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Análise de Software Aprenda agora, Exercícios de Tecnologia de Informação

Conteudo bastante interessante sobre Análise.

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 24/11/2020

lyy-1sasa
lyy-1sasa 🇧🇷

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GEEK BRASIL - http:/www.geekbrasil.com.br 1
SUMÁRIO
I. - O QUE ÉQUALIDADE ............................................................................................ 3
PROPOSIÇÕES DA QUALIDADE DE SOFTWARE:.................................................................................................... 3
PRINCÍPIOS DE QUALIDADE:............................................................................................................................. 4
PRINCÍPIOS DE GERÊNCIA:................................................................................................................................ 4
PRINCÍPIOS DE ENGENHARIA:............................................................................................................................ 4
II. - HISTÓRICO DA QUALIDADE............................................................................. 4
III. - PORQUÊSE PREOCUPAR COM A QUALIDADE DE SOFTWARE ?........... 6
QUALIDADE X DEFINIÇÃO DE PRÉ-REQUISITOS ............................................................................................... 6
QUALIDADE E O DESENVOLVIMENTO SOFTWARE............................................................................................. 7
IV. - QUALIDADE E SERVIÇO DE SUPORTE AO USUÁRIO ............................... 7
OQUE ÉUM SISTEMA DE QUALIDADE ?............................................................................................................ 8
V. - CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE ...................................................................... 9
QUALIDADE PRODUTO X QUALIDADE PROCESSO .............................................................................................. 9
VI. - QUALIDADE DE SOFTWARE:.......................................................................... 10
ENGENHARIA DE SOFTWARE ............................................................................................................................11
QUALIDADE DE PRODUTOS DE SOFTWARE - ISO 9126......................................................................................12
VII - MÉTRICAS DE SOFTWARE ............................................................................. 13
VIII - GUIAS PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE - ISO 14598................................ 14
IX - QUALIDADE DE PACOTES DE SOFTWARE - ISO 12119 ................................... 16
X - QUALIDADE DE PROCESSO DE SOFTWARE:...................................................... 17
XI A SÉRIE ISSO 9000 : ................................................................................................. 17
ESTRUTURA DO SISTEMA DE QUALIDADE ......................................................................................................18
XII - ISO 12207 PROCESSO DE VIDA DO CICLO DE SOFTWARE ........................19
XIII GERENCIANDO UM COMPANHIA DE QUALIDADE ................................ 21
DEDICAÇÃOÀSATISFAÇÃO DO CLIENTE............................................................................................................21
DAR ÊNFASE ÀMELHORAMENTOS CONTÍNUOS...............................................................................................21
TRATAR FORNECEDORES COMO PARCEIROS DE NEGÓCIOS..............................................................................21
COMUNICAÇÃO E TIME DE TRABALHO............................................................................................................21
ATUALIZANDO EMPREGADOS.........................................................................................................................22
COMPROMISSO DA GERÊNCIA.........................................................................................................................22
XIV. IMPLEMANTANDO UM SISTEMA DE QUALIDADE ................................ 22
XIV.1 - UM SISTEMA DE QUALIDADE .......................................................................................................22
Aspectos Técnicos .................................................................................................................................... 22
Aspectos culturais .................................................................................................................................... 22
XIV.2 INICIANDO UM SISTEMA DE QUALIDADE .................................................................................23
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SUMÁRIO

