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Este documento discute as principais características do uso de tensoativos em química analítica, incluindo a formação de ambientes organizados, a melhoria da sensibilidade e seletividade em reações catalíticas, e a separação em duas fases isotrópicas. O texto também aborda os problemas iniciais relacionados ao uso de tensoativos, as diferenças entre tensoativos naturais e sintéticos, e a importância de seu emprego em detrimento de outras técnicas.
Tipologia: Notas de estudo
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Nelson Maniasso Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Universidade de São Paulo, CP 96, 13400–970 Piracicaba - SP
Recebido em 20/12/99; aceito em 18/4/
MICELLAR MEDIA IN ANALYTICAL CHEMISTRY. This review deals with the general use of the surfactants in Analytical Chemistry. Principal characteristic of the micelle is the improvement in selectivity and/or sensitivity of the analytical determination with emphasis on the catalytic reaction and “cloud point” extraction.
Keywords: micellar media; cloud point extraction; catalytic reactions.
Quim. Nova, Vol. 24, No. 1, 87-93, 2001.^ Revisão
Tensoativos (surfactantes *^ ) são importantes em Química Analítica devido, principalmente, à sua capacidade em modifi- car algumas propriedades reacionais com consequente melhoria em sensibilidade e/ou seletividade analítica. As principais ca- racterísticas do uso de tensoativos estão relacionadas à forma- ção de ambientes organizados, também conhecidos como am- bientes micelares 1. Nas últimas décadas, o uso de tensoativos teve um aumen- to significativo em praticamente todos os campos da Química Analítica, devido a suas características em modificar diferen- tes propriedades reacionais associadas aos crescente emprego destes compostos nos mais variados produtos de forma natu- ral ou sintética 1-^. Os tensoativos são frequentemente empregados para modifi- car o meio reacional permitindo solubilizar espécies de baixa solubilidade ou promover um novo meio que pode modificar a velocidade reacional, a posição de equilíbrio das reações quími- cas e em alguns casos a estereoquímica destas dependendo da natureza da reação, do tipo de reativo (eletrofílico, nucleofílico, etc) e do tipo e forma (catiônica, aniônica, etc) da micela1-4. Pode-se destacar o emprego de ambientes micelares princi- palmente sob dois aspectos. O primeiro se refere à exploração das características do ambiente micelar, formado no meio reacional para a melhoria da sensibilidade e/ou seletividade, com ênfase a reações catalíticas, e o segundo, se relaciona a etapas de concentração e/ou separação, empregando tensoativos em substituição às metodologias tradicionais (extração líqui- do-líquido, troca iônica) pela separação em duas fases isotrópicas, fenômeno este denominado “cloud point”. A apli- cabilidade do meio micelar pode ser observada nos trabalhos de Pelizzetti e Pramauro 4 e Quina e Hinze 5 , para compostos inorgânicos e orgânicos. A ampla utilização dos tensoativos em óleos para automóveis, na prospecção de petróleo, em fármacos, em produtos domésticos tais como xampus, suavizantes, condicionadores, detergentes, cos- méticos, etc 1,2^ são indicativos de sua versatilidade. Os problemas iniciais relacionados ao uso de tensoativos nos mais diferentes produtos eram relativos ao emprego de compostos não biodegradáveis, os quais proporcionavam séri- os problemas de contaminação ao meio ambiente. Para soluci- onar estes inconvenientes, novos tensoativos biodegradáveis
