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Álgebra Linear UERJ - capitulo3 - eepaco vetorial, Notas de estudo de Geometria Analítica e Álgebra Linear

Álgebra Linear IME

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 26/02/2010

frederick-silva-11
frederick-silva-11 🇧🇷

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bg1
41
ESPAÇO VETORIAL REAL DE DIMENSÃO FINITA
Definição
Sejam um conjunto não vazio V, o conjunto dos números reais R e duas operações binárias, adição e
multiplicação por escalar.
uvuv
VVV
+
×+
a),(
: vkvk
VV
×
a),(
:
R
V é um Espaço Vetorial sobre R, ou Espaço Vetorial Real ou um R-espaço vetorial, com estas
operações se as propriedades abaixo, chamadas axiomas do espaço vetorial, forem satisfeitas:
EV1. (Associativa) Para quaisquer Vwuv
,, , )()( wuvwuv +
+
=
+
+
.
EV2. (Comutativa) Para todo Vuv
,, vuuv
+
=
+
.
EV3. (Elemento Neutro) Existe Ve
tal que para todo Vv
, vevve =+=
+
.
Notação: V
e0
=
EV4. (Elemento Simétrico) Para todo Vv
, existe Vv
' tal que V
vvvv 0=+=+ ''.
Notação: vv ='
Assim, uvuv =+ )(
EV5. Para quaisquer R
21 ,kk e para todo
V
v
, vkkvkk
=
)()( 2121 .
EV6. Para quaisquer R
21 ,kk e para todo Vv
, )()()( 2121 vkvkvkk +
=
+
.
EV7. Para todo Rke para quaisquer Vuv
,, )()()( ukvkuvk +
=
+
.
EV8. Para todo
V
v
, vv =1.
Os elementos de um espaço vetorial são denominados vetores e os números reais de escalares.
Exemplos :
1) R2 com as operações:
),(),(),( tyzxtzyx ++=+
),(),( kykxyxk =
É um espaço vetorial pois os oito axiomas acima são verificados, cabe lembrar que o elemento
neutro da adição V
0 é o par ordenado )0,0(.
2) Rn com as operações:
),...,,(),...,,(),...,,( 22112121 nnnn yxyxyxyyyxxx
+
+
+
=
+
),...,,(),...,,( 2121 nn kxkxkxxxxk
=
3) O conjunto das matrizes reais de ordem nm
×
, com as operações usuais é um espaço vetorial, tal
que o elemento neutro da adição é a matriz nula.
4) O conjunto dos polinômios, com coeficientes reais, de grau menor ou igual a n, com as operações
abaixo:
)()(...)()()( 0011 baxbaxbaxqxp n
nn ++++++=+
01
...)( kaxkaxkaxpk n
n+++=
onde 01
...)( axaxaxp n
n+++= e 01
...)( bxbxbxq n
n+++= .
É um espaço vetorial, onde o elemento neutro da adição V
0 é o polinômio 00...0 +++ xx n.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15

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ESPAÇO VETORIAL REAL DE DIMENSÃO FINITA

Definição

Sejam um conjunto não vazio V , o conjunto dos números reais R e duas operações binárias, adição e multiplicação por escalar.

vu v u

V V V

+ × →

(, ) a

kv k v

V V

⋅ × →

( , ) a

: R

V é um Espaço Vetorial sobre R , ou Espaço Vetorial Real ou um R -espaço vetorial, com estas operações se as propriedades abaixo, chamadas axiomas do espaço vetorial, forem satisfeitas:

EV1. (Associativa) Para quaisquer v , u , wV , ( v + u )+ w = v +( u + w ). EV2. (Comutativa) Para todo v , uV , v + u = u + v. EV3. (Elemento Neutro) Existe eV tal que para todo vV , e + v = v + e = v. Notação: e = (^0) V EV4. (Elemento Simétrico) Para todo vV , existe v ' ∈ V tal que v + v ' = v '+ v = (^0) V. Notação: v '=− v Assim, v^ +^ (− u )= vu EV5. Para quaisquer k^ 1 ,^ k 2 ∈ R e para todo vV , k^ 1 ⋅^ ( k^2 ⋅ v )=( k 1 k 2 )⋅ v. EV6. Para quaisquer k (^) 1 , k 2 ∈ R e para todo vV , ( k 1 (^) + k 2 )⋅ v =( k 1 ⋅ v )+( k 2 ⋅ v ). EV7. Para todo kR e para quaisquer v , uV , k ⋅ ( v + u )=( kv )+( ku ). EV8. Para todo vV , 1 ⋅ v = v.

Os elementos de um espaço vetorial são denominados vetores e os números reais de escalares.

Exemplos :

  1. R^2 com as operações: ( x , y )+( z , t )=( x + z , y + t ) k ⋅( x , y )=( kx , ky ) É um espaço vetorial pois os oito axiomas acima são verificados, cabe lembrar que o elemento neutro da adição (^0) V é o par ordenado ( 0 , 0 ).

  2. R n^ com as operações: ( x 1 (^) , x 2 ,..., xn )+( y 1 , y 2 ,..., yn )=( x 1 + y 1 , x 2 + y 2 ,..., xn + yn ) k ⋅( x 1 , x 2 ,..., xn )=( kx 1 , kx 2 ,..., kxn )

  3. O conjunto das matrizes reais de ordem m × n , com as operações usuais é um espaço vetorial, tal que o elemento neutro da adição é a matriz nula.

4) O conjunto dos polinômios, com coeficientes reais, de grau menor ou igual a n , com as operações

abaixo: p ( x )+ q ( x )=( an + bn ) xn +...+( a 1 + b 1 ) x +( a 0 + b 0 ) k p ( x ) ka x ... ka 1 x ka 0 n ⋅ = n + + + onde p ( x )= an xn +...+ a 1 x + a 0 e q ( x )= bn xn +...+ b 1 x + b 0. É um espaço vetorial, onde o elemento neutro da adição (^0) V é o polinômio 0 x n^ + ...+ 0 x + 0.

5) R^2 com as operações abaixo não é um espaço vetorial.

( x , y )+( z , t )=( x + z , 0 ) k ⋅( x , y )=( kx , ky ) Não possui elemento neutro, pois: Seja (^0) V (^) =( e 1 , e 2 ) tal que ( x , y )+ ( e 1 , e 2 )=( x , y ). Mas, ( x , y )+ ( e 1 , e 2 )=( x + e 1 , 0 ). Assim, ( x , y )= ( x + e 1 , 0 ). Portanto, para todo yR , y = 0. Logo, não existe elemento neutro.

Subespaço Vetorial Um subespaço vetorial de V é um subconjunto não vazio SV com as seguintes propriedades:

Sub1. (^0) V (^) ∈ S. Sub2. Fechamento de S em relação à operação de Adição. Se uS e vS então u + vS. Sub3. Fechamento de S em relação à operação de Multiplicação por Escalar Se uS ek∈ R então kuS.

Notação: SV.

Exemplos:

1) S = {( x , 0 , 0 ), x ∈ R }é um subespaço vetorial do R^3 com as operações de adição e multiplicação por

escalar usuais. Um vetor u pertence ao subespaço S quando possui a 2ª^ e 3ª^ coordenadas iguais a zero. Verificando as propriedades de subespaço.

  1. (^0) VS? Sim, ( 0 , 0 , 0 )∈ S.
  2. Se uS e vS então u + vS? Sejam u = ( x 1 , 0 , 0 )∈ S e v =( x 2 , 0 , 0 )∈ S. Então u + v =( x 1 + x 2 , 0 , 0 )∈ S. Logo, S é fechado sob a operação de adição de vetores.
  3. Se uS ek∈ R então kuS? Seja u = ( x 1 , 0 , 0 )∈ S. Então ku =( kx 1 , 0 , 0 )∈ S. Logo, S é fechado sob a operação de multiplicação por escalar. O subespaço S poderia ser descrito ainda por {( x , y , z )∈ R 3 | y = 0 e z = 0 }.
  1. O conjunto S = {( x , y , z )∈ R 3 | x = 0 e yz }não é um subespaço vetorial do R^3 com as operações usuais.
  1. (^0) VS? Sim, ( 0 , 0 , 0 )satisfaz as condições x = 0 e yz.
  2. Se uS e vS então u + vS? Sejam u = ( 0 , y , z )∈ S e v =( 0 , t , r )∈ S , com yz e tr.

Subespaço Vetorial Gerado e Conjunto Gerador Sejam os vetores v (^) 1 , v 2 ,..., vnV e [ v 1 (^) , v 2 ,..., vn ]o conjunto de todas as combinações lineares destes vetores. O conjunto [ v 1 (^) , v 2 ,..., vn ] é um subespaço vetorial de V , denominado subespaço vetorial gerado pelos vetores v (^) 1 , v 2 ,..., vn. O conjunto { v 1 (^) , v 2 ,..., vn }é o conjunto gerador do subespaço [ v 1 (^) , v 2 ,..., vn ].

Exemplos:

1) O vetor ( 1 , 2 )∈ R^2 gera o conjunto [( 1 , 2 )]= {( x , 2 x ), x ∈ R }.

k ⋅( 1 , 2 )=( x , y ) ( k , 2 k )=( x , y )

Assim, 

k y y x

k x 2 2 O conjunto de todas as combinações lineares do vetor ( 1 , 2 ) é o conjunto de todos os seus múltiplos escalares. Geometricamente, [( 1 , 2 )]é uma reta definida pela equação y − 2 x = 0.

2) [( 1 , 1 , 0 ),( 1 , 2 , 1 )]= {( x , y , z )∈ R 3 | x − y + z = 0 }.

k 1 (^) ⋅( 1 , 1 , 0 )+ k 2 ⋅( 1 , 2 , 1 )=( x , y , z ) ( k (^) 1 , k 1 , 0 )+( k 2 , 2 k 2 , k 2 )=( x , y , z ) ( k (^) 1 + k 2 , k 1 + 2 k 2 , k 2 )=( x , y , z )

Assim, 

k z

k k y

k k x

2

1 2

1 2 2

Matriz ampliada 

z

y

x

e matriz escalonada 

z y x

y x

x

Para se determinar os vetores que são combinações lineares de ( 1 , 1 , 0 )e( 1 , 2 , 1 ) é necessário que o sistema seja possível, isto é, xy + z = 0. Logo, [( 1 , 1 , 0 ),( 1 , 2 , 1 )]= {( x , y , z )∈ R 3 | xy + z = 0 }={( yz , y , z ), y , zR }. Geometricamente, [( 1 , 1 , 0 ),( 1 , 2 , 1 )]é um plano no R 3 com equação xy + z = 0.

3) [( 1 , 3 ),( 4 , 2 )]= R^2.

k 1 (^) ⋅( 1 , 3 )+ k 2 ⋅( 4 , 2 )=( x , y ) ( k (^) 1 + 4 k 2 , 3 k 1 + 2 k 2 )=( x , y )

Assim, 

k k y

k k x 1 2

1 2 3 2

Matriz ampliada (^)  

y

x 3 2

e matriz escalonada (^)  

x y

x .

Como o sistema é possível e determinado, nenhuma condição deve ser satisfeita. Logo, [( 1 , 3 ),( 4 , 2 )]= R^2.

4) Encontre a equação do espaço gerado pelos vetores ( 1 , 1 , 2 ),(− 2 , 0 , 1 )e(− 1 , 1 , 3 ).

O espaço gerado é o conjunto de vetores v = ( x , y , z )∈ R^3 que possam ser escritos como combinação linear dos vetores dados, isto é, k 1 (^) ⋅ ( 1 , 1 , 2 )+ k 2 ⋅(− 2 , 0 , 1 )+ k 3 ⋅(− 1 , 1 , 3 )=( x , y , z ).

Assim, 2 2 3

1 2 3

1 2 3

1 2 3



k k k z

k k k y

k k k x

Matriz ampliada 

z

y

x

e matriz escalonada



x y z

y x

x .

Para que o sistema seja possível é necessário que x − 5 y + 2 z = 0. Assim, com esta condição satisfeita, obtém-se vetores ( x , y , z )∈ R^3 que são combinação linear dos vetores dados. Portanto, o espaço gerado é {( x , y , z )∈ R 3 | x − 5 y + 2 z = 0 }, que geometricamente representa um plano em R^3.

Vetores Linearmente Independentes e Linearmente Dependentes Um conjunto de vetores { v (^) 1 , v 2 ,..., vn }⊆ V é linearmente independente (LI) quando k (^) 1 ⋅ v 1 + k 2 ⋅ v 2 +...+ knvn = (^0) V se e somente se k 1 (^) = k 2 =...= kn = 0.

Se existir pelo menos um k^ i ≠ 0 , com^ i^ =^1 ,..., n , então o conjunto é^ linearmente dependente^ (LD).

Exemplos:

1) {( 1 , 3 ),( 4 , 2 )} é LI, pois:

k 1 ⋅ ( 1 , 3 )+ k 2 ⋅( 4 , 2 )=( 0 , 0 ) ( k 1 + 4 k 2 , 3 k 1 + 2 k 2 )=( 0 , 0 )

Assim, 

1 2

1 2 k k

k k

Matriz ampliada (^)  

e matriz escalonada

^

^.

O sistema é possível e determinado com k 1 (^) = k 2 = 0. Assim, o conjunto é LI. Um dos vetores não é múltiplo escalar do outro. Foi visto que o espaço gerado por {(1,3), (4,2)} é R^2 , ou seja [(1,3), (4,2)] = R^2.

2) {( 1 , 3 ),( 2 , 6 )}é LD, pois:

k 1 ⋅ ( 1 , 3 )+ k 2 ⋅( 2 , 6 )=( 0 , 0 ) ( k 1 + 2 k 2 , 3 k 1 + 6 k 2 )=( 0 , 0 )

Assim, 3 6 0

1 2

1 2 

k k

k k

Espaço Vetorial Base Canônica Dimensão R {1} 1 R^2 {(1,0),(0,1)} 2 R^4 {(1,0,0,0),(0,1,0,0),(0,0,1,0),(0,0,0,1)} 4 Mat 2 × 2 ( R ) 

Polinômios com coeficientes reais de grau menor ou igual a 2

{ 1 , x , x^2 }^3

Operações com Subespaços Vetoriais

  1. Interseção Sejam S 1 (^) e S 2 subespaços do espaço vetorial real V. O conjunto interseção de S 1 (^) e S 2 , S 1 ∩ S 2 ={ vV | vS 1 e vS 2 }, é também um subespaço vetorial de V.

(Sub1) (^0) V (^) ∈ S 1 ∩ S 2? (^0) V (^) ∈ S 1 ,pois S 1 ≤ V. (^0) V (^) ∈ S 2 ,pois S 2 ≤ V. Assim, (^0) V (^) ∈ S 1 ∩ S 2. (Sub2) Se vS 1 ∩ S 2 e uS 1 ∩ S 2 então v + uS 1 ∩ S 2? vS 1 ∩ S 2 ∴ vS 1 e vS 2 uS 1 ∩ S 2 ∴ uS 1 e uS 2 Então, v^ +^ uS 1 e^ v + uS 2. Logo, v + uS 1 ∩ S 2. (Sub3) Se vS 1 ∩ S 2 e kR então kvS 1 ∩ S 2? vS 1 ∩ S 2 ∴ vS 1 e vS 2 Então, kvS 1 e kvS 2. Logo, kvS 1 ∩ S 2.

Exemplos:

1) Sejam S 1 = {( x , 0 , 0 ),com x ∈ R }e S 2 = {( x , y , z )∈ R 3 | y = x + z }.

S 1 (^) ∩ S 2 ={( x , y , z )∈ R 3 |( x , y , z )∈ S 1 e( x , y , z )∈ S 2 }.

Assim, 

y x z

z

y 0

Logo, S (^) 1 ∩ S 2 ={( 0 , 0 , 0 )}. Geometricamente, tem-se uma reta e um plano no R^3 que se interceptam na origem.

2) Sejam S 1 = {( x , y , z )∈ R 3 | y = 3 x }e S 2 = {( x , y , z )∈ R 3 | 2 x − y + 3 z = 0 }.

S 1 (^) ∩ S 2 ={( x , y , z )∈ R (^3) | y = 3 x e 2 xy + 3 z = 0 }.

Assim, 

x y z

x y

Logo, S (^) 1 ∩ S 2 ={( 3 z , 9 z , z ), zR }, ou seja, S 1 (^) ∩ S 2 ={ z ⋅( 3 , 9 , 1 ), zR }. Geometricamente, a interseção é representada por uma reta que passa pelos pontos (0,0,0) e (3,9,1).

  1. Soma Sejam S 1 (^) e S 2 subespaços do espaço vetorial real V. O conjunto soma de S 1 (^) e S 2 , S 1 + S 2 ={ vV | v = s 1 + s 2 ,com s 1 ∈ S 1 e s 2 ∈ S 2 }, é também um subespaço vetorial de V.

Exemplos:

1) Sejam S 1 = {( x , 0 , 0 ), x ∈ R }e S 2 = {( x , y , z )∈ R 3 | y = x + z }.

S 1 (^) + S 2 ={( x , y , z )∈ R 3 |( x , y , z )= s 1 + s 2 ,com s 1 ∈ S 1 e s 2 ∈ S 2 }. Tem-se que, (^ x^ ,^0 ,^0 )∈^ S 1 e( x , x + z , z )∈ S 2 , para quaisquer^ x ,^ zR. Mas, x ⋅ ( 1 , 0 , 0 )∈ S 1 e x ⋅( 1 , 1 , 0 )+ z ⋅( 0 , 1 , 1 )∈ S 2 , para quaisquer x , zR. Assim, {(1,0,0)} é base do subespaço S (^) 1 e {(1,1,0),(0,1,1)} é uma base do subespaço S (^) 2. Então, ( x , y , z )∈ S 1 + S 2 quando( x , y , z )= k 1 ⋅(1,0,0)+ k 2 ⋅(1,1,0)+ k 3 ⋅(0,1,1).

Assim, 

k z

k k y

k k x

3

2 3

1 2

Sistema possível, logo S 1 (^) + S 2 = R^3.

2) Sejam S 1 = {( x , y , z , t )∈ R 4 | x − y − t = 0 }e S 2 ={( 0 , 0 , z , 0 ), z ∈ R }.

S 1 (^) + S 2 ={( x , y , z , t )∈ R 4 |( x , y , z , t )= s 1 + s 2 ,com s 1 ∈ S 1 e s 2 ∈ S 2 }. Tem-se que, ( y + t , y , z , t )∈ S 1 e( 0 , 0 , z , 0 )∈ S 2 , para quaisquer y , z , tR. Mas, y ⋅ ( 1 , 1 , 0 , 0 )+ z ⋅( 0 , 0 , 1 , 0 )+ t ⋅( 1 , 0 , 0 , 1 )∈ S 1 e z ⋅( 0 , 0 , 1 , 0 )∈ S 2 , para quaisquer y , z , tR. ( x , y , z , t )∈ S 1 + S 2 quando( x , y , z , t )= k 1 ⋅(1,1,0,0)+ k 2 ⋅(0,0,1,0)+ k 3 ⋅(1,0,0,1)+ k 4 ⋅(0,0,1,0)

Assim,

k t

k k z

k y

k k x

3

2 4

1

1 3

t

z

y

x

t y x

y x

z

x

Para que o sistema seja possível é necessário que t + yx = 0. Então, S 1 (^) + S 2 ={( x , y , z , t )∈ R 4 | t + yx = 0 }.

Matriz de Transição de uma Base para uma outra Base Que relação existe entre as coordenadas de um vetor no antigo referencial e em um novo referencial? Uma matriz permitirá a relação entre estes referenciais, as bases do espaço vetorial. Esta matriz é denominada matriz de transição ou matriz mudança de base. O desenvolvimento a seguir considera duas bases do R^2 , no entanto o mesmo raciocínio pode ser utilizado para qualquer espaço vetorial V n -dimensional. Sejam A = { u 1 , u 2 }e B ={ w 1 , w 2 }bases do R^2. Para qualquer vR^2 , tem-se: v = au 1 + bu 2 (1)

isto é, (^)  

b

a [ v ] A.

Como u 1 (^) e u 2 são vetores do R^2 , podem ser escritos como combinação linear dos vetores da base B.

2 12 1 22 2

1 11 1 21 2 u a w a w

u a w a w (2)

Substituindo (2) em (1): v = a ⋅( a 11 ⋅ w 1 + a 21 ⋅ w 2 )+ b ⋅( a 12 ⋅ w 1 + a 22 ⋅ w 2 ) v =( aa 11 + ba 12 )⋅ w 1 +( aa 21 + ba 22 )⋅ w 2

Portanto, aa 11 + ba 12 e aa 21 + ba 22 são as coordenadas de v em relação à base B.

Assim, (^)  

21 22

[ ]^1112

a a b a

a a b a v (^) B.

Podendo ser rescrito como, [ ]. 21 22

11 12 

b

a a a

a a v (^) B

A matriz (^)  

21 22

11 12 a a

a a acima é denotada por [ I ] AB sendo denominada a matriz de transição da base A

para a base B. As colunas da matriz [ I ] AB são as coordenadas dos vetores da base A em relação à base B. Obtém-se a equação matricial, [ v ] B =[ I ] BA ⋅[ v ] A. Analogamente, [ v ] A = [ I ] BA ⋅[ v ] B para mudança da base B para a base A. Observe que, [ v ] (^) B =[ I ] AB ⋅[ v ] A. Como, [ v ] A = [ I ] BA ⋅[ v ] B. Tem-se que, [ v ] (^) B =[ I ] AB ⋅[ I ] BA ⋅[ v ] B. Como, [ v ] (^) B = In ⋅[ v ] B.

Então, I (^) n =[ I ] BA ⋅[ I ] BA.

Logo, [ I ] BA = ([ I ] BA )−^1.

Exercícios

  1. Verifique se R^2 é um espaço vetorial, para as operações definidas abaixo.

a) ( , ) ( , )

k x y kx ky

x y zt x z y t ⋅ = − −

b) ( , ) ( , 0 )

k x y kx

x y zt x z y t ⋅ =

c) ( , ) ( 2 , 2 )

k x y kx ky

x y zt x z y t ⋅ =

d) ( , ) ( , )

k x y kx ky

x y zt ⋅ =

e) ( , ) ( , )

k x y kx ky

x y zt xz yt ⋅ =

f) ( , ) ( , )

k x y kx ky

x y zt x z y t ⋅ =

g) ( , ) ( , )

k x y kx y

x y zt x z y t ⋅ =

  1. Considere o conjunto Fun ( R ) de todas as funções f : RR. Definem-se duas operações binárias + : Fun ( RFun ( R )→ Fun ( R ) tal que ( f + g )( x )= f ( x )+ g ( x ) e ⋅ : R × Fun ( R )→ Fun ( R ) tal que ( kf )( x )= kf ( x ). Estas operações definem um espaço vetorial?

  2. Verifique se os seguintes subconjuntos são subespaços de R^3. a) S = {( x , y , z )∈ R^3 | z = 3 } b) S = {( x , y , z )∈ R^3 | x^2 = y } c) S = {( x , y , z )∈ R^3 | x = 2 y } d) S = {( x , y , z )∈ R^3 | x > 0 } e) S = {( x , y , z )∈ R^3 | y = x + z } f) S = {( 0 , y , y ), yR }

  3. Verifique se o conjunto solução do sistema 

x y z

x y z

x y z é um subespaço vetorial de R^3.

  1. Escreva u =( 1 ,− 2 )como combinação linear de ( 1 , 2 )e ( 0 , 3 ).

  2. O vetor v =(− 2 , 1 , 0 )pode ser escrito como combinação linear dos vetores (1,2,0) e (0,1,0)?

  3. Escreva p ( x )= x^2 + x − 1 como combinação linear de 3

q ( x )= x^2 − 2 x e r ( x )= 2 x^2 −^4.

  1. Encontre uma base e a dimensão para o conjunto solução do sistema 

x y z t

x y z t

x y z t .

  1. Mostre que a soma de subespaços é também um subespaço.

  2. Determine o subespaço interseção e o subespaço soma para os casos abaixo, indicando quando a soma é direta. a) S 1 (^) = {( x , y , z )∈ R^3 | x − 2 y + z = 0 }e S 2 ={( x , y , z )∈ R^3 | x + 3 y = 0 } b) S 1 (^) = {( x , y , z )∈ R^3 | x = y }e S 2 ={( x , y , z )∈ R^3 | x + y + z = 0 }

  3. Sejam S 1 (^) = {( x , y , z )∈ R 3 | y = 0 }e S (^) 2 =[(− 1 , 2 , 0 ),( 3 , 1 , 1 )].Determine S 1 (^) ∩ S 2 e S 1 (^) + S 2 , indicando uma base e a dimensão em cada um dos casos.

  4. Seja v =( 1 , 2 , 3 )e a base A ={( 1 , 0 , 3 ),(− 1 , 7 , 5 ),( 2 ,− 1 , 6 )}. Indique [ v ] A.

  5. Considere A ={( 1 , 1 , 1 ),( 0 , 2 , 3 ),( 0 , 2 ,− 1 )} uma base para o R^3. Encontre as coordenadas de v =( 3 , 5 ,− 2 )em relação a esta base.

  6. Seja A ={( − 1 , 1 , 1 ),( 0 , 2 , 3 ),( 0 , 0 ,− 1 )}e ( v ) A =(− 2 , 0 , 3 ). Determine v.

  7. Sendo A ={( − 3 ,− 1 ),( 2 , 0 )}uma base para o R^2 e (^)  

[ v ] A. Encontre:

a) As coordenadas de v na base canônica. b) As coordenadas de v na base B ={( 2 , 1 ),( 1 , 5 )}.

  1. Encontre as coordenadas do vetor ( ) 0 3

∈^2 ×^2 R

v =  Mat em relação à base

B.

  1. Dadas as bases do R^3 , A = {( − 1 , 0 , 2 ),( 0 , 1 , 0 ),( 0 , 0 , 2 )}e B ={( 0 , 0 , 1 ),( 0 ,− 2 , 1 ),( 1 , 0 ,− 1 )}. a) Determine [ I ] AB.

b) Considere 

[ v ] A. Calcule [ v ] B.

  1. Considere as bases A = {( − 3 , 0 , 3 ),(− 3 , 2 ,− 1 ),( 1 , 6 ,− 1 )}e B ={(− 6 ,− 6 , 0 ),(− 2 ,− 6 , 4 ),(− 2 ,− 3 , 7 )}. a) Achar a matriz mudança de base de B para A. b) Dado v =( − 5 , 8 ,− 5 ), calcule [ v ] A.

  2. Seja (^)  

[ I ] AB e B ={( 1 ,− 2 ),( 2 , 0 )}.Determine a base A.

  1. Seja

^

^ a^ matriz^ mudança^ de^ base^ de^ B^ para^ A.^ Determinar^ a^ base^ A ,^ sabendo^ que B ={( 1 ,− 1 ),( 0 , 1 )}.

  1. Sabendo que A = { u 1 , u 2 }e B ={ w 1 , w 2 }são bases do R^2 tais que: (^)  

[ v ] A , w 1 (^) = u 1 − u 2 e

w 2 (^) = 2 ⋅ u 1 − 3 ⋅ u 2 , determine [ v ] B.

  1. Considere A = {( 1 , 1 , 1 ),( 0 , 2 , 3 ),( 0 , 2 ,− 1 )}e B ={( 1 , 1 , 0 ),( 1 ,− 1 , 0 ),( 0 , 0 , 1 )}. Determine as matrizes mudança de base.

Respostas

  1. Nenhum é espaço vetorial.
  2. a)b)d) Não c)e)f) Sim
  3. Não
  4. ( 1 ,− 2 )= 1 ⋅( 1 , 2 )+(− 34 )⋅( 0 , 3 )

[ v ] A

  1. ( v ) A =( 3 ,− 1 , 2 )

  2. Sim, k 1 = − 2 e k 2 = 5

  3. p ( x )=(− 21 )⋅ q ( x )+ 43 ⋅ r ( x )

  4. 4 x + 2 yz = 0

  5. a)d)e) LI b)c) LD

  6. v =( 2 ,− 2 ,− 5 )

  7. a) (^)  

[ v ] b) (^)  

[ v ] B

12) F,V,V,F,F,V,F,F,V,V,

F,V,F,F,V,F,V,V,F,V,

F,F,F

31

[ v ] B

  1. k = 1 ou k =− 23

  2. a) base : {( 2 , 1 , 1 )}edim= 1 b) base : {( − 2 , 1 , 0 ),( 1 , 0 , 1 )}edim= 2 c) base : {( 1 , 0 , 1 }edim= 1

  3. a) 

[ ] 21

21 I (^) B^ A b) 

[ v ] B

  1. base : {( − 2 , 1 , 0 , 0 ),(− 51 , 0 ,− 53 , 1 )} dim = (^2) 26) a) 

23 65 121

23 12 45

[ I ] BA b) 

21

25

32 [ v ] A

  1. a) S 1 ∩ S 2 ={(− 3 y , y , 5 y ), yR } S 1 + S 2 = R^3 b) S 1 ∩ S 2 ={( y , y ,− 2 y ), yR } S 1 + S 2 = R^3 Nenhum é soma direta.

27) A ={( 1 ,− 2 ),(− 8 , 4 )}

28) A ={( 1 ,− 1 ),( − 32 , 1 )}

[ v ] B

  1. S 1 ∩ S 2 ={( 27 z , 0 , z ), zR } base : {( 7 , 0 , 2 )}edim= 1 S 1 + S 2 = R^3 base : {( 1 , 0 , 0 ),( 0 , 1 , 0 ),( 0 , 0 , 1 )}edim= 3

[ I ] BA e 

41 21 41

41 21 41

[ I ] BA

k ⋅ (^0) V + (^0) V Assim, k ⋅ (^0) V (^) + k ⋅ (^0) V = k ⋅ (^0) V + (^0) V. Pela Lei do Corte, k ⋅ (^0) V = (^0) V.

Teo8. Para todo vV , v ≠ (^0) V e para todo kR , k ≠ 0 , kv ≠ (^0) V. dem.: (RAA) Supondo que v ≠ (^0) V (^) , k ≠ 0 e kv = (^0) V v = por EV8. 1 ⋅ v = por hipótese e pela existência de elemento inverso em R. ⋅^ = 

 (^) k v k

(^1) por EV5.

(^1) ⋅ ( kv ) = k

por hipótese.

⋅ (^) V = k

(^1) 0 pela Teo5.

(^0) V Assim, v = (^0) V. Contradição. Logo, kv ≠ (^0) V.

Corolário8. Para todo vV e para todo kR , se kv = (^0) V então k = 0 ou v = (^0) V.

Teo9. Para todo vV , (−^1 )⋅ v^ =− v. dem.: Considere o vetor v + ( − 1 )⋅ vV. v + ( − 1 )⋅ v = por EV8. 1 ⋅ v +(− 1 )⋅ v = por EV6. ( 1 + (− 1 ))⋅ v = 0 é o elemento neutro da adição em R. 0 ⋅ v = por EV8. (^0) V Assim, v + ( − 1 )⋅ v = (^0) V. Então, v +( − 1 )⋅ v = v +(− v ) Pela Lei do Corte, ( − 1 )⋅ v =− v.

Teo10. Para todo vV e para todo nN −{ 0 }, nv = v + v +... + v (soma com n parcelas). Demonstração usando indução em n. Base: Para k = 1. Por EV8, 1 ⋅ v = v. Passo: (Hipótese de Indução) Supor que vale a igualdade para kN , k > 1 , isto é, 142 4 434 parcelas

k

kv = v + v + + v.

Vale a igualdade para k + 1? ( k + 1 )⋅ v = por EV6. kv + 1 ⋅ v = por EV8.

kv + v = por hipótese de indução. v + v + + v + v = k

parcelas

( ... ) por EV1.

... ( 1 )parcelas

k

v v v

Assim, (^142 ) ( 1 )parcelas

k

k v v v v.

Logo, vale a igualdade para todo nN −{ 0 }.

Teo11. Todo subespaço vetorial é um espaço vetorial.

Teo12. Se { v (^) 1 , v 2 ,..., vr }⊆ V então [ v 1 (^) , v 2 ,..., vr ]é um subespaço vetorial de V.

Teo13. Sejam { v (^) 1 , v 2 ,..., vr }⊆ V e vV. Se v é uma combinação linear dos vetores v (^) 1 , v 2 ,..., vr então [ v 1 (^) , v 2 ,..., vr , v ]= [ v 1 , v 2 ,..., vr ]. dem.: ( ⊆ )[ v 1 (^) , v 2 ,..., vr , v ]⊆[ v 1 , v 2 ,..., vr ]? v = k 1 ⋅ v 1 +...+ krv r com k (^) 1 ,..., krR. (1) Seja u ∈ [ v 1 ,..., vr , v ]qualquer. Então u = l 1 ⋅ v 1 +... + lrvr + lr + 1 ⋅ v com l 1 (^) ,..., lr + 1 ∈ R. (2) Substituindo (1) em (2), u = l 1 ⋅ v 1 +... + lrvr + lr + 1 ⋅( k 1 ⋅ v 1 +...+ krvr ) = por EV7. = l 1 (^) ⋅ v 1 +... + lrvr +( lr + 1 ⋅( k 1 ⋅ v 1 )+...+ lr + 1 ⋅( krvr )) = por EV5 e EV = l (^) 1 ⋅ v 1 +... + lrvr +( lr + 1 k 1 )⋅ v 1 +...+( lr + 1 kr )⋅ vr = por EV = l (^) 1 ⋅ v 1 +( l (^) r + 1 k 1 )⋅ v 1 +...+ lrvr +( lr + 1 kr )⋅ vr = por EV = ( l (^) 1 + lr + 1 k 1 )⋅ v 1 +...+( lr + lr + 1 kr )⋅ vr = pelo fechamento da multiplicação e da adição em R. = m (^) 1 ⋅ v 1 +...+ mrv r com m 1 (^) ,..., mr + 1 ∈ R. Assim, u = m 1 ⋅ v 1 +...+ mrvr com m 1 (^) ,..., mr + 1 ∈ R. Logo, u ∈ [ v 1 ,..., vr ]. ( ⊇) [ v 1 (^) , v 2 ,..., vr ]⊆[ v 1 , v 2 ,..., vr , v ] (exercício)

Teo14. Sejam { v^^ 1 , v 2 ,..., vr }⊆ V e { u (^) 1 , u 2 ,..., us }⊆ V. [ v 1 (^) , v 2 ,..., vr ]= [ u 1 , u 2 ,..., us ] se e somente se cada um dos vetores do conjunto {^ v 1^ , v 2 ,..., vr } é uma combinação linear dos vetores u (^) 1 , u 2 ,..., u s e cada um dos vetores do conjunto { u 1 (^) , u 2 ,..., us } é uma combinação linear dos vetores v (^) 1 , v 2 ,..., vr.

Teo15. Seja vV , v ≠ (^0) V , { v } é linearmente independente.

Teo16. Seja { v (^) 1 , v 2 ,..., vr }⊆ V. Se v (^) i = (^0) V , para algum i = 1 ,..., r então { v 1 (^) , v 2 ,..., vr }é linearmente dependente. dem.: k (^) 1 ⋅ v 1 +...+ ki ⋅ (^0) V +...+ krvr = (^0) V Para qualquer kiR , ki ⋅ (^0) V = (^0) V. Logo, o conjunto { v 1 (^) , v 2 ,..., vr }é LD.

Teo17. Seja { v (^) 1 , v 2 ,..., vr }⊆ V. O conjunto { v 1 (^) , v 2 ,..., vr } é linearmente dependente se e somente se pelo menos um destes vetores é combinação linear dos demais. dem.: (→) Considere { v 1 (^) , v 2 ,..., vr }linearmente dependente. k (^) 1 ⋅ v 1 + k 2 ⋅ v 2 +...+ kivi +...+ krvr = (^0) V Então existe um k (^) iR , ki ≠ 0 , com i ∈[ 1 , r ]. Pelo EV4 e o Teo7,

Teo19. Sejam { v^^ 1 , v 2 ,..., vr }⊆ V um conjunto linearmente independente e k^ 1 ,...,^ kr , l 1 ,..., lrR. Se k (^) 1 ⋅ v 1 +... + krvr = l 1 ⋅ v 1 +...+ lrvr então k (^) i = li , para todo i = 1 ,..., r.

Corolário19. Seja { v (^) 1 , v 2 ,..., vn }⊆ V. Se { v (^) 1 , v 2 ,..., vn }é uma base de V então todo vetor vV pode ser escrito de forma única como combinação linear dos vetores v (^) 1 , v 2 ,..., vn da base.

Teo20. Seja { v (^) 1 , v 2 ,..., vr }⊆ V. O conjunto { v 1 (^) , v 2 ,..., vr }é linearmente independente se e somente se nenhum destes vetores é combinação linear dos demais.

Corolário20a. Seja { v , u }⊆ V. O conjunto { v , u }é linearmente independente se e somente se um vetor não é múltiplo escalar do outro.

Corolário20b. Seja { v (^) 1 , v 2 ,..., vr }⊆ V um conjunto linearmente independente e vV. Se v ∉ [ v 1 , v 2 ,..., vr ]então { v 1 (^) , v 2 ,..., vr , v } é um conjunto linearmente independente.

Teo21. Seja { v (^) 1 , v 2 ,..., vr }⊆ V. Se { v 1 (^) , v 2 ,..., vr }é linearmente independente então qualquer um de seus subconjuntos é linearmente independente.

Teo22. Seja { v (^) 1 , v 2 ,..., vr }⊆ V. Se [ v (^) 1 , v 2 ,..., vr ]= V então existe uma base A de V tal que A ⊆ { v 1 , v 2 ,..., vr }. dem.: Se { v 1 (^) , v 2 ,..., vr }é LI então A = { v 1 , v 2 ,..., vr }é uma base de V. Se { v 1 (^) , v 2 ,..., vr }é LD, Então, pelo Teo17, existe vi ∈{ v 1 , v 2 ,..., vr }, com i ∈ [ 1 , r ], tal que: vi ∈ [ v 1 , v 2 ,..., vr ]. Pelo Teo13, [ v 1 (^) ,..., vi − 1 , vi + 1 ,... vr ]=[ v 1 , v 2 ,..., vr ]. Como, por hipótese, [ v (^) 1 , v 2 ,..., vr ]= V. Assim, [ v (^) 1 ,..., vi − 1 , vi + 1 ,... vr ]= V. Se { v 1 (^) ,..., vi − 1 , vi + 1 ,... vr }é LI então A = { v 1 ,..., vi − 1 , vi + 1 ,... vr }é uma base de V. Caso contrário este processo continua até a obtenção de um certo conjunto A ⊆ { v 1 , v 2 ,..., vr }LI e tal que [ A ] = V. Assim, A é uma base do espaço vetorial V.

Corolário22a. Seja { v (^) 1 , v 2 ,..., vr }⊆ V. Se { v 1 (^) , v 2 ,..., vr } gera o espaço vetorial V então qualquer conjunto de vetores de V com mais do que r elementos é linearmente dependente.

Corolário22b. Seja { v (^) 1 , v 2 ,..., vr }⊆ V. Se {^ v 1^ , v 2 ,..., vr } gera V então qualquer conjunto de vetores de V linearmente independente tem no máximo r elementos.

Teo23. Seja { v (^) 1 , v 2 ,..., vr }⊆ V. Se { v 1 (^) , v 2 ,..., vr }é linearmente independente então pode-se estender o conjunto { v 1 (^) , v 2 ,..., vr }a um conjunto B base de V. dem.: Se [ v (^) 1 , v 2 ,..., vr ]= V então B = { v 1 , v 2 ,..., vr }é uma base de V. Se [ v (^) 1 , v 2 ,..., vr ]⊂ V , Então, seja vV tal que v ∉[ v 1 , v 2 ,..., vr ]. Pelo Corol20b, { v (^) 1 , v 2 ,..., vr , v }é LI. Se [ v (^) 1 , v 2 ,..., vr , v ]= V então B = { v 1 , v 2 ,..., vr , v }é uma base de V.

Caso contrário este processo continua até a obtenção de um certo conjunto B tal que { v (^) 1 , v 2 ,..., vr }⊆ B , B é LI e [ B ]= V. Assim, B é uma base do espaço vetorial V.

Teo24. Sejam dim V^^ = n e { v (^) 1 , v 2 ,..., vn }⊆ V. O conjunto { v 1 , v 2 ,..., vn } é uma base de V se é linearmente independente ou se gera o espaço vetorial V.

Teo25. Seja { v 1 (^) , v 2 ,..., vn }uma base do espaço vetorial V e { u (^) 1 , u 2 ,..., um }⊆ V. i) Se m > n então o conjunto { u 1 (^) , u 2 ,..., um }é linearmente dependente. ii) Se m < n então o conjunto { u 1 (^) , u 2 ,..., um }não gera o espaço vetorial V.

Teo26. Todas as bases de um espaço vetorial possuem o mesmo número de vetores.

Teo27. Para quaisquer subespaços vetoriais S e U de V , SU ≠∅ e S + U ≠∅. dem.: SV ∴ (^0) V (^) ∈ S. UV ∴ (^0) VU. Assim, (^0) VSU e (^0) V (^) + (^0) V = (^0) VS + U. Logo, SU ≠∅e S + U ≠∅.

Teo28. Para quaisquer subespaços vetoriais S e U de V , SU é um subespaços vetorial de V.

Teo29. Para quaisquer subespaços vetoriais S e U de V , S + U é um subespaço vetorial de V.

Teo30. Seja S é um subespaço vetorial de V tal que S ≠ { 0 (^) V }. Então dim S ≤ dim V.

Teo31. Se V é a soma direta dos subespaços vetoriais S e U então todo vetor vV é escrito de maneira única na forma v = s + u , com sS e uU. dem.: (escrita) Como V = S + U Então, para todo vV , v = s + u para algum sS e uU. (unicidade) (RAA) Supondo que existam s , s '∈ S , ss 'e u,u'U,uu ' tais que v = s + u e v = s ' + u '. Assim, s + u = s ' + u '. Pelas propriedades do EV, s + ( − s ')= u '+(− u ). Como SV , s +(− s ')∈ S , e, analogamente, como UV , u '+(− u )∈ U. Assim, s + ( − s ')∈ SU e u '+(− u )∈ SU. Por hipótese, SU ={ 0 (^) V }. Então, s + ( − s ')= (^0) V (^) e u '+(− u )= (^0) V. Assim, s = s ' e u '= u. Contradição. Logo, vale a unicidade.