  • I. - O QUE É QUALIDADE
    • PROPOSIÇÕES DA QUALIDADE DE SOFTWARE:....................................................................................................
    • PRINCÍPIOS DE QUALIDADE:
    • PRINCÍPIOS DE GERÊNCIA:................................................................................................................................
    • PRINCÍPIOS DE ENGENHARIA:............................................................................................................................
  • II. - HISTÓRICO DA QUALIDADE
  • III. - PORQUÊ SE PREOCUPAR COM A QUALIDADE DE SOFTWARE ?...........
    • QUALIDADE X DEFINIÇÃO DE PRÉ-REQUISITOS
    • QUALIDADE E O DESENVOLVIMENTO SOFTWARE.............................................................................................
  • IV. - QUALIDADE E SERVIÇO DE SUPORTE AO USUÁRIO
    • O QUE É UM SISTEMA DE QUALIDADE?
  • V. - CERTIFICAÇÃO DA QUALIDADE
    • QUALIDADE PRODUTO X QUALIDADE PROCESSO
  • VI. - QUALIDADE DE SOFTWARE:..........................................................................
    • ENGENHARIA DE SOFTWARE ............................................................................................................................
    • QUALIDADE DE PRODUTOS DE SOFTWARE - ISO 9126......................................................................................
  • VII - MÉTRICAS DE SOFTWARE
  • VIII - GUIAS PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE - ISO 14598................................
  • IX - QUALIDADE DE PACOTES DE SOFTWARE - ISO
  • X - QUALIDADE DE PROCESSO DE SOFTWARE:......................................................
  • XI – A SÉRIE ISSO 9000 :
    • ESTRUTURA DO SISTEMA DE QUALIDADE ......................................................................................................
  • XII - ISO 12207 – PROCESSO DE VIDA DO CICLO DE SOFTWARE
  • XIII – GERENCIANDO UM COMPANHIA DE QUALIDADE
    • DEDICAÇÃO À SATISFAÇÃO DO CLIENTE............................................................................................................
    • DAR ÊNFASE À MELHORAMENTOS CONTÍNUOS ...............................................................................................
    • TRATAR FORNECEDORES COMO PARCEIROS DE NEGÓCIOS..............................................................................
    • COMUNICAÇÃO E TIME DE TRABALHO ............................................................................................................
    • ATUALIZANDO EMPREGADOS .........................................................................................................................
    • COMPROMISSO DA GERÊNCIA .........................................................................................................................
  • XIV. – IMPLEMANTANDO UM SISTEMA DE QUALIDADE
    • XIV.1 - UM SISTEMA DE QUALIDADE .......................................................................................................
      • Aspectos Técnicos
      • Aspectos culturais
    • XIV.2 – INICIANDO UM SISTEMA DE QUALIDADE .................................................................................
      • Preparar uma política de qualidade........................................................................................................
      • Estabelecer uma equipe de suporte em qualidade
    • XIV.3 - DEFINIR UM PROGRAMA PARA A QUALIDADE.....................................................................
      • Avaliar a organização..............................................................................................................................
      • Projetar um sistema de qualidade
      • Planejamento e implementação do programa de qualidade...................................................................
    • XIV.4. - IMPLEMENTAR UM PROGRAMA CULTURAL .............................................................................
    • XIV.5 - IMPLEMENTAR O PROGRAMA TÉCNICO ....................................................................................
      • Adotar um ciclo de vida
      • Programa de métricas e medidas de software.........................................................................................
      • Desenvolvimento......................................................................................................................................
      • Suporte
      • Treinamento.............................................................................................................................................
    • XIV.6 – REVISÕES DE PROCESSOS E PRODUTO .....................................................................................
      • Revisões do projeto
      • Revisões da gerência................................................................................................................................
  • XV. – O FUTURO DA QUALIDADE...........................................................................
  • XVI. - BIBLIOGRAFIA
  1. Aumento de processos é normalmente desnecessário a menos que o gerente demonstre compromisso e liderança;
  2. Qualidade e melhoramento dos processos são de difíceis esforços: é sempre possível realizar algo um pouco melhor, um pouco mais rápido e um pouco mais barato;
  3. Um sistema de qualidade compatível com ISO9000 é um bom alvo para muitas organizações, mas não para todas;
  4. Um sistema de qualidade para uma organização deve ser medido de acordo com suas necessidades e circunstâncias ou não será eficiente
  5. Um sistema de qualidade de software eficiente utiliza de boas práticas da engenharia de software baseado nos seguintes princípios:

Princípios de qualidade: · Tentar previnir defeitos ao invés de consertá-los; · Ter certeza dos defeitos que forem encontrados, serem corrigidos o mais rápido possível; · Estabelecer e eliminar as causas, bem como os sintomas dos defeitos; · Auditar o trabalho de acordo com padrões e procedimentos previamente estabelecidos;

Princípios de gerência: · Definir regras e responsabilidades; · Planejar o trabalho; · Trilhar o progressso através de planos e corrigir quando necessário; · Refinar o plano sempre e progressivamente;

Princípios de engenharia: · Analisar o problema antes de desenvolver a solução; · Quebrar problemas complexos em problemas menores; · Garantir que subproblemas unam-se pelo controle de seus relacionamentos;

II. - HISTÓRICO DA QUALIDADE

Conceituar qualidade se torna uma tarefa muito difícil, pois elementos intrínsecos está enraizado no intelecto de cada ser. Portanto se exercícios forem feitos dando como missão para cada grupo, várias definições são apresentadas, mas o que mostra como bem próximo de se considerar é como sendo um método gerencial que através de processos e procedimentos disseminados pôr toda a organização busca uma posição competitiva para propiciar a satisfação da sociedade ao longo do tempo.

