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Álgebra Linear UERJ - matrizes, Notas de estudo de Geometria Analítica e Álgebra Linear

Álgebra Linear IME

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 26/02/2010

frederick-silva-11
frederick-silva-11 🇧🇷

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bg1
1
MATRIZES
Definição
Conjunto de números reais (ou complexos) dispostos em forma de tabela, isto é, distribuídos em m
linhas e n colunas, sendo m e n números naturais não nulos.
=
mnmm
n
n
a...aa
............
a...aa
a...aa
A
21
22221
11211
Notação: nmij
aA ×
=)( com njmi ,...,2,1 e ,...,2,1
=
=
ij
a - elemento genérico da matriz A
i - índice que representa a linha do elemento ij
a
j - índice que representa a coluna do elemento ij
a
nm ×- ordem da matriz. Lê-se “m por n”.
Representações:
()
=A
[]
=A =A
Exemplos:
1) A representação de um tabuleiro de xadrez pode ser feita por meio de uma matriz 88 ×.
2) A matriz 32
)( ×
=ij
aA onde jiaij += 2 é 234
567
.
3) A matriz abaixo fornece (em milhas) as distâncias aéreas entre as cidades indicadas:
cidade A cidade B cidade C cidade D
010362704957
1036035721244
270435720638
95712446380
Dcidade
C cidade
Bcidade
A cidade
Esta é uma matriz 44 ×(quatro por quatro).
4) A matriz abaixo representa a produção (em unidades) de uma confecção de roupa feminina
distribuída nas três lojas encarregadas da venda.
shorts blusas saias jeans
257012030
60010070
40258050
IIIloja
IIloja
Iloja
Esta é uma matriz 43
×
(três por quatro) pois seus elementos estão dispostos em 3 linhas e 4
colunas.
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17

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MATRIZES

Definição

Conjunto de números reais (ou complexos) dispostos em forma de tabela, isto é, distribuídos em m

linhas e n colunas, sendo m e n números naturais não nulos.

m m mn

n

n

a a ... a

a a ... a

a a ... a

A

1 2

21 22 2

11 12 1

Notação: A = ( aij ) m × n com i = 1 , 2 ,..., m e j = 1 , 2 ,..., n

a (^) ij - elemento genérico da matriz A

i - índice que representa a linha do elemento aij

j - índice que representa a coluna do elemento aij m × n - ordem da matriz. Lê-se “ m por n ”.

Representações: A =( ) A =[ ] A =

Exemplos:

  1. A representação de um tabuleiro de xadrez pode ser feita por meio de uma matriz 8 × 8.

  2. A matriz A = ( aij ) 2 × 3 onde a (^) ij = i^2 + j é

  1. A matriz abaixo fornece (em milhas) as distâncias aéreas entre as cidades indicadas:

cidade A cidade B cidade C cidade D

cidadeD

cidadeC

cidadeB

cidadeA

Esta é uma matriz 4 × 4 (quatro por quatro).

  1. A matriz abaixo representa a produção (em unidades) de uma confecção de roupa feminina

distribuída nas três lojas encarregadas da venda.

shorts blusas saias jeans

lojaIII

lojaII

loja I

Esta é uma matriz 3 × 4 (três por quatro) pois seus elementos estão dispostos em 3 linhas e 4 colunas.

Igualdade

Duas matrizes de mesma ordem A = ( aij ) m × n e B = ( b (^) ij ) m × n são iguais quando a (^) ij = bij para todo

i = 1 , 2 ,..., m e para todo j = 1 , 2 ,..., n.

Matrizes Especiais

1. Matriz Linha

Uma matriz A é denominada matriz linha quando possuir uma única linha. Notação: A = ( aij ) 1 × n

Exemplo: ( − 8 3 4 ) 1 × 3

2. Matriz Coluna

Uma matriz A é denominada matriz coluna quando possuir uma só coluna. Notação: A = ( aij ) m × 1

Exemplo: (^131)

×

3. Matriz Nula

Uma matriz A é denominada matriz nula quando todos os seus elementos forem nulos, isto é, aij = 0 para todo i = 1 , 2 ,..., m e para todo j = 1 , 2 ,..., n.

