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Guias e Dicas
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Bibliografia Multidisciplinar em Ciências da Vida: Estatística, Física, Química, Microbiol, Trabalhos de Engenharia Agronômica

Esta bibliografia contém obras importantes em diversas áreas da ciência da vida, incluindo estatística, física, química, microbiologia, agroecologia, hidrologia, cartografia e línguas de sinais. As obras são de autores consagrados e oferecem conhecimentos teóricos e práticos necessários para estudantes e pesquisadores.

Tipologia: Trabalhos

2024

Compartilhado em 07/02/2024

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FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS - FCA
Projeto Pedagógico do Curso de
Graduação em Agronomia (Bacharelado)
Dourados
Mato Grosso do Sul
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FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS - FCA

Projeto Pedagógico do Curso de

Graduação em Agronomia (Bacharelado)

Dourados

Mato Grosso do Sul

FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DA GRANDE DOURADOS (UFGD)

Prof. Dr. Jones Dari Goettert

Reitor

Profa. Dra. Cláudia Lima

Vice-Reitora

FACULDADE DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS FCA

Prof. Dr. Guilherme Augusto Biscaro

Diretor da Faculdade

Prof. Dr. Alexandre Rodrigo Mendes Fernandes

Vice-Diretor da Faculdade

Prof. Dr. Jorge Wilson Cortez

Coordenador de Curso

Profa. Dra. Anamari Viegas de Araújo Motomiya

Vice-Coordenadora do Curso

  • 1 Apresentação...........................................................................................................................
  • 2 História do Curso de Agronomia e da UFGD............................................................................
    • 2.1 História da UFGD...............................................................................................................
    • 2.2 História de Criação do Curso..............................................................................................
    • 2.3 A Região da Grande Dourados – MS.................................................................................
  • 3 Identificação do Curso............................................................................................................
    • 3.1 Nome do curso.................................................................................................................
    • 3.2 Local de Funcionamento..................................................................................................
    • 3.3 Grau conferido..................................................................................................................
    • 3.4 Habilitação/Habilitações...................................................................................................
    • 3.5 Turno de Funcionamento.................................................................................................
    • 3.6 Modalidade.......................................................................................................................
    • 3.7 Regime de Matrícula........................................................................................................
    • 3.8 Duração do curso em carga horária obrigatória................................................................
    • 3.9 Tempos de integralização do curso..................................................................................
    • 3.10 Número de vagas (vagas iniciais ofertadas anualmente).............................................
    • 3.11 Forma de ingresso (padrão).........................................................................................
    • 3.12 Unidade Acadêmica de vínculo do curso.....................................................................
    • 3.13 Regulamentação Profissional......................................................................................
    • 3.14 Identidade Visual.........................................................................................................
  • 4 Oportunidade ao estudante....................................................................................................
  • 5 Fundamentação legal.............................................................................................................
  • 6 Organização Didático-Pedagógica.........................................................................................
    • 6.1 Contexto educacional.......................................................................................................
    • 6.2 Princípios Norteadores do Projeto Pedagógico do Curso.................................................
    • 6.3 Diretrizes Curriculares......................................................................................................
    • 6.4 Desenvolvimento Teórico-Metodológico...........................................................................
    • 6.5 Legislação e Campo de Atuação......................................................................................
    • 6.6 Integralização curricular para conclusão do curso............................................................
    • Desenvolvimento Institucional (PDI)........................................................................................... 6.7 Adequação do Projeto Pedagógico ao Projeto Político Institucional (PPI) e ao Plano de
  • 7 Objetivos do Curso.................................................................................................................
  • 8 Perfil dos Egressos do Curso de Agronomia..........................................................................
  • 9 Estrutura Curricular do Curso de Agronomia..........................................................................
    • 9.1 Natureza, tipos e conjuntos de componentes curriculares................................................
    • 9.2 Estrutura geral..................................................................................................................