A história do desenvolvimento da Qualidade Total como sistema administrativo ter que ser buscado na origem do modelo científico de administração F. Taylor em 1911 publicado em seu livro Princípios da Administração Cientifica em que citava: o aumento da eficiência , a racionalização dos métodos de trabalho, a crença no homem econômico , a divisão e a hierarquização do trabalho , a relevância da organização formal.

Nos anos 30 , o Dr. W.A. Shewhart causa uma revolução à teoria científica da administração quando propõe um método voltado para gestão das organizações conhecido

como Controle da Qualidade - Controle Estatístico da Qualidade (CEQ) ou Controle Estatístico de Processos (CEP) que se baseava na aplicação de gráficos de controle, na inspeção por amostragem.

A tese de Deming para os industriais do pós guerra , nos Estados Unidos, era a da produção com qualidade. Mas, como muitas vezes acontece, a verdade é que Deming não foi ouvido em sua terra, não foi profeta em sua terra e este "não ouvir Deming" vai custar caro aos americanos, porque em pouco tempo vão perder os maiores mercados do mundo.

O Japão, em 1950, convida Deming a fazer uma série de palestras para a J.U.S.E. Hoje esta é uma sigla famosa, que significa União Japonesa de Cientistas e Engenheiros. A JUSE foi responsável pela revolução que o Japão conseguiu implementar.

Deming também foi convidado pela Associação Japonesa da Alta Administração, que é composta pelos 45 maiores industriais japoneses. Isto Significava que o maior poderio privado, 89% do dinheiro privado japonês, estava ai, nesses 45 industriais.

Deming ensinou seu método e, também, aperfeiçoou-o, desenvolvendo uma nova forma participativa de gerência, a qual tirava proveito dos conhecimentos e habilidades de todos funcionários, em todos os níveis, por meios de equipes e sistemas de sugestões que sempre focalizam o cliente.

A psicologia das relações humanas traz o conhecimento do comportamento dos funcionários das organizações e diferente teorias, a da motivação e personalidade de A. Maslow, contribuem com estudos do fator humano, preocupando-se em considerar a satisfação do funcionário como um dos responsáveis pelo aumento da produtividade e de qualidade do produto .A teoria motivação-higiene de Herzberg distingue os fatores do ambiente ( fisiológicos, segurança, social, estima) como fatores provenientes especificamente do serviço ( automatização), mostrando serem esses últimos os motivadores.

Em 1980 começam de forma oficial, nas organizações americanas, ao grandes programas de Qualidade. A primeira organização a que Deming atende é a FORD.

Os Estados Unidos buscaram, além de Deming outros grandes idealizadores deste processo: J.M. JURAN, PHILIP CROSBY, os famosos gurus da Qualidade também chamados pensadores da Qualidade, que começa a dar consultoria para os Estados Unidos sobre Qualidade Total ou Liderança pela Qualidade.

No caso de a empresa não poder entrar em contato direto com o cliente (um produto para vários clientes, como um sistema que vai ser desenvolvido para o mercado SOHO – Small Office/Home Office), a função do marketing da empresa deverá ser tomada como cliente por conhecer o mercado que o produto vai ser lançado.

É aconselhável desenvolver técnicas de prototipagem para isolar e definir as características de qualidade.

O processo de descobrir os pré-requisitos do sistema é geralmente a fase de análise do sistema. O custo/benefício de se aplicar adequadamente os recursos para esta fase é muito grande.

“Pode ser muito caro desenvolver o software errado.”

Qualidade e o desenvolvimento software O processo de desenvolvimento do software é onde os desenvolvedores traduzem os pré- requisitos em software.

É certo que a qualidade do software está diretamente ligada à qualidade dos processos utilizados para o desenvolvimento.

Um bom desenvolvimento de software deve capacitar à organização a definição da consistência do produtos de qualidade. A comunidade de software está vendo que o desenvolvimento do produto deve ser feito de maneira muito rápida. O ciclo de vida do produto é agora um negócio crítico para muitos desenvolvedores.

Os consumidores de software necessitam de produtos cada vez melhores e mais rápidos de serem desenvolvidos para aumentar a sua competitividade no mercado global.

Se estes objetivos forem cumpridos, o desenvolvimento de software, deve:

· Utilizar as melhores práticas da engenharia de software;

· Ser operado por pessoal treinado com responsabilidades e instruções;

· Dar ênfase na prevenção de defeitos assim que forem detectados

· Gerar registro para demonstrar efetividade e eficiência;

· Utilizar destes registros para aumentar a performance no futuro.

