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Comunicação Visual: Importância, Elementos e Percepção, Manuais, Projetos, Pesquisas de Desenho Técnico

Este documento aborda a comunicação visual, sua importância, os elementos envolvidos e as percepções humanas. O texto discute sobre a formação de imagens visuais, os tipos de sensações visuais, defeitos e doenças do olho humano, a leitura e interpretação de imagens, e a cultura visual. Além disso, é discutido o papel da comunicação visual na vida diária e na compreensão do mundo.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2021

Compartilhado em 10/11/2021

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Agostinho António Bila
Tema: Sensação, Percepção e comunicação visuais
Formação de imagem visual: mecanismo da visão; ilusão ou alucinação;
percepção estética; leitura de imagens e cultura visual.
Licenciatura em educação visual
Universidade Pedagógica
Maputo
2021
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Agostinho António Bila Tema: Sensação, Percepção e comunicação visuais Formação de imagem visual: mecanismo da visão; ilusão ou alucinação; percepção estética; leitura de imagens e cultura visual. Licenciatura em educação visual Universidade Pedagógica Maputo 2021

Agostinho António Bila 2 o^ Ano Tema: Sensação, Percepção e comunicação visuais Formação de imagem visual: mecanismo da visão; ilusão ou alucinação; percepção estética; leitura de imagens e cultura visual. Licenciatura em educação visual Trabalho a ser apresentado na FET, curso de Educação Visual, na cadeira de Educação e Comunicação visual I, que serve de efeitos de avaliação, sob o oriente do docente: Universidade Pedagógica Maputo 2021

I. Introdução Para o homem se expressar, falar e perceber, isto é, expressar as suas ideias, emoções e criticas, desde cedo ele mostrou o seu interesse, se expressando, comunicando e perceber de varias maneiras, cujo uma delas é a arte. Arte é a expressao de um ideal estético, através de uma actividade ideal. A sensação é um dos elementos importantes na comunicação, sentidos que captam as sensações são: a visão, audição, paladar, olfato, sentido vestibular (equilibrio), sentido sinestético (movimento), contacto físico, pressão profunda, calor, frio e a dor. A percepção depende da sensação, sem a sensação não há percepção. Comunicação visual é uma estratégia de comunicação não-verbal muito utilizada atualmente.

II. Objectivos Objectivo Geral  Falar da sensação, percepção, comunicação visuais e a Formação da imagem visual. Objectivos Específicos  Definir a sensação visual;  Descrever os tipos de sensação visual;  Falar Percepcao visual;  Relacionar a sensação e apercepção;  Conceituar a Comunicação visual;  Falar Importancia da comunicação visual  Falar da formação da imagem visual  Falar do mecanismo da visão;  Falar dos defeitos da visão;  Falar da ilusão ou alucinação visual;  Falar da percepção estética;  Falar da leitura das imagens e a cultura visual.

VI. SENSAÇÃO, PERCEÇÃO E COMUNICAÇÃO VISUAIS

1. Sensação, perceção e comunicação visuais Comunicação visual Comunicação visual é todo o meio de comunicação expresso com a utilização de elementos visuais, tais como: ícones, fotografias, gráficos, vídeos, entre outros. A comunicação visual é um tipo de linguagem que se utiliza de recursos gráficos com o objetivo de transmitir uma ideia ou conceito. É uma estratégia de comunicação não-verbal muito utilizada atualmente, mas que teve origem ainda nos desenhos pré-históricos, numa época em que os seres humanos não tinham desenvolvido a escrita. Tipos de comunicação visual Os tipos ou meios de comunicação visual podem ser vários, como gráficos, mapas, desenhos, fotografias, diagramas, placas e sinais de trânsito, semáforos, expressões faciais e corporais. Elementos da comunicação visual Na comunicação visual encontramos vários elementos que fazem parte tal como: ponto, a linha, a forma, a direção, o tom, a cor, textura, escala, dimensão e por fim o movimento. O ponto é a unidade de Comunicação Visual mais básica, irredutivelmente mínima. Apesar de ser considerado o elemento mais simples, qualquer ponto exerce sobre nós