denominados “produtos verdes”, foram desenvolvidos. O de- senvolvimento destes novos produtos associados aos já exis- tentes propiciaram um incremento do uso dos mesmos em Química Analítica. Um tensoativo típico possui a estrutura R-X, onde R é uma cadeia de hidrocarboneto variando de 8 –18 átomos (normal- mente linear) e X é o grupo cabeça, polar (ou iônico). Depen- dendo de X, os tensoativos podem ser classificados como não- iônicos, catiônicos, aniônicos ou anfóteros 4. Um tensoativo catiônico possui em geral a formula R (^) n X +^ Y - , onde R representa uma ou mais cadeias hidrofóbicas, X é um elemento capaz de formar uma estrutura catiônica e Y é um contra íon. Em princípio, X pode ser N, P, S, As, Te, Sb, Bi e os halogênios 6,^. Dentre os tensoativos aniônicos mais frequentemente utili- zados, estão aqueles que possuem sais de ácidos carboxílicos (graxos) monopróticos ou polipróticos com metais alcalinos ou alcalinos terrosos, ácidos como sulfúrico, sulfônico e fosfórico contendo um substituinte de hidrocarboneto saturado ou insaturado 8. Para os anfóteros (os quais possuem ambos grupos aniônicos e catiônicos no meio hidrofóbico), e dependendo do pH da solução e da estrutura, pode prevalecer a espécie aniônica, catiônica ou neutra. Os tensoativos anfóteros mais comuns incluem N-alquil e C-alquil betaina e sultaina como também álcool amino fosfatidil e ácidos 9. Os tensoativos não-iônicos são derivados do polioxietileno e polioxipropileno (de compostos com alquil fenol e álcool, esteres de ácidos graxos, alquilaminas, amidas e mercaptanas) ou polialcoóis, esteres de carboidratos, amidas de álcoois graxos e óxidos de amidas graxas 10. A Tabela 1, indica os principais agentes tensoativos empre- gados para o estabelecimento de ambientes organizados visan- do melhoria de desempenho em métodos analíticos. Micelas são agregados moleculares, possuindo ambas as regiões estruturais hidrofílica e hidrofóbica, que dinamicamen- te se associam espontaneamente em solução aquosa a partir de certa concentração crítica (CMC), formando grandes agrega- dos moleculares de dimensões coloidais, chamados micelas. Abaixo da CMC, o tensoativo está predominantemente na for- ma de monômeros; quando a concentração está abaixo, porém próxima da CMC, existe um equilíbrio dinâmico entre monômeros e micelas 3 (Figura 1). A combinação destas pro- priedades distintas confere à molécula características únicas na dissolução aquosa 1-5^. Em concentrações acima da CMC, as micelas possuem um diâmetro entre 3-6 mm o que representa de 30-200 monômeros. A CMC depende da estrutura do tensoativo (tamanho da cadeia do hidrocarboneto) e das condi- ções experimentais (força iônica, contra-íons, temperatura, etc).
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As micelas são termodinamicamente estáveis e facilmente reprodutíveis, são destruídas pela diluição com água quando a concentração do tensoativo ficar abaixo da CMC 4. O processo de formação dos agregados ocorre num interva- lo pequeno de concentrações, e pode ser detectado pela varia- ção brusca produzida em determinadas propriedades físico- químicas da solução em função da concentração do tensoativo como a tensão superficial, pressão osmótica e condutividade (só para tensoativos iônicos) 11. Na Figura 2, é representada a variação de algumas propriedades e nela pode-se observar a mudança de comportamento que as mesmas experimentam ao alcançar a CMC 12.
aumento da energia livre do sistema. Quando este é dissolvi- do, o trabalho necessário para trazer uma molécula surfactante para a superfície é menor do que aquele relativo a uma molé- cula de água. A presença do tensoativo diminui o trabalho necessário para criar uma unidade de área de superfície (super- fície de energia livre ou tensão superficial) 12.
Tensoativos naturais e sintéticos
Tensoativos são compostos anfifílicos, orgânicos ou organo- metálicos que formam colóides ou micelas em solução. Subs- tâncias anfifílicas ou anfílicas são moléculas possuidoras de regiões distintas e características como hidrofóbicas e hidrofílicas. Como nestas substâncias apenas a polaridade das diferentes regiões varia enormemente, as mesmas são também denominadas de moléculas anfipáticas, heteropolares ou polar- não polares 13,^. Os tensoativos naturais incluem lipídeos simples (p. ex_._ ésteres de ácido carboxilílico), lipídeos complexos (esteres de ácidos graxos contendo fósforo, base nitrogenadas, e/ou açú- car) e ácidos bílicos tais como ácido cólico e deoxicólico.