Notação: (^0) m × n

Exemplo: (^00023)

×

4. Matriz Quadrada Uma matriz A é uma matriz quadrada quando possuir o mesmo número de linhas e de colunas, isto é, m = n.

Notação:

= × =

n n nn

n

n

ij nn

a a a

a a a

a a a

A a

1 2

21 22 2

11 12 1

Diagonal Principal : são os elementos da matriz A onde i = j para todo i , j = 1 , 2 ,..., n. Diagonal Secundária : são os elementos da matriz A onde i + j = n + 1 para todo i , j = 1 , 2 ,..., n. Traço : é o somatório dos elementos da diagonal principal da matriz A , denotado por trA.

nn

n

k

trA = (^) ∑ akk = a + a + + a

1

Exemplo: 

1019 ×

33

A

Elementos da diagonal principal: 2, 7 e 9. Elementos da diagonal secundária: 4, 7 e 10. trA = 2 + 7 + 9 = 18

  1. Um laboratório farmacêutico produz um certo medicamento. Os custos relativos à compra e

transporte de quantidades específicas da substância necessárias para a sua elaboração, adquiridas em dois fornecedores distintos são dados (em reais) respectivamente pelas seguintes matrizes.

preço custo preço custo compra transporte compra transporte

substância C

substância B

substância A

substância C

substância B

substância A

Fornecedor 1 Fornecedor 2

A matriz que representa os custos totais de compra e de transporte de cada uma das substâncias A, B e C é dada por:

Propriedades da Operação de Adição

A1. Associativa : para quaisquer matrizes A , B e C de mesma ordem, ( A + B )+ C = A +( B + C ).

A2. Comutativa : para quaisquer matrizes A e B de mesma ordem, A + B = B + A.

Dem.: Considere matrizes de ordem m × n , A + B = C e B + A = D. cij = aij + bij = bij + aij = d ij para todo i = 1 ,..., m e para todo j = 1 ,..., n. Assim, C = D. Logo, a operação de adição é comutativa.

A3. Elemento Neutro : para toda matriz A, A + (^0) m × n = (^0) m × n + A = A.

A4. Elemento Simétrico :para toda matriz A de ordem m × n existe uma matriz S de mesma ordem

tal que A + S = S + A = (^0) m × n. Sendo A = ( aij ) m × n tem-se S = ( sij ) m × n =−( aij ) m × n.

Notação: S =− A Assim, A + (− A )=(− A )+ A = (^0) m × n. Além disso, A + (− B )= AB.

A5. Para quaisquer matrizes quadradas A e B de mesma ordem, tr ( A + B )= trA + trB.

Dem: Considere as matrizes de ordem n. tr ( A + B )=( a 11 + b 11 )+...+( ann + bnn )=( a 11 +...+ ann )+( b 11 +...+ bnn )= tr ( A )+ tr ( B )

2. Multiplicação por Escalar

Sejam A = ( aij ) m × n uma matriz e kR um escalar, define-se a matriz produto por escalar B = kA

tal que B = ( b (^) ij ) m × n e bij = kaij para todo i = 1 , 2 ,..., m e para todo j = 1 , 2 ,..., n.

Exemplos:

  1. Sejam e 3 1 7

A = − k.

Então 

( 3 ) A

  1. O quadro abaixo mostra a produção de trigo, cevada, milho e arroz em três regiões, em uma determinada época do ano.

TRIGO CEVADA MILHO ARROZ REGIÃO I (^1200 800 500 ) REGIÃO II (^600 300 700 ) REGIÃO III (^1000 1100 200 )

Com os incentivos oferecidos, estima-se que a safra no mesmo período do próximo ano seja duplicada. A matriz que representa a estimativa de produção para o próximo ano é:

Propriedades da Operação de Multiplicação por Escalar E1. Para toda matriz A e para quaisquer escalares k 1 (^) , k 2 ∈ R , ( k (^) 1 + k 2 )⋅ A = k 1 ⋅ A + k 2 ⋅ A.

