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Adminstracao Rural parte 2
Tipologia: Notas de estudo
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1.1 Definição Todo e qualquer fator que pode ser utilizado no processo produtivo, isto é, que concorra para a produção. Ex:
Nota : Do ponto de vista da Teoria Econômica Neoclássica: CAPITAL (Capital Agrário) difere de BENS DE CAPITAL Para Empresa Agropecuária CAPITAL (Capital Agrário) é mais que o Fator de Capital segundo a classificação clássica de fator de produção.
1.2. Classificações :
1.2.1. Capital fixo versus capital circulante (Classificação tradicional)
Capital fixo – refere-se aos bens de produção duradouros e que, portanto, são capazes de prestar sua colaboração em vários atos de produção Ex:
Capital circulante – corresponde aos bens de capital (produção) de gasto imediato , isto é, que são consumidos inteiramente num único ato (período) de produção (não superior a um exercício agrícola). Ex:
1.2.2. Capital Fundiário X Capital de Exploração
Capital Fundiário - são os bens de produção imóveis. Ex:
Capital de Exploração - são os bens de produção móveis isto é, os meios necessários para fazer o capital fundiário produzir. Ex:
Objetivos (empresário)
Objetivos (Governo) O Governo baseia-se nos custos para oferecer subsídios à política agrícola
São todos os sacrifícios feitos pela utilização dos recursos empregados na produção de um bem.
NOTA : Há varias terminologias e metodologias para os conceitos de custos de produção.→ A falta de padrão para a determinação dos custos faz com que haja diversas metodologias de se abordar a formação dos custos na empresa rural.→ Contudo o resultado dos custos de produção independe da terminologia adotada.
2.2.1. Custos Fixos X Custos Variáveis – (classificação tradicional) Custos fixos – são aqueles que, em determinada unidade de tempo, independem da quantidade produzida. Ex:
Custos variáveis- são os custos que variam com a produção da empresa. Ex:
2.. Custo Operacional e Custo Total
Custos Operacionais – São todos aqueles exigidos para que a operação aconteça, ou seja, são indispensáveis para o andamento das operações dos processos de produção. C OPER = CF + CV
Custo Total - É a soma dos custos operacionais e dos custos de oportunidade. CT = C OPER + C OPORTUNIDADE CT = CF + CV + C OPORTUNIDADE
NOTA: O que é Custo Oportunidade?
2.3.1. Depreciação
INUTEIS, pelo desgaste físico (depreciação física) ou devido às inovações tecnológicas (depreciação econômica) ou obsolescência (reserva de capital para renovação).
Ex:
Valor correspondente ao desgaste (Vida útil)
8º ano 6.187, Valor residual 5.500. SOMA TOTAL 55.000,
bem
a (^) i = k * VRB Onde: ai = depreciação. no ano i, k = porcentagem etc. VRB = valor residual do bem (valor no mercado no final do ano)
Vantagens
Pode ser representado da seguinte forma:
e
Onde: ai = depreciação no ano i; t = taxa anual de depreciação ci , cf e n , como já definidos
Vantagem:
Desvantagem: Só pode ser utilizado se o bem apresenta valor residual
Utiliza-se a seguinte expressão:
Onde: A = Resíduo de vida (nº de períodos) B = Soma dos números dos anos de vida útil
Ex: Bem – vida útil 10 anos
B = 1 + 2 + 3 +... + 10 = 55
Vantagens -As depreciações anuais não são constantes -Considera a diminuição do valor do bem -É um ótimo método
Desvantagens -É um pouco trabalhoso quando comparado com os anteriores
Consiste em um custo anual que deverá ser colocado numa APLICAÇÃO contendo JUROS de forma que no final da vida útil do bem o MONTANTE do RECURSO da aplicação seja suficiente para adquirir o bem de capital
Esquematicamente temos:
(montante suficiente para adquirir o bem de capital)
Esta expressão dá a cota já embutida os juros, ou seja, dá a Depreciação.