    • 9.3 Componentes comuns à área de formação......................................................................
    • 9.4 Disciplinas Obrigatórias do Núcleo de Conteúdo Básico..................................................
    • 9.5 Disciplinas Obrigatórias do Núcleo de Conteúdos Profissionais Essenciais.....................
    • 9.6 Disciplinas Optativas........................................................................................................
    • 9.7 Disciplinas Eletivas...........................................................................................................
    • 9.8 Componentes curriculares exigidos para a conclusão do curso.......................................
    • 9.9 Disciplinas com Pré-Requisitos........................................................................................
    • 9.10 Equivalência de Disciplinas..........................................................................................
    • 9.11 Estágio Curricular Supervisionado...............................................................................
    • 9.12 Trabalho de Conclusão de Curso.................................................................................
    • 9.13 Atividades Complementares........................................................................................
    • 9.14 Atividades de Extensão...............................................................................................
      • 9.14.1 Políticas de Extensão e Cultura da UFGD...............................................................
      • 9.14.2 Curricularização da extensão..................................................................................
      • 9.14.3 Legislação e normas sobre a curricularização da extensão....................................
      • 9.14.4 A Curricularização da extensão no curso de graduação em Agronomia.................
  • em Direitos Humanos, Educação das Relações Étnico-raciais e LIBRAS).................................... 10 Atendimento aos temas, conteúdos e assuntos obrigatórios (Educação Ambiental, Educação
    • História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena.............................................................................. 10.1 Educação das Relações Étnico-Raciais, em Direitos Humanos e para o Ensino de
    • 10.2 Educação Ambiental....................................................................................................
  • 11 Sistemas de Avaliação da Aprendizagem - Metodologia........................................................
  • 12 Ementário e Bibliografia das Disciplinas.................................................................................
    • 12.1 Disciplinas do Eixo Temático comum à UFGD.............................................................
    • 12.2 Disciplinas de Formação Comuns à Área....................................................................
    • 12.3 Disciplinas do Núcleo Básico do Curso........................................................................
    • 12.4 Disciplinas Profissionais Essenciais do Curso.............................................................
    • 12.5 Disciplinas Optativas....................................................................................................
    • 12.6 Disciplinas Eletivas que agregam a formação do Engenheiro Agrônomo..................
  • 13 Administração Acadêmica....................................................................................................
    • 13.1 Atuação do Coordenador...........................................................................................
    • 13.2 Formação do Coordenador........................................................................................
    • 13.3 Dedicação do Coordenador à Administração e Condução do Curso.........................
    • 13.4 Núcleo Docente Estruturante.....................................................................................
  • 14 Sistema de Avaliação do Curso e do Ensino........................................................................
    • 14.1 Sistema de autoavaliação do curso...........................................................................
    • 14.2 Ações decorrentes dos processos de avaliação do curso..........................................
  • 15 Apoio ao Discente................................................................................................................
    • 15.1 Atividades Acadêmicas Articuladas ao Ensino de Graduação...................................
    • 15.2 Inclusão, Acessibilidade Acadêmica e Apoio ao Discente.........................................
    • 15.3 Mobilidade Acadêmica e Internacionalização............................................................
  • 16 Corpo Docente Atuante no Curso.........................................................................................
  • 17 Corpo Técnico Administrativo e Laboratorial........................................................................
  • 18 Instalações Físicas...............................................................................................................
    • 18.1 Biblioteca...................................................................................................................
      • 18.1.1 Estrutura................................................................................................................
      • 18.1.2 Recursos Humanos...............................................................................................
      • 18.1.3 Acervo Geral.........................................................................................................
    • 18.2 Instalações, Laboratórios e Áreas Demonstrativas....................................................
  • 19 Referencial Bibliográfico.......................................................................................................
  • 20 Anexos.................................................................................................................................