IV. - QUALIDADE E SERVIÇO DE SUPORTE AO USUÁRIO

O suporte ao usuário é complexo e deve incluir:

· Documentação para o usuário, incluindo ajuda on-line; · Empacotamento e distribuição organizados; · Implementação e customização de serviços e consultas; · Treinamento; · Assistência help-desk;

· Relatórios de erros e correções; · Melhoramento do software.

Para uma aplicação instalada em um local, os requisitos de suporte podem ser fornecidos via telefone e uma pessoa deve ser treinada e encarregada de receber as ligações.

No caso de ser uma aplicação de nível internacional, ela deve prover ajuda pela Internet e implementar um sistema administrativo para suportar um sistema de help-desk em nível internacional.

O que é um Sistema de Qualidade?

Aplicar os princípios da qualidade de software é o início para o sucesso. O termo “sistema de qualidade” é utilizado internacionalmente para descrever um processo na qual garante e demonstra a qualidade dos produtos e serviços ofertados pela empresa.

A padronização ISO 9000 define e descreve o que requirido ou satisfatório em um sistema de qualidade contendo componentes de desenho e desenvolvimento. As padronizações existentes para garantir a qualidade de software serão estudadas mais à frente neste trabalho.

Além das padronizações ISO, muitas outras organizações nacionais e internacionais promovem padrões que descrevem sistemas de qualidade para serem aplicado em sistemas de desenvolvimento e suporte em certas circunstâncias, a exemplificar o CMM (Code of maturity model).

O termo “gerenciamento de sistemas de qualidade” é utilizado às vezes. Este termo dá ênfase às necessidades dos processo de qualidade para serem gerenciados para garantir que continue de forma correta e eficiente.

Tão importante quano as práticas e ferramentas é o status da pessoa que as usa. A qualidade deve garantir que as pessoas envolvidas devem ter suas habilidades certas para cada tipo de trabalho de uma maneira profisional. Se as pessoas necessitam de treinamento, então a empresa deverá treinar os seus usuários. Deve-se garantir que as pessoas entendam suas responsabilidades e como seu trabalho se relaciona com outras pessoas.

Um sistema de qualidade dá grande ênfase à correção de erros. É muito útil corrigir os erros durante o início do ciclo de vida do sistema.

Melhor ainda, é anular erros antes mesmo deles serem feitos Um sistema de qualidade de sucesso inclui maneiras de registrar os erros para determinar as causas e agir de acordo com o erro eliminando suas causas.

Em suma, um sistema de qualidade é tudo que o gerenciamento utiliza para garantir e demonstrar a qualidade do software e do serviço de suporte. O sistema de qualidade é o trabalho completo, incluindo política, procedimentos, ferramentas e recursos, incluindo humano e tecnológico.

Esta descoberta aconteceu durante a própria evolução dos conceitos de qualidade, ao longo dos anos. Observe na tabela abaixo como aconteceu esta evolução:

  1. Inspeção pós-produção Avalia o produto final, depois de pronto^1900
  2. Controle estatístico da produção Avalia os subprodutos das etapas de produção^1940
  3. Procedimento de produção Avalia todo o procedimento de produção 1950
  4. Educação das pessoas Avalia as pessoas envolvidas no processo 1960
  5. Otimização dos processos Avalia e otimiza cada processo^1970
  6. Projeto robusto Avalia o projeto de produção 1980
  7. Engenharia simultânea Avalia a própria concepção do produto 1990

Hoje em dia, você pode consultar normas e padrões tanto para produtos quanto para processos. Obviamente, os certificados mais valiosos são aqueles que certificam o processo de produção de um produto e não aqueles que simplesmente certificam o produto.

Entretanto, é comum encontrar empresas que perseguem os dois tipos de padrão de qualidade.

VI. - QUALIDADE DE SOFTWARE:

Agora que você já sabe o que é qualidade e como ela pode ser avaliada, vamos tentar aplicar estes conceitos aos produtos de software e ao processo de desenvolvimento de software. Inicialmente, vamos encontrar um grande problema: muitas pessoas acham que criar programas é uma arte que não pode seguir regras, normas ou padrões. Isto acontece principalmente porque:

· Produtos de software são complexos, até mais do que o hardware onde executam · Software não têm produção em série. Seu custo está no projeto e desenvolvimento · Software não se desgasta e nem de modifica com o uso · Software é invisível. Sua representação em gráficos e diagramas não é precisa. · A Engenharia de Software ainda não está madura, é uma tecnologia em evolução · Não há um acordo entre os profissionais da área sobre o que é Qualidade de Software

Apesar de tudo isso, precisamos entender que o problema não está no Software em si, mas na forma como as pessoas tem desenvolvido software até os dias de hoje. Precisamos nos conscientizar que necessitamos aplicar na indústria de software os conceitos de qualidade, urgentemente.

