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Aço para Ferramentas, Manuais, Projetos, Pesquisas de Processamento de Materiais

Definição, Propriedades, Tratamentos Térmicos e Classificação de Aços para Ferramentas

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2020

Compartilhado em 15/04/2020

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Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Leiria, Portugal;
Licenciatura em Engenharia Mecânica
Tecnologia dos Materiais
TRABALHO DE PESQUISA
Aços para ferramentas
Bruno Félix Couto n.º 2181710
Ano 2018 / 2019
Regime Diurno
Docente: Milena Vieira
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Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Politécnico de Leiria, Portugal;

Licenciatura em Engenharia Mecânica

Tecnologia dos Materiais

TRABALHO DE PESQUISA

Aços para ferramentas

Bruno Félix Couto n.º 21 81710

Ano 201 8 / 201 9

Regime Diurno

Docente: Milena Vieira

Índice

  • Introdução
  • Definição de Aços para ferramentas [1]
  • Propriedades dos aços para ferramentas [1]
  • Propriedades químicas presentes e a sua influência [1]
  • Tratamentos Térmicos [1,3]
  • Tratamentos Superficiais [1]
  • Classificação dos aços ferramenta [1,2,4,5]
  • Riscos de produção
  • Conclusão
  • Bibliografia

Definição de Aços para ferramentas [ 1 ] Aço é uma liga metálica formada essencialmente por ferro e carbono, com percentagens de carbono (C) que variam entre 0, 03 % e 2,11%. Os aços para as ferramentas são produzidos e processados para atingir um elevado grau de qualidade. Estão diretamente ligados à fabricação de matrizes, desde moldes, ferramentas de corte intermitente e contínuo, ferramentas para conformação de chapas, corte a frio, quente e componentes de máquinas. As operações que utilizam os aços ferramenta podem ser geralmente classificados nas seguintes categorias: corte, estampagem, forjamento, extrusão e laminação. Cada uma destas operações requer que o aço ferramenta apresente propriedades especiais. Estes podem ser aços carbono ou aços liga, capazes de serem endurecidos por têmpera, ou seja, adequados para serem transformados em ferramentas. A adequação de um aço ferramenta advém das suas propriedades diferenciadas de tenacidade, resistência à abrasão, capacidade de manter uma aresta de corte e respetiva resistência à deformação a temperaturas elevadas. O tipo de aço a ser utilizado carateriza-se por ter uma elevada dureza à resistência, ao desgaste e ter boa tenacidade, ou seja, mantém as propriedades de resistência mecânica, mesmo sobre o efeito da elevada temperatura. Estas caraterísticas adquirem-se com a adição de altos teores de carbono e ligas, tais como, o crómio, manganês, vanádio, molibdénio e tungsténio que permitem a sua utilização em condições de serviço cada vez mais severas. São por estas caraterísticas aços especiais que os levam a ter um custo elevado em comparação aos comuns, visto que são estes que formam os restantes materiais. Estes aços podem ser classificados segundo dois sistemas de classificação, UNS (Tabela

  1. e AISI (Tabela 2).
  • Classificação UNS (Tabela 1): Tabela 1 - Classificação UNS para Aços Ferramenta
  • Classificação AISI (Tabela 2): Tabela 2 - Tipos de Aços e respetiva aplicação TIPO DE AÇOS RESPETIVA APLICAÇÃO SIMBOLOGIA TÉCNICA Aços Ferramenta para Trabalho a Frio D Aços Ferramenta para Trabalho a Frio (Temperáveis em Óleo)

O

Aços Ferramenta para Trabalho a Frio (Temperáveis em Água)

A

Aços Ferramenta para Trabalho a Quente H Aços Ferramenta para Moldes P Aços Ferramenta Temperáveis em Água W Aços Ferramenta Resistentes ao Choque S Aços Rápido ao Molibdênio M Propriedades dos aços para ferramentas [ 1 ] Como estes aços têm diversas utilizações é necessário que para cada tarefa, o aço utilizado, possua características que apresentem capacidade de efetuar o trabalho com fiabilidade, segurança e sucesso. Em geral existem diversas propriedades desejáveis para os aços ferramenta, como por exemplo:

  • Dureza: A dureza da ferramenta deve ser superior à dureza da peça sobre a qual esta exercerá a sua ação de corte, maquinação ou conformação. Esta, pode ser medida em diferentes escalas e através de pequenos e simples ensaios mecânicos. A dureza varia de material para material, dependendo essencialmente do teor de carbono, do tipo de tratamento térmico aplicado e dos elementos de liga presentes no aço. Para a maioria das ferramentas, como as de corte e estampagem profunda, usa-se a máxima dureza possível. Noutros casos, como nas matrizes para deformação a quente, ou nas ferramentas de percussão, esta não é o requisito essencial, portanto nessas aplicações as durezas ficam abaixo das máximas que podem ser obtidas.
  • Resistência ao Desgaste: O desgaste pode ocasionar falhas durante a operação da ferramenta, provocando rutura ou perda de qualidade do produto final. Existe um grande número de fatores que afetam o desgaste, estes são: a composição do aço, a capacidade do aço para endurecer através de tratamentos superficiais e a resistência

Propriedades químicas presentes e a sua influência [ 1 ] Todas as propriedades variam de aço para aço. Esta variação depende da composição química de cada material, querendo isto dizer que dependendo dos elementos de liga presentes na composição do aço, estes lhe proporcionam algumas das características atrás mencionadas. Dependo de cada elemento de liga que esteja presente no aço promove diversas características e propriedades. A tabela abaixo (Tabela 3) mostra de forma sucinta a influência dos principais elementos de liga nas propriedades do aço. Propriedades das principais ligas:

  • Manganês (Mn)- É um elemento de liga que promove o aumento da dureza e da resistência mecânica e que permite que as operações de têmpera sejam facilitadas, aumentando assim o tempo de arrefecimento e diminuindo a temperatura de austenização. Grande parte dos aços de ferramentas contêm este elemento de liga.
  • Silício (S)- É um elemento de liga que aumenta a dureza e a resistência mecânica, melhorando a resistência à oxidação a elevadas temperaturas.
  • Níquel (Ni) - É um elemento de liga que aumenta a tenacidade do material, a nível químico este elemento permite reduzir a temperatura eutectóide, promovendo assim uma temperatura de transformação mais baixa.
  • Crómio (Cr)- É um elemento de liga que aumenta a temperabilidade, a resistência, a corrosão e abrasão, aumentando assim a resistência ao desgaste e a dureza superficial. Tabela 3 - Influência de elementos de liga nas propriedades do aço
  • Molibdénio (Mo)- Este elemento de liga tem a capacidade de formar carbonetos complexos, pelo que promove o aumento de dureza e a resistência ao desgaste. É um elemento de liga bastante utilizada no aço de ferramentas.
  • Vanádio (V) – Este elemento de liga também possui a capacidade de formar carbonetos. Tem a capacidade de reduzir o tamanho de grão promovendo assim um aumento da tenacidade do material. É normalmente combinado com crómio e tungsténio, atingindo assim níveis elevados de resistência mecânica e dureza.
  • Tungsténio (W) – É um dos elementos de liga que promove a formação de carbonetos. Retarda a transformação austenítica/ferrítica e torna o grão mais fino. Aumenta a dureza e a resistência ao desgaste e é muito utilizado e encontrado em ferramentas de corte (castilhas de corte).
  • Cobalto (Co) – O cobalto, pelo contrário não promove a formação de carbonetos, mantendo assim a dureza durante o revenido. É utilizado para intensificar e permitir a ligação entre diversos metais e elementos de liga. Tratamentos Térmicos [ 1 ,3] Os tratamentos térmicos nos aços ferramentas constitui talvez a fase mais importante de fabricação, pois são estes que vão determinar a estrutura e as propriedades finais do aço, de acordo com as condições e as necessidades de serviço. As temperaturas utilizadas nos tratamentos térmicos dos aços para ferramentas e matrizes abrangem uma larga faixa, desde temperaturas abaixo de 0°C até temperaturas da ordem de 1.300°C. As temperaturas mais elevadas tornam os aços mais suscetíveis de adquirirem granulação grosseira, a não ser que sejam tomados cuidados especiais. Os aços-carbono para ferramentas, principalmente com os mais elevados teores de carbono, são os mais difíceis de temperar, já que as velocidades de arrefecimento devem ser altas para se evitar a formação de fases mais macias. Quanto ao arrefecimento, utiliza-se também nos aços para ferramentas e matrizes todos os meios comercialmente disponíveis, como salmoura, água, óleo, banho de sais, ar, etc. Do mesmo modo, a temperatura do meio de arrefecimento pode variar muito, desde as temperaturas dos meios mais drásticos como a água e salmoura até as temperaturas de banhos de sais, que podem atingir 540°C a 590°C.