2 História do Curso de Agronomia e da UFGD 2.1 História da UFGD Na década de 1970, o Estado de Mato Grosso possuía duas Universidades Públicas, a Federal de Cuiabá e a Estadual de Mato Grosso (UEMT), com sede em Campo Grande. Por meio da Lei Estadual n° 2.972, de 02 de janeiro de 1970, foi instituído o Centro Pedagógico de Dourados (CPD), vinculado a Universidade Estadual de Mato Grosso (UEMT). O CPD, que seria o embrião da UFGD, foi inaugurado em 20 de dezembro de 1970, o funcionamento de suas atividades iniciou em fevereiro de 1971, com os cursos de Letras e Estudos Sociais. O CPD foi o primeiro e, até o final da década de 1970, o único centro de ensino superior existente na região de Dourados. Com a divisão do estado de Mato Grosso e a consequente implantação do estado de Mato Grosso do Sul (em 01 de janeiro de 1979) a UEMT foi federalizada, transformando-se na atual Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Com a federalização da antiga UEMT os centros pedagógicos passaram a ser denominados centros universitários, surgindo assim a sigla CEUD (Centro Universitário de Dourados), pela qual o antigo CPD seria designado e ficou conhecido até 2005, quando é criada Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) pelo desmembramento do campus do CEUD da UFMS. Em 1977, foi criado no CPD o curso de Agronomia (implantado em 1978), sendo instalado em um terreno de 90 hectares, distante 12 km do centro de Dourados. Neste local foram construídos laboratórios, salas de aulas, salas administrativas, salas para os docentes, cantina, galpão para maquinários e implementos agrícolas. Este local mais tarde seria denominado como “Unidade II da UFGD”, local que abriga a maioria dos seus cursos de Graduação e Pós-Graduação. Dessa forma a UFGD, instituição fruto de uma histórica aspiração da comunidade da região da Grande Dourados, apesar de ser uma instituição relativamente “jovem”, possui uma história iniciada ainda nos princípios da década de 1970, criada por desmembramento da UFMS, herdou uma estrutura acadêmica de graduação rica e complexa. Em 2005, ano da sanção presidencial para a Lei 11.153, o Campus de Dourados possuía 12 cursos de graduação (Agronomia, Letras, História, Geografia, Matemática, Sistemas de Informação, Ciências Biológicas, Medicina, Direito, Ciências Contábeis, Administração e Pedagogia). Em 2006, no processo de implantação da UFGD, foram criados os seguintes cursos de Graduação: Ciências Sociais, Gestão Ambiental, Licenciatura Intercultural Indígena "Teko Arandu", Química, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Produção e Zootecnia. Com a adesão ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), em 2009, foram criados os cursos de: Ciências Econômicas, Nutrição, Engenharia Agrícola, Engenharia de Energia, Educação Física, Biotecnologia, Psicologia, Artes Cênicas e Relações Internacionais. Em 2013, fazendo parte do projeto de expansão da Universidade, foi possível a implantação do curso de graduação a distância Letras-Libras, e em 2014, os cursos Educação do Campo, Engenharia Civil, Engenharia de Aquicultura, Engenharia de Computação, Engenharia Mecânica e Física. No que se refere a Pós-Graduação stricto sensu, de 2007 a 2020 foram implantados mais 20 cursos de mestrado e 10 cursos de Doutorado. Salienta-se ainda que em 2021 foi implantado o mestrado em Ensino de Ciências e Matemática e em 2022 entrará em funcionamento o mestrado profissional em Geografia. Quanto ao Ensino a Distância, desde 2009 a UFGD iniciou a articulação para a disponibilização desta modalidade de ensino, sobretudo em decorrência do termo de adesão ao Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica. Sendo assim, por meio