Atualmente, muitas instituições se preocupam em criar normas para permitir a correta avaliação de qualidade tanto de produtos de software quanto de processos de desenvolvimento de software. Apenas para ter uma visão geral, observe o quadro a seguir, com as principais normas nacionais e internacionais nesta área:

Norma Comentário ISO 9126 Características da qualidade de produtos de software. NBR 13596 Versão brasileira da ISO 9126 ISO 14598 Guias para a avaliaISO 9126 ção de produtos de software, baseados na utilização prática da norma

ISO 12119 Caracterum produto embalado)ísticas de qualidade de pacotes de software (software de prateleira, vendido com IEEE P1061 Standard for Software Quality Metrics Methodology (produto de software) ISO 12207 Software Life Cycle Process. Norma para a qualidade do processo de desenvolvimento desoftware.

NBR ISO 9001 Sistemas de qualidade - Modelo para garantia de qualidade em Projeto, Desenvolvimento,Instalação e Assistência Técnica (processo)

NBR ISO 9000-3 Gestprocesso de desenvolvimento de software.ão de qualidade e garantia de qualidade. Aplicação da norma ISO 9000 para o NBR ISO 10011 Auditoria de Sistemas de Qualidade (processo)

CMM

Capability Maturity Model. Modelo da SEI (Instituto de Engenharia de Software do Departamento de Defesa dos EEUU) para avaliação da qualidade do processo de desenvolvimento de software. Não é uma norma ISO, mas é muito bem aceita no mercado. SPICE ISO 15504

Projeto da ISO/IEC para avaliação de processo de desenvolvimento de software. Ainda não é uma norma oficial ISO, mas o processo está em andamento.

Engenharia de Software A disciplina que nos ajuda a entender o processo de desenvolvimento de software é a Engenharia de Software. É através dela que poderemos chegar à qualidade. Existe, entretanto, um grande problema a ser resolvido: tecnicamente, ela não existe.

O problema é que, para que uma disciplina seja considerada realmente uma Engenharia, é necessário atender a alguns requisitos básicos que a Engenharia de Software, pelos menos até agora, não atende. Veja a definição de Engenharia:

"A Engenharia deve criar soluções com uma relação custo-benefício adequada para problemas práticos, pela aplicação de conhecimentos científicos, para construir coisas a serviço da humanidade."

Dentro destes conceitos, a Engenharia de Software falha principalmente no que diz respeito à adequação do custo-benefício e à aplicação, em toda a sua extensão, de conhecimentos científicos. Atualmente, estes requisitos são atendidos apenas em parte.

É necessário definir, portanto, o que é exatamente a Engenharia de Software. Veja algumas tentativas de definição:

"...é a disciplina que integra métodos, ferramentas e procedimentos para o desenvolvimento de software para computadores."

"...é uma coleção de processos de gerenciamento, ferramental de software e atividades de projeto para o desenvolvimento de software. "

"...é um termo usado para referir-se a modelos de ciclo de vida, metodologias de rotina, técnicas de estimativa de custo, estruturas de documentação, ferramentas de gerenciamento

VII - MÉTRICAS DE SOFTWARE

Embora a atual norma ISO 9126/NBR 13596 e numere as características e subcaracterísticas um software, ela ainda não define como dar uma nota a um software em cada um destes itens. Se você não está familiarizado com o processo de avaliação de software, pode ter dificuldades em tentar utilizar a norma. Se você pretende avaliar um software segundo esta norma, deve tentar atribuir valores (como se fossem notas ou conceitos) a cada uma das subcaracterísticas.

Algumas características podem ser realmente medidas, como o tempo de execução de um programa, número de linhas de código, número de erros encontrados em uma sessão de teste ou o tempo médio entre falhas. Nestes casos, é possível utilizar uma técnica, uma ferramenta ou um software para realizar medições. Em outros casos, a característica é tão subjetiva que não existe nenhuma forma óbvia de medí-la.