aços no estado temperado. O revenido pode ser realizado em fornos com circulação forçada de ar, ou em banhos de sais Recozimento: O recozimento permite efetuar um “ajuste” da estrutura do material, é possível para alterar o tamanho de grão do material com o objetivo de tornar o material mais homogéneo. Tratamentos Superficiais [ 1 ] A deterioração de superfícies é um assunto que requer muita atenção e investimento para a maioria das indústrias. Genericamente o desgaste pode ser resultado de impacto, erosão, contato metal-metal, abrasão, oxidação, corrosão, ou uma combinação destes fatores. Os efeitos do desgaste podem-se tornar muito dispendiosos. Em algumas aplicações as reparações podem ser feitas através de enchimentos com solda, utilizando metais especiais. É preferível, no entanto que a peça seja projetada, prevendo o tipo de desgaste a que estará exposta, evitando os elevados custos de manutenção. Para aplicações envolvendo aços ferramenta, são muito utilizados os tratamentos superficiais de endurecimento durante sua fabricação, reduzindo o avanço do desgaste e prolongando a vida útil da ferramenta. O endurecimento superficial é um processo que inclui uma grande variedade de técnicas e melhora a resistência ao desgaste sem alterar a parte interna do material, que pode ser mais macia. A vantagem do endurecimento superficial sobre o endurecimento profundo é que aços de baixo e médio carbono podem ser endurecidos sem apresentar problemas de distorções e fissuras associadas com o endurecimento profundo de secções espessas. Existem duas abordagens para os métodos de endurecimento superficial: métodos que envolvem a introdução intencional de uma nova camada e métodos que envolvem modificação da superfície e subsuperfície do substrato sem adição ou aumento das dimensões da peça. O primeiro grupo de métodos de endurecimento de superfície inclui o uso de filmes finos, camadas ou superposição soldada. Filmes, camadas e sobreposições são menos eficientes economicamente à medida que os volumes de produção aumentam, especialmente quando toda a superfície da peça deve ser endurecida. O desempenho à fadiga dos filmes, camadas e sobreposições são também um fator limitante, dependendo da resistência da ligação entre a camada adicionada e o substrato.

Apesar das limitações, o método é efetivo para algumas aplicações. Para aços ferramenta, revestimentos de TiN e Al2O3 são eficientes não só pela alta dureza, mas por sua passividade química, reduzindo o desgaste e a aderência de lascas na ferramenta. O segundo grupo de processos é dividido em processos de difusão e seletivos. Os processos de difusão modificam a composição química da superfície com elementos endurecedores como o carbono, nitrogénio ou boro. Os processos de difusão permitem o endurecimento de toda a superfície da peça e são utilizados para grandes volumes de produção. O processo seletivo, por outro lado, permite o endurecimento localizado da superfície e envolve em geral endurecimento por efeito térmico (aquecimento e arrefecimento), mas alguns métodos de endurecimento seletivo são baseados na modificação da composição química da superfície (nitruração seletiva, implantação iónica). O processo de difusão envolve a modificação química da superfície. O processo é termoquímico, porque algum calor é necessário para acelerar a difusão de elementos químicos nas regiões superficiais e subsuperfícies da peça. O métodos de tratamentos superficiais serão apresentados de seguida (Tabela 4): . Tabela 4 - Métodos de tratamento Superficiais Por deposição de camadas Por tratamento do substrato