Tabela 1. Agentes tensoativos de uso comum em Química Analítica.
TIPO AGENTE TENSOATIVO FORMULA CATIÔNICOS Brometo de cetiltrimetil amônio CH 3 (CH 2 ) 15 N +^ (CH 3 ) 3 Br - (CTAB) Brometo de dodeciltrimetil amônio CH 3 (CH 2 ) 11 N +^ (CH 3 ) 3 Br - (DTAB) Cloreto de cetilpiridino (CICP) ANIÔNICOS Dodecil sulfato sódico (SDS) CH 3 (CH 2 ) 11 SO 4 -^ Na + Bis(2-etilhexil) sulfosuccinato [CH 3 (CH 2 ) 3 CH(C 2 H 5 )CH 2 OCO] 2 CHSO 3 -^ Na + sódico (Aerosol OT) Dihexadecil fosfato (DHF) [CH 3 (CH 2 ) 15 O^ ] 2 PO 2 - NÃO IÔNICOS Polioxietileno (9-10) p-tercotil fenol (Triton X-100)
Polioxietileno (23) CH 3 (CH 2 ) 11 (OCH 2 CH 2 ) 23 OH dodecanol (brij 35) ANFÓTEROS 3-(dodecildimetil amônio) propano CH 3 (CH 2 ) 11 N +^ (CH 3 ) 2 (CH 2 ) 3 OSO 3 - 1-sulfato (SB-12) 4-(dodecildimetil amônio) CH 3 (CH 2 ) 11 N +^ (CH 3 ) 2 (CH 2 ) 3 COO - butirato (DAB)
Figura 1. Formação do agregado micelar.
O termo “interface” indica o limite entre as duas fases imiscíveis, e o termo “superfície” indica uma interface onde uma fase é liquida e a outra é gasosa, geralmente ar. A quan- tidade mínima de trabalho para criar a interface é chamada de energia interfacial livre, medida por unidade de área, quando a tensão superficial entre as duas fases é determinada. O tensoativo tem uma característica de estrutura molecular, consistindo de um grupo funcional que tem pequena atração pelo solvente chamado grupo liofílico. Este é conhecido como uma estrutura anfipática. Quando o tensoativo é dissolvido em um solvente, a presença do grupo liofóbico no interior do solvente causa uma distorção da estrutura líquida do solvente, aumentando a energia livre do sistema. Em solução aquosa com tensoativo, esta distorção da água pelo grupo liofóbico (hidrofóbico) do tensoativo resulta no
Figura 2. Variação de algumas propriedades físico-químicas. 1) Detergência, 2) Pressão osmótica, 3) Condutividade equivalente, 4) Tensão superficial, em função da concentração do tensoativo. A área hachureada corresponde à CMC.
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Tabela 2.
Comparação das características de diferentes tipos de agregados formados com o agente tensoativo.
