usadas em banheiros. Tinta látex: bem mais barata do que a acríli- ca (a diferença chega a 40%), é feita de aceta- to de polivinila (PVA), uma resina mais poro- sa e, portanto, bem menos resistente do que a acrílica. Em fachadas expostas, os produtos de primeira linha prometem uma durabilida- de média de três anos. Só é vendida na ver- são fosca e tem baixa lavabilidade, ou seja, é dificil retirar a sujeira sem deixar manchas. Tinta vinil-acrílica: mistura os dois tipos de resina (PVA e acrílica) e, em geral, garan- te durabilidade e preços intermediários. Disponível no acabamento fosco. º Para madeiras e metais: a tinta óleo, op- ção tradicional para pintar esses materiais, é de dificil aplicação e secagem demorada de- vido à quantidade de óleo vegetal presente na [TIJOLO DE BARRO = TINTAS Sistemas tintométricos Computadores e máquinas especiais se aliam para criar até 2 mil tons especiais fora da cartela dos fabricantes. Uma amostra da cor desejada é submetida à análise de um computador, que seleciona os pigmentos necessários para compô-la. Com essa informação, a máquina prepara a tinta, misturando corantes sobre uma base já pronta. O cliente pode escolher o tipo de tinta e o tamanho ca lata, mas nem todas as categorias entram nesse sistema. A nova cor fica registrada para ser refeita sempre que necessário, 59 muns e prometem boa resistência à ação do sol e da chuva. À venda com acabamentos de alto brilho, acetinado e fosco. À base de resina epóxi: segundo os fabri- cantes, resistem à água e, portanto, servem até para áreas de boxe dos banheiros. Também é recomendada para superfícies metálicas. A única opção de acabamento é o alto brilho. Piso rústico feito de drez vermelho. Segue os mesmos princípios do cimento queimado, mas, assim como ele, tem diversas fórmu- las. Muitas são criadas na hora da aplicação, com a tonalidade do vermelho dada pelo pó xadrez, a gosto do freguês. O importante é usar na massa somente o cimento tradicio- nal, de cor acinzentada (CP Il ou CP III, mais claro), pois o cimento branco, quando unido ao pó xadrez vermelho, resulta em uma coloração rosada. Receita básica: a mistura leva uma medi- da de cimento comum mais uma medida de pó de mármore, que ajuda a evitar trincas. cimento e p A água e o pó xadrez são acrescentados aos VERMELHAO poucos até atingir a consistência pastosa, na coloração desejada. Aplicação: a massa vai sobre o contrapiso bem molhado, depois de ter sido regulariza- do com três partes de areia e uma de cimen- to. A umidade ajuda a dar aderência ao re- vestimento, que pode dispensar as juntas de dilatação usadas no cimento queimado. Nesse caso, a massa deve ficar com uma espessura de 2 ou 3 mm, e sua superficie é alisada com uma desempenadeira de aço. Usando juntas, elas são fixadas sobre o con- trapiso com uma camada de adesivo líqui- do. Depois de seco e bem limpo, vale passar uma demão de seladora, seguida por uma camada de verniz ou resina para eliminar a aparência fosca. Todos esses produtos, específicos para o uso, são encontrados em lojas de tintas ou materiais de construção. Alerta: o feitio artesanal pede um profis- sional treinado, que conheça o ponto ideal da massa e o jeito certo de alisá-la (veja Cimento queimado). £ Í E E) ô $ E õ É É E i ê i E 5 No metal, o primeiro passo é passar zarcão, um fundo anticorrosivo que protege o metal da ferrugem, para parede. Respeitado o tempo de secagem, a pintura é feita com um esmalte sintético próprio indicado é o esmalte, seja de resina alquídica (resina acrílica mais resistente) ou epóxi. Para esconder se as superfícies de ferro e aço forem novas. A tinta é aplicada depois da secagem de 24 horas, Na repintura, os metais são lixados e só então recebem a tinta. O zarcão é dispensável, mas quem quiser usá-lo deve lixar toda atinta antiga, pois o contato dessa substância com o protetor pode interferir na aderência. Em tijolos aparentes, a preparação começa com a lixa, seguida do pano embebido em águarras para a remoção do pó. Gordura e mofo devem ser retirados da mesma forma indicada para a alvenaria. Depois de seca, a superfície recebe uma demão de fundo preparador Scanned by CamScanner para superfícies cerâmicas não vitrificadas. Em azulejos, o primeiro passo é lavá-los com água morna e produtos multiuso, para retirar toda a gordura e residuos de sabonetes e xampus. Em seguida, um pano com álcool elimina a umidade. Daí, aplica-se uma demão de fundo fosfatizante para garantir a aderência da tinta à superfície lisa. O produto as depressões dos rejuntes, aplicam-se três demãos de massa acrílica sobre o fundo fosfatizante, lixando