E2. Para toda matriz A e para quaisquer escalares k 1 (^) , k 2 ∈ R , ( k 1 (^) ⋅ k 2 )⋅ A = k 1 ⋅( k 2 ⋅ A ).

E3. Para quaisquer matrizes A e B de mesma ordem e para qualquer escalar kR , k ⋅ ( A + B )= kA + kB. Dem.: Considere matrizes de ordem m × n , k ⋅ ( A + B )= kC = D e kA + kB = E + F = G. d (^) ij = kcij = k ⋅( aij + bij )= kaij + kbij = eij + fij = g ij , para todo i = 1 ,..., m e para todo j = 1 ,..., n. Assim, D = G. Logo, vale a propriedade.

E4. Para toda matriz A de ordem m × n , 0 ⋅ A = (^0) m × n.

E5. Para toda matriz A de ordem m × n , 1 ⋅ A = A.

E6. Para toda matriz quadrada A e para todo kR , tr ( kA )= ktrA.

M2. Distributiva da Multiplicação em relação à Adição : para quaisquer matrizes A e B de ordem

m × p , para toda matriz C de ordem p × n e para toda matriz D de ordem l × m , ( A + B )⋅ C = AC + BC e D ⋅ ( A + B )= DA + DB.

M3. Elemento Neutro : para toda matriz quadrada A de ordem n , AIn = InA = A

M4. Para quaisquer matrizes quadradas A e B de mesma ordem, tr ( AB )= tr ( BA ).

M5. Para quaisquer matrizes quadradas A e B de mesma ordem e para todo kR ,

k ⋅( AB )=( kA )⋅ B = A ⋅( kB )

M6. Para toda matriz quadrada A de ordem n , A. (^0) n × n = (^0) n × nA = (^0) n × n

Em geral, não vale a propriedade comutativa para a operação de multiplicação.

Assim, ABBA.

Quando AB = BA , diz-se que A e B são matrizes comutáveis , ou ainda que A e B são matrizes

que comutam entre si.

Por M6, qualquer matriz quadrada comuta com a matriz quadrada nula de mesma ordem.

Exemplos:

  1. Sejam as matrizes A = ( aij ) 2 × 3 e B = ( bij ) 3 × 2.

AB = C =( c (^) ij ) 2 × 2 ≠( dij ) 3 × 3 = D = BA.

  1. Sejam as matrizes A = ( aij ) 2 × 3 e B = ( bij ) 3 × 1.

AB = C =( cij ) 2 × 1 e a matriz produto BA não é definida.

  1. Sejam (^)  

A e (^)  

B.

A B = B ⋅ A

  1. Sejam (^)  

A e (^)  

B.

Assim, A B = BA

Logo, as matrizes A e B comutam entre si.

Potência de uma Matriz Quadrada de Ordem n.

A = I n 0

A^1 = A A^2 = AA ..................................... A k^ = AAk −^1 = Ak −^1 ⋅ A

Toda matriz quadrada A comuta com qualquer potência natural de A.

Exemplos:

  1. Seja (^)  

A.

Então (^)  

A A A.

  1. Sejam o polinômio f ( x )= x^2 + 2 x − 11 e a matriz (^)  

A.

Determinando o valor f ( A ): 2 2 1 0 f ( x )= x + 2 x − 11 = x + 2 x − 11 x

2

2 1 0 2 1 f ( A )= A + 2 ⋅ A − 11 ⋅ A = A + 2 ⋅ A − 11 ⋅ I

f ( A )  

A matriz A é uma raiz do polinômio, já que f ( A )= (^0) 2 × 2.

Matriz Idempotente Uma matriz quadrada A é idempotente quando A = A 2 .

Exemplo: A matriz 

é idempotente. (Verifique!)