da articulação junto à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), foram implantados em 2012 os cursos de Licenciatura em Computação e de Pedagogia; no ano de 2013 o curso de Administração Pública e, em 2014, o curso de Física, todos por meio da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Em 2021 foram implantados os cursos de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos, Licenciatura em Ciências Biológicas e Licenciatura em Educação Física. Ao todo, atualmente, a UFGD atende a 10 polos de Educação a Distância (Água Clara, Bataguassu, Bela Vista, Camapuã, Costa Rica, Japorã, Miranda, Porto Murtinho, Rio Brilhante e São Gabriel do Oeste). 2.2 História de Criação do Curso A criação do curso foi resultado de uma luta que teve início em 1968, com a edição da Lei Federal 2.843, de 28 de setembro de 1968. Esta lei autorizava a Petrobrás a alienar ações que destinavam obrigatoriamente o repasse de 6% do produto dessa venda para aplicação nas obras da Faculdade de Agronomia de Dourados, sendo, em seguida decretada, também, a Lei nº 2851, de 30 de setembro de 1968, da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso. Dois anos depois, em 1970, foi criada a Universidade Estadual de Mato Grosso (UEMT), cuja sede foi instalada em Campo Grande, com três centros no interior, sendo um deles o Centro Pedagógico de Dourados (CPD). Este centro, deveria abrigar, além de outros, o Curso de Agronomia. A partir de então, travou-se intenso debate na sociedade, permeado por interesses diversos, sobre a localização do Curso de Agronomia, e se seria em Dourados ou Campo Grande. Neste período, os profissionais da área, estudantes e políticos se mobilizaram, desempenhando papel fundamental na sensibilização do Conselho de Ensino e Pesquisa. Este aprovou a instalação do Curso de Agronomia em Dourados, pela Resolução nº 18 de 19 de dezembro de 1977, homologada pela Resolução nº 21, de 22 de dezembro de 1977 do Conselho Universitário da UEMT. O Curso de Agronomia foi finalmente implantado em Dourados em 1978, tendo sido criado em 1979 o Departamento de Agronomia (DAG). Com a divisão do Estado, em 1979, foi criada a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a partir da estrutura existente da Universidade Estadual de Mato Grosso, quando o CPD passou a ser denominado Centro Universitário de Dourados (CEUD). Por necessidade de estruturas próprias, o curso de Agronomia foi transferido em 1981 para a área onde atualmente encontra-se estabelecido o campus da UFGD, com área aproximada de 90 ha, a 12 km do centro da sede do município de Dourados. A partir da transferência do curso foi criado o Núcleo Experimental em Ciências Agrárias (NECA) que existiu até a criação da UFGD. Sua finalidade foi atender as demandas de trabalho dos professores, alunos e técnicos e bem utilizar a área doada pelo Prof. Celso Amaral e Prefeitura Municipal de Dourados, com apoio da Associação dos Engenheiros Agrônomos da Grande Dourados (AEAGRAN). Desde 1981, com a transferência do curso de Agronomia para a Fazenda Experimental (Hoje Campus II ), as atividades pedagógicas eram compartilhadas entre o CEUD e o NCA. Para o primeiro cabia as atividades de secretaria acadêmica e, ao segundo, era destinada a tarefa de administrar a estrutura física e aulas práticas. Durante a década de 1980 o DAG passou a ser denominado Departamento de Ciências Agrárias (DCA) e continuou congregando os docentes do curso. Em 2000 a UFMS renomeou as suas unidades de interior, sendo que em Dourados o nome passou a ser Campus de Dourados da UFMS mantendo a mesma sigla (CEUD). As responsabilidades, tanto do CEUD quanto do NCA continuaram sendo as mesmas, até a criação da UFGD, que se deu em 2005 com efetiva implantação em 2006.

Figura 1. Mapa do Brasil com regiões e estados. Figura 2. Mapa do Mato Grosso do Sul e Mesorregiões

Figura 3. Mapa dos Municípios da Grande Dourados e a Universidade Federal da Grande Dourados no contexto do Território da Cidadania Grande Dourados, 2015.