uma a uma. Depois de seca, a base pode ser pintada. Nos pisos, somente revestimentos porosos ou cerâmicas permitem a boa aderência dos dois produtos específicos para esse uso. Atinta à base de resina acrílica estirenada, uma substância que resiste à expansão e à contração do piso, vai sobre materiais como concreto, cimento queimado, lajota cerâmica e ladrilho hidráulico. Mesmo assim, faça um teste: se uma gota de água em contato com a superfície não revestida for absorvida rapidamente, significa que a base é porosa e aceita a pintura, Caso contrário, melhor nem insistir. Se o experimento der certo, a pintura começa pela limpeza do piso. Poeira e manchas de gordura são removidas com água e sabão. Depois, aplica-se uma solução de água e água sanitária para eliminar o mofo. Em cimentados antigos, use uma mistura de ácido muriático (20%) e água (80%). Após um bom enxágue e a completa secagem, é hora de pintar. A durabilidade depende do trânsito do local, mas resiste por até cinco anos. é outra opção para pisos de concreto ou revestidos de cerâmica. A aplicação segue as mesmas etapas indicadas para paredes. Use mão-de-obra especializada. 61 Acabamentos 's/ Pisose paredes deAaZ V Que tal um piso transparente? O vidro cria uma atmosfera leve. O truque do —— bloco de vidro Só mão-de-obra indicada pelo fabricante, assegura um bom serviço. Um profissional treinado sabe, por exemplo, que o tipo de argamassa certa é a branca especial para blocos, que também serve como rejunte. Ela não contém areia, que risca o vidro, e é pobre em cimento, evitando dilatações e o risco de trincas no vidro. Espaçadores de plástico ajudam a manter juntas de 1 cm entre os blocos, e ficam escondidas no rejunte. Dependendo da altura da parede, a cada três fileiras de blocos, barras de ferro inseridas nas junções verticais, garantem a sustentação. 82 Os vidros do tipo laminado são os produtos mais conhecidos na construção para janelas e panos de fechamento. Mas existem ainda os blocos e as placas feitos desse material, que servem de revestimen- to. Em ambos os casos, a manutenção se re- sume ao uso de água e sabão neutro — pro- dutos abrasivos riscam e mancham. O poli- mento recupera a superficie, apesar de sair caro e nunca devolver o brilho original. Bloco: feito de vidro prensado, serve pa- ra paredes internas e externas, permitindo a entrada de luz natural e a visualização entre ambientes. Oferece diferentes graus de transparência e várias cores, além de incolor. A passagem de luminosidade é 25% inferior à do vidro laminado. Como as peças não po- dem ser cortadas, o tamanho da parede é definido por suas medidas. Bons isolantes acústicos, quando reforçadas com barras de aço, compõem paredes resistentes. Compra: vendido por unidade, em várias formas e texturas, inclusive com formatos especiais para cantos. Os mais comuns são quadrados, com 19 x 19 cm e 8 cm de espes- sura. Os preços variam conforme o tipo - os indicados para as quinas são os mais caros. O material é forte, mas acidentes podem da- nificar a parede e, então, os blocos são subs- tituídos individualmente. Placa de vidro: produto indicado para revestir paredes, pisos, fachadas e escadas, resiste à chuva ácida e à grafitagem. As placas vêm com proteção contra choques térmicos e raios UV e apresentam boa resistência a im- pactos. Há dois tipos no mercado, que diferem pelo sistema de instalação e por características (um é opaco e outro translúcido), ambos apro- priados para áreas internas e externas. e Placa colada: vendida sob encomenda, é de vidro laminado, processo que consolida duas ou mais chapas de vidro com películas plásti- cas entre elas, de modo que não estilhace Scanned by CamScanner quando sofrer impactos. Disponível em inú- meras cores e desenhos. Semitranslúcida, dei- xa passar entre 65 e 80% de luz. Para o chão, tem espessuras de 10 a 19 mm e é temperada, tratamento que multiplica por quatro a resis- tência. Em paredes, a espessura varia de 6 à 10 mm, e a têmpera não é obrigatória, Compra: em vidraçarias especializadas, as peças são cortadas sob medida segundo o projeto. Medem no mínimo 50 x 50 cm. Em pisos, o tamanho mais usado é 80 x 80 cm. Instalação: vão sobre contrapiso ou reboco, cerâmicas, fórmicas e madeiras desde que a superfície esteja bem nivelada. Em paredes, são coladas com silicone comum ou fixadas com pinos metálicos, perfurando-se nas bor- das. As juntas de 3 a 5 mm são preenchidas com silicone ou cimento branco sem areia, especial para rejuntar vidros. Em pisos, há quatro sistemas de instalação. As placas são coladas pelas bordas sobre uma estrutura metálica