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ALGEBRA LINEAR ESPACOS VETORIAIS, Manuais, Projetos, Pesquisas de Geometria Analítica e Álgebra Linear

ALGEBRA_LINEAR, ESPAÇOS VETORIAIS, CALCULO, ENGENHARIA.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2019

Compartilhado em 22/11/2019

marcelo-dallmann-11
marcelo-dallmann-11 🇧🇷

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bg1
APOSTILA DE ÁLGEBRA LINEAR E APLICAÇÕES Prof. Germán R. C. Suazo
Capítulo 4: Espaços Vetoriais
CAPÍTULO 4:
ESPAÇOS VETORIAIS
4.1 ESPAÇOS VETORIAIS 2
R
e 3
R
Considere o conjunto
=RR2yx
y
x,: . Cada elemento
y
x deste conjunto pode ser representado por
um ponto no plano euclidiano de coordenadas
x
e
y
nos eixos das abscissas e das ordenadas,
respectivamente; este ponto indica uma posição no plano ou o ponto final de um vetor com ponto inicial
na origem de coordenadas. Por este último motivo, cada
y
x será denominado um vetor. Em 2
R
são
definidas duas operações, denominadas adição e multiplicação por um escalar, como segue:
+
+
=
+
21
21
2
2
1
1
yy
xx
y
x
y
x (adição), e
=
1
1
1
1
y
x
y
x
α
α
α
(multiplicação por um escalar).
Observe que os resultados das duas operações mencionadas anteriormente,
+
+
21
21
yy
xx e
2
2
y
x
α
α
, também
pertencem a 2
R
. Além disso, estas operações possuem, entre outras, as seguintes propriedades:
1.
(
)
( )
(
)
( )
+
+
=
+
+
+
=
++
++
=
++
++
=
+
+
+
=
+
+
3
3
2
2
1
1
32
32
1
1
321
321
321
321
3
3
21
21
3
3
2
2
1
1
y
x
y
x
y
x
yy
xx
y
x
yyy
xxx
yyy
xxx
y
x
yy
xx
y
x
y
x
y
x
(propriedade
associativa da adição);
2.
+
=
+
1
1
2
2
2
2
1
1
y
x
y
x
y
x
y
x (propriedade comutativa da adição);
3. o elemento
0
0 de 2
R
satisfaz;
=
+
+
=
+
1
1
1
1
1
1
0
0
0
0
y
x
y
x
y
x e
=
+
+
=
+
1
1
1
1
1
1
0
0
0
0
y
x
y
x
y
x (propriedade do elemento neutro aditivo);
4. para cada
1
1
y
x, o vetor definido por
1
1
y
x, satisfaz:
(
)
( )
=
+
+
=
+
0
0
11
11
1
1
1
1
yy
xx
y
x
y
x e
(
)
( )
=
+
+
=
+
0
0
11
11
1
1
1
1
yy
xx
y
x
y
x (propriedade do elemento
inverso aditivo);
5.
(
)
( )
(
)
( ) ( )
=
=
=
=
1
1
1
1
1
1
1
1
1
1
y
x
y
x
y
x
y
x
y
x
αβ
αβ
αβ
βα
βα
β
β
αβα
;
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff

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Baixe ALGEBRA LINEAR ESPACOS VETORIAIS e outras Manuais, Projetos, Pesquisas em PDF para Geometria Analítica e Álgebra Linear, somente na Docsity!

Capítulo 4: Espaços Vetoriais

CAPÍTULO 4:

ESPAÇOS VETORIAIS

4.1 ESPAÇOS VETORIAIS

2 R e

3 R

Considere o conjunto

R = R

2 xy y

x : ,. Cada elemento (^)  

y

x deste conjunto pode ser representado por

um ponto no plano euclidiano de coordenadas x e y nos eixos das abscissas e das ordenadas,

respectivamente; este ponto indica uma posição no plano ou o ponto final de um vetor com ponto inicial

na origem de coordenadas. Por este último motivo, cada (^) 

y

x será denominado um vetor. Em

2 R são

definidas duas operações, denominadas adição e multiplicação por um escalar , como segue:

^ +

1 2

1 2

2

2

1

1

y y

x x

y

x

y

x (adição), e

1

1

1

1

y

x

y

x

α (multiplicação por um escalar).