possibilidade está prevista no inciso IV do Art. 2º da Resolução CNE/CES nº 2, de 18 de junho de 2007. Justificando que a UFGD adota o regime de matrícula semestral por componente curricular, o que permite ao estudante construir seu itinerário formativo de modo a adiantar seus estudos, e a integralizar os componentes curriculares obrigatórios e carga horária mínima do curso em um tempo menor que o mínimo previsto no item “D”, do inciso IV do Art. 2º Resolução CNE/CES nº 2, de 18 de junho de 2007, que é de 5 anos, como definido pelo Conselho Nacional de Educação. Conforme o inciso 1º do artigo 34º da Resolução CEPEC/UFGD nº53 de 01 de julho de 2010 o tempo de integralização deve ocorrer dentro do tempo fixado pela estrutura curricular e o PPC deve definir os limites mínimos e máximos para integralização. 3.14 Identidade Visual A logomarca, que identifica o curso de graduação em Agronomia da UFGD, foi proposta na gestão do biênio 2021-2023, do Coordenador Prof. Jorge Wilson Cortez, sendo construída graficamente pelo Prof. Guilherme Augusto Biscaro. A identidade visual (Figura 4) é composta pelo símbolo da Agronomia com os 6 “A”, representando: Associação, Agronomia, Agrônomo, Agricultura, Agropecuária e Agroindústria; Folha: representa as inúmeras culturas das quais o Eng. Agrônomo é responsável pelo seu cultivo; Sol: fonte indispensável para a produção agrícola; UFGD: lotação do curso; Faculdade de Ciências Agrárias: FCA - lotação do curso na UFGD; Agronomia: nome do curso lotado na FCA; Desde 1978: data da criação do Curso de Agronomia. A identidade visual do curso de Agronomia foi aprovada pela Resolução Nº. 63/FCA/UFGD, de 28 de março de 2021. Figura 4. Identidade visual do Curso de Agronomia.

4 Oportunidade ao estudante A UFGD é uma instituição de ensino superior pública e gratuita , isto significa que os estudantes da UFGD fazem seus estudos sem a necessidade de gastos com mensalidades e taxas (não há pagamento pelo curso, nem taxa para realizar prova substitutiva ou para emissão de primeira via de documentos, etc.). Mas se a gratuidade é importante para garantir o direito a uma educação pública, também é importante que esta educação pública seja ofertada com qualidade. Quando se fala em qualidade de ensino, a formação dos professores e a dedicação deles à carreira docente são pontos fundamentais, afinal professores com formação sólida e dedicados ao processo de ensino-aprendizagem fazem uma grande diferença na formação dos estudantes. Na UFGD, de um modo geral, mais de 95% dos professores possuem título de mestre ou doutor e mais de 91% possuem regime de trabalho de dedicação exclusiva, isto é, dedicam sua carreira e vida profissional exclusivamente ao ensino, à pesquisa e à extensão^1. A relação entre ensino , pesquisa e extensão também é importante quando se fala em qualidade da educação, pois esta relação proporciona aos estudantes da UFGD uma formação consistente, na qual o conhecimento não é meramente “transmitido”, mas sim construído de forma processual, em que a sala de aula, o laboratório e a atuação na sociedade desenvolvem- se conjuntamente. Destaca-se que no Brasil a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão é uma característica muito própria (ainda que não exclusiva) das instituições de ensino superior organizadas como Universidade, como é o caso da UFGD, uma vez que as instituições organizadas como faculdades ou centros universitários não têm a obrigação de desenvolver o ensino, a pesquisa e extensão. A infraestrutura de ensino da UFGD também merece destaque. Com salas de aula equipadas com ar-condicionado e equipamentos multimídia, laboratórios específicos e de informática, anfiteatros, bibliotecas (físicas e digital), a UFGD busca disponibilizar aos estudantes as melhores condições materiais para o desenvolvimento das atividades acadêmico-pedagógicas. Além disso, o estudante da UFGD regularmente matriculado possui a possibilidade de realizar estágio não obrigatório fora da instituição de ensino, isto é, em empresas, órgãos públicos, ONGs e profissionais autônomos da área, complementando assim sua formação educacional em situações reais de trabalho, com a garantia de recebimento de contraprestação pela atividade de estágio (geralmente na forma de bolsas pagas pelas partes que concedem o estágio). Por fim, a UFGD disponibiliza uma variedade de ações e programas de suporte à vida acadêmica de seus estudantes. São vários programas de bolsas e auxílios (o estudante recebe um valor em dinheiro, geralmente mensal, por um determinado período) oportunizados todos os anos aos estudantes, nas mais diversas atividades e de diferentes modalidades (ensino, pesquisa, extensão, cultura, esporte, auxílio alimentação, auxílio creche, etc.). Além disso, a UFGD conta com Restaurante Universitário (RU), com refeições parcialmente subsidiadas, Moradia Estudantil, para os estudantes em situação de vulnerabilidade econômica, atendimento psicossocial, dentre outros equipamentos e serviços.