fixada no contrapiso. Placas gran- des ficam simplesmente apoiadas nessa es- trutura. Outra opção é colar diretamente em cima de revestimentos já instalados. Vale também usar uma manta plástica entre o pi- soe o vidro. O mais comum é usar juntas se- cas. Pede mão-de-obra especializada. e Placa assentada: sempre opaca, tem a face externa lisa ou brilhante, e a interna, ranhu- rada, para propiciar boa aderência no assen- tamento feito num processo semelhante ao da cerâmica. Produto importado, em oito cores — apenas o branco, o preto, o verde e o Divulgação Acabamentos Pisos e paredes de Aa Z friresuald Serviços em que se empregam substâncias tóxicas devem ser entregues a profissionais treinados. 64 Scanned by CamScanner Ida! Como usar o ácido muriático na limpeza de pedras e cerâmicas? º Depois do assentamento, tanto em pedras como em lajotas cerâmicas, em pisos e paredes, o ideal é fazer a remoção manual dos restos de cimento (presente na maioria das argamassas de assentamento e dos rejuntes) usando espátula, ou vassoura, e água. Só se isso não for suficiente, recorre-se ao ácido muriático, único produto capaz de retirar completamente esse tipo de resíduo. O A substância também é usada na retirada de rejuntamento em caso de substituição das placas. Segundo Joaquim Duran, da Propam Argamassas, de São Paulo, arrancar o cimento com espátula, sobretudo quando as juntas são antigas e duras, pode quebrar as bordas da cerâmica. “Aplicado com pincel, o ácido amolece o material e facilita a retirada florestais do IPT. A raspagem da resina velha é feita com máquinas apropriadas, e o rejuntamento, retirado, para dar lugar à nova calafetação, feita com massa plástica no novo tom da madeira. A aplicação das substâncias descolorantes ocorre em três fases, uma por dia, até que se atinja a cor desejada. Mais quatro dias são necessários para que o piso seque completamente, antes de receber uma demão de base seladora e três de resina. O serviço fica pronto em cerca de dez dias e, só então, é liberado para uso. evitando-se o contato com as substâncias tóxicas exaladas durante o processo. Outra maneira de mudar a cor de tacos e assoalhos é usar tinta estnalte, epóxi ou verniz colorido. A diferença é que eles encobrem os veios e os deixam com um aspecto mais artificial. Existe alguma regra para escolher do rejunte, feita com espátula”, explica. as cores adequadas a cada ambiente? Cláudio Mitidieri, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), alerta: “Como a substância pode danificar o revestimento, é melhor fazer um teste sobre uma peça ou em um pequeno espaço do piso ou da parede e conferir o efeito no esmalte”. O Na limpeza de pisos instalados, impregnados de sujeira, o ácido, diluído, é passado uma vez por ano. Em qualquer dos três casos, o manuseio exige cuidado, pois se trata de substância muito forte. O ácido deve ser diluído na proporção de 1:10, O uso de luvas e óculos é obrigatório para o aplicador. E, ao final do trabalho, o local tem de ser bem lavado com água em abundância. Qual o melhor sistema para clarear tacos e assoalho de madeira? A transformação é possivel com a aplicação de amontaco, água oxigenada, soda cáustica ou ácidos. “Como se trata de um processo artesanal, requer um profissional com rática. Se o clareador for usado em excesso, as fibras da madeira podem ser afetadas e amolecer a superficie do piso”, alerta Geraldo José Zenid, biólogo da divisão de produtos Segundo a designer de interiores Mon Liu, de São Paulo. as cores causam diferentes reações em nosso organismo e, portanto, devem ser escolhidas de acordo com a atmosfera desejada. Provocam também efeitos visuais - como aumentar ou diminuir um espaço. Elisabeth Wey. presidente do Comitê Brasileiro de Cores, interpreta cada tom. Vermelho: excitante, favorece o encontro de pessoas, o que o indica para locais de reunião. Em excesso, traz ansiedade. Branco: evoca a sensação de limpeza e claridade e amplia o espaço. Também é estimulante, portanto é bom evitar seu uso colorindo pisos, paredes e teto de um mesmo ambiente. Amarelo: ativa a criatividade e é estimulante fisico, Recomendado para locais onde a motivação positiva seja importante, como salas de ginástica. Laranja: abre o apetite, anima. Vai bem em salas de almoço. Verde: trangililizante e refrescante, está associado ao equilíbrio, à cura e ao relaxamento. Azul; certas nuances remetem à paz e estimulam a concentração. Mas a cor, associada à tristeza, é contra-indicada para quem mostra tendências à depressão, Errata: no fascículo 2. a garagem mostrada na pág, 27 é de autoria da arquiteta Eliana Cocsini.