4. Transposição

Seja a matriz A = ( a (^) ij ) m × n , define-se a matriz transposta B tal que B = ( bij ) n × m e bij = aji , isto é, é a

matriz obtida a partir da matriz A pela troca de suas linhas pelas colunas correspondentes. Notação: B = At

Propriedades da Operação de Transposição T1. Involução : para toda matriz A, ( A t^ ) t = A.

T2. Para quaisquer matrizes A e B de mesma ordem, ( A + B ) t^ = At + Bt. Dem.: Considere matrizes de ordem m × n , ( A + B ) t^ = Ct = D e A t^ + Bt = E + F = G. d (^) ij = cji = aji + bji = eij + fij = g ij para todo i = 1 ,..., m e para todo j = 1 ,..., n. Assim, D = G.

T3. Para toda matriz A e para todo escalar kR , ( kA ) t^ = kAt.

T4. Para toda matriz A de ordem m × p e para toda matriz B de ordem p × n , ( AB ) t^ = BtAt.

T5. Para toda matriz quadrada A , tr ( At^ )= trA.

Verifica-se também que BA = In.

Então a matriz inversa da matriz A é (^)  

− 1 2

A.

  1. A matriz 

não possui inversa.

Propriedades das Matrizes Invertíveis I1. Involução : A = A − 1 − 1 ( ).

I2.

1 1 1 ( ) − − − AB = BA. dem.: ABBA = ABBA = AInA = AA = In − 1 − 1 − 1 − 1 − 1 − 1 ( ) ( ) ( ( )) ( ).

Analogamente, BAAB = BAAB = BInB = BB = In − 1 − 1 − 1 − 1 − 1 − 1 ( ) ( ) ( ( )) ( ). Logo, o produto é invertível.

I3.

t t ( A ) ( A ) − 1 − 1 =.

Semelhança de Matrizes Duas matrizes A , BMatn ( R ) são semelhantes quando existe uma matriz invertível PMatn ( R )

tal que B P AP − 1 =.

Exemplo: As matrizes (^)  

e (^)  

são semelhantes.

Considere (^)  

P e (^)  

3

2 3

1

3

1 3

1 P^1. Assim,  

3

2 3

1

3

1 3

1 .

4. Matriz Ortogonal

Uma matriz quadrada A de ordem n invertível é denominada ortogonal quando A −^1 = At.

Exemplo: (^)  

cos

cos sen

sen

5. Matriz Normal

Uma matriz quadrada A de ordem n é dita normal quando comuta com sua matriz transposta, isto é, AAt^ = AtA.

Exemplo: (^)  

Operações Elementares

São operações realizadas nas linhas de uma matriz. São consideradas operações elementares:

OE1. A troca da linha i pela linha j.

L (^) i ↔L j

OE2. A multiplicação da linha i por um escalar kR não nulo.

L (^) ik ⋅L i

OE3. A substituição da linha i por ela mesma mais k vezes a linha j , com kR não nulo_._

L (^) i ←L i + k ⋅L j

Exemplo:

L 1 ↔ L 3

L 2 ←

L 2

L 2 ← L 2 +(-1)L 1

Matriz Equivalente por Linha

Sejam A e B matrizes de mesma ordem. A matriz B é denominada equivalente por linha a matriz A ,

quando for possível transformar a matriz A na matriz B através de um número finito de operações

elementares sobre as linhas da matriz A.

Exemplo: A matriz

é equivalente a matriz 

, pois usando somente operações

elementares nas linhas da primeira matriz foi possível transformá-la na segunda.

Matriz na Forma Escalonada

Uma matriz está na forma escalonada quando o número de zeros, que precede o primeiro elemento não

nulo de uma linha, aumenta linha a linha. As linhas nulas, se existirem, aparecem abaixo das não

nulas.

