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Ambientes Upstream aula 5, Notas de aula de Engenharia de Petróleo

Material de aula do Professor Ricardo França Nunes da Rocha da universidade Estácio de Sá.

Tipologia: Notas de aula

Antes de 2010

Compartilhado em 23/09/2009

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4.4

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AULA 5
Reservatórios Principais Indicadores
Na análise dos reservatórios, é possível através de determinadas relações, que são utilizadas
como indicadores, determinar as características e o comportamento do reservatório durante a
sua vida produtiva. São elas:
RGO = razão gás-óleo: vazão de gás dividido pela vazão de óleo;
RAO = razão água-óleo: vazão de água dividido pela vazão de óleo;
BSW = basic sediments and water: água + areia / (água+areia+óleo).
Tanto a RGO quanto a RAO, são medidas nas condições da superfície.
- Histórico de produção
É o registro das vazões, pressões, RGO, RAO e BSW, Np produção acumulada de óleo, Gp
produção acumulada de gás e Wp produção acumulada de água. É importante para o
acompanhamento do reservatório e igualmente importante em verificar o acerto das decisões
tomadas. Também fornece dicas importantes para a previsão de comportamento futuro.
- Fator Volume de produção do Gás
O volume ocupado pelo gás é altamente influenciado pela pressão e temperatura. Quando sai
do reservatório e vai para a superfície, sofre uma grande ampliação de volume.
Define-se “Fator Volume de Formação do Gás” (Bg), como sendo a razão entre o volume que o
gás ocupa numa condição de reservatório pelo volume ocupado na condição padrão (1 atm e
20ºC);
Conhecendo-se a composição, o volume é obtido aplicando-se a equação dos gases reais.
- Fator Volume de produção do gás
Quando o óleo sai das condições de reservatório e vai para a condição padrão, há liberação de
gás. A liberação de gás reduz o volume de óleo.
Define-se “Fator Volume de Formação do Óleo”, como sendo a razão entre o volume que o
óleo ocupa numa condição de reservatório pelo volume ocupado na condição padrão (1 atm e
20ºC);
Para cada pressão, obtem-se um valor de Bo. Ilustrando melhor, vemos que na figura abaixo,
que nas condições do reservatório onde P=246 atm e T= 71°C o volume experimental é de
2,60m³. A pressão de saturação é P=176 atm e qualquer decréscimo a partir da mesma,
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AULA 5

Reservatórios – Principais Indicadores

Na análise dos reservatórios, é possível através de determinadas relações, que são utilizadas como indicadores, determinar as características e o comportamento do reservatório durante a sua vida produtiva. São elas:

 RGO = razão gás-óleo: vazão de gás dividido pela vazão de óleo;  RAO = razão água-óleo: vazão de água dividido pela vazão de óleo;  BSW = basic sediments and water: água + areia / (água+areia+óleo).

Tanto a RGO quanto a RAO, são medidas nas condições da superfície.

  • Histórico de produção

É o registro das vazões, pressões, RGO, RAO e BSW, Np – produção acumulada de óleo, Gp – produção acumulada de gás e Wp – produção acumulada de água. É importante para o acompanhamento do reservatório e igualmente importante em verificar o acerto das decisões tomadas. Também fornece dicas importantes para a previsão de comportamento futuro.

  • Fator Volume de produção do Gás

O volume ocupado pelo gás é altamente influenciado pela pressão e temperatura. Quando sai do reservatório e vai para a superfície, sofre uma grande ampliação de volume.

Define-se “Fator Volume de Formação do Gás” (Bg), como sendo a razão entre o volume que o gás ocupa numa condição de reservatório pelo volume ocupado na condição padrão (1 atm e 20ºC);

Conhecendo-se a composição, o volume é obtido aplicando-se a equação dos gases reais.

  • Fator Volume de produção do gás

Quando o óleo sai das condições de reservatório e vai para a condição padrão, há liberação de gás. A liberação de gás reduz o volume de óleo.

Define-se “Fator Volume de Formação do Óleo”, como sendo a razão entre o volume que o óleo ocupa numa condição de reservatório pelo volume ocupado na condição padrão (1 atm e 20ºC);

Para cada pressão, obtem-se um valor de Bo. Ilustrando melhor, vemos que na figura abaixo, que nas condições do reservatório onde P=246 atm e T= 71°C o volume experimental é de 2,60m³. A pressão de saturação é P=176 atm e qualquer decréscimo a partir da mesma,

começa a ocorrer liberação de gás proveniente, a princípio das frações mais leves. Em P= atm ainda não há liberação de gás, porém há uma expansão do liquido em função da compressibilidade. Em P=84 atm temos 2,40 m. Em P=84 atm temos 2,40 m³ de líquido e 1, m³ de gás.

Nas condições de superfície ou condições padrão esse gás ainda se expandirá até atingir 13,024m³ e o líquido ainda produzirá mais 19,09m³std de gás. No total teremos 32,114 m³std de gás e 2,00 m³ de óleo.

No gráfico abaixo podemos compreender o comportamento do óleo quanto a Bo. Esse comportamento variará de acordo com a composição da mistura

  • Razão de solubilidade.

Uma mistura líquida nas condições de reservatório contém um volume de óleo + volume de gás dissolvido. A Razão de solubilidade é a relação entre o volume de gás que está dissolvido (expresso em condições de superfície) e o volume de óleo que será obtido da mistura. No exemplo acima: Vg = 32,11 m3 std de gás,

 Vo = 2 m3 std de óleo e Rs = 16,06 m3 std/m3 (P = 246 atm);  Vo = 2 m3 std de óleo e Rs = 16,06 m3std/m3 (P = 176 atm);  Vo = 2 m3 std de óleo e Rs = 9,54 m3 std/m3 (P = 84 atm).