ai = (C (^) i-C (^) f ) Onde: ai = depreciação no ano i; r = taxa real de juros; n = nº de anos de duração do bem(vida útil) t= anos de vida que o bem já tem
Vantagens- as anuidades com os juros cobrirão no final do período de vida útil a soma correspondente a perda total do bem
Como mencionado existem várias maneiras de se determinar custos. A maneira
mais adequada depende dos objetivos ou da finalidade. Alguns conceitos de custo bastante
utilizados nos últimos anos foram desenvolvidos pelo Instituto de Economia Agrícola –
IEA apresentados a seguir:
I) Custo Operacional Efetivo (COE)
O custo operacional é conceituado como sendo as despesas efetivamente
desembolsadas pelo produtor. Desta forma, ele é constituído pelo somatório das seguintes
despesas:
COE = A + B + C
Onde:
A = despesas com operações, que são os custos com as operações agrícolas, ou seja, a
quantidade de fatores de produção utilizados por unidade de produção multiplicada por seus respectivos preços. (considera-se neste item a despesa com a mão de obra e com as maquinas e equipamentos (combustíveis, reparos, filtros e os demais itens de manutenção para dispor a máquina ou equipamento em condições de operação))
B = despesas com operações realizadas por empreita, efetuadas por unidade de produto.
C = despesas com material consumido, que é a quantidade de cada material consumido por
unidade de produção e multiplicada pelo preço de aquisição.
II) Outros Custos operacionais (OCO)
Os outros custos operacionais têm a finalidade de alocar, na atividade produtiva
em análise, parte das despesas gerais da empresa agrícola, a fim de se avaliar com maior
precisão os custos e retornos dessa atividade. No cálculo desses custos, serão considerados
os seguintes itens:
(^1) Instituto de Economia Agrícola (Para maiores detalhes consulte MARTIN et al, 1998 )
i) Depreciação Como já definido
ii) Manutenção Como já definido iii) Seguro É um custo anual para cobrir danos imprevistos, parciais ou totais, que o bem de capital pode sofrer. Calcula-se através de uma taxa percentual sobre os dispêndios efetivos realizados na produção (COE).
iv) Encargos Diretos Corresponde a taxa de encargos diretos sobre os gastos com a mão-de-obra (em geral inclui pagamento para o FGTS, férias, prêmio obrigatório de ferias, 13o salário, salário família, salário educação, INCRA)
vi) CESSR (antigo FUNRURAL) – é a Contribuição Especial da Seguridade Social Rural
iv) Encargos financeiros Estimados como sendo uma taxa anual e juro que incide sobre a metade do COE
vi) Outras despesas operacionais
São estimativas de despesas com administração, assistência técnica, e outras taxas a serem pagas pela atividade. E estimada como uma taxa percentual sobre o COE (desembolso)
III) Custo Operacional Total (COT) Do ponto de vista conceitual, o COT é aquele custo que o produtor incorre no curto prazo para produzir e repor a sua maquinaria e continuar produzindo. Ou seja: COT =COE + OCO
IV) Outros Custos Fixos (OCF)
Lucro econômico ( receita – custos totais) (228.527,37) Rentabilidade 0,61%
TABELA 2. Relatório dos Custos Resumidos e dados para análise, para a cultura da Soja, da Região de Barretos, SP, Agosto de 1997.
Componentes de custo R$/ano Mão-de-obra 22, Semente/mudas 52, Adubos e corretivos 88, Defensivos 20, Operação de máquinas 88, Empreita 20, Custo Operacional Efetivo -COE 292,
Depreciação de máquinas 33, Encargos sociais diretos 8, CESSR (FUNRURAL) 15, Seguro 6, Encargos financeiros 7, Outras despesas 14, Custo operacional total -COT 378,
Arrendamento da terra 91, Outros custos fixos 14, Custo total de produção 484,
Receita bruta (R$) Fluxo de caixa (R$) Fluxo de caixa (sc) Margem bruta (COE) - % Margem bruta (COT) -% Margem bruta (CTP) -% Ponto de Nivelamento (COE) - sc Ponto de Nivelamento (COT) - sc Ponto de Nivelamento (CTP) - sc Lucro operacional (R$) Lucro operacional (sc) Índice de lucratividade (%) OBS: Rendimento da soja: 45sc./ha Preço: R$ 13,00sc
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