Ficam, portanto, as questões: como dar uma nota, em valor numérico, a uma característica inteiramente subjetiva? O que representa, por exemplo, uma "nota 10" em termos de "Segurança de Acesso"? Quando se pode dizer que a "Intelegibilidade" de um software pode ser considerada "satisfatória"? Criou-se, então, uma área de estudo à parte dentro da Qualidade de Software conhecida como Métricas de Software. O que se pretende fazer é definir, de forma precisa, como medir numericamente uma determinada característica.

Para avaliar uma determinada subcaracterística subjetiva de forma simplificada, por exemplo, você pode criar uma série de perguntas do tipo "sim ou não". Crie as perguntas de forma tal que as respostas "sim" sejam aquelas que indicam uma melhor nota para a característica. Depois de prontas as perguntas, basta avaliar o software, respondendo a cada pergunta. Se você conseguir listar 10 perguntas e o software obtiver uma resposta "sim" em 8 delas, terá obtido um valor de 80% nesta característica.

Obviamente, a técnica acima não é muito eficiente. Para melhorá-la, entretanto, você pode garantir um número mínimo perguntas para cada característica. Além disso, algumas perguntas mais importantes podem ter pesos maiores. É possível, ainda, criar perguntas do tipo ABCDE, onde cada resposta indicaria um escore diferenciado. Alguns estudiosos sugerem formas diferentes de medir uma característica, baseada em conceitos do tipo "não satisfaz", "satisfaz parcialmente", "satisfaz totalmente" e "excede os padrões". Estes conceitos, emboram parecem muito subjetivos, não deixam de ser uma forma eficiente de medir uma característica.

Em todos os casos, um fato fica claro: nada ajuda mais a avaliar características de um software do que um avaliador experiente, que já realizou esta tarefa diversas vezes e em diversas empresas diferentes. Afinal, medir é comparar com padrões e um avaliador experiente terá maior sensibilidade do que um profissional que acaba de ler uma norma pela primeira vez.

Atualmente, a norma ISO/IEC 9126 está sendo revisada. A revisão, que deverá estar pronta nos próximos anos, não deverá modificar nenhuma das características básicas da 9126. A maior modificação será a inclusão de dois documentos adicionais para descrever métricas externas (relativas ao uso do produto) e métricas internas (relativas à arquitetura do produto). Veja algumas das modificações previstas para esta revisão:

· Algumas novas subcaracterísticas: Conformidade fará parte de todas as características. Atratividade será uma subcaracterística de Usabilidade. Capacidade de coexistir será uma subcaracterística de portabilidade. · A norma será dividida em três partes. A primeira (9126-1) incluirá definições e características. As duas seguintes descreverão métricas externas (9126-2) e internas (9126-3). · A versão brasileira da revisão desta norma deverá ser chamada de NBR 9126-1, 9126-2 e 9126-3, segundo a numeração original da ISO/IEC.

VIII - GUIAS PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE - ISO 14598

Todos notaram a necessidade de mais detalhes sobre como avaliar a qualidade de um software. As características e subcaracterísticas da norma ISO/IEC 9126 apenas começaram o trabalho. Faltava definir, em detalhes, como atribuir um conceito para cada item. Afinal, sem uma padronização, que valor teria uma avaliação?

A ISO, consciente deste problema, está finalizando o trabalho em um conjunto de Guias para a Avaliação da Qualidade segundo a norma ISO/IEC 9126. Estes guias descrevem, detalhadamente, todos os passos para que se avalie um software. Embora o trabalho nesta norma ainda não esteja totalmente pronta, já existem informações detalhadas sobre o que será esta norma, quando for oficialmente publicada.

Esta nova norma trará muitos recursos interessantes aos avaliadores, já que trata o processo de avaliação em grande detalhe. Ela leva em conta a existência de três grupos interessados em avaliar um software, o que define os três tipos básicos de certificação:

Certificação Quem realiza Finalidade

de 1a. parte Empresas que desenvolvem software Melhorar a qualidade de seu próprio produto

de 2a. parte Empresas que adquirem software Determinar a qualidade do produto que irão adquirir

de 3a. parte Empresas que fazem certificação Emitir documento oficial sobre a qualidade de um software

Esta norma se constituirá, na verdade, de seis documentos distintos, relacionados entre si. Veja:

Norma Nome Finalidade 14598-1 Visão Geral Ensina a utilizar as outras normas do grupo

14598-2 Planejamento e Gerenciamento Sobre como fazer uma avaliação, de forma geral

14598-3 Guia para Desenvolvedores Como avaliar sob o ponto do vista de quem desenvolve