Características
Micelas
Micelas Inversas
Micro Emulsões
Monocapas
Bicapas
Vesiculas
Constituinte
Tensoativo
Tensoativo
Tensoativo, co-tensoativo,
Tensoativo
Tensoativo com
Tensoativo com
solvente apolar
duas caudas
duas caudas
Método de
dissolver o tensoativo
Dissolver o tensoativo
Dissolver o tensoativo
Dissolver os tensoativos
Dissolver os tensoativos Submetendo a
preparação
[>CMC] em água
em sovente apolar
e co-tensoatico numa
livres em solvente
livres em solvente
solução
mistura de solventes
orgânico volátil sobre a
orgânico sobre um
a ultrasom
apolar-água
superfície aquosa
furo que conecta duas soluções aquosas
Estrutura Peso molecular
6
Depende da área
Depende da área
7
médio
coberta e da densidade
e da densidade coberta
da capa formada
da bicapa formada
Diametro (A)
Estabilidade
Semanas, meses
Semanas, meses
Semanas, meses
Horas, dias
Horas
Semanas
Diluição em água
Sào destruidas
Formam micro
o/aq + água =
São destruidas
São destruidas
Não se alteram
emulsões aq/o
micelas aquosasaq/o + água = separação de fases
Extraída da Tese de Doutoramento de Dolores Cecília Criado da Universidade de Córdoba
Vol. 24, No. 1 Ambientes Micelares em Química Analítica 91
Os mecanismos que envolvem esta modificação no meio reacional são complexos, e não totalmente estabelecidos, sen- do que várias teorias descrevem o que pode ocorrer durante este processo 25-^.
Aplicações analíticas
O uso de micelas oferece interessantes perspectivas na área dos métodos cinéticos de análises. Considerando as aplicações já descritas sobre a utilização de agregados micelares em dife- rentes campos da Química Analítica 3,21^ e tendo em conta os estudos físico-químicos teóricos sobre catálise micelar, o uso de micelas pode ajudar no desenvolvimento de novos métodos ou na modificação dos métodos cinéticos já existentes. Alguns dos problemas que, em princípio, podem ser solucionados são os seguintes: insolubilidade dos reativos que participam na reação, reações analíticas lentas, presença de reações colaterais, sensibilidade e/ou seletividade insuficientes, etc. É portanto surpreendente que até agora poucas aplicações tenham sido descritas, a maioria delas restritas a métodos de equilíbrio. Dentre estas características, podem ser citados alguns traba- lhos que empregam tensoativos para catalisar reações. Um exem- plo refere-se ao método espectrofotométrico para a determina- ção simultânea de misturas binárias de cianeto, sulfito e sulfato mediante a reação com o ácido 5,5- ditobis (2-nitrobenzóico) em presença de micelas catiônicas de CTAB. A presença das micelas incrementam a diferenciação das velocidades reacionais envolvidas, permitindo dessa forma a análise 31. A catálise micelar também tem sido utilizada para melhorar os métodos espectrofotométricos para a determinação do íon cianeto baseados nas reações deste íons com dissulfetos aro- máticos, tais como 5,5 ditio-bis-(2-ácido nitrobenzóico) e 4,4– ditiopiridina 32. Os produtos de reação são tiocianato orgânico e o ânion tiol, sendo a absorbância do ânion formado propor- cional à concentração do íon cianeto. O problema principal destes métodos é a lentidão das reações consideradas, reque- rendo-se de 90 a 120 minutos para se alcançar um valor cons- tante de absorbância. O uso de micelas catiônicas de CTAB aceleram a reação e as medidas podem realizar-se depois de 1 a 2 minutos da mistura dos reativos 33. É interessante destacar que a sensibilidade e seletividade dos métodos não diminui pela adição do agente tensoativo. Dentro deste contexto, situa-se também a determinação fluorimétrica de cianeto baseado no seu efeito catalítico sobre a reação de oxidação do pirodoxal-5-fosfato pelo oxigênio dis- solvido nas soluções. A adição do tensoativo DTAB 34 produz um aumento do sinal de fluorescência (ao redor de 100%) do produto formado 4-piridoxi ácido 5-fosfato, o que permite sua determinação com maior sensibilidade. Outra importante aplicação de micelas está no emprego em reações derivativas (pré-coluna ou pós-coluna) em cromato- grafia líquida de alta resolução combinada com detecção por fluorescência. Um exemplo é o uso de micelas de Triton
