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A teoria de taylor e a administração científica, explicando suas raízes na observação do trabalho operário e dos seus superiores, seus princípios, como o princípio de planejamento, preparo de trabalhadores, controle e execução, e a criação do conceito de 'homem econômico'. Além disso, discute os benefícios para trabalhadores e empresas, como especialização, salários mais elevados, eficiência na produção, e criticas, como a transformação do homem em uma máquina, falta de racionalização do trabalhador, e falta de consideração do lado social e humano.
Tipologia: Notas de aula
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Sociedade Educacional Herrero
Curso de Bacharelado em Enfermagem
Administração Aplicada a Enfermagem
Aula 3
Taylor deu origem a sua teoria estudando o trabalho de operários e depois a aprofundou estudando seus superiores e a forma como eles progrediam com as fábricas. Taylor compreendia que os trabalhadores queriam salários maiores e isso era aceitável, mas para que isso fosse possível sem prejudicar as fábricas, o funcionário deveria realizar suas atividades em um intervalo de tempo mais curto. A administração científica possui princípios como: Princípio de planejamento; de preparo dos trabalhadores; de controle e de execução e criou um ser chamado “Homem econômico”, que possui como conceito ser um postulado da racionalidade que é caracterizado pelo triunfo dos economistas que encontraram nele uma teoria do comportamento coerente. O mesmo entra em conjunto com outra definição criada por Taylor, a de “Subordinação funcional”, que é basicamente um conceito de hierarquia, uma ordem calara de que existem pessoas que mandam e que obedecem a um “Estado-maior”, o conceito de estado-maior é tido como um conjunto de oficiais (ou superiores), que assessoram um oficial-general no comando de uma organização militar ou de uma força, conceito utilizado nas forças militares mas que pode ser aplicado à administração. Taylor visava aspectos positivos tanto para os trabalhadores, quanto para as fábricas, no caso dos trabalhadores, o que Taylor visava era: Especialização de cada funcionário dentro de uma função específica; Salários mais elevados; Política de incentivo por metas de produção cumpridas; Condições de trabalho, como conforto; Oferecer as instruções sistemáticas adequadas aos trabalhadores, ou seja, treinamento para que produzam melhor; Eficiência na produção sem esforço extra; Jornada de trabalho reduzida e com intervalos e a concessão de dias de descanso remunerado aos empregados. No outro lado da moeda, os benefícios para as empresas seriam os de: Produtos com qualidade superior aos anteriores; Eliminação de desperdícios; Aumento da produtividade; Corte de gastos; Desenho de cargos e tarefas; Contratar a pessoa correta para determinada função; Aproveitamento eficiente dos recursos e do tempo e realizar o supervisionamento dos funcionários. Apesar da teoria de Taylor mostrar pontos positivos para os dois lados, a mesma, recebeu críticas, como: Transformaria o homem em uma máquina; Não racionalizaria o trabalhador; Reduz a satisfação e o funcionário adquire uma visão limitada do processo; Não leva em conta o lado social e humano; Carece de comprovação científica e foi baseada no conhecimento empírico e tratar a organização como um sistema fechado, sem considerar as influências externas. Quanto as formas de remuneração propostas por Taylor e Gantt, as duas são válidas e colaboram para que os colaboradores realizem suas funções com um incentivo financeiro, o grande problema disso, é que a sociedade capitalista adaptou-a para tirar proveito da situação, pois caso um funcionário não cumpra sua meta estipulada pela empresa, o mesmo terá seu salário normal reduzido e caso o mesmo cumpra a meta, no próximo mês, sua meta será maior para que a empresa lucre mais com aquele funcionário, porém sua bonificação financeira pela meta atingida, não corresponde ao percentual de lucro que o mesmo geraria para a empresa,
o que faz com que o funcionário fique estressado devido ao aumento de suas metas, pois muitas vezes as empresas não fornecem opções para que a mesma seja cumprida, causando uma insatisfação profissional. Geralmente os colaboradores já possuem uma pré-disposição para terem uma insatisfação profissional, isso se dá pela sua maior parte a questão financeira, pois quando um novo colaborador entra em determinada empresa, o mesmo compara seu salário com funcionários mais antigos que já recebem bonificações devido a sua maior importância dentro da mesma, essa insatisfação fica ainda maior ao descobrirem que pessoas que realizam a mesma função que ele, em outras empresas, possui um salário maior que ele. Isso é uma observação social que pode ser explicada, por exemplo: Nós temos a tendência de pensar apenas no lado bom do que vemos o que é explicado pelo autor Daniel Gilbert no livro “O que nos faz felizes”, quando imaginamos uma situação ou pensamos no futuro, focamos muito mais no que estaria presente do que em algo que estaria faltando, por exemplo, pra onde você preferiria viajar? Opção A: Pra um local com clima e praia normais ou Opção B: Um lugar com clima ruim, muita chuva, mas com praias maravilhosas? A maioria das pessoas prefere a opção B, mas quando precisam cancelar uma viajem, também preferem cancelar a segunda, isso porque decidir pra onde ir, a presença de praias maravilhosas é considerada e na hora de considerar o que evitar, a presença do clima chuvoso é importante, ou seja, sempre a presença e não o que falta. Ao colocarmos essa análise em nível profissional, não analisamos que o colaborador com salário superior ao nosso possui mais obrigações, passa mais tempo trabalhando, é responsável pelo funcionamento de uma determinada função ou grupo de pessoas, outro exemplo disso é quando dizemos que “Sempre que eu lavo o carro, chove”, temos uma tendência a não aproveitar a parte boa das coisas, pois todas as vezes que o carro foi lavado e houve sol, não notamos.