um enorme poder de atração, independentemente de ter sido feito pelo homem ou de fazer parte da natureza. A linha é um dos elementos básicos da Comunicação Visual que ocorre quando os pontos estão de tal modo próximos entre si, tornando impossível identificá-los individualmente. Assim, é aumentada a sensação de direção e este conjunto de pontos transforma-se noutro elemento de comunicação: a linha. A forma é o elemento básico da Comunicação Visual que é descrito por uma linha. A linha articula a complexidade da forma, sendo três as formas básicas: o quadrado, o círculo e o triângulo equilátero. A direção trata-se de outro importante elemento da Comunicação Visual. Todas as formas básicas expressam três direções visuais básicas e significativas: o quadrado, a horizontal e a vertical; o triângulo, a diagonal; o círculo, a curva. Cada uma das direções visuais têm um forte significado associativo e são, assim, usadas como uma importante ferramenta para a criação de mensagens visuais. O tom é uma das melhores ferramentas que permitem representar o mundo como algo dimensional, uma vez que a linha não é capaz de criar sozinha uma ilusão de realidade. As variações de luz ou de tom são os meios pelos quais distinguimos oticamente a complexidade da informação visual do ambiente. A cor é um dos elementos básicos da Comunicação Visual de extrema relevância, uma vez que está recheada de informação e permite uma impressionante experiência visual. A cada cor tem os seus próprios significados associativos e simbólicos. A cor tem três dimensões que podem ser definidas e medidas. Matiz ou croma, é a cor em si, e existe em número superior a cem. Existem três matizes primários ou elementares: amarelo, vermelho e azul. A segunda dimensão da cor é a saturação, que é a pureza relativa de uma cor. Por último, a terceira dimensão da cor é a cromática. É o brilho relativo, do claro ao escuro, das gradações tonais ou de valor. Resumindo tudo nas artes visuais, a cor não é apenas um elemento decorativo ou estético, é o fundamento da expressão. A textura é o elemento da Comunicação Visual que projeta a sensação e o sentido que não podemos ter na ausência de outros sentidos, como o tato. É possível reconhecer a textura tanto através do tato como da visão, ou através de ambos os sentidos. Neste

Noção de sensação e perceção visuais A sensação é basicamente uma resposta de um receptor sensorial a estímulos externos, ou seja, é uma resposta fisiológica do organismo. É um processo em que os sentidos humanos convertem a energia de um estímulo em mensagens neurais e que provoca reações. É um processo fisiológico de ligação do organismo com o meio, através dos órgãos sensoriais. Resulta do primeiro contacto com a realidade, captação prura e simples de um objecto sensorial, é um estado bruto e imediato, cujo papel principal proporcionar a percepção os dados de que necessita. Sem a sensação não existe a percepção. Sentidos que captam as sensações são: a visão, audição, paladar, olfato, sentido vestibular (equilibrio), sentido sinestético (movimento), contacto físico, pressão profunda, calor, frio e a dor. Tipos de sensação  Interoceptivas: são aquelas sensações provenientes de nossos órgãos internos;  Propriceptivas: são as sensações que permitem ao cérebro tomar conhecimento do movimento do corpo no espaço e de sua posição em relação aos outros corpos;  Exteroceptivas : são as sensações provenientes da superfície do corpo, a partir de nossos órgãos dos sentidos, como a sensação visual, auditiva, olfativa, gustativa, tactiva, espacial. A percepção (do latim perceptĭo) consiste em receber através dos sentidos, das imagens, dos sons, das impressões ou das sensações externas. Trata-se de uma função psíquica que permite ao organismo captar, elaborar e interpretar a informação que chega do meio. A percepção, por outro lado, é o julgamento dado pelo sujeito com base nas informações das sensações. É a interpretação por parte do indivíduo do que foi captado pelos sentidos. É um processo que pode ser influenciada por

fatores fisiológicos e psicológicos, tanto quanto por questões externas como aspectos culturais e sociais. A percepção visual é toda a sensação interior de conhecimento aparente, resultante de um estímulo ou de uma impressão luminosa registada pelos olhos (pela visão). Perceber algo significa possuir a capacidade de receber as informações por meio dos sentidos e, então, interpretar essas informações. Podemos traduzir a percepção visual, então, como a capacidade que os olhos possuem de interpretar a informação que eles recebem. Assim, esse é um processo (e não algo isolado, apenas uma ação) e o qual se inicia pelos olhos. A estética entende por “percepção visual” o conhecimento descritivo, relacionado com a teoria e a forma e o que aquilo expressa ao recepto sensorial. Pode-se dizer que trata-se de um talento ou habilidade desenvolvida por um artista visual, qual faz com que esse artista consiga destacar os prontos principais de sua obra. “Sensação” e “percepção” constituem um processo contínuo, que se inicia com a recepção do estímulo (interno ou externo ao corpo) até a interpretação da informação pelo cérebro, valendo-se de conteúdos neles armazenados. Sem a sensação não há percepção. O cheiro da chuva. Disponível em:

Imagem: Formação da imagem no olho humano A imagem que vemos é resultado do seguinte processo: o cristalino, uma lente biconvexa, forma uma imagem real e invertida do objeto, a qual fica localizada exatamente sobre a retina. Feito esse processo, essa imagem é enviada ao cérebro pelo nervo óptico. Após inúmeros processos complicados, que a fazem ficar na posição correta, enxergamos o objeto nitidamente. Conseguimos enxergar os objetos de modo nítido porque a imagem deles forma-se sobre a retina, no entanto, existem alguns casos em que ela não se forma exatamente sobre a retina, originando o que chamamos de defeitos de visão. Esses defeitos ocorrem em razão de uma possível deformação no globo ocular ou mesmo por uma defeituosa acomodação visual. Eles podem ser corrigidos com a utilização de óculos, lentes de contato ou por meio de cirurgia a laser. 2.1. Defeitos e doenças do olho humano que afectam a perceção visual Um dos mais importantes entre os cinco sentidos humanos é a visão. Ela nos permite a percepção do mundo com todas as suas formas e cores, que tanto impressionam o homem desde os tempos mais remotos. Defeitos na visão humana decorrem de anomalias no olho, que podem resultar em dificuldades para enxergar. Miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia e estrabismo são exemplos. Miopia é uma anomalia da visão que consiste em um alongamento do globo ocular. Nesse caso há um afastamento da retina em relação ao cristalino, fazendo que a imagem seja formada antes da retina, tornando-a não nítida. Para o míope, o ponto próximo (ou remoto), que é o ponto onde a imagem é nítida, está a uma distância finita, maior ou menor, conforme o grau da miopia.

O míope tem grandes dificuldades de enxergar objetos distantes. A correção da miopia é feita comumente com a utilização de lentes divergentes. Ela fornece, de um objeto impróprio (objeto no infinito), uma imagem virtual no ponto remoto do olho. Essa imagem se comporta como objeto para o cristalino, produzindo uma imagem final real exatamente sobre a retina. À Esquerda, esquema do olho míope. À direita, visão do míope. A hipermetropia é um defeito oposto à miopia, ou seja, aqui existe uma diminuição do globo ocular. Nesse caso a imagem de objetos próximos é formada além da retina, fazendo aquelas imagens não sejam formadas com nitidez. A correção desse defeito é possível através da utilização de uma lente convergente. Tal lente convergente deve fornecer, de um objeto real, situado em um ponto próximo do olho, uma imagem que se comporta como objeto real para o olho, dando uma imagem final nítida. À esquerda, esquema do olho do Hipermétrope. À direita, a visão do hipermétrope Astigmatismo consiste no fato de que as superfícies que compõem o globo ocular apresentam diferentes raios de curvatura, ocasionando uma falta de simetria de revolução em torno do eixo óptico.

Ilusão de óptica são imagens que enganam a visão humana, fazendo com que o ser humano veja coisas que não estão presentes ou fazendo ver coisas de forma errada. Normalmente elas são figuras que podem ter várias interpretações, podem surgir naturalmente ou até serem criadas. As ilusões se tornam divertidas, pois combinam dois tipos de elementos: os elementos claros, que são aqueles que se percebem logo que se vê, e os elementos surpresa, que são aqueles que aparecem na medida em que se passa a observar o desenho com mais atenção. Estamos rodeados de ilusões de óptica e a televisão é um exemplo. Ela é um conjunto de imagens estáticas que parecem ter movimento quando são apresentadas de forma rápida. É o cérebro humano que faz a montagem de todas essas imagens e as observa de forma mais lenta em relação a como ela é mostrada.

3. Percepção estética A percepção estética é conceituada como forma real (" perception royale" ), pois o ato perceptual é revelado em toda sua pureza. É então pura percepção,

"compondo-se como forma privilegiada de apreensão de uma presença". A percepção estética, como indica Dufrenne, cumpre a redução fenomenológica por meio de um processo de neutralização do real e do irreal. Porém, no que se refere ao status do objeto estético, Dufrenne destaca que o mesmo só se realiza pela presença do receptor que o contempla, o explicita e o atualiza. Na ausência do observador preparado, o objeto estético pode não se revelar ou apenas permanecer como realidade física. A percepção estética "esgota a aparência para identificar o aparecer com o ser" (Penna, 1997, p. 94-95). 3.1. Comunicação visual Ao lermos um texto, muitas vezes, não damos importância às imagens que ele apresenta. Ao contrário do que pensamos, essas não são meramente ilustrativas, pois trazem informações importantes acerca do assunto abordado. Na verdade, as leituras de imagens fazem parte de nossas vidas. Quando olhamos um quadro tentamos imaginar o que o pintor retratou ali, nos reportamos à época do mesmo, avaliamos suas características gerais e individuais, sejam elas de objetos, paisagens, pessoas, animais, alimentos, etc. Dessa forma, identificamos os elementos ali presentes, se estão vivos ou mortos, se estão estáticos ou se movem e conseguimos até mesmo imaginar o que as pessoas conversavam.

4. Leitura de imagens e Cultura visual 4.1. Leitura de imagens Imagem significa a representação visual de uma pessoa ou de um objeto. Em grego antigo corresponde ao termo eidos , raiz etimológica do termo idea ou eidea , cujo conceito foi desenvolvido por Platão. A teoria de Platão, o idealismo, considerava a ideia da coisa, a sua imagem, como sendo uma projeção da mente. Aristóteles, pelo contrário, considerava a imagem como sendo uma aquisição pelos sentidos, a representação mental de um objeto real, fundando a teoria do realismo.

Quando essa imagem foi produzida? Sob que contexto ela estava inserida? Esse é um passo importante de como interpretar imagens. Contextualizar a linguagem não-verbal dentro do momento histórico de produção. Neste específico aspecto é imprescindível observar o autor, data e o que estava em evidência na época de produção.  Quarto passo: enunciado é fundamental Por fim, o enunciado deverá ser relacionado à imagem. Analisá-la, detalhar e encontrar a qual o norte a seguir dentro da questão. O enunciado é o norte da imagem vigorada à questão. 4.2. Cultura visual Cultura visual é um campo de estudos que aborda os processos culturais: hábitos, costumes visuais, referentes a um ou vários povos. É a área que sobretudo, procura entender os aspectos visuais como fonte de transmissão cultural e, as relações e interferências que os sistemas culturais acarretam ao processo visual de identificação e entendimento do mundo e da realidade. Por essas razões, geralmente inclui alguma combinação de estudos culturais, história da arte e antropologia, enfocando aspectos da cultura que se apoiem em imagens. Para Mirzoeff (2003), “a cultura visual é uma tática para estudar a genealogia, a definição e as funções da vida cotidiana pós-moderna a partir da perspectiva do consumidor, mais que do produtor". Segundo ele, “não se trata de uma história das imagens, nem depende das imagens em si mesmas, mas sim dessa tendência de plasmar a vida em imagens ou visualizar a existência, pois o visual é um lugar sempre desafiante de interação social e definição em termos de classe, gênero, identidade sexual e racial". Para Freedman (2003), "a cultura é a forma de viver e a cultura visual dá forma ao nosso mundo, ao mesmo tempo em que é nossa forma de olhar o mundo".

Cultura visual e tecnologia No que tange a cultura visual, a tecnologia nos estabelece novos parâmetros e condições para enxergar e entender a realidade a nossa volta, sendo então reconstruídas as formas de ver a partir das modificações tecnológicas e dos signos. Com a modernidade, além do livro, surgem a fotografia e o cinema: duas grandes referências para a cultura visual. Tanto como forma de comunicação, transmissão, persistência e transformação de uma conduta ou hábito, como também resultado imagético concreto de uma determinada cultura. Em relação a fotografia, ela é, por si só, um dos artefatos ou suportes à cultura visual. A representação da fotografia relata a história visual de uma sociedade, documentam situações, estilos de vida, gestos e rituais. Ela é registro, traço, capaz de mostrar uma realidade, atribuindo a um instante real, um caráter singular, um aspecto diferente que as coisas têm quando fotografadas. Segundo Arrouye (1978) "a fotografia desborda o real de sua realidade". Contudo, com as transformações do modo de vida do homem moderno do século XIX, a imagem estática inerente a fotografia não mais acompanhava o curso veloz e conturbado da era pós-industrial. É nesse instante que emerge o interesse de Lumière pela fotografia e, mais tarde, pela autocromia, caminho que o levou à invenção do cinema que ocupa, conjugada à pintura e a fotografia, um lugar relevante na história da representação da cultura humana. No movimento cinematográfico-corrente, tanto consistia a cadência daqueles tempos, do homem industrial, em ritmo acelerado e frenético, como o novo modo de ver e entender o mundo. Além disso, o cinema recorta, representa o design dos edifícios, dos carros, das roupas, dos hábitos alimentares e dos penteados de determinada época ou estágio cultural. Imagem e cultura visual Segundo Barthes (1990), o processo de representação da imagem e o conteúdo de sua mensagem têm dois aspectos. O primeiro é de cunho conotativo, no qual a imagem é portadora de uma codificação referente a um