IX - QUALIDADE DE PACOTES DE SOFTWARE - ISO 12119

Esta norma foi publicada em 1994 e trata da avaliação de pacotes de software, também conhecidos como "software de prateleira". Além de estabelecer os requisitos de qualidade para este tipo de software, ela também destaca a necessidade de instruções para teste deste pacote, considerando estes requisitos. A norma divide-se em itens, da seguinte forma:

Item Descrição

  1. Escopo
  2. Definições
  3. Requisitos de qualidade 3.1. Descrição do Produto Descreve o produto, de forma a ajudar o comprador em potencial, servindo como base para testes. Cada declaração deve ser correta e testável. Deve incluir declarações sobre funcionalidade, confiabilidade, usabilidade, eficiência, manutenibilidade e portabilidade. 3.2. Documentação do usuário

Deve ser completa, correta, consistente, fácil de entender e capaz de dar uma visão geral do produto. 3.3. Programas e dados Descreve em detalhes cada uma das funções do software, incluindo declarações sobre funcionalidade, confiabilidade, usabilidade, eficiência, manutenibilidade e portabilidade.

  1. Instruções para teste 4.1. Pré-requisitos de teste Lista de itens necessários ao teste, incluindo documentos incluídos no pacote, componentes do sistema e material de treinamento. 4.2. Atividades de teste Instruções detalhadas sobre os procedimentos de teste, inclusive instalação e execução de cada uma das funções descritas. 4.3. Registro de teste Informações sobre como os testes foram realizados, de tal forma a permitir uma reprodução destes testes. Deve incluir parâmetros utilizados, resultados associados, falhas ocorridas e até a identidade do pessoal envolvido. 4.4. Relatório de teste Relatório inlcuindo: identificação do produto, hardware e software utilizado, documentos utilizados, resultados dos testes, lista de não conformidade com os requisitos, lista de não conformidade com as recomendações, datas, etc.

Um dos grandes méritos desta norma está na profundidade com que são descritas cada uma das características e subcaracterísticas mencionadas na norma 9126. A norma inclui detalhes que devem estar presentes no produto, tais como:

· Documentação do usuário de fácil compreensão · Um sumário e um índice remissivo na documentação do usuário · Presença de um Manual de instalação com instruções detalhadas · Possibilidade de verificar se uma instalação foi bem sucedida

· Especificação de valores limites para todos os dados de entrada, que deverão ser testados · Operação normal mesmo quando os dados informados estão fora dos limites especificados · Consistência de vocabulário entre as mensagens e a documentação · Função de auxílio (help) com recursos de hipertexto · Mensagens de erro com informações necessárias para a solução da situação de erro · Diferenciação dos tipos de mensagem: confirmação, consulta, advertência e erro · Clareza nos formatos das telas de entrada e relatórios · Capacidade de reverter funções de efeito drástico · Alertas claros para as conseqüências de uma determinada confirmação · Identificação dos arquivos utilizados pelo programa · Identificação da função do programa que está sendo executada no momento · Capacidade de interromper um processamento demorado

Outras características importante são a ênfase nos testes e os modelos de relatórios incluídos. Tudo isso facilita grandemente o trabalho do avaliador. Uma versão traduzida desta norma será publicada em breve ABNT.

X - QUALIDADE DE PROCESSO DE SOFTWARE:

Os estudos sobre qualidade mais recentes são na sua maioria voltados para o melhoramento do processo de desenvolvimento de software. Não é que a qualidade do produto não seja importante, ela é. Mas o fato é que, ao garantir a qualidade do processo, já se está dando um grande passo para garantir também a qualidade do produto.

O estudo da Qualidade do Processo de Software é uma área ligada diretamente à Engenharia de Software. O estudo de um ajuda a entender e aprimorar o outro. Em ambas as disciplinas, estuda-se modelos do processo de desenvolvimento de software. Estes modelos são uma tentativa de explicar em detalhes como se desenvolve um software, quais são as etapas envolvidas. É necessário compreender cada pequena tarefa envolvida no desenvolvimento.

XI – A SÉRIE ISSO 9000 :

Esta série é um conjunto de normas da ISO que define padrões para garantia e gerenciamento da qualidade. Veja algumas destas normas abaixo:

Norma Trata de ISO 9001 Modelo para garantia da qualidade em projeto, desenvolvimento, produção, instalação e assistência técnica. ISO 9002 Modelo para garantia da qualidade em produção e instalação ISO 9003 Modelo para garantia da qualidade em inspeção e ensaios finais ISO 9000-1 Diretrizes para escolher entre as normas ISO 9001, 9002 e 9003 ISO 9000-3 Orientação para a aplicação da ISO 9001 em Software

O órgão certificador realiza visitas periódicas à empresa para assegurar que o sistema continua sendo efetivo

XII - ISO 12207 – PROCESSO DE VIDA DO CICLO DE SOFTWARE

Este padrão formaliza a arquitetura do ciclo de vida do software, que é um assunto básico em Engenharia de Software e também em qualquer estudo sobre Qualidade do Processo de Software. Esta norma possui mais de 60 páginas e detalha os diversos processos envolvidos no ciclo de vida do software.