  • Endurecimento superficial
  • Endurecimento por fusão
  • Spray térmico (termal Spray)
    • Processos de difusão
    • Cementação (C)
    • Nitruração (N)
    • Carbonitruração (C+N)
    • Cromização (Cr)
    • Sulfinização (S)
    • Calorização (Al) Revestimentos Processos seletivos de endurecimento
  • Revestimento eletroquímico
  • Deposição química de vapor
  • Revestimentos finos
  • Deposição física de vapor, aspersão, revestimento iónico
  • Mistura de iões
  • Têmpera por chama
  • Têmpera por indução
  • Têmpera por laser
  • Por feixe de eletrões
  • Têmpera por imersão Os processos de endurecimento por difusão incluem vários tipos de elementos químicos (como carbono, nitrogênio e boro) e variações dos processos usados para o transporte destes elementos até a superfície da peça. Os elementos poderão estar na forma de compostos gasosos, líquidos ou iões. Estas variações produzem diferentes resultados para profundidades de endurecimento e valores finais de dureza.

Aplicação: São utilizados para ferramentas de corte em geral, brocas, alargadores, machos para roscar e fresas. Podem também ser utilizados para operações de conformação a frio como matrizes para corte de discos e laminadores de roscas.

  • Aços-ferramenta para trabalho a quente - identificados pela letra H. Estes aços foram desenvolvidos para suportar condições combinadas de calor, pressão e abrasão associadas com puncionamento, corte ou conformação de metais em alta temperatura. Os aços do grupo H têm frequentemente médios teores de carbono, entre 0,35 e 0,45%, e teores combinados de crómio, tungstênio, molibdênio e vanádio entre 6 e 25%. O grupo é dividido em três subgrupos: ao crómio (entre H10 e H19), ao tungsténio (de H21 a H26) e ao molibdénio (de H42 e H43). Características: estes aços resistem a condições severas de temperatura, pressão e abrasão em serviço. Possuem excelente resistência à formação de fissuras em condições de arrefecimento e aquecimento sucessivos (especialmente os aços ligados com crómio). Os aços tungstênio destacam-se pela sua alta resistência à abrasão em alta temperatura. Microestrutura: São fornecidos como recozidos, com microestrutura de pequenos carbonetos esferoidizados dispersos em matriz ferrítica. Para a sua utilização é necessário temperá-los, a sua microestrutura é constituída por finíssimos carbonetos numa matriz martensítica revenida. Aplicações: Punções, matrizes de forjamento, matrizes de extrusão e mandris. Estes componentes são comuns no forjamento em aço, bronze e latão, na extrusão de ligas de cobre e ligas de níquel e extrusão e injeção de alumínio.
  • Aços-ferramenta para trabalho a frio - identificados pelas letras O, A, D. Aços para trabalho a frio são utilizados para trabalhos que não envolvam aquecimento repetido ou prolongado a temperaturas acima de 205 a 260ºC. As letras correspondentes a cada classe têm os seguintes significados: classe A para aços temperados ao ar, da palavra inglesa “Air”, classe D para aços de alto carbono e alto crómio e classe O para aços temperados em óleo, do inglês “Oil”. Características: Não contém os elementos de liga necessários para manter a resistência a quente. Tem maior temperabilidade que o grupo W, possibilitando a utilização de um meio de arrefecimento menos drástico (óleo ou ar); menor tendência às distorções e, portanto, fissuras de têmpera que os da série W, resultando numa maior estabilidade dimensional, destacando-se o grupo D. Apresenta baixa resistência ao revenido; baixa a moderada resistência à abrasão