Observe que os resultados das duas operações mencionadas anteriormente, (^) 

1 2

1 2

y y

x x e (^)  

2

2

y

x

, também

pertencem a

2 R. Além disso, estas operações possuem, entre outras, as seguintes propriedades:

( )

( )

( )

( )

^ +

^ +

^ =

^ +

^ +

3

3

2

2

1

1

2 3

2 3

1

1

1 2 3

1 2 3

1 2 3

1 2 3

3

3

1 2

1 2

3

3

2

2

1

1

y

x

y

x

y

x

y y

x x

y

x

y y y

x x x

y y y

x x x

y

x

y y

x x

y

x

y

x

y

x

(propriedade

associativa da adição);

^ +

^ =

^ +

1

1

2

2

2

2

1

1

y

x

y

x

y

x

y

x (propriedade comutativa da adição);

3. o elemento  

de

2 R satisfaz;

^ =

^ +

1

1

1

1

1

1

0

y

x

y

x

y

x e (^)  

^ =

^ +

1

1

1

1

1

1

0

y

x

y

x

y

x (propriedade do elemento neutro aditivo);

4. para cada (^)  

1

1

y

x , o vetor definido por (^)  

1

1

y

x , satisfaz:

( )

( )

^ =

1 1

1 1

1

1

1

1

y y

x x

y

x

y

x e

( )

( )

^ =

^ +

1 1

1 1

1

1

1

1

y y

x x

y

x

y

x (propriedade do elemento

inverso aditivo);

( )

( )

( )

( )

( ) (^)  

^ =

^ =

^ =

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

y

x

y

x

y

x

y

x

y

x

Capítulo 4: Espaços Vetoriais

1

1

1

1 1 y

x

y

x ;

7. ( )

( )

( )

^ +

^ =

^ +

^ =

2

2

1

1

2

2

1

1

1 1

1 1

1

1

1

1

y

x

y

x

y

x

y

x

y y

x x

y

x

y

x

(propriedade distributiva);

( )

( )

^ +

^ =

^ +

^ =

^ +

2

2

1

1

2

2

1

1

1 2

1 2

1 2

1 2

1 2

1 2

2

2

1

1

y

x

y

x

y

x

y

x

y y

x x

y y

x x

y y

x x

y

x

y

x

(propriedade distributiva).

Similarmente, em

3 R são definidas duas operações, denominadas adição e multiplicação por um escalar ,

como segue:

1 2

1 2

1 2

2

2

2

1

1

1

z z

y y

x x

z

y

x

z

y

x

(adição), e

1

1

1

1

1

1

z

y

x

z

y

x

α (multiplicação por um escalar).

Também pode se verificar que essas duas operações satisfazem as oito propriedades enunciadas

anteriormente para

2 R.

Agora, enunciamos a definição geral de espaço vetorial.

Definição 4.1:

Um conjunto (^) V , não vazio, junto com duas operações

uv u v

V V V

+ × →

( , ) a

e u u

K V V

(α , )a α

⋅ : × →

denominadas adição e multiplicação por escalar , respectivamente, sendo K um corpo, e são satisfeitas as

seguintes propriedades:

A1. (u + v) + w = u + (v + w), para quaisquer u, v,wV , (propriedade associativa da adição);

A2. u + v = v + u, para quaisquer u, vV , (propriedade comutativa da adição);

A3. existe um elemento em V , denominado vetor nulo e denotado por 0 , tal que u + 0 = 0 + u = u , para

qualquer uV (existência de um elemento neutro aditivo);

A4. para cada elemento uV , existe um elemento em V , denominado vetor oposto e denotado por − u ,

tal que u + (u) = (u) + u = 0 (existência de um elemento inverso aditivo);

M1. α ( β u )= (α β) u, para quaisquer α , β∈ K e qualquer u ∈ V ;

M2. 1 u = u , para qualquer uV (sendo 1 o elemento unidade de K );

D1. ( α + β) u = α u + β u, para quaisquer α , β∈ K e qualquer u ∈ V , (propriedade distributiva);

D2. α (u + v) = α u + α v, para qualquer α ∈ K e quaisquer u, v ∈ V , (propriedade distributiva);

é denominado um espaço vetorial sobre o corpo K. Os elementos de V são denominado vetores e as

propriedades enunciadas anteriormente são chamadas de axiomas de espaço vetorial. O espaço vetorial é

denotado por (V, + , K,).

Capítulo 4: Espaços Vetoriais

A4: propriedade do elemento inverso aditivo (ou oposto): para cada vetor

x n

x

x

M

2

1

, o vetor

x n

x

x

M

2

1

satisfaz

2 2

1 1

2

1

2

1

M M M M

n n xn x n

x x

x x

x

x

x

x

x

x

M1: ( )

n n n n x n

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

M M M M M

2

1

2

1

2

1

2

1

2

1

M2:

n n x n

x

x

x

x

x

x

x

x

M M M

2

1

2

1

2

1

D1: ( )

( )

( )

( )

n n n n n n n x n

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x

x x

x x

x x

x

x

x

x

x

x

M M M M M M M

2

1

2

1

2

1

2

1

2 2

1 1

2

1

2

1

D2:

n n n n n n n n n n n y n

y

y

x

x

x

y

y

y

x

x

x

x y

x y

x y

x y

x y

x y

x y

x y

x y

y

y

y

x

x

x

M M M M M M M M M

2

1

2

1

2

1

2

1

2 2

1 1

2 2

1 1

2 2

1 1

2

1

2

1

Assim, ( R , +, R, ⋅)

n é um espaço vetorial sobre o corpo dos números reais, ou, simplesmente, um espaço

vetorial real.

Exemplo 4.2:

O subconjunto de

2 R dado por 

V = 1 R

1 : 0

x

x junto com as operações  

x 1 (^) y 1 x 1 y 1 e

^ =

x 1 α x 1

α com α ∈ R satisfaz os axiomas de espaço vetorial.

A1: propriedade associativa da adição:

( ) ( )

^ =

^ +

^ +

1 2 3

1 2 3 1 2 3 1 2 3 1 2 3 1 2 3

x x x

x x x x x x x x x x x x x x x

Capítulo 4: Espaços Vetoriais

A2: propriedade comutativa da adição  

1

1

2

1 2 1 2 2 1 2

0 0 0 0 y

x

y

x x x x x x x .

A3: propriedade do elemento neutro aditivo: o elemento (^) ∈ V

satisfaz (^)  

^ =

^ +

x 1 (^) x 1 x 1 .

A4: propriedade do elemento inverso aditivo (ou oposto): para cada vetor (^) 

x 1 , o vetor (^)  

x 1 satisfaz

^ =

x 1 (^) x 1 x 1 x 1 .

M1: ( ) (^) 

^ =

^ =

^ =

x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 αβ

β α β αβ α β α.

M2:

x 1 (^) x 1 x 1 .

D1: ( )  

x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 x 1 α β

α β α β α β α β.

D2: 

^ +

^ =

^ +

^ =

^ +

x 1 x 2 x 1 x 2 x 1 x 2 x 1 x 2 x 1 x 2 α α

α α α α α.

Logo, (^) ( V, + , R, ⋅)é um espaço vetorial real.

Exemplo 4.3:

O conjunto

V = 2 Q

2

x x

junto com as operações (^)  

^ +

2 2 2 2

x y x y

e (^)  

^ =

2 2

x x

α com

α ∈ Q satisfaz os axiomas de espaço vetorial. Logo, ( V, + , Q, ⋅) é um espaço vetorial sobre o corpo dos

números racionais, ou, simplesmente, um espaço vetorial racional.

Exemplo 4.4:

Considere o conjunto V das funções reais sobre um intervalo [ a , b ], junto com as operações da adição

usual de funções e multiplicação por escalar real. Pode-se verificar que tal conjunto forma um espaço

vetorial real.

Exemplo 4.5:

Considere o conjunto

n V C = C

= (^) n

n

x x x

x

x

x

2

1

K

M

junto com as operações

n n xn y n

x y

x y

y

y

y

x

x

x

M M M

2 2

1 1

2

1

2

1

e

n x n

x

x

x

x

x

α

α

α

α M M

2

1

2

1

, α ∈ C.

Capítulo 4: Espaços Vetoriais

2. Os vetores { v (^) 1 ,v 2 , K , vn }são ditos linearmente independentes sobre K se, e somente se, não são

linearmente dependentes sobre K , ou seja, a igualdade α 1 v 1 + α 2 v 2 +L+ α n vn = 0 implica que

α 1 = α 2 =K = α n = 0.

Exemplo 4.8:

Considere o espaço ( R, + , R, ⋅)

3

. Suponha que é requerido determinar se os vetores

 

são

linearmente independentes ou não. Considere a combinação nula

Essa combinação origina o sistema de equações lineares

 

1 2

1 2

1 2

. A seguir, mostra-se matriz

aumentada desse sistema e sua transformação para uma forma escalonada:

3

2

3

1

3

2

M

M

M

M

M

M

M

M

M

2 2

1 3 1 3 3

2 3 3

3 1

1 2 2 L L L L L L

L L L

Logo, o sistema é equivalente a

 

3 2

2

1 2

, cuja única solução é α 1 = α 2 = 0. Portanto, os vetores

são linearmente independentes (sobre R ).

Exemplo 4.9:

Considere o espaço ( R, + , R, ⋅)

3

. O conjunto  

origina a combinação nula:

Capítulo 4: Espaços Vetoriais

ou seja, o sistema

 

3

2 3

1 2 3

A matriz do sistema é

cujo determinante é 1. Logo, a

única solução do sistema é α 1 = α 2 = α 3 = 0. Portanto, os vetores

são linearmente

independentes (sobre R ).

Exemplo 4.10:

Considere o espaço ( R, + , R, ⋅)

3

. O conjunto  

origina a combinação nula:

ou seja, o sistema quadrado

 

2 3

2 3

1 2

A matriz do sistema é

cujo determinante é 0.

Procede-se a encontrar as soluções desse sistema montando a matriz aumentada e transformando para uma

forma escalonada:

M

M

M

M

M

M

L 3 L 3 L 2

Logo, o sistema é equivalente a

 

2 3

1 2

, cujas soluções são α 2 = − α 3 e α 1 = − α 2 = α 3 , ou seja,

3

3

3

3

3

2

1

, onde α 3 é um parâmetro livre. Observa-se que existem (infinitas) soluções não

nulas do sistema homogêneo. Portanto, os vetores

 

são linearmente dependentes (sobre R ).

Definição 4.4:

Seja (V, + , K,) um espaço vetorial. O espaço V é dito de dimensão finita se, e somente se, existe um

conjunto finito de vetores { v (^) 1 ,v 2 , K , vn }tal que todo vetor vV pode ser escrito como a combinação

linear v = α 1 v 1 + α 2 v 2 +L+ α n vn , para alguns escalares α 1 , α 2 ,K , α n ∈ K.

Capítulo 4: Espaços Vetoriais

A seguinte propriedade afirma que, num espaço de dimensão finita, a dimensão de qualquer subespaço

também é finita.

Propriedade 4.4:

Sejam (V, + , K,) um espaço vetorial de dimensão finita e WV um subespaço. Então W é de

dimensão finita e dim( W ) ≤ dim( V ).

Exemplo 4.12:

Considere o espaço vetorial ( R, +, R, ⋅)

3

. Logo,

3 W RR

 

= x y x y

x y

é um subespaço vetorial de

3 R (por que?). Também, observe que todo vetor ∈ W

x y

x y

pode ser escrito como

x y x y

x y

e o conjunto de vetores

 

é linearmente independente sobre R (por que?) e portanto, tal

conjunto constitui uma base para W. Logo, dim 2 3 dim )

3 R (W)^ =^ < = R(R.

4.3 MUDANÇA DE BASE

Seja (V, + ,K,) um espaço vetorial tal que dim( V ) = n. Seja vV. Dada uma base B ={ v (^) 1 ,v 2 , K ,vn },

tem-se que v = α 1 v 1 + α 2 v 2 +L+ α n vn , para alguns escalares α 1 , α 2 ,K, α nK. Denota-se [ ]

B

vB

α n

M

2

1

e

denomina-se vetor de coordenadas do vetor vV na base B. Dada outra base, B ' ={ v (^) 1 ' ,v 2 ' , K ,vn '},

existem, de fato, alguns escalares α 1 ', α 2 ',K, α n '∈ K tais que v = α 1 ' v 1 '+ α 2 ' v 2 '+L + α n vn ' , e, nesse caso,

o vetor de coordenadas de vV na base B 'é [ ]

B

vB

2

1

'

α n

M

Observe que se

1 2

12 22 2

11 21 1

n 1 2 n

2 1 2 n

1 1 2 n

v v v v

v v v v

v v v v

n n nn

n

n

a a a

a a a

a a a

L

M

L

L

, para certos escalares aijK , então se teria que

Capítulo 4: Espaços Vetoriais

[ ]

[ ' ' '].

2

1

1 2

21 22 2

11 12 1

2

1

1 2

n n nn n

n

n

n

n

a a a

a a a

a a a

M

L

M M O M

L

L

L

M

L L

1 2 n

1 2 n 1 2 n

v v v

v v v v v v v

Esta igualdade significa que se [ ]

α n

M

2

1

v (^) B é o vetor de coordenadas na base B ={ v (^) 1 ,v 2 , K ,vn }, então o

vetor de coordenadas [ ]

2

1

'

α n

M

v (^) B na base B ' ={ v (^) 1 ' ,v 2 ' , K ,vn '}está dado por

[ ]

n n nn n n

n

n

n a a a

a a a

a a a

M

L

M

L

M M O M

L

L

M

2

1

2

1

1 2

21 22 2

11 12 1

2

1

[ ] [ ] [ ]

v 1 B v 2 B vn B.

A matriz

→^ =

n n nn

n

n

a a a

a a a

a a a

L

M M O M

L

L

1 2

21 22 2

11 12 1

PB (^) B' é denominada a matriz de mudança de base de B ={ v (^) 1 ,v 2 , K ,vn }

para B ' ={ v (^) 1 ' ,v 2 ' , K ,vn '}. Assim,

[ v ] (^) B ' = PBB' =[[ v 1 ] B [ v 2 ] B L [ vn ] B ] [ v ] B.

A matriz PB (^) '→ B de mudança de base de B ' para B está dada simplesmente pela inversa de PB (^) → B' , ou seja,

1 ' (^ )

PB (^) → B = PBB'.

A importância das matrizes de mudança de base é considerável, pois ela auxilia na conversão de

coordenadas de vetores de uma base para outra, e também para determinar as equações cartesianas de

lugares geométricos em outras bases.

Exemplo 4.14:

Considere o espaço vetorial ( R, +, R, ⋅)

3

. Provou-se anteriormente que

{ }

 

B v 1 ,v 2 ,v 3 e { }

 

B ' v 1 ' ,v 2 ' ,v 3 '

são bases de

3 R sobre R. Agora,

Capítulo 4: Espaços Vetoriais

[ ]

'

B

z

y

x

=2, ou, [ 3 8 0 ] 2

'

B z

y

x

, ou,

3 x + 8 y = 2 na base B '.

Similarmente, suponha que é desejado transformar a equação cartesiana

3 2 8 5 1

2 2 2 x + xy + yz + xyz =

para a equação na base { }

 

B ' v 1 ' ,v 2 ' ,v 3 '. Observe que a equação quadrática anterior pode

ser escrita como

[ ] [ 8 5 1 ] 1

B B

B

z

y

x

z

y

x

x y z

e considerando que

' '

1

'

'

0 0 1

B B B

B B

B

P

z

y

x

z

y

x

z

y

x

z

y

x

tem-se que

[ ] [ ] [ ]

x y z B x y z B ' x y z B '

t

Substituindo os valores de [ x y z ] B e

B

z

y

x

na equação cartesiana, tem-se que

[ ] [ ]

[ ] [ ]

[ ] [ 8 13 4 ] 1

' '

'

' '

'

B B

B

B B

B

B B

B

z

y

x

z

y

x

x y z

z

y

x

z

y

x

x y z

z

y

x

z

y

x

x y z

ou seja, a

equação quadrática 3 2 8 5 1

2 2 2 x + xy + yz + xyz = na base canônica pode ser escrita como

2 2 x + xy + y + xz + yz + x + y + z =

na base { }

 

B ' v 1 ' ,v 2 ' ,v 3 '.

Capítulo 4: Espaços Vetoriais

A idéia de determinar equações cartesianas em outras bases pode ser estendida a partir deste exemplo. Isto

é interessante porque permite identificar qual é o tipo de seção cônica ou superfície quádrica determinada

por uma equação cartesiana em

2 R ou

3 R , desde que se conheça uma base adequada nesses espaços.

O procedimento prático para calcular a matriz PB (^) → B' é o seguinte:

Forme a matriz [ B' M B ]e reduza tal matriz, mediante operações elementares por linhas para a forma

[ I M PBB' ].

Exemplo 4.16:

Considere o espaço vetorial ( , )

2 R , + R, ⋅ e as bases { } 

B v 1 ,v 2 e

{ }

B ' v 1 ' ,v 2 '. Para determinar PB (^) → B' mostra-se a seguir a matriz [ B' M B ] e sua

transformação para a forma [ I M PBB' ]:

[ ]

5

3

5

1

5

1

5

3 1 1 2

5

3 5

1

5 2

1 2

2 2 1

L L 2L

L L

L L 2L

B' B

M

M

M

M

M

M

M

M

M

Logo, (^) 

5

3

5

1

5

1

5

3 PB (^) B'.

4.4 EXERCICIOS PROPOSTOS

1. Verifique que cada um dos seguintes conjuntos de vetores é linearmente dependente:

a.

b.

c.

 

d.

 

e.

f.

 

E

2. Diga se cada um dos seguintes conjuntos de vetores é linearmente independente ou linearmente

dependente:

a.

b.

c.

 