X-100 visando derivações pré-coluna, envolvendo ácidos car- boxílicos em matrizes biológicas em presença do reativo fluóforo 4–bromometil-7-metoxicumarina. Esta reação deriva- tiva não se produz em solução aquosa devido à solvatação do grupo carboxilíco do analito. A adição do tensoativo iônico Triton X-100 permite a extração do analito na fase micelar, possibilitando que o ácido carboxílico penetre até ao coração micelar, onde se solubiliza o reativo fluoróforo; para isto é necessário se adicionar um reativo lipofílico, brometo de tetrahexilamônio, que forma um par iônico com o analito^35. A importância da catálise micelar no desenvolvimento dos métodos cinéticos tem sido preconizada por diferentes auto- res 36,37^. Contudo, poucos estudos foram realizados até esta data neste sentido, apesar dos resultados promissores obtidos. O efeito da concentração dos reativos na pseudofase micelar permitiu a aplicação de um método cinético para a determina- ção de aminas, fenóis, tióis, hidrazinas, mediante sua reação com 1-fluor-2,4-dinitrobenzeno (FDNB), utilizando eletrodo seletivo para quantificar os íons fluoretos liberados 38. Estas reações de substituição nucleofílica são muito lentas em solu- ção aquosa, contudo a adição de tensoativos catiônicos e não iônicos produzem uma importante aceleração das mesmas, tor- nando possível seu uso para determinações cinéticas. Ainda, compostos aminados tais como celafexin, sulfametiazol e vári- os aminoácidos tem sido determinados 38. A relação entre as constantes de velocidade e a concentra- ção de tensoativo sugere que a interação entre a micela e os aminoácidos ocorre através da parte lipofílica e do grupo carboxílico da molécula, permitindo que o grupo amino livre reaja com FDNB 39. A presença de CTAB produz um aumento de 16 vezes na velocidade de reação no caso mais favorável (triptofano). Este efeito acelerador proporcionado pelas micelas de CTAB foi utilizado também para a determinação cinética de compostos fenólicos 38 e de drogas tais como a isoniazida utilizando a técnica de parada de fluxos 40. Os efeitos micelares sobre a cinética reacional também podem ser aplicados em análises de multicomponentes. Desta forma, a presença do tensoativo Triton X-100 no meio reacional permitiu a determinação simultânea de Ni(II) e de Co(II) usando 5- octiloximetil-8quinolinol como reativo comum. Ambos os ions metálicos formam complexo com este reativo, sendo a velocidade de reação excessivamente alta para o seu controle mediante técni- cas convencionais do monitoramento de reações rápidas. As velo- cidades de ambas as reações são inibidas pelo tensoativo Triton X-100, tornando possível o acompanhamento espectrofotométrico das mesmas mediante a técnica de parada de fluxos.
Pré-concentração em ambiente micelar empregando a metodologia de extração por “cloud point”
Os métodos empregados para determinação de espécies quí- micas que ocorrem em baixas concentrações utilizam em geral etapas de concentração e/ou separação prévias à determinação. Os processos mais comumente empregados para esta finalida- de são a extração líquido-líquido 41,42^ e a troca iônica, em geral envolvendo sorventes sólidos/resinas de troca iônica 43-47^. Con- tudo, são conhecidas as vantagens e as limitações que tais pro- cedimentos possuem quanto ao seu emprego 42,^. Nos últimos anos os ambientes organizados (micelas normal ou reversa, microemulsões, vesículas, etc.) tem sido empregados em praticamente todo o campo da Química Analítica na melhoria de métodos já existentes e/ou no desenvolvimento de novas metodologias, incluindo uma particular aplicação do meio orga- nizado em vários processos de separação. Como exemplo po- dem ser citadas as aplicações em HPLC, extração, filtração com gel, ultra-centrifugação, cromatografia com eletroforese capilar, as quais tem mostrado novas possibilidades de pesquisa na se- paração das moléculas em diversas áreas como biotecnologia, saúde pública ou no estudo de poluentes ambientais48-^.
Figura 4. A, B, C e D indicam as possibilidades de interação do substrato e a micela.
Vol. 24, No. 1 Ambientes Micelares em Química Analítica 93