(classe O); boa resistência à abrasão (classes A e D). A tenacidade mais alta ocorre para os aços da classe A. Microestrutura: na classe “A” são fornecidos em forma de matriz ferrítica com carbonetos esferoidizados, com dureza máxima de 240 HB. Na classe “O” fornecidos em forma de matriz ferrítica com carbonetos esferoidizados, com dureza máxima de 210 HB. E na classe “D” fornecidos contendo carbonetos primários e pequenos carbonetos esferoidizados em matriz de perlite e ferrite, com dureza máxima de 250 HB. Para a sua utilização é necessário temperá- los e reveni-los, apresentando estrutura martensítica revenida, com presença de carbonetos não dissolvidos na austenitização. No estado apenas temperado podem atingir a dureza máxima de 65 HRC. Aplicações: na classe “A” são utilizados para lâminas de corte, punções para corte de chapas e matrizes de aparar. Na classe “D” utilizados para ferramentas de forjamento e de estampagem profunda, calibres, rolos de laminação de roscas, ferramentas de abrasão e facas de corte. E na classe “O” utilizados para punções e matrizes aplicáveis a operações de corte de chapas, rebarbação, trefilação e forjamento.

  • Aços resistentes ao choque - Identificados pela letra S Os aços resistentes ao choque, S, do inglês Shock, contém manganês, silício, crómio, tungstênio e molibdênio em vários teores. O teor de carbono fica em torno de 0,5%. Características: para o tipo de trabalho a que são destinados, combinam alta resistência mecânica e alta tenacidade. A resistência ao desgaste por abrasão fica entre média e baixa. A temperabilidade é variável em função dos elementos de liga, mas melhor do que a dos aços da classe W. Podem ser temperados em água, em óleo e ao ar. Microestrutura: São fornecidos recozidos com microestrutura constituída por uma matriz ferrítica com carbonetos esferoidizados. Nas condições de trabalho apresentam estrutura martensítica revenida. Aplicações: São principalmente usados para rebites, punções e outras aplicações onde é necessária alta tenacidade e alta resistência ao impacto.
  • Aços-ferramenta para fins especiais - identificados pelas letras L e F ou sem identificação Estes aços possuem baixos teores de crómio, vanádio, níquel e molibdênio. Características: são normalmente temperados. A procura por estes aços não é muito grande atualmente, devido à substituição por novos tipos de materiais. Aplicações: usados em componentes de máquinas-ferramentas como placas, árvores cames, mandris e pinças de tornos, ou outras aplicações que necessitem de uma boa resistência

Aços para moldes de polímeros O molde para este tipo de injeção deve estar sempre bem polido e com superfícies duras para o material não deslizar nem agarrar na superfície do molde. Os tipos de aços mais utilizados para transformação plástica têm designação de P20. A tabela seguinte (Tabela 5) apresenta a constituição do aço deste tipo de aço, realçando que a presença de crómio e níquel aumenta a tenacidade e dureza do aço P20. Tabela 5 - Composição do aço P Aços temperáveis em água - identificados pela letra W Os aços temperáveis em água contêm carbono como principal elemento de liga (0.70 a 1,5%). Têm baixa tensão de cedência em altas temperaturas. O crómio existente aumenta a temperabilidade e a resistência ao desgaste. O vanádio garante um grão fino que favorece a tenacidade. Estes aços apresentam características, microestrutura e aplicações idênticas aos aços- ferramentas para moldes. Riscos de produção Relativamente aos riscos de produção de aços, é uma área com alguns fatores que tornam a sua produção perigosa. Para a produção de aços com propriedades mecânicas desejáveis é necessário recorrer a diversos processos físicos e químicos para assim obter o produto final desejado. Ao longo da produção e transformação de aço existe exposição a temperaturas elevadas, libertação de gases tóxicos (de alguns tratamentos térmicos) o que é prejudicial para o trabalhador e para o meio ambiente.

Conclusão Com este trabalho conseguiu-se perceber a grande variedade de aços que existe no mercado trabalho, algumas das suas utilizações, bem como, uma visão bastante acentuada, no que toca aos tipos de aços segundo o tipo de maquinação feita, desde maquinação a quente e frio, aços para moldes e aços rápidos. Tem de se realçar a importância das ligas nestes tipos de aços, visto que são estas que vão dar as caraterísticas requeridas para um respetivo aço, tal como os tratamentos térmicos que existem, que conferem muitas propriedades ao aço. Finalmente, o aumento da qualidade das propriedades do aço faz com que o aço tenha um custo superior em relação aos aços comuns.