1 Dados de 2020. Fonte: UFGD, Plano de Desenvolvimento Institucional 2022-2026, pp. 132 e 133.

● Resolução CEPEC/UFGD nº 53/2010 (e suas alterações), estabelece o Regulamento Geral dos Cursos de Graduação. ● Resolução CEPEC/UFGD nº 123/2021, regulamenta institucionalmente o estágio para estudantes dos cursos de graduação da UFGD. ● Resolução CEPEC/UFGD nº 249/2021, que dispõe sobre a curricularização das atividades de extensão no âmbito da UFGD.

6 Organização Didático-Pedagógica 6.1 Contexto educacional Conforme informações do Semagro (2022) a antiga São João Batista de Dourados, hoje atual Dourados, foi fundada no Século XIX e era habitada por gaúchos, paraguaios e índios da tribo Caiuás. Foi elevada a distrito pela Lei N.º 658, de 15.06.1914 e o município criado pelo Decreto 30, de 20.12.1925. É comemorado seu aniversário dia 20 de dezembro. A região da Grande Dourados, como descrito no item 2.3, apresenta-se como uma região de influência no cone sul do Estado de Mato Grosso do Sul. Conforme dados do IBGE (2022), a cidade de Dourados – MS possui, com base no censo de 2010, população de 196.035 pessoas estimada para 2021 em 227.990 pessoas). O PIB per capita (Produto Interno Bruto) de Dourados é de R$ 42.475,75 para 2019, ocupando a posição de 655º dentre as 5.570º no país, no MS ocupa a posição de 23°. O índice de desenvolvimento humano municipal (IDH) é de 0,747, com a base no censo de 2010 ocupando a 3º posição no Estado em 599º no Brasil. Dourados situa-se na região de transição entre Cerrado e Mata Atlântica. Dourados e sua região possui grandes indústrias de alimentos, têxteis, frigoríferos e mais de 450 indústrias de transformação. Possui grandes usinas de álcool e açúcar. Na produção agrícola se destaca a cana-de-açúcar, milho e soja, sendo destaque para a soja na safra de verão e milho no outono/inverno. A produção de gado junto com a de suínos também é destaque na região. Outro produto agropecuário que se destaca na região é a produção de Mel de Abelhas. A maior área colhida no município de Dourados é de soja e milho, seguida da cana-de- açúcar. No entanto, quanto a produção em toneladas a cana-de-açúcar lidera. Dadas as características regionais verifica-se, portanto, a importância da criação do Curso de Agronomia planejado em 1970 e com início efetivo das atividades em 1978, época que se vislumbrava todo o potencial de crescimento da região, que hoje está implantado no município de Dourados e na região da Grande Dourados. 6.2 Princípios Norteadores do Projeto Pedagógico do Curso A construção do projeto pedagógico do curso deve contemplar a formação de um profissional capaz de compreender e traduzir as necessidades de indivíduos, grupos sociais e comunidade, com relação aos problemas tecnológicos, socioeconômicos, gerenciais e organizativos, bem como a utilizar racionalmente os recursos disponíveis, além de conservar o equilíbrio do ambiente. O currículo do curso objetiva uma formação que permitirá ao seu egresso dar prosseguimento aos estudos em outros cursos e programas da educação superior. O curso está organizado na forma de Componente Curricular, sendo previstas assim disciplinas semestrais, em períodos especiais (verão e inverno) e atividades complementares, tendo como objetivo obter ordenamento satisfatório do conteúdo do curso, sem perder o espírito de coletividade. A Resolução nº 01, de 02/02/2006 do Conselho Nacional de Educação, ao fixar as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Agronomia, estabelece que o projeto pedagógico, além da clara concepção do curso, com suas peculiaridades, seu currículo e sua operacionalização, deve contemplar os seguintes aspectos:

estrutura do curso também atende a Resolução CNE n. 07/2018 que instituiu a curricularização da extensão. Os núcleos de conteúdos listados pela Resolução n.01/2006 do CNE são: I - Núcleo de conteúdos básicos: composto dos campos de saber que forneçam o embasamento teórico necessário para que o futuro profissional possa desenvolver seu aprendizado. Esse núcleo é integrado por: Matemática, Física, Química, Biologia, Estatística, Informática e Expressão Gráfica. II - Núcleo de conteúdos profissionais essenciais: composto por campos de saber destinados à caracterização da identidade do profissional. O agrupamento desses campos gera grandes áreas que caracterizam o campo profissional e agronegócio, integrando as subáreas de conhecimento que identificam atribuições, deveres e responsabilidades. Esse núcleo é constituído por: Agrometeorologia e Climatologia; Avaliação e Perícias; Biotecnologia, Fisiologia Vegetal e Animal; Cartografia, Geoprocessamento e Georeferenciamento; Comunicação, Ética, Legislação, Extensão e Sociologia Rural; Construções Rurais, Paisagismo, Floricultura, Parques e Jardins; Economia, Administração Agroindustrial, Política e Desenvolvimento Rural; Energia, Máquinas, Mecanização Agrícola e Logística; Genética de Melhoramento, Manejo e Produção e Florestal. Zootecnia e Fitotecnia; Gestão Empresarial, Marketing e Agronegócio; Hidráulica, Hidrologia, Manejo de Bacias Hidrográficas, Sistemas de Irrigação e Drenagem; Manejo e Gestão Ambiental; Microbiologia e Fitossanidade; Sistemas Agroindustriais; Solos, Manejo e Conservação do Solo e da Água, Nutrição de Plantas e Adubação; Técnicas e Análises Experimentais; Tecnologia de Produção, Controle de Qualidade e Pós-Colheita de Produtos Agropecuários. III - Núcleo de conteúdos profissionais específicos: é inserido no contexto do projeto pedagógico do curso, visando a contribuir para o aperfeiçoamento da habilitação profissional do formando. Sua inserção no currículo permite atender às peculiaridades locais e regionais e, quando couber, caracterizar o projeto institucional com identidade própria. 6.4 Desenvolvimento Teórico-Metodológico O Curso de Agronomia da FCA/UFGD abrange uma sequência de disciplinas e atividades ordenadas por matrículas semestrais, lotadas nas Faculdades de Ciências Agrárias (FCA), Ciências Biológicas e Ambientais (FCBA), Ciências Exatas e Tecnológicas (FACET), Administração, Ciências Contábeis e Economia (FACE), com atribuições administrativas próprias. A metodologia de ensino envolve recursos de exposição didática tradicionais, com aulas expositivas teóricas e aulas práticas de campo e de laboratório, estudos de casos, trabalhos em sala de aula e extra sala de aula e seminários. Inclui ainda, mecanismos que garantem a articulação da vida estudantil, com a realidade do mercado do trabalho e os avanços tecnológicos, tais como visitas técnicas. As atividades práticas e estágio na UFGD estão definidas como: I ‐ Estágio Curricular Supervisionado; II ‐ Trabalho de Conclusão de Curso; III ‐ Atividades Complementares; e IV – Atividades de Extensão. Todos os componentes curriculares dos cursos são passíveis de serem teóricos e práticos. Durante o fluxo curricular, será oferecida a disciplina TCC I (Trabalho de Conclusão de Curso I), isto é, o aluno poderá elaborar o projeto e desenvolver o Trabalho de Conclusão de Curso, e no décimo semestre serão oferecidas as disciplinas: Estágio Curricular Supervisionado e TCC II (Trabalho de Conclusão de Curso II, finalizando com o trabalho escrito e a defesa do TCC). O Trabalho de Conclusão de Curso é componente curricular obrigatório, centrado em determinada área teórico-prática ou de formação profissional, como atividade síntese de

integração de conhecimento e consolidação das técnicas de pesquisa, com a apresentação de uma monografia. O Estágio Curricular Supervisionado é componente curricular obrigatório composto por um conjunto de atividades programadas e supervisionada por membro do corpo docente do curso. Para complementar a formação do futuro profissional, o acadêmico durante a realização do curso deverá cumprir as Atividades Complementares, regulamentadas para os cursos da Faculdade de Ciências Agrárias. As Atividades Complementares são componentes curriculares enriquecedores e implementadores do perfil do formando, inclusive adquiridos fora do ambiente acadêmico. Os alunos deverão desenvolver atividades de extensão que propiciam maior vivência do ambiente profissional, ao desenvolver projetos junto à comunidade externa, fortalecendo a indissociabilidade entre o ensino e a extensão. As modalidades de participação em atividades de extensão são descritas por Resolução do CEPEC/UFGD e permitem melhorar a formação do egresso e fomentam a formação de um Engenheiro Agrônomo mais qualificado às demandas do mercado. Ainda, é possível que os alunos da graduação cursem componentes curriculares fora da UFGD em outras Instituições de Ensino Superior, nacional ou internacional, com a prévia autorização da Unidade Acadêmica. O Curso de Agronomia da FCA/UFGD possui estrutura física própria de apoio às suas atividades didáticas e de pesquisa, por meio da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), que é um órgão suplementar com dotação orçamentária, financeira e regimento funcional próprios. A FCA dispõe de área total de 314 ha (20 ha na Unidade II e 294 ha pertencentes à Fazenda Experimental de Ciências Agrárias - FAECA da UFGD), veículos, máquinas, edificações e estruturas para a realização de aulas práticas de campo e de laboratórios, aulas teóricas e para o desenvolvimento dos trabalhos de pesquisas de seu corpo docente e discente. O Currículo Pleno do curso vigente contempla conteúdos que permitem ao acadêmico adquirir habilidades relativas às atribuições do Engenheiro Agrônomo, conferidas pela Lei Federal nº 5.194/1966, e deverá ser integralmente cumprido pelo acadêmico, a fim de que ele possa qualificar-se para a obtenção do diploma que lhe possibilita o registro profissional. 6.5 Legislação e Campo de Atuação Considerando que o Art. 7º da Lei nº 5.194/66 refere-se às atividades profissionais do Engenheiro, do Arquiteto e do Engenheiro Agrônomo em termos genéricos. Considerando a necessidade de discriminar atividades das diferentes modalidades profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia, para fins de fiscalização de seu exercício profissional. Considerando o disposto na Resolução nº 218, de 29 de junho de 1973, do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia: RESOLVE: Art. 5º - Compete ao ENGENHEIRO AGRÔNOMO: I - o desempenho das atividades 01 a 18 do artigo 1º desta Resolução, referentes a engenharia rural; construções para fins rurais e suas instalações complementares; irrigação e drenagem para fins agrícolas; fitotecnia e zootecnia; melhoramento animal e vegetal; recursos naturais renováveis; ecologia, agrometeorologia; defesa sanitária; química agrícola; alimentos; tecnologia de transformação (açúcar, amidos, óleos, laticínios, vinhos e destilados); beneficiamento e conservação dos produtos animais e vegetais; zimotecnia; agropecuária; edafologia; fertilizantes e corretivos; processo de cultura e de utilização de solo; microbiologia agrícola; biometria; parques e jardins; mecanização na agricultura; implementos agrícolas;