Estes processos estão divididos em três classes: Processos Fundamentais, Processos de Apoio e Processos Organizacionais.

Veja a lista completa dos processos na tabela abaixo:

Processos Fundamentais Início e execução do desenvolvimento, operação ou manutenção do software durante o seu ciclo de vida. Aquisição Atividades de quem um software. Inclui: definição da necessidade de adquirir um software (produto ou serviço), pedido de proposta, seleção de fornecedor, gerência da aquisição e aceitação do software. Fornecimento Atividades do fornecedor de software. Inclui preparar uma proposta, assinatura de contrato, determinação recursos necessários, planos de projeto e entrega do software. Desenvolvimento Atividades do desenvolvedor de software. Inclui: análise de requisitos, projeto, codificação, integração, testes, instalação e aceitação do software. Operação Atividades do operador do software. Inclui: operação do software e suporte operacional aos usuários. Manutenção Atividades de quem faz a manutenção do software. Processos de Apoio Auxiliam um outro processo. Documentação Registro de informações produzidas por um processo ou atividade. Inclui planejamento, projeto, desenvolvimento, produção, edição, distribuição e manutenção dos documentos necessários a gerentes, engenheiros e usuários do software. Gerência de Configuração Identificação e controle dos itens do software. Inclui: controle de armazenamento, liberações, manipulação, distribuição e modificação de cada um dos itens que compõem o software. Garantia da Qualidade Garante que os processos e produtos de software estejam em conformidade com os requisitos e os planos estabelecidos. Verificação Determina se os produtos de software de uma atividade atendem completamente aos requisitos ou condições impostas a eles. Validação Determina se os requisitos e o produto final (sistema ou software) atendem ao uso específico proposto. Revisão Conjunta Define as atividades para avaliar a situação e produtos de uma

atividade de um projeto, se apropriado. Auditoria Determina adequação aos requisitos, planos e contrato, quando apropriado. Resolução de Problemas Análisar e resolução dos problemas de Qualquer natureza ou fonte, descobertos durante a execução do desenvolvimento, operação, manutenção ou outros processos.. Processos Organizacionais Implementam uma estrutura constituída de processos de ciclo de vida e pessoal associados, melhorando continuamente a estrutura e os processos. Gerência Gerenciamento de processos. Infra-estrutura Fornecimento de recursos para outros processos. Inclui: hardware, software, ferramentas, técnicas, padrões de desenvolvimento, operação ou manutenção. Melhoria Atividades para estabeler, avaliar, medir, controlar e melhorar um processo de ciclo de vida de software. Treinamento Atividades para prover e manter pessoal treinado.

A norma detalha cada um dos processos acima. Ela define ainda como eles podem ser usados de diferentes maneiras por diferentes organizações (ou parte destas), representando diversos pontos de vista para esta utilização. Cada uma destas visões representa a forma como uma organização emprega estes processos, agrupando-os de acordo com suas necessidades e objetivos.

As Visões têm o objetivo de organizar melhor a estrutura de uma empresa, para definir suas gerências e atividades alocadas às suas equipes. Existem cinco visões diferentes: contrato, gerenciamento, operação, engenharia e apoio. Veja na figura abaixo como estas visões se relacionam aos processos.

A ISO/IEC 12207 é a primeira norma internacional que descreve em detalhes os processos, atividades e tarefas que envolvem o fornecimento, desenvolvimento, operação e manutenção de produtos de software. A principal finalidade desta norma é servir de referência para os demais padrões que venham a surgir. Lançada em agosto de 1995, ela é citada em quase todos os trabalhos relacionados à Engenharia de Software desde então, inclusive aqueles relativos à qualidade. A futura norma ISO 15504 (SPICE), por exemplo, organiza seu trabalho segundo o que está descrito na 12207.

A versão brasileira da norma foi encaminhada para votação na ABNT em junho de 1997 e a expectativa da comissão encarregada da tradução é que ela se transforme em norma brasileira ainda em 1997.