Exemplos:



L 2 ← L 2 +( − 3 ) L 1

L 3 ← L 3 +( − 1 ) L 1

L 2 ↔ L 3

L 2 ←( − 1 ) L 2

L 3 ← L 3 + 5 L 2

L 1 ← L 1 +( − 2 ) L 2

L 3 ←( − 1 ) L 31

L 2 ← L 2 +( − 1 ) L 3

Justificativa do Método para o Cálculo da Matriz Inversa

Teorema: Uma matriz quadrada A de ordem n é invertível se e somente se a matriz A é equivalente

por linha a matriz I (^) n.

Desta forma, a seqüência de operações elementares que reduz a matriz A na matriz I (^) n , transforma a

matriz I (^) n na matriz − 1 A.

Exemplo: Considere a matriz (^)  

A.

A redução da matriz A à matriz identidade é:

L L ( 2 )L

L

L

2 2 1 1 2

Aplicando em I (^) n a mesma seqüência de operações:

L L ( 2 )L

L

L

2 2 1 1 2

Assim, a matriz 

é a inversa da matriz A.

2. Cálculo do Determinante

A qualquer matriz quadrada A podemos associar um certo número real denominado determinante da matriz. Notação: det A ou A

É importante observar que: a) Quando trocamos duas linhas de uma matriz A , seu determinante troca de sinal.

b) O determinante da matriz fica multiplicado pelo escalar não nulo k quando todos os elementos de uma certa linha forem multiplicados por k.

c) O determinante não se altera quando utilizamos a operação elementar do tipo L (^) i ← L i + k ⋅L j. (Teorema de Jacobi).

d) O determinante de uma matriz triangular é igual ao produto dos elementos da diagonal principal.

O cálculo do determinante de uma matriz quadrada, utilizando-se operações elementares nas linhas da matriz, consiste em encontrar uma matriz triangular equivalente por linha à matriz dada, respeitando-se as propriedades de determinantes acima.

Exemplos:

det = 

3 det = 

( 3 )det = 

( 3 )det

( 3 )det = − ⋅ ⋅ ⋅ − = 

det =

( 1 )det =

( 1 )det

det =

det =

( 1 )det

( 2 )det ( 2 ) 111 45 90

( 2 )det = − ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ =−

Outras informações sobre este tópico encontram-se no Apêndice A.

  1. Sejam (^)  

A e (^)  

B. Verifique a igualdade t t t ( AB ) = BA.

  1. Mostre que se a matriz quadrada A for invertível e AB = AC então B = C. (Lei do Corte)

  2. Sejam 

A e 

B. É possível calcular X, na equação AX = B?

  1. Sejam A , B, C e X matrizes quadradas de mesma ordem e invertíveis. Resolva as equações,

considerando X a variável. a) ABX = C b) CAXt^ = C c) AX^2 ⋅ C = AXBC d) AB −^1 ⋅ X = CA e) A^2 ⋅ Xt^ = ABA

  1. Seja A uma matriz de ordem n tal que a matriz ( A A ) t ⋅ é invertível. A matriz t t AAAA − 1 ( ) é simétrica? E idempotente?

  2. Mostre que a matriz (^)  

cos

cos sen

sen é uma matriz ortogonal.

  1. Determine a, b e c de modo que a matriz

a b c

seja ortogonal.

  1. Mostre que a soma de duas matrizes simétricas é também uma matriz simétrica.

  2. Mostre que o mesmo vale para matrizes anti-simétricas.

  3. Se A e B são matrizes simétricas que comutam entre si então a matriz 2 BA também é simétrica? Justifique.

  4. Toda matriz ortogonal é também uma matriz normal? Justifique.

  5. O produto de duas matrizes ortogonais é uma matriz ortogonal? Justifique.

  6. Em uma pesquisa onde foram consideradas 3 marcas de refrigerante, Gelato, Delícia e Suave, o

elemento a (^) ij da matriz abaixo indica a possibilidade de uma pessoa que consuma o refrigerante i passar a consumir o refrigerante j. O elemento da diagonal principal representa a possibilidade de uma pessoa que consuma um determinado refrigerante permaneça consumindo o mesmo refrigerante.

Gelato Delícia Suave

Suave

Delícia

Gelato

a) Qual a possibilidade de uma pessoa que consumia o refrigerante Gelato passar a consumir o refrigerante Suave? E a de quem consumia Suave passar a consumir Gelato? b) Escreva a matriz que indica a possibilidade de se mudar de marca após duas pesquisas.

  1. Verifique se a matriz

é invertível. Em caso afirmativo, indique a matriz inversa.

  1. Para que valores de a a matriz

1 1 a

admite inversa?

  1. Dada a matriz 

A. Indique a matriz ( A | I 3 )e determine A −^1.

  1. Dada a matriz 

A^1. Indique a matriz A.

  1. Determinar o valor de a a fim de que a matriz 

1 2 a

seja invertível.

  1. Calcule o determinante das matrizes

e 

  1. Sabendo que A é uma matriz quadrada de ordem n e que det A = 5 , determine:

a) det( 3 ⋅ A ) b) t det A c) det( − A ) d) 2 det A

  1. Encontre todos os valores de a para os quais 0 0 3

det (^) = 

a

a .

Apêndice A - Determinante

Permutações

Seja um conjunto finito A qualquer, uma permutação em A é qualquer função bijetora f : AA.

Sendo n a cardinalidade do conjunto, existem n! permutações possíveis.

Exemplos:

  1. Seja A = { a , b }e as bijeções abaixo:

a a a a

b b b b

A notação usual é:

a b

a b  

b a

a b

Nesta notação matricial, a primeira linha indica os elementos originais e a segunda os elementos reorganizados.

  1. Seja A ={ 1 , 2 , 3 }.

1 2 3 2 1 3

 ,^

 e^

 são três das seis permutações possíveis em^ A.

  1. Seja A = { a , b , c , d }.

b c d a

a b c d é uma das 24 permutações possíveis.

Se A for um conjunto munido de uma relação de ordem, as permutações podem ser classificadas como

permutações pares e permutações ímpares. Uma permutação é par quando o número de elementos -

dentre os elementos reorganizados - “fora de ordem” for par e é ímpar quando este número for ímpar.

Exemplos:

  1. Seja A ={ 1 , 2 , 3 }com a ordem numérica usual, isto é, 1 ≤ 2 ≤ 3.

1 2 3 2 1 3

 e^

 são permutações ímpares e^

 é par.

  1. Seja A = { a , b , c , d }com a ordem lexicográfica (alfabética) usual.

b c d a

a b c d é uma permutação ímpar.

Além disto, às permutações pares é associado o sinal positivo e às ímpares o sinal negativo.

O Determinante

Dada uma matriz quadrada A de ordem n é possível fazer corresponder um certo número denominado

determinante da matriz A.

Notação: det A A det( aij ) n × n

Considere, por exemplo, uma matriz quadrada de ordem 3, 

31 32 33

21 22 23

11 12 13

a a a

a a a

a a a A , e as permutações

possíveis no conjunto de índices {1, 2, 3}.

A partir da permutação ímpar

 associa-se o produto “ − a 11 a 23 a 32 ” , tal que os índices linha

correspondem a primeira linha da representação da permutação, os índices coluna são obtidos da

segunda linha e o sinal negativo da classificação da permutação.

O determinante de uma matriz de ordem 3 é obtido a partir de todas as seis permutações possíveis no

conjunto de índices {1, 2, 3} classificadas e sinalizadas.

Assim, o determinante é dado por:

det A = a 11 a 22 a 33 − a 11 a 23 a 32 − a 12 a 21 a 33 + a 12 a 23 a 31 + a 13 a 21 a 32 − a 13 a 23 a 31

Genericamente, para uma matriz de ordem n , o determinante é o número obtido do somatório dos

produtos sinalizados de elementos a (^) ij da matriz, combinados de acordo com as permutações do

conjunto de índices {1, 2,..., n }.

Exemplos:

  1. det( 6 )= 6

det (^) = 11 22 − 12 21 = − − =− 

 −^

a a a a

2

det = a a aa a aa a